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História Senhora do Dominador - Capítulo 6


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Capítulo 6 - CP 6


 

— Você fez sexo com ela no chão da casa de Deus? — per­guntou Jugo baixinho ao ver Sakura voltar para dentro de casa. Sasuke lançou-lhe um olhar de reprovação, mas Jugo deu de ombros. — Vocês ficaram trancados lá dentro por muito tempo, Sasuke.

— Apesar do que Soren possa ter lhe dito, algumas coisas não são feitas com rapidez, meu amigo. Você vai des­cobrir isso em Thaxted, tenho certeza.

— E se eu entrar lá e for aclamado como um herói conquistador? O que você vai dizer?

— Vou acrescentar isso às minhas orações noturnas ao Senhor, Jugo. — Os dois riram com os comentários e logo Sasuke ficou sério. — Foi um desabafo, havia muita coisa a ser dita entre nós.

— Copular com uma ovelha também serve para extravasar, meu lorde — acrescentou Jugo rindo. — Soren diria isso.

— Rezo para que seja assim, lorde Thaxted. Em breve e assiduamente.

Eles andaram o resto do caminho até os estábulos e montaram nos cavalos que já tinham sido selados para eles. Enquanto Sasuke esperava por Sakura, mandou que se­lassem mais quatro cavalos e os levassem até o portão. Olhou para o anel que tinha pendurado no pescoço e o suspendeu para examinar melhor. O anel de Bertram ti­nha uma grande pedra vermelha com sua insígnia encra­vada nela, um corvo e um rio, nada mais. Mas ele notou que havia uma falha na borda da pedra como se ela ti­vesse sido atingida por um objeto. Será que foi assim que ele foi removido do dedo do velho senhor? Não era de se admirar que Sakura ficasse nervosa sempre que via o anel.

Sakura apareceu na porta e ele se aproximou, curvan­do-se para ajudá-la a subir no cavalo. Ela estava visivel­mente surpresa.

— Não está pensando em ir até a aldeia a pé — disse ele. — Não é seguro.

Ela agarrou as saias, colocou um pé sobre o dele, subiu no cavalo e sentou-se atrás do marido. Assim que ela se acomodou e ele sentiu os braços de Sakura em torno de si, Sasuke deu o sinal de partida. Ao sair pelos portões e cavalgar pela estrada que levava à aldeia, Sasuke sentiu o corpo reagir à proximidade de Sakura, e logo o passeio se tornou menos confortável do que ele imaginou que seria. Ele cavalgou pela passagem estreita e não demorou muito para sentir a inquietação de Sakura atrás dele.

— Calma, minha lady. Nunca cavalgou antes, não? — perguntou ele.

— Você é muito alto, meu lorde. Eu não vejo nada. — Ele achou que, desse jeito, ela estaria bem protegida, mas a senhora parecia mais interessada em ver o caminho por onde passavam.

— Senhora, eu temo pela sua segurança fora dos muros do castelo. Não me dê motivo para levá-la de volta agora.

Jugo sorriu para Sasuke, apreciando a situação. Não im­portava quantas notícias ele recebesse dizendo que não havia mais rebeldes nas redondezas, Sasuke não se sentia confiante em relação às novidades. Ele suspeitava de que Sai pudesse estar acampado ali por perto. Sakura fi­nalmente sossegou atrás dele, e ele gostou de sentir seus braços e seu corpo pressionado ao seu. Chegaram à entra­da da aldeia, onde seus homens o aguardavam.

Os homens se espalharam pela rua principal da aldeia e, em seguida, fizeram um sinal para ele. Só depois disso que ele permitiu que Jugo ajudasse Sakura a descer do ca­valo. Sasuke não pretendia desmontar, pois era muito mais rápido e eficiente em cima de um cavalo do que a pé. Com arco e espada em riste, ele virou-se e se posicionou de for­ma a ter um panorama geral da aldeia.

Sasuke ficou observando Sakura descer o caminho e ser cumprimentada por inúmeros aldeões. Ao saberem da presença dela ali, todos iam vê-la. Com um aceno de cabeça de Sasuke, Jugo passou à frente e checou as casas onde eram estocados os mantimentos enquanto Sakura continuava conversando com o povo. Cerca de uma hora depois, quando o céu começou a escurecer com nuvens negras, Sasuke encerrou a visita e chamou Sakura e Jugo para partirem.

