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História Sempre foi você (Malec) - Capítulo 15


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Notas do Autor


Gente, quase não atualizo hoje, perdi todas os meus capítulos, inclusive esse, enfim, peço que tenham paciência, até domingo tudo volta ao normal, o bônus vence o mais forte estava pronto e terei que reescrever.

Muito obrigada ao apoio nas fic, amo muito tudo isso.

Próxima atualização domingo, boa leitura e espero vocês nos comentários.

Capítulo 15 - Dor compartilhada


Fanfic / Fanfiction Sempre foi você (Malec) - Capítulo 15 - Dor compartilhada

Depois que Magnus termina de conversar com a mãe, a enfermeira dá um sedativo e um calmante para ele, e ele fica sonolento.

Sebastian e Rafael aproveitam para irem para um hotel perto do hospital descansar um pouco, a chegada em nova York será bem atribulada.

No hospital, Alec ainda está tentando se recuperar do baque da notícia, quando o Matt liga para ele.

- Oi Matt, eu acabei de saber, um acidente do ônibus do hotel para o aeroporto né? Eu tava em casa, tinha acabado de chegar, tava com a mãe justamente vendo as fotos dele, quando o Dr Hodge mandou me chamar.

-Você não sabe de mais nada não irmão? Meu Deus, agora essa, Matt diz andando de um lado para o outro.

- Não irmãozinho, eu vou lá falar com o Dr e te ligo em seguida, fica calmo, vamos ter fé, Mags é um garoto forte, vai sair dessa, Alec diz encerrando a ligação.

Matt está totalmente sem chão, então George se oferece para levá-lo para casa, mas ele pede a Andrew para ir com ele, deixando o outro morrendo de ódio.

Enquanto isso no hospital, Lídia fica olhando para o namorado que está paralisado encostado na parede, ainda perplexo com a notícia.

- Alec, ei, você precisa ser forte meu amigo, por você e pelo seu irmão, infelizmente se for confirmado o diagnóstico, temos uma grande batalha pela frente, Simon diz e Jace o repreende.

-Gente, vamos ter esperança nesse momento, Dr Hodge está indo pessoalmente buscar ele, e você, quer que te acompanhe até a sala dele? Jace pergunta e Alec concorda com a cabeça e os dois saem abraçados corredor a fora, Simon e Clary vão embora para casa, já tinha virado o plantão e Lídia, fica ali, esquecida por todos, até pelo namorado.

- Alec, ainda bem que você chegou, como já soube, estarei indo buscar o Magnus, Asmodeus me pediu e como amigo da família a anos, não pude negar, mas tem aquele paciente que fizemos a cirurgia hoje, ele precisa de atenção especial, por isso eu preciso que fico com ele, eu confio em você, posso contar com isso?

- Claro Dr, pode ir tranquilo, eu estarei aqui o tempo todo, só trás o meu cunhado de volta, sā e salvo, Alec diz segurando as lágrimas, ele é médico e não pode deixar as emoções falarem mais alto.

- Que bom meu rapaz, o médico diz saindo do consultório.

-Você quer que eu fique com você? Jace pergunta vendo a angústia do amigo, acha que consegue?

-Claro eu sou um Lyghtwood, ele diz e dá um sorriso tímido para o amigo, que sorri de volta.

--------------

O avião UTI chega em Paris as duas da tarde, Dr Hodge conversa com o médico que fez os primeiros atendimentos em Magnus e depois de tudo organizado, eles entram no avião, juntamente com Rafael e Sebastian. No caminho para nova York, Magnus desperta um pouco e vê o Dr hodge, ele chora muito e fica emocionado com a presença de um rosto tão familiar ali, depois volta a dormir novamente.

O avião pousa em nova York as quatro da tarde, Asmodeus e Cahaya o espera abraçados na área onde está uma ambulância aguardando por ele, eles se emocionam ao ver o filho todo imobilizado.

Magnus é colocado dentro da ambulância e Dr Hodge entra com ele, Asmodeus e Cahaya entram no carro com Elias e seguem eles, Asmodeus esquece completamente do marido, que fica indignado e chama um táxi, indo direto para o apartamento deles, Rafael chama outro e vai para o hospital.

