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História Sempre vou te amar - Capítulo 21


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Notas do Autor


Depois de três dias enrolando (ou foram dois?) Eu finalmente consegui terminar esse capítulo.

Vou tentar terminar o de amanhã, a tempo de postar amanhã.

Ninguém mandou eu ir assistir One Piece, mas enfim...

Tenham uma boa leitura❣

E me desculpem o atraso e a enrolação

Capítulo 21 - Os Quatro Irmãos


Estávamos sentados no sofá. Eu, Fuyumi, Natsuo e Toya. Os quatro irmãos. Fazia tempo que eu não me sentava com eles assim. Admito que senti falta.

O Toya me pediu para contar tudo o que aconteceu nesses seis anos. Eu contei tudo e não escondi nenhum detalhe. Falar daquilo ainda me incomodava. Enquanto contava eu lembrava de tudo e principalmente de como sentir falta deles e da mamãe, e com isso não consegui conter as lágrimas. Da mesma forma com meus irmãos. Um chorava mais que o outro. O Toya tinha raiva no olhar, a Fuyumi tristeza e o Natsuo uma mistura de raiva e tristeza.

- Eu não acredito que aquele desgraçado fez tudo isso – diz o Toya secando algumas lágrimas
- Você não tinha me contado com tantos detalhes seu idiota – a Fuyumi briga

- Vem cá pirralho – o Natsuo me puxa pra um abraço

- Nós vamos fazer ele pagar por tudo isso. Te prometo – diz o Toya

- Tá bom – digo

- Sinto falta do meu irmãozinho – diz o Toya me puxando para um abraço também e logo os outros dois me abraçam também

- Vocês vão me quebrar – digo rindo

Eles me soltam e ficamos rindo.

- E o que aconteceu depois que o pai mandou vocês para o exterior? – pergunto

Eles se entreolharam e depois começaram a falar.

- Ele mandou cada um de nós pra um país diferente – o Toya começa – Ele mandou a Fuyumi pra Itália, o Natsuo pro Brasil e eu para os Estados Unidos. Ficamos separados por quatro anos.

- Por coincidência ambos estávamos cursando o mesmo curso e fazendo a inscrição para a mesma faculdade em Londres. Todos foram aceitos e então nos reencontramos – continua a Fuyumi – E aí começamos a trabalhar no caso do papai

- As coisas que a mãe nos disse naquele dia não saiu da nossa cabeça, então fizemos de tudo pra vir pra cá e tentar resolver isso logo – diz o Natsuo

- Entendo – digo

- Não vamos contar tudo o que aconteceu nesses anos porque senão íamos sair daqui só amanhã, mas esse é o resumo – diz o Toya

- Fico feliz que tenham voltado – digo sorrindo

- A gente também – eles dizem

- Agora, eu quero saber sobre seu namorado – diz o Natsuo

- Ele tá todo apaixonado – a Fuyumi diz rindo

- Ele não é meu namorado – digo – Ainda

- E porque ainda não é? – pergunta o Toya

- Porque eu quero pedir ele em namoro, mas eu quero fazer isso quando eu puder assumir ele pra todo mundo – digo

- E porque não assume? – pergunta o Natsuo

- Uma palavra, pai – digo revirando os olhos

- Ele não vai te incomodar tão cedo, relaxa – diz o Toya

- E porque? – pergunto curioso

- Ele já sabe que tem gente na cola dele, então ele não vai dar um mole fazendo algo contra você – responde a Fuyumi

- Pede ele logo em namoro e assume. Não fica com medo – o Toya diz – Ou você pode se arrepender – ele diz com um tom de voz triste

- Escuta ele – diz a Fuyumi – Ele tava gostando de um cara, Hawks o nome dele – ela começa a fofocar – Ele não quis assumir o cara, e agora o cara voltou de uma missão e tá namorando

- Não precisava lembrar sabia – ele esconde o rosto na almofada

- Tá sofrendo já faz um mês – continua o Natsuo – Mas eu avisei, ele não quis me escutar

- Então Shoto – o Toya me olha – Desenrola logo, senão você pode se arrepender depois

- Bom, aí vocês tem um ponto - digo e começo a rir

- A gente não ri da desgraça dos outros pirralho - o Toya começa a rir, me puxa e começa a bagunça meu cabelo

- Idiota - digo rindo

- Bom, acho que a gente vai esperar pra conhecer nosso cunhadinho - diz o Natsuo

- Ele vai descobrir que meus irmãos são tudo fora do normal - digo balançando a cabeça

- Tu respeita que nós somos mais velhos que você - diz a Fuyumi
- Ahã - digo revirando os olhos

- Seu pirralho - eles me puxam e a gente começa a rir

Continuamos conversando por um tempo e então a porta da casa se abre.

