História Senhora Agreste - Capítulo 3


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Costura, costura, costura


Fanfic / Fanfiction Senhora Agreste - Capítulo 3 - Costura, costura, costura

Paris - França

Alya terminou de atualizar o Ladyblog naquela manhã, Nino estava espatifado na cama por ter voltado tão tarde do trabalho (ser DJ é tão cansativo assim?) enquanto ela fazia o café. 

O cheiro do grão moído e já líquido, impregnava suas narinas, um cheiro agradável e que causava água na boca, Alya realmente passou a sentir mais fome depois de engravidar. 

— Bebê, você vai adorar esse mundo... -falava olhando para sua enorme barriga, que aguardava sumir dentro de algumas semanas- Têm árvores, plantas pequenas, flores, frutas, animais incríveis e temos muita gente legal por aí... Ah, e se ficar encrencado, não precisa se preocupar, nós temos dois heróis que sempre nos ajudam... -sorriu lindamente, sentada no sofá de sua sala, olhou para a persiana aberta, indicado o primeiro dos próximos longos dias de primavera- você realmente vai adorar... 

Ouviu seu telefone tocar, levantou-se e atendeu prontamente — Alô? 

— Bom dia, Alya. 

— Lila?!

— Como vai? 

— Nossa, a sua voz é realmente diferente no telefone... -espantou-se- Ahn, tá tudo bem? 

— Sim, na verdade eu preciso de uma ajudinha sua. 

— Ajuda? 

— É, você entende melhor que ninguém como cuidar de crianças, certo? 

— É, posso me gabar por isso. -deu risada- Por quê? 

— Bem, é que estou indo até Paris a trabalho, mas Saeko viajou e eu não vou poder cuidar do Satoru, eu nunca fiquei sozinha com ele desde que o adotamos.. 

— Sério?! 

— Não me pergunte como isso aconteceu porque eu também não sei... -suspirou do outro lado da linha-

— Bom, eu vou visitar a minha mãe hoje e meus irmãos não vão na escola, então ele pode ficar comigo, se você quiser. 

— Isso já é de muita ajuda mesmo... Obrigada. 

— Disponha! -Alya sorriu magnificamente- Teve alguma notícia da Marinette essa semana? 

— Bom, ela me disse que ficaria muito ocupada hoje, mas te atenderia sem problemas. 

— Hm, já faz um tempo que não falo com ela, o estranho é que o Adrien está vindo pra cá na semana que vem e... 

— COMO É?! 

— E-ela não de contou? 

— Me dá um minuto... -Lila se afastou do telefone e deu um berro, xingando o casal de heróis em quatro idiomas diferentes, ainda assim, Alya conseguiu escutar. Uma gota escorreu por sua cabeça- Certo, isso é ótimo! 

— Você... tá com raiva, né?

— Nem um pouquinho! 

— Uhum, sei... -respondeu com tédio- de qualquer forma, estarei te esperando em casa. 

*

*

*

*

Shangai - China

Le Mode. Marinette estava concentrada num desenho muito importante para a coleção de Primavera-Verão de uma renomada estilista japonesa que havia feito contrato com a Agência há poucos dias. Mas ficou surpresa quando descobriu de quem se tratava. 

— Esta é Akemi Rossi, esposa do empresário Thiago Rossi, ela será a nossa anfitriã no desfile das Cerejeiras este ano. -o agente de moda, Yu Tan Xaou, dissera num sorriso simpático para sua aprendiz- Marinette, será a responsável pela finalização dos desenhos e a costura das peças. -apresentou-a para a mulher imponente- 

— É um prazer, Senhorita Cheng! -a educação dela a fazia sentir vergonha de si própria, a jovem heroína fizera uma longa e respeitável mesura, ainda não acreditando no que seus olhos estavam vendo. 

— E-eu quem agradeço pela honra, por favor, estarei aos seus cuidados. 

— Bom, vamos ver o que temos aqui... -Akemi sorriu mais ainda, aproximando-se dela e olhando atentamente seus esboços que já estavam sendo finalizados- nossa, que mãos laboriosas... O seu traço é firme, porém suave e delicado. Não é todo mundo que consegue ter um traço tão marcante assim. 

— I-isso é bom? 

— Claro! Para esta coleção, as peças precisam de ambas, firmeza e suavidade, para dar essência ao seu significado: o equilíbrio que a natureza oferece para o mundo ser melhor. 

— V-você se parece muito com uma amiga minha... 

— E isso é bom? 

— É sim, ela é modelo e atriz também... Ela é muito, muito bonita. 

— Então, irei considerar um elogio. 

Marinette a observou com atenção; era bem alta, alta, corpo magro, mas com suas belas curvas, os cabelos escuros e bem mais longos que os seus próprios, metade dele era pintado de prata e a outra era a cor natural dos fios. 