Sakura ameaçou protestar com Sasuke, mas logo ela se despediu de sua gente, prometendo voltar em breve. De­pois, foi ao encontro dele, e Sasuke ficou feliz de ver que ela estava satisfeita. Ela não se amedrontou quando ele esten­deu a mão para que subisse no cavalo, e parecia em paz com ele e suas ordens.

— Parece que vem uma tempestade por aí, senhora. Você terá outras oportunidades de ver sua gente.

— Vai permitir que eu volte? — perguntou ela.

— Eu preferia que você não viesse, mas com Jugo ou Rogr do seu lado eu vou permitir essas visitas.

Sakura não disse nada, mas Sasuke seria capaz de jurar que ela estreitou o abraço em torno dele naquele momento. E, quando ela descansou a cabeça nas costas dele, ele abriu um largo sorriso.

O resto do caminho foi feito em silêncio. Ele fez uma parada assim que entrou pelos portões do castelo a pedi­do de Sakura, que desmontou. Em seguida, levou o cavalo até os estábulos. Quando ele chegou à sala para comentar sua viagem, ela já tinha desaparecido. Perguntando aos servos, soube que ela estava no antigo quarto de solteira.

Ele abriu a porta sem saber o que encontraria.

 

 

Sai avançava o mais próximo possível da aldeia sem ser visto. Ele tinha deixado a maioria dos homens na bi­furcação do rio e voltou para saber das últimas notícias do mensageiro. Agora, além de os moradores contarem que o novo lorde tinha prometido proteção, eles acredi­taram nele!

A estratégia para conquistar o controle de Taerford e manter as terras de seu pai tinha falhado. Tudo por causa da chegada e do sucesso desse cavaleiro bretão. Mas, com o apoio dos outros lordes saxões, ele planejava tomar a propriedade desse invasor e usá-la como base para recu­perar as terras que deveriam ser suas.

Nem todos os saxões tinham sido expulsos de suas ter­ras. Aqueles que se submeterem a Kakashi preservaram as suas, mas isso não era garantia de lealdade. E, com o apoio dos condes de Northumbria, que um dia foram inimigos de seu pai, ele poderia expulsar a praga desses normandos de suas terras.

Forçado a rastejar como um ladrão por trás das casas para não ser visto, ele conseguiu se aproximar o suficiente para ver Sakura. Ela parecia bem, apesar de pálida, mas não estava ferida. O lorde a trouxe pessoalmente até a aldeia e ficou vigiando enquanto ela conversava com os aldeões. O outro, de nome Jugo, vasculhou por toda parte Ele chegou bem perto, por várias vezes, mas Sai estava acostumado a se esconder agora e fugiu rapidamente

Passado algum tempo, o cavaleiro chamou por Sakura que o obedeceu sem demora. Os dois trocaram algumas palavras e Sakura se despediu dos aldeões com a promessa de voltar em breve. Depois, sem hesitar, Sakura deu a mão ao bretão e subiu no cavalo dele!

Sai poderia perdoá-la por ter colocado a vida em risco por ele, o que resultou na sua liberdade e sua chance de se organizar e desafiar novamente. Claro, ela fazia o que era preciso para sobreviver mesmo que significasse ficar submissa a esse bretão, fantoche do duque normando, e ele entendia isso. Sai escondeu-se nas sombras e ju­rou pela alma do pai que libertaria Sakura, não permitiria que ela sofresse nas mãos do bretão por muito tempo.

Ele deixou três de seus homens na beira do rio vigian­do a aldeia e voltou para o acampamento, esperando rece­ber notícias mais animadoras.

 

 

Sakura estava sentada no chão diante do grande baú de madeira, procurando alguma coisa numa pequena caixa onde guardava objetos pessoais. Ela teve medo de fazer isso antes, mas, por direito, isso pertencia ao seu marido agora. Com toda certeza ele não ia impedir que ela guar­dasse algumas ninharias que lembravam seus pais. Encostada no baú, ela abriu a caixinha que fora um presente de aniversário de 12 anos. A madeira era toda trabalhada e ainda estava em perfeitas condições.

