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História Sendo um Suporte em um Mundo de Magia - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Capítulo IV


Eu acordei com um raio de sol que se espreitava pela janela, o sol ainda fazia seu caminho para ser visto no céu, notei que minhas costas estavam contra algo especialmente duro, e então me lembrei que devia estar na mesma cama do primeiro dia, e ao meu lado estava Prometeu, seus olhos laranjas pareciam ainda mais vivos com os primeiros raios de sol, ainda assim seu olhar não parecia gentil como o amanhecer.

-O que você fez lá embaixo? –Perguntou-me com gravidade.

-Eu... eu estava lendo um livro. –Contei sinceramente.

-Um livro? –Ecoou com um olhar confuso- Que tipo de livro era? O que estava escrito?

-Bem, eu não tinha conseguia entender no começo, mas no final dele tinha uma palavra dourada, e então ela saiu do livro e...

O movimento súbito de Prometeu me fez para minha história, seu olhar preocupado se transformou em um olhar de alguém que não conseguia segurar a própria ansiedade, seus olhos alaranjados pareciam pulsar em sintonia com suas emoções.

-Você encontrou um grimório. –Constatou enquanto voltava a se sentar ao lado da cama- Então, qual foi a palavra do final do livro?

-Foi... foi roborar.

-Roborar... roborar –Repetiu enquanto girava os olhos pensativo- Não consigo me lembrar de nada, qual a definição?

-Seria fortalecer.

-Fortalecer! –Exclamou entusiasmado- Incrível! Realmente sensacional, eu nunca ouvi falar nada de roborar, mas eu sei que o feitiço Fortalecer é extremamente poderoso.

-Então você não sabe a diferença dos dois? –Perguntei esperançoso.

-Não, nem ideia. –Falou jogando as mãos para o ar.

Agora mais desperto, me sento e começo a pensar no que fazer, ou ao menos como fazer algo com essa nova magia.

-Você disse que o feitiço Fortalecer é muito poderoso, como você sabe disso? –Questionei ao lembrar de suas palavras.

-Bem, eu não possuo esse poder, mas o maior suporte que já existiu tinha.

-O maior suporte...

-Sim, aquele que era considerado a mão direita do maior herói da história.

-Qual era o nome dele? E que história é essa de herói?

-Você ainda não chegou a ler a história do herói? É uma das mais famosas, imaginei que dos tantos livros sobre ela que estivessem lá em baixo eu imaginei que já tivesse lido. –Falou enquanto se reclinava na cadeira.

-Não, eu não tinha lido.

-Bem há muito tempo atrás havia algo de muito errado com o mundo, a história não sabe o que era, os poucos que sobreviveram essa época já estão mortos, e só sobrou a história para ser contada.

-Então não seria tudo somente um conto? –Falei tentando não soar cético.

-Não, na verdade há registros físicos e marcas dessa época.

-Mas então como...

-Espera aí, eu vou contar a história e você vai ouvir, conclusões e duvidas ficam para depois. – Determinou meio impaciente.

-Na época não havia muito conhecimento de classes, mas se assume que o herói era alguém que tinha 100% de aptidão para a categoria de Ataque, e assim vale para seu braço direito, aquele que dizem que foi o pilar central do grupo. Ele tinha 100% de aptidão para Suporte, e o pouco que se sabe sobre a classe de Suporte é graças a ele, também o chamam de Documentador, aquele que escreveu quase todo o conhecimento da antiguidade, Orfeu.

-Orfeu... –Ecoei baixo.

-Sim, não somente para os suportes, magias avançadas para todas as classes e até mesmo para os Desviantes.

-Desviantes?

-É, eles são pessoas especiais que podem usar algumas magias desconexas, e muito difíceis de controlar.

-Então como Orfeu as conhecia?

-Justamente por ele saber dessas coisas é o que faz dele o Documentador, as pessoas também o chamam de Conhecedor, fala-se que não havia nada nesse mundo que ele já não tivesse visto, ouvido ou lido. –Respondeu com o orgulho de quem apresenta um ídolo.

-Então... ele morreu, depois do grupo do herói acabar com aquela época?

-Crê-se que sim, no entanto, pessoalmente acho possível ele ainda estar vivo.

-E os outros?

-Tiveram alguns que viveram, e atualmente somente cinco ainda estão vivos.

-Um dele seria o herói? –Perguntei, e comecei a perceber que minha sede de conhecer estava tornando minhas perguntas em perguntas infantis.

-Não, ele morreu há muito tempo.

-Mas e os quatro? São os únicos vivos daquela época?

-Em tese, eles são.

-“Em tese”?

-Houveram alguns que conseguiram fazer seu caminho para o presente, mas eu nunca li nenhum registro oficial da existência deles.

-Entendo, tem mais alguma coisa lá na biblioteca.

-Deve ter. –Falou Prometeu relaxando-se na cadeira.

Seu corpo esparramado parecia me ordenar a sair da cama para ele deitar, então foi exatamente isso que eu fiz. Descendo pelas escadas, e chegando a biblioteca eu apreciei a vista dos livros e ao me virar para a minha direita eu vi um pequeno criado mudo, e encima dele, uma pilha de papeis que ao analisar melhor percebi que eram pilhas de jornais.

Chegando mais perto, eu peguei alguns jornais e os li, a maioria deles falava de famílias reais e algumas transações econômicas, no entanto havia uma reportagem que despertou meu interesse, um colégio na capital começará a aceitar novas aplicações no próximo ano. E agora eu só consigo pensar “Quantos dias tem um ano nesse mundo”.

Pensando sobre isso, e pensando sobre o colégio, poderia ser uma boa ideia para adquirir um conhecimento sobre como a sociedade desse mundo funciona, mas eu também preciso saber discernir quais magias podem ser feitas e quais não, código de conduta, moeda, data e mais tantas coisas. No entanto, ficar pensando no que deve ser feito é uma coisa, e faze-las são outros quinhentos, e não há melhor meio de adquirir conhecimento do que lendo, e no meu caso, eu tenho uma belíssima coleção pela qual começar.



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