Olhos carmesins puxados... e lábios muito vermelhos, era a magnitude da beleza em pessoa. - A minha filha iria adorar vestir esse kimono... -olhou a peça que a Cheng finalizava- é bastante detalhado, porém leva técnicas simples para vestir. 

— A senhora tem uma filha? 

— Tenho sim... Aliás, você tem filhos, Senhorita Cheng? 

— Tenho uma filha de seis anos. 

— Que gracinha! Ela deve ser parecida com você. 

— Ah, na verdade ela é o pai de saia... -bufou pensativa, como aguentou ficar 38 semanas carregando um bebê de três quilos para nascer A CÓPIA do pai?! Era frustrante! — Acho que só temos os mesmos olhos, de resto... 

— Bom, posso dizer que minha filha se parece em muito comigo, mas ela tem a personalidade do pai por inteiro. -o sorriso desta mulher era tão pacífico e agradável que Marinette não conseguia deixar de sorrir junto; A energia que emanava dela, era tão... Superior ao clima de tensão e seriedade do lugar... 

— Seu marido é empresário, certo? 

— Sim. 

— Ele deve ser uma pessoa muito ocupada. 

— Bom, nós fazemos o possível para podermos ficar juntos, nem sempre acontece, é claro, casamento e trabalho são coisas bem difíceis de conciliar, principalmente quando se têm filhos. 

— Sim, experiência própria! -ambas riram- Ah, a senhora pode me chamar de Marinette! 

— Bom, sendo assim, Marinette-san... -como boa japonesa que é, não perderia a compostura- Se me permite lhe dar um conselho, aproveite muito esta fase da vida da sua filha. Ela ainda é pequena e depende muito dos pais que tem. A minha filha já é uma adulta e se casou a um tempo. Eu quase não podia vê-la e muitas vezes, não podia cuidar dela porque o trabalho me exigia hiper atenção... Eu ficava com medo de errar com ela e por fim, lhe dava tudo que quisesse. -Akemi sorriu delicada e meio tristonha- sabe, ela é minha mais preciosa joia, eu ficaria quebrada em pedaços se a perdesse... Mais do que já perdi, não podendo acompanha-la quando mais precisou de mim. 

— Senhora Rossi- 

— Apenas Akemi está bom! 

— Senhora Akemi... -sorriu a morena- muito obrigado pelo conselho. 

— Então, vamos trabalhar?

— É claro! 

— Ah, Marin, você tá aí! -Adrien apareceu no batente da sala de criação do studio principal, olhou a esposa e olhou a mulher ao lado, sorriu imensamente- Akemi-san! 

— Adrien-kun! 

— Nossa, quanto tempo! -abraçou-a com simplicidade, deixando Marinette confusa- Não sabia que viria. 

— Pois é, coleção especial de primavera! 

— Ahn, se conhecem? -a pergunta óbvia da heroína os fez sorrir mais- 

— Esta é a mãe da Lila! -Adrien disse num sorriso gigantesco-

— EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEHHH?! 

— Ué, você não sabia? 

— N-NEM PASSOU PELA MINHA CABEÇA! 

— Mas isso é tão óbvio: Lila Rossi, filha do empresário Thiago Rossi... 

— N-não acredito! 

— E como vão as coisas em Paris, Adrien? -Akemi indagou-o curiosa- 

— Bem, sendo sincero eu não sei, já faz três anos que estou morando aqui. 

— Sério?! E como vão as coisas? Você parece até mais responsável! 

— Estou. Minha filha exige isso. 

— Filha? Você já tem uma filha? 

— Pois é! -riu de canto- Ah, então você conhece a Marinette? Eu não sabia disso. 

— Conheci agora mesmo. -sorriu a estilista- 

— Ela é minha esposa. 

— EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEHH?! -ela encarou os dois totalmente surpresa- 

*

*

*

*

Paris - França

— Obrigada por cuidar dele, Alya. -Lila agradecia a amiga enquanto via o pequeno Satoru todo quieto ao lado de sua mais nova responsável- 

— Não precisa agradecer, eu sei que ele vai adorar brincar com os meus irmãos! 

— Bem, só pega um pouquinho leve porque... Ele não fala francês. 

— Ah... Ahn... ele sabe inglês, ao menos? 

— Sim, não é lá aquela fluência, mas dá pra se virar. -sorriu a modelo- Satoru, mama wa sudeni daijoobu furumai, okotte imasu ka? 

— Hai, mama! 

— Jya ne, Tenshi no! -Lila beijou-o na testa e sorriu como nunca, Alya viu esta reação dela pela primeira vez- Obrigada de novo, Alya. 

— Que nada! -sorriu alegre- 

— Ki o tsukete kudasai!

— Hai!

— O que você disse? -Alya ficou toda confusa- 

— Nada, só disse pra ele se comportar... 