Sai tinha dito que não tinha experiência em madeira, mas ele estava errado. Até hoje, quando ele precisava pensar, trabalhava entalhando madeira, pelo menos até a guerra começar.

Sakura deixou de lado os objetos mais em cima e foi atrás de dois anéis que estavam no fundo da caixinha. Não eram suficientemente grandes para chamar atenção, mas carregavam belas lembranças dos seus pais. Os dois anéis, um maior, para um dedo de homem, e outro menor, para uma mulher, foram os anéis que seus pais trocaram no dia do casamento. Foi um presente do lorde feudal como sinal do seu apoio ao casamento de Bertram, herdeiro de Taerford, e Makubi, uma prima distante do conde Harold.

Ela achou um pedaço de fita dentro da caixa e apro­veitou para amarrar os dois anéis para não se perderem. Quando Sakura estava a ponto de guardar a caixinha den­tro do baú, percebeu que não estava sozinha. Ela olhou para cima e viu o marido a observando.

— O que é isso? — perguntou ele, vindo em sua direção e agachando-se. Ela lhe entregou a caixa e o viu examiná-la. — O acabamento é excelente. E seu?

— É sim, meu lorde. Um presente de um... primo — respondeu ela, sem querer mencionar o nome de Sai e revelar sua proximidade com a família.

— E o que tem dentro? — perguntou ele, ao lhe entregar de volta a caixa.

Ela abriu e mostrou para ele as fitas e as presilhas para véus, e então resolveu lhe mostrar os anéis.

— Sei que são seus por direito, meu lorde, mas é a única coisa que tenho dos meus pais, eu lhe imploro...

— Não implore, Sakura. — Ele colocou os anéis na sua mão. — Isto é seu e eu não vou tirá-los de você. — Ele fechou a mão de Sakura com os anéis e se afastou. — Se eu quisesse, teria tirado quando meus homens a encon­traram.

— Então você já sabia da caixa? Como?

— Meus homens vasculharam tudo no castelo, todo baú, cômoda, cada recanto e esconderijo. É o nor­mal. — Sasuke deu de ombros. Ele se virou para ir embora, mas a encarou novamente. — Mas o que a fez vir revirar isso hoje?

— Pensei muito nos meus pais hoje. Quando você anunciou diante de todos que agora era o lorde daqui, se comprometendo com aqueles que trabalhavam para você, e quando me explicou abertamente sobre a mor­te do meu pai e sua possível participação, ou não, e a maneira como disse que eu devia fazer sobre a aldeia, tudo isso me lembrou da forma como minha mãe e meu pai governavam o castelo. — Ela se levantou e mostrou os anéis para ele.

— Quero que você guarde isto como sinal do meu com­promisso.

Sakura notou que ele estava surpreso com a reação dela.

— Não, senhora. Não preciso dos anéis dos seus pais.

Sasuke colocou os anéis de volta na caixa e a entregou para Sakura, observando enquanto ela devolvia a caixa ao baú.

— Gostaria de lhe pedir sua ajuda, mas não quero que abra mão de nada. Não estou questionando suas intenções, acho que está muito emocionada por causa dos acontecimentos de hoje.

— Mas você exigiu que eles fossem leais e aceitou o compromisso deles — argumentou ela. — Não espera o mesmo de mim?

— Quero outra coisa de você, senhora. Quero mais do que só palavras ou trabalho. Quero seu coração, seu corpo e sua alma.

Comovida com as palavras dele, ela estremeceu.

— Mas você disse que não vai me... — Sakura não conse­guiu dizer mais nada.

— Possuí-la?

Sakura balançou a cabeça, incapaz de falar.

Lorde Sasuke se aproximou e pegou a mão de Sakura mais uma vez. Ele levantou a cota que usava e pôs a mão dela em seu corpo. E aquela parte de seu corpo enrijeceu ao simples toque feminino.