Magnus é encaminhado diretamente para uma bateria de exames, Asmodeus exige que sejam feitos todos, sem exceção.

Em uma sala de espera no hospital, reservada para a família, estão, Cahaya, Asmodeus, Cat, Dot, Matt, Maryse, Robert, Lídia, Valentim, Rafael, quando o Dr Hodge e o Dr Alec entram nela, algum tempo depois.

-Agora ele está na UTI, enquanto preparam o centro cirúrgico.

- E os exames? Quais foram os resultados? Asmodeus pergunta ansioso.

- Infelizmente Asmodeus, os resultados dos exames de Paris, foram confirmados, eu sei que é um momento muito difícil, o médico diz com pesar.

- É o momento mais difícil da minha vida, Cahaya diz com lágrimas nos olhos.

- Ele já sabe? Cat pergunta chorando muito.

- Não, mais eu prometi a ele que iria contar assim que tivesse os resultados, e é isso que eu vou fazer, esse é um direito do paciente, e a experiência tem mostrado que é bom, que é positivo, não esconder nada, não mentir nunca.

- Bem, duas pessoas podem vir comigo, o médico diz e Asmodeus e Cahaya se aproximam dele.

- Dr Hodge, eu gostaria muito de poder assistir a cirurgia, Matt diz um pouco sem graça, Alec olha para o irmão com ternura.

- Não é comum isso acontecer, mas podermos abrir uma exceção, mas você deverá estar preparado, a cirurgia pode durar de cinco a seis horas, e só será permitido a sua presença se essa for a vontade do Magnus.

- Claro Dr, eu estou preparado, se Magnus permitir é claro, Matt diz e o médico e os pais do Magnus saem da sala em direção a UTI.

Magnus está olhando para o teto, ele sente que pessoas estão chegando perto dele, quando o Dr Hodge entra no campo de visão dele.

- Quem é que está aí? Ele pergunta com um leve sorriso no rosto.

- Seus pais, eu e o Dr Alec, o médico fala e Magnus dá o primeiro sorriso gostoso depois do acidente.

- Dr Alec, olha só, primeira vez que eu ouvi isso, Dr Alec, então tá bom né, ele diz e Alec sorri pra ele também, um sorriso cheio de esperanças.

- Bem Magnus, nos já estamos com os resultados dos exames, você sofreu uma fratura entre as vértebras C6 e C7, que ficam no pescoço, e causou uma lesão medular muito grave, há também um edema muito grande, é por isso meu querido, essa sua impossibilidade de se movimentar, o médico diz e Magnus olha para ele de uma forma tão intensa, que Alec sente um frio na barriga.

- Eu não vou andar, eu estou aleijado? É isso? Ele pergunta e o médico fica sem reação, ele trava por um momento, Cahaya e Asmodeus que estão nos pés da cama, se abraçam e sentem a dor do filho.

- É isso Dr? Pode falar, eu não vou andar? Magnus pergunta um tanto alterado.

É isso meu querido, é isso, nesse momento você está tetraplégico, o médico diz e Magnus fica em estado de choque, seus pais começam a chorar.

- NÃO OOOOOOOOOOOO, ele dá um grito de dor, não pode ser, isso não pode estar acontecendo, não, isso não é verdade, maldito Sébastian, não era para mim estar naquele ônibus, essa história não é minha, esse destino não é meu, Alec diz que isso é mentira, em você eu acredito, por favor, diz que é um pesadelo, Magnus fala sem parar, Alec sente um nó na garganta e Cahaya chega perto dele.

- Meu filho, você está vivo, isso é o mais importante agora, Cahaya diz chorando.

- Meu pai do céu, eu preferia ter morrido, de que adianta essa vida agora, me diz, de que adianta? Pra vocês todos é muito fácil, mas e eu? E eu? Eu não vou mais andar? Eu não vou mais mexer os meus braços? Eu não vou mais te abraçar pai? Magnus diz e seus olhos inundam.

- Magnus, você precisa se acalmar, por favor, nos vamos precisar fazer uma cirurgia o mais rápido possível.