- Oi - diz o Izuku entrando com muitas sacolas

- Oi - os meninos respondem

- Quer ajuda? - digo indo até ele e pegando algumas sacolas

- Obrigada - ele sorri

-Por nada - retribuo o sorriso

- Eu disse que ele tava apaixonado - diz a Fuyumi soltando uma risada

- Fica quieta - brigo com ela

- A gente já volta - o Izuku diz simpático

Colocamos as compras no balcão da cozinha e então a Inko chega.

- Obrigada pela ajuda, Shoto - ela sorri

- Por nada Inko - dou um sorriso

- Shoto, quem são aqueles lá na sala? - o Izuku pergunta

- São meus irmãos - digo

- Seus irmãos? - ele pergunta espantado

- É, achei que você sabia - digo

- Eu sabia que você tinha irmãos, mas eu não sabia que eles iriam estar aqui em casa - ele diz nervoso

- Culpa meu tio, ele que inventou isso tudo - digo calmo

- Eu não tô preparado pra conhecer seus irmãos não - ele diz ainda nervoso

- Relaxa, eles são de boa. Vem - puxo ele

Chegamos na sala e os meninos viraram para ver a gente entrar. O Izuku tava mais vermelho que um pimentão maduro.

- Relaxa - digo o abraçando 

- Eu vou conhecer seus irmãos, como você espera que eu relaxe? - ele diz

- Vocês sabem que a gente tá escutando né? - o Natsuo se intromete

- Deixa eles, seu idiota - a Fuyumi joga uma almofada no Natsuo

- Relaxa Izuku, eles são idiotas mas são legais - diz o Toya

- Só a gente né - a Fuyumi olha pra ele

- Sério, como vocês passaram na faculdade? - digo me sentando no sofá com o Izuku

- Cala a boca - eles dizem

- Bom, eu me chamo Toya

- Fuyumi

- Natsuo

Ambos cumprimentam com um sorriso.

- Me chamo Izuku - ele sorri

- Você gosta mesmo do nosso irmão? - a Fuyumi pergunta

- Fuyumi - a repreendo

- Cala a boca - ela briga comigo - Eu quero ter certeza que você não vai se magoar

- A superprotetora baixou nela - diz o Natsuo recostando a cabeça no sofá

- E então, Izuku? Você gosta mesmo do meu irmão? - ela continua com a cara de julgamento

- Eu amo ele - ele diz diretamente

Nessa hora eu senti minhas bochechas corarem. Eu achei que ele ia pelo menos ficar envergonhado.

- Isso é bom - ela sorri - Bem vindo a família

- Fico feliz de fazer parte dela - ele sorri

- Uou isso foi rápido - Toya, Natsuo e eu dizemos juntos

- Mas queira fazer parte apenas da parte boa da família - diz o Natsuo

- Como assim? - o Izuku pergunta

- É que o nosso - eu, Toya e Fuyumi cobrimos a boca dele

- Cala a boca Natsuo - repreendemos ele

- O que foi? - o Izuku pergunta confuso

- Nada não Izu, nada não - digo sorrindo

Ficamos conversando por mais um tempo. Eu fiquei feliz de ver que o Izuku se deu bem com meus irmãos. Eles me apoiam e gostam dele.

- Acho que tá na hora da gente ir - o Toya diz se levantando

- Eu vou chamar o tio - digo

- Eu vou com você - o Izuku diz se levantando

Eu dou um sorriso pra ele e então fomos chamar o meu tio. Depois de um tempo voltamos com ele e com a Inko.

- Já vão? - a Inko pergunta

- Já. Nosso turno começa daqui a pouco - a Fuyumi diz

- Voltem outras vezes - a Inko sorri e abraça eles

- Obrigada - eles sorriem

- Vê se dão notícias de vez em quando seus pirralhos, querendo ou não ainda sou tio de vocês - meu tio os abraça

- Pode deixar - eles retribuem o abraço

- Izuku, foi um prazer conhecer você - o Toya diz

- O prazer foi meu - ele sorri

- Cuida bem do meu irmão, e não deixa ele fazer nenhuma besteira - ela pede preocupada

- Pode deixar - ele sorri

- Seja bem vindo a parte boa da família - o Natsuo diz

- Natsuo - repreendemos ele de novo

- Não entendi direito, mas obrigada - ele sorri

Eles se abraçam e então a Fuyumi fica na minha frente e me abraça forte.

- Não faz nenhuma besteira. Mesmo que tudo esteja difícil, não inventa da fazer nada sozinho - ela diz baixo

- Eu vou tentar - digo no mesmo tom

- Seu idiota - ela beija minha testa

- Pode contar com a gente pra tudo - o Toya diz me abraçando

- Não seja idiota como o Toya - o Natsuo diz também me abraçando

- Assim não vale Natsuo - o Toya o repreende

Rimos um pouco e depois eles foram embora.

Eu e o Izuku deitamos no sofá e ficamos conversando por bastante tempo.

- Você tem que ir mesmo? - ele pergunta colocando sua cabeça no meu peito

- Tenho, não posso abusar da sorte - digo mexendo no cabelo dele

- Não quero - ele me abraça forte

- A gente vai se ver na escola amanhã - digo rindo

- Mas eu não vou poder te abraçar e te beijar

- Espera mais um tempo tá - digo dando um beijo nele e me levantando

- Chegar na sua casa, você me manda mensagem - ele diz se sentando 

- Pode deixar - dou um beijo nele - Te amo

- Também te amo - ele retribui o beijo

Saio da casa do Izuku e vou direto para a minha casa. Eu tinha certeza que meu pai ia encher o saco. Eu sai de casa para ir pra escola e tô voltando as cinco da tarde.

Chego em casa e abro a porta. Meu pai estava sentado no sofá mexendo no telefone.

- Demorou aberração - ele diz sem tirar os olhos do aparelho

- Tava fazendo trabalho na casa da Tsu - respondo

Ela vai me matar quando souber que usei ela como álibi sem avisar ela.

- É, ela me confirmou - ele responde

Pera. É o que?? Como ela sabia?

Ignoro e passo em frente dele para ir para o meu quarto.

- Olha aqui moleque, eu tô com a policia na minha cola - ele diz ainda sem tirar os olhos do celular - Eu vou te deixar em paz por um tempo - ele me olha - Mas não abusa da sorte

- Tá - respondo - A Tsu vai vir dormir aqui hoje, pode ser?

- Pode. Mas não abusa - ele diz

Eu apenas me viro e vou direto pro meu quarto, pegando meu celular e ligando pra Tsu.

- Pode dormir aqui em casa hoje? - pergunto assim que ela atende

- Boa tarde pra você também, Shoto - ela diz

- Boa tarde. Pode, sim ou claro?

- Posso, mas pra quê tanta urgência? - pergunta preocupada

- Chegar aqui eu te explico vem logo - digo desligando o celular

Alguns minutos depois ela me liga que estava na porta. Saio correndo do quarto e vou atender.

- Oi - digo abrindo a porta

- Oi - ela me abraça - Seu pai tá em casa?

- Não, saiu - digo

- Então tá bom - ela diz entrando na casa e se jogando no sofá

- Sua folga me impressiona - digo parando na frente do sofá

- Eu amo o sofá da sua casa - ela diz se afundando no acolchoado

- Você sabe que meu pai senta aí né - digo rindo

- Aaa - ela pula do sofá - Vamos pro seu quarto, do seu pai eu quero distância até do cheiro

- Idiota - digo rindo

Fomos pro quarto, trancamos a porta e deitamos na cama.

- Porque você disse que quer distância do meu pai? - pergunto

- Você esqueceu de tudo o que você me contou? Da sua mãe e tudo mais - ela diz

- Verdade, eu tinha esquecido que eu tinha te contado - digo - Falando nisso Tsu

- O que?

- Obrigado por não ter se afastado depois de saber de toda a história podre da minha família - digo

- Eu nunca ia te abandonar - ela pula em cima de mim - Primeiro você é meu melhor amigo e eu te amo e segundo, a culpa é toda do seu pai - sinto irritação na sua voz

- Só fico feliz que você esteja comigo - dou um sorriso

- Falando nisso, você não pretende contar pro Deku? - ela se deita do meu lado de novo

- Não posso

- Porque? - ela pergunta

- Você aceitou bem e entendeu tudo. Mas e se ele não entender? E se ele também achar que é culpa minha - me sinto estremecer

- Você realmente ama ele né - ela me abraça

- Amo e só de pensar em perder ele, eu já fico angustiado - digo

- Olha, se você contar não vai perder ele. Ele te ama e vai te entender - ela tenta me convencer

- Eu não vou contar - digo firme - Pelo menos não por agora - vacilo

- Shoto, não adia isso - ela diz

- Eu não quero que ele saiba disso Tsu, eu tenho vergonha. De tudo - cubro meu rosto - Eu inventei uma mentira horrível pra ele sobre como minha mãe havia parado no Hospital Psiquiátrico

- Mentiras, levam a outras mentiras, seu idiota - ela me da um cascudo

- Mas eu pedi pra você dormir aqui não foi pra me bater - reclamo

- Foi pra quê então? - ela cruza os braços

- Pra você me ajudar a preparar um pedido de namoro pro Izuku - respondo


Notas Finais


Espero que tenham gostado❣


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