— Não se engane, senhora. Eu a quero, e muito. — Ele soltou sua mão e ela a recolheu, ofegante pelo contato e pelo que ele significava. — Se pudesse acreditar em você, eu a levaria para o quarto, agora, arrancaria suas roupas e só pararia de amá-la quando nós dois estivéssemos exaustos

Depois do que havia acontecido na noite anterior, Sakura podia muito bem imaginar o que aquilo significava. Ape­nas de ouvi-lo falar, seu corpo ficava quente e úmido nos lugares que ele tocara anteriormente. Ele voltou a cobrir o corpo e respirou fundo.

— Eu quero você, mas o mais importante é saber a verdade, por isso eu vou esperar. Saiba que estou tentado a acreditar em você. Eu quero acreditar, mas não posso fazer isso agora.

Se ele tivesse dito isso um dia atrás, ela teria ficado fu­riosa. Mas, hoje, depois de tudo que lhe disse na capela, ela entendeu um pouco melhor a necessidade dele de ter uma prova. Ainda assim, ela ficou magoada; preferia que ele tivesse acreditado na sua palavra. Os filhos bastar­dos faziam parte da vida e muitos na cultura deles eram criados junto com os filhos legítimos, mas ela sabia que isso não era comum na vida dos bretões e normandos. E, apesar de o duque de Sasuke ser um bastardo, isso não era aceito pela maioria da nobreza.

— Está certo — disse ela, tentando ser compreensi­va. — Estava procurando por mim, quando entrou neste quarto?

— Estava, sim — disse ele sorrindo. Os olhos dele pa­reciam estar mais escuros agora e o rosto mais jovem, bem diferente de quando estava zangado. — Decidi esperar até amanhã para partir a fim de inspecionar minhas terras. Então achei que você e Jugo poderiam almoçar comigo para planejarmos o recolhimento dos suprimentos que ainda restaram na aldeia, trazendo-os para o castelo.

— Muito bem, senhor. Será que algum dia vai poder me revelar como faz para convencer Jugo a me acompa­nhar sem reclamar?

Sasuke estendeu a mão e Sakura colocou a sua sobre ela. Ele a conduziu para fora do quarto e ela soube que devia ter muita coisa que ele não estava disposto a falar sobre o amigo.

— O que a faz pensar que ele esteja reclamando? Talvez eu tenha poupado seus ouvidos sensíveis das verdadeiras reclamações.

Quando chegaram ao piso principal, Jugo estava lá es­perando por eles. Sasuke e Sakura o viram, depois se entreolharam e logo caíram na risada. Jugo sentou-se à mesa com eles e, juntos, fizeram planos para aquele dia e tam­bém para os três dias seguintes, quando Sasuke estaria fora.

Foi durante o almoço que Sakura descobriu outro segredo do seu marido, algo que ele dividia com Jugo e que ambos tentavam esconder. Era tão óbvio agora, que ela não sabia como não tinha notado antes. E ficou na dúvida se devia mostrar seu conhecimento.

Nem seu marido nem o amigo dele perceberam.

Mesmo não sendo uma falta tão terrível, pois muitos saxões não sabiam ler ou escrever, para eles era outro sinal de ilegitimidade.

Sakura fingiu não perceber. Não estava certa de onde e como poderia usar isso a seu favor.

A porta se abriu em silêncio como sempre fazia quan­do seu marido chegava ao quarto para dormir. Sakura sentou-se na cadeira de espaldar alto, onde estava com poucas velas acesas, um cobertor sobre os ombros, fazen­do suas orações noturnas e esperando por ele. Sasuke fez um aceno de cabeça quando a viu colocar o terço sobre a mesa lateral.

— Quando vai partir, meu lorde?

— Logo que amanhecer. — Ele a fitou e pôs as mãos na cintura com um olhar sério. — Será que pode me chamar pelo nome quando estivermos no nosso quarto?

Sakura pensou em gritar o nome dele na noite anterior, quando ele a fizera sentir prazer, mas ao se lembrar disso seu rosto ficou quente.

— Meu lorde é para ser usado pelos outros, senhora — disse ele. — Em retribuição, eu a chamarei de Sakura.

— Ainda não está acostumado a sua posição e aos pri­vilégios inerentes a ