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História Sempre Foi Você - Capítulo 16


Escrita por: LoudFanficsAna

Capítulo 16 - Capítulo 15


Fanfic / Fanfiction Sempre Foi Você - Capítulo 16 - Capítulo 15

P.O.V Arthur 

Acordei com o Victor andando pelo quarto. Esfreguei os olhos por causa da claridade e lhe lancei um olhar de morte por ter me acordado as cinco da manhã.
Olhei pra cama ao lado e tudo indicava que o garoto não tinha dormido no quarto. Ontem, depois do que ele viu, passou o dia sumido. Achei que voltaria pelo menos pra dormir, mas nem água.
_Isso são horas, garanhão? _ perguntei, com a voz embargada pelo sono. Victor tinha uma toalha sobre o ombro.
_Vai se ferrar... _meu colega de quarto responde mal humorado.
Dei de ombros e voltei a dormi, enquanto Victor entrava no banheiro.

P.O.V Bárbara

O segundo horário havia começado a vinte e três minutos. E o Augusto ainda não tinha nos dado o ar da graça. Não que eu ligasse para o que aquele idiota fazia, mas pelo relato do Ramos, Victor não havia passado a noite em seu dormitório, e talvez, só talvez eu me sentisse um pouco culpada.
Arthur estava sentado algumas fileiras atrás com os amigos. A conversa do grupinho estava deixando a professora impaciente, mas isso não foi motivo suficiente para retarda-los. Revirei os olhos quando uma bolinha de papel acertou um garoto nerd que sentava ao meu lado na primeira fileira. O garoto não fez nada, além de deixar os ombros murcharem e baixar os olhos para encarar a bolinha no chão ao lado da sua cadeira. Já devia estar acostumado com aquele tipo de brincadeira imatura, vindo dos babacas sentado no fundão da sala.
Encarei os idiotas sob o meu melhor olhar de morte e lhes mostrei o dedo do meio. Arthur sorriu surpreso com o meu ato e depois mecheu os lábios de forma silenciosa, mas pude entender as palavras ditas.
Não tenho nada haver com isso, gatinha.
A frase foi dita pausadamente facilitando o meu entendimento.

percorri o olhar por todo o grupinho, tentando encontrar o responsável. Parei no garoto moreno sentado ao lado direito do meu namorado de mentirinha, que abafava o riso com uma das mãos. Babaca.
Peguei a bolinha de papel que continuava no chão, e a desamassei sobre a mesa. Podia sentir o olhar do nerd queimar minha pele, curioso para saber o que eu faria. Tirei uma caneta da minha bolsinha.
Foda-se! Dê um jeito nesse idiota ou eu mesma dou.
Amassei o papel novamente e o joguei na cabeça do idiota sentado ao lado do Arthur. Ele parou de rir no segundo seguinte e me lançou um olhar raivoso. Enquanto isso, observei de canto de olho Arthur sorrir ao ler meu bilhetinho. Me dando por satisfeita me virei para frente, disposta a prestar atenção na explicação da professora.

_Comecem a fazer o exercício da página 129. _ A mulher declarou.
Assim como ela havia pedido, obedeci. Abri o livro na página e comecei a escrever as respostas em meu caderno. Mas, o barulho de porta sendo aberta me chamou a atenção e subitamente levantei meu olhar para ver de quem se tratava.
Confesso que ao ver a diretora Strauss senti uma pontinha de decepção se ascender em meu íntimo. Esperava que fosse o Victor, mesmo que não gostasse de admitir.
A idéia de que o rapaz pudesse, realmente, ter se importado com o meu beijo com o Ramos, mexia um pouco com o meu pobre coração. Mas aí eu me forçava a lembrar: Ele é o Augusto. Se ele se importa com alguma coisa, com certeza é o imensurável ego.
A Sra. Strauss pediu licença a professora de Biologia, e em seguida nos saldou com um bom dia formal.

_Queridos alunos, venho a comunicar que... _ a diretora foi interrompida no momento em que a porta da sala voltou a ser aberta.
A visão de um Augusto descabelado e com olheiras enormes entrou em meu campo de visão, fazendo-me congelar na carteira. Todos na sala tinham a atenção sobre ele, enquanto o mesmo caminhava sem cerimônia alguma até o fundo da sala, onde era seu lugar habitual. Seu uniforme era composto por uma camisa branca de botões, mangas dobradas até os cotovelos, calça jeans escura, tênis da vans e a gravata jogada sobre o pescoço. Nada de nós. Tudo em uma completa desordem.
Ainda sim conseguia ser o cara mais bonito que já tive o desprazer de conhecer, suspirei com o pensamento.

_Sr. Augusto, teve problemas com o despertador? _ A diretora questionou sarcástica. Mas o rapaz, apenas, a ignorou.
Victor Augusto, exijo que me responda quando lhe dirijo a palavra ou prefere que eu comunique esse seu comportamento a sua mãe? _ O tom da mulher era incrivelmente baixo. No entanto, um ar de imponência dominava sei rosto e fala. E com certeza ela conhecia o ponto fraco dos seus alunos, pois Dean virou em sua direção quase instaneamente, forçando um sorriso.

_não passei muito bem ontem a noite. _ Victor olhou em minha direção, mas logo desviou o olhar. _ E ainda não me sinto totalmente recuperado. _a voz do garoto saiu com um ar tedioso.

A sra. Strauss não acreditou em nada do que o rapaz tinha disse, porém, aceitou suas desculpas e apenas assentiu com um movimento de cabeça.

_Como eu ia dizendo, antes do Victor me interromper... _ ela voltou a atenção para a turma. _ Começarão as aulas de teatro e música, amanhã. Vocês pediram tanto que acabei cedendo. _ a sala toda foi a delírio. Uns assobiavam, outros gritavam fazendo a baderna completa. Menos eu e o Victor. Ele parecia estar "doente" de mais pra comemorar e eu detestava ser o centro das atenções e essas duas matérias exigiam isso.
_Serão duas vezes por semana o teatro, e três vezes as aulas de música. _ A mulher complementa.
_ É obrigatório? _ Victor reclamou.
_Sim. É obrigatório. E pelo que fui informada você canta muito bem. E com certeza, deve si dar muito bem no teatro. _ Disse por fim, se referindo a sua atuação de estar doente.
Victor deu de ombros, e se debruçou sobre a carteira , tampado o rosto com uns dos braços para dormir.

Depois disso a diretora saiu e retomamos a aula. Que por sinal, foram um porre e eu ainda tinha que aguentar o olhar de morte do rei dos babacas por sei lá o que. Ele passou o dia mal humorado, respondendo seus "amigos" mal e quando os professores lhe faziam alguma pergunta, nem se dava o trabalho de responder.
Babaca.
É mordido por onde passa e desconta em quem não tem nada haver.

~♡~
No fim das aulas da tarde, eu já estava me arrastando. O cansaço havia tomado conta de mim, de uma forma que era difícil até permanecer em pé.
Quando cheguei no corredor dos armários, minha vista embaçou e tudo ficou escuro de repente. Senti meu corpo caindo, mas era como se não tivesse controle sobre o mesmo.
Tudo parecia tão distante...
_Opaa... vai com calma ae esquentadinha. _ senti o toque quente de alguém, mas ainda era uma sensação distante.
Não feche os olhos...
Fica comigo, esquentadinha...
Faça um esforço pra manter seus lindos olhos aberto, por favor...
Droga!!

Foram as últimas coisas que eu escutei antes da escuridão decair sobre mim.
~♡~
Ouvi vozes distantes. Tentei abrir os olhos, porém, nada aconteceu, então desisti de tentar e apenas continuei imóvel. Conforme os segundos se passavam, as vozes se tornavam cada vez mais perto, facilitando a identificação dos donos delas. Eram duas pessoas. Um homem e uma mulher. A voz masculina me soou familiar...

_Babi estava cambaleando pelos corredores, e a segurei antes que seu corpo fosse de encontro ao chão. E depois disso ela desmaiou. _ Victor. Essa voz era dele!

_Olhei na ficha da garota e não dizia que ela tinha problemas cardíacos. Desconfio que, o que ocasionou a fraqueza e logo depois o desmaio foi um desgasto emocional. _ O rapaz permaneceu calado, ouvindo tudo atentamente. _Ela deve sentir saudades de casa e da família... isso é normal. Ela só precisa se alimentar melhor e se acostumar com a distância. _ a enfermeira disse por fim, sendo fria o bastante para congelar o inferno. Escutei passos se afastando e isso me deixou apreensiva, pois não queria ficar sozinha com o idiota que me salvou.

Pelo o que ouvi, eu tinha ido parar em uma enfermaria por ter desmaiado e se não fosse pelo Augusto, ainda estaria no chão daquele corredor, por mais incrivel que pareça.
Mesmo já conseguindo abrir os olhos, continuei com eles fechados. Sabia que devia lhe agradecer, mas esse não era o momento. Fingi ainda estar dormindo, na esperança que o rapaz fosse embora, porém ele fez o contrário.
Victor se aproximou da minha cama a passos lentos.

_Hey...você me deixou preocupado! _ sua voz saiu como um susurro. Calma e doce.
Segurou minha mão com carinho e com o polegar começou a fazer circulos na mesma.
_Tentei te deixar acordada, mas você não me obedeceu, esquentadinha! _ Victor brincou. _ Nunca tinha visto alguém desmaiar e muito menos em meus braços... _ suspirou baixo. _ Sabe como foi aterrorizante te ver naquele estado? No começo eu não sabia o que fazer. Pensei em te levar pro meu quarto, mas ai, péssima ideia. Pensei no seu, mas o que eu faria com você lá? Então lembrei que essa droga de escola tem uma droga de enfermaria.

Não sabia o porquê, mas naquele momento minha raiva pelo Augusto não existia. Por mais que eu a procura-se no lugar mais profundo da minha alma, eu não a achava. Podia não lembrar de muita coisa antes do desmaio, mas lembrei das suas últimas palavras carregadas de medo. Medo de que fosse algo bem mais perigoso do que parecia.

_Te carreguei no colo até aqui, e não te deixei sozinha nem por um segundo. _ a voz dele, era mais rouca do que no começo, a deixando ainda mais bonita. Victor soltou a sua mão da minha e a levou até meu rosto, agora, com mais cor. _Você consegue ser ainda mais linda enquanto dorme.... esquentadinha. _ o garoto sorriu ao falar isso. E me esforcei para não corar com o seu toque e suas palavras.
Cadê o babaca de hoje mais cedo, meu Deus?
O Victor que eu conheço não é assim...


_Sr. Augusto, o senhor precisa comer algo. Desde que a garota chegou que você não arredou o pé daqui. _a enfermeira fala, ao entrar na enfermaria, de novo.
Essa "garota" tem nome... ; penso, revoltada com o tratamento. Mas me seguro pra não abrir os olhos. Victor não precisa saber que escutei tudo o que ele falou.

_E se ela...

_ Estarei aqui. _ a enfermeira o interrompe. _ Não se preocupe, cuidarei bem dela.

Victor ficou um pouco contrariado, porém, não vê outra escolha a não ser fazer o que a enfermeira pediu.
_Tudo bem. _ Cedeu, e então ele se foi.











 



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