- Cirurgia pra quê? Me diz? De quê adianta? Pra que cirurgia? Ele grita.

- Se você quer ter a chance de voltar a andar, isso precisa ser feito imediatamente, só se acalma que eu vou te explicar.

- Nós vamos fazer um corte na sua nuca e depois outro no seu pescoço, e através dele, fixar a sua coluna, depois nos vamos retirar o disco e fazer a descompressão necessária nas suas vértebras, o médico continua falando, Magnus está em total silêncio, olhando para o teto, seu rosto não tem nenhum tipo de expressão, depois de um tempo ele fala.

- Me deixem sozinho, ele pede.

- Mags, o quanto antes você fiz essa cirurgia, será melhor para você, Alec diz se aproximando dele e pegando em sua mão, porém Magnus não sente o toque, mas ele sente o carinho.

- Alexander, eu preciso de um tempo sozinho, isso tudo que acabei do ouvir, e demais, só vai e leva eles com você, por favor.

-Eu vou, só não demora, Alec diz e dá um beijo na testa de Magnus, saindo da UTI, acompanhado de todos.

Asmodeus e Cahaya ficam do lado de fora, aguardando o filho ser levado para a cirurgia, depois de um tempo, os enfermeiros vem e colocam Magnus em uma maca para levá-lo para a sala de cirurgia, assim que ele passa pelos pais, a mãe o abençoa.

- Mãe, mãe, você prometeu mãe, você jurou que eu ia ficar bem, MÃE EEEEEE, me ajuda, Magnus grita e Cahaya cai de joelhos no chão, sendo amparada por Asmodeus.

- O que aconteceu com o nosso menino? Asmodeus, eu não sei se vou aguentar.

Alec participa ativamente da cirurgia, Matt não pode assistir, Magnus não permitiu.

Quando a cirurgia termina, Alec segue para a sala onde todos, sem exceção, fizeram questão de não arredar o pé, já é madrugada e ninguém foi embora.

Ele entra na sala com os laudos na mão e todos ficam de pé, Cahaya e Asmodeus o olham com uma enorme interrogação no rosto, ele dá um pequeno sorriso tímido.

- A cirurgia foi um sucesso, conseguimos descomprimir a lesão e fixar a coluna como era esperado.

-Mas já temos alguma previsão? Ele vai voltar a andar? Asmodeus pergunta com esperança.

- O Dr Hodge está vindo para falar com vocês, ele vai explicar tudo, aí é bom que ele fala dá recuperação, Alec desconversa.

- Ele está acordado? Pode receber visita? Dot pergunta.

- Ele está ainda sonolento por causa da anestesia, e Matt está lá com ele, Alec diz e Lídia que está no canto da sala fica observando o namorado que parece nem saber que ela está ali.

--------------

- Magnus, correu tudo bem, você foi muito valente, corajoso.

-Matt, agora você não vai mais precisar ficar contra a minha profissão, o destino já se encarregou disso, Magnus diz com amargura na voz.

- Não Mags, você vai voltar a desfilar, você vai brilhar, como sempre fez, você vai ver meu amor, eu estarei lá na primeira fila, torcendo por você.

- É bom acreditar nisso, é bom, mais eu sei que não é verdade, você está começando a ter pena de mim.

- Isso não é verdade, eu só compreendi que não posso impedir os seus sonhos meu amor, Matt diz com tristeza.

-Pena que compreendeu tarde demais né?

- A gente vai casar Mags, a gente vai viajar com sempre sonhamos, vamos ser muito felizes ainda.

- Que casar Matt, que casar, vai casar com um garoto que não anda, que não pode nem te abraçar, com um garoto que nunca vai ter fazer feliz, é isso? Nem transar a gente vai poder mais, esqueceu que você prefere ser passivo?

- E a sua viagem para o Canadá, quando será? Magnus pergunta.

- Eu não vou mais Mags, eu não quero mais saber disso, já tinha desistido desde que você foi viajar, eu escolhi ficar com você, eu até falei para o Alec, para o Andrew.

- Ah, o Andrew, ele te ama, você sabe né, desde de sempre, casa com ele, ele vai te fazer muito feliz, eu não sirvo para mais nada, Magnus diz e Matt sente uma dor muito grande no peito.

- Você tá nervoso, eu não vou considerar nada que você falou, eu te amo, e não vou desistir de você, Matt diz e Magnus se arrepende de ter sido tão rude.

- Você vai ser recuperar Magnus, você precisa ter esperança, você precisa acreditar, Matt diz e Magnus dá um sorriso amarelo para ele.

- Tá bom, se vai te fazer feliz, eu prometo que vou acreditar, agora vai embora, por favor, Magnus pede e fecha os olhos, Matt dá um beijo em seu rosto e sai da UTI.

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Dr Hodge entra na sala de espera, ele olha para todos que estão ali, todos com os olhos ansiosos por notícias.

- O quadro do Magnus foi grave, mas do ponto de vista cirúrgico, correu tudo bem, agora é só aguardar a recuperação, ele vai ficar uns dias na UTI, depois será transferido para o quatro e depois vai para casa, o médico diz e todos ouvem com muita atenção, mas quanto tempo ele vai ficar aqui, nós não podemos prever, vai depender da recuperação dele.

- Mas nesse tempo, como será o tratamento? Asmodeus pergunta.

- Iremos acompanhá-lo diariamente e prescrever as medicações e fisioterapia, que deverá começar o mais rápido possível, podermos indicar um profissional, ou se vocês quiserem contratar alguém particular, não tem problema, o médico diz no momento que Matt entra na sala.

- Nós temos uma prima, Matt diz olhando para Alec, Isabelle o nome dela, está de mudança para Nova York, se quiserem eu ligo pra ela.

- Ótimo, pode ligar, será bom alguém próximo, Asmodeus diz, e não se preocupe, eu pago o salário que ela pedir.

- Mas sem rodeios, o Magnus vai voltar a andar Dr Hodge? Cahaya pergunta angustiada.

- Cahaya, não vou dizer que será fácil, mas ele tem uma mínima possibilidade, com muito trabalho e dedicação, vamos trabalhar com essa esperança, mas infelizmente não podemos descartar a infelicidade disso não acontecer, ele vai precisar muito de vocês, do amor e dá força de vocês, o médico diz e sai da sala.

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Todos vão embora, o motorista deixa Cahaya e as filhas no apartamento delas e leva Asmodeus para o apartamento de Valentim, ele está muito cansado e não está preparado para encarar Sébastian, não depois de saber da questão do carro.

O dia amanhece e Cahaya corre para o hospital, ela está em uma sala de espera, e começa a lembrar de uma conversa que teve com Magnus uns tempos atrás, em uma viagem dele.

- Mãe, vou te falar uma coisa, eu voltando para Nova York, eu vou voltar para as minhas aulas de dança.

- Você já prometeu isso tantas vezes, seu tratante.

- É sério mãe, agora é pra valer, não vai dar pra dançar em nenhum municipal né, mas vou arrasar nas festas de família, vou dar um show.

- Hum, e vai me deixar muito orgulhosa, Cahaya ainda está pensando quando a enfermeira a chama.

- Oi meu filho lindo, descansou? Ela diz e beija o seu rosto.

- Mags, ontem eu ouvi você falar uma coisa que eu não compreendi, mas que eu preciso compreender, Cahaya diz um tanto receosa.

- O quê? Magnus pergunta.

- Que culpa o Sebastian teve no seu acidente, ela pergunta e Magnus fica em silêncio, ele lembra do acontecido.

-Maldito Sebastian você disse, porque você falou isso meu filho? Ela insiste.

- Me responde Magnus.

- Eu falei.

- E porque você não devia estar naquele ônibus?

- O gente discutiu, e ele como castigo, me proibiu de ir com eles, ele me falou que eu era mimado, e me enfiou naquele ônibus, e ele deu uma bofetada na minha cara, Magnus diz e Cahaya fica enfurecida, ela se aproxima dele, dá um beijo em sua testa e sai do quarto sem dizer uma palavra, visivelmente fria como uma pedra e com muito ódio.


Notas Finais


E aí?


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