*

*

*

Na casa dos pais de Alya, Satoru estava bem quieto e tímido, ele não entendia praticamente nada de francês e as poucas coisas que sabia, eram graças a Saeko, que por também ser japonesa, sabia explicar de melhor forma como funcionava este idioma tão complexo. 

Lila sempre fala em japonês com ele ou ás vezes, em inglês, para lhe ajudar a melhorar na pronúncia, mas não era nada que fosse tão... conversativo assim. 

— Então ele não fala francês? -o pai de Alya encarou-a e ela assentiu-

— Pois é, o Nino até tentou puxar assunto mais cedo, mas o menino é bem tímido. 

— Bom, talvez a Joana consiga agrada-lo, afina, ela sabe um pouco de japonês. 

— Bom, acho incrível que a minha irmã de treze anos saiba uma língua tão complicada dessas. 

— Ela só é interessada, Alya, não podemos culpa-la por gostar de aprender. [n/a: a tia dá apoio 110%]

— A Lila disse que o Satoru tem dificuldades para fazer amizades com crianças, talvez seja pelo fato dele não saber falar francês, então ela tem medo de deixa-lo sozinho com outras pessoas.

— Faz sentido. -a mãe da blogueira suspirou- Um garoto adotado que sai do seu país de origem para morar num local totalmente desconhecido, isso deve ser um choque pra ele. Se acostumar com a cultura, a língua e principalmente, com as pessoas... para uma criança isso é muito difícil. 

— Quando ela me contou a história dele, eu não sabia de onde saíram tantas lágrimas, meus olhos doeram por três dias seguidos. 

— Como assim? 

— Satoru veio de um lugar barra pesada no Japão, um bairro de uma ilha artificial que é ligada ao centro do país. Lá, se você conseguir chegar até os vinte sem ser um viciado em bebidas, drogas ou sexo, parabéns, você já pode morrer como um herói. 

— Alya... -seu pai sussurrou em repreensão-

— Eu nem imagino que tipo de situação esse garoto passou por lá... 

*

*

*

*

Shangai - China

Amélie estava sendo colocada no carro por Adrien, durante todo o caminho de volta pra casa, ela tagarelou tanto em chinês quanto em francês, tudo o que fez e aprendeu no dia. Não havia como ele não se derreter por esta pequena princesinha. 

Marinette ficaria até mais tarde trabalhando nos desenhos, então, ele ficou responsável por cuidar de Amélie. Passearam no parque, brincaram no balanço, tomaram sorvete e até dançaram numa estufa pública. 

Chegaram em casa cansados. 

Adrien dera banho na filha, ajudou com a lição de casa, fez comida pra ela e por fim, depois de assistir um pouco de TV, colocou-a na cama, isso já sendo quase dez horas. 

— Ah, que dia... -Plagg jogou-se em cima da cama de casal do quarto do amigo- caramba, meus ossos estão quebrados. 

— Não sei do que tá reclamando, você só comeu e dormiu o dia inteiro... -o loiro retrucou com tédio- 

— Tsc, qual é o seu problema, você acha que kwamis só fazem isso quando não estão salvando o mundo? 

— É claro! 

— Seu idiota! Nós temos a função de proteger a vida do nosso portador, o que significa, que durante todo o dia, temos de emanar boas energias para o corpo e a alma de vocês, isso desgasta nossa força. 

— Mesmo? Eu não sabia disso. 

— Agora sabe... -bufou o gato- Amélie podia crescer logo, filhote de humano é realmente um ser que exige muita atenção e gastos. 

— Bom, filhotes de gato também precisam de certos cuidados, assim como filhotes de qualquer espécie. 

— Mas os humanos, são os piores... Ah, os piores! 

— Nós inventamos o Camembert e você ainda reclama? -ironizou o herói- Nossa, quanta gratidão! 

— Tsc... Não enfia o queijo nessa história! 

— Poxa vida, vocês se amam mesmo. -olharam para trás e viram uma Marinette ao lado de uma Tikki, ambas bem cansadas. 

— Marin! -Adrien lhe subiu ao colo e apertou-a com carinho- poxa, você demorou hein!

— Pois é, Vestidos não se fazem sozinhos. 

— E como foi? 

— Furei os dedos... -mostrou os curativos nas mãos- todos eles! -sorriu alegre- 

— Ah, sua desajeitada! -ele sorriu igualmente, beijando cada delicado dedo dela- tem que tomar mais cuidado, Princesa. 

— Eu sei, estou melhorando nisso. 

— Seus dedos precisam estar bons... -beijou-lhe as mãos- para poderem continuar costurando mais. 

— O dia de hoje foi produtivo e cansativo... -Tikki reclamou- nossa, posso apenas descansar as minhas asas e dormir... -bocejou- Um pouquinho?... 

O casal deu risada, realmente, levar uma vida normal era interessante, mas ainda preferiam a rotina louca de heróis. 

 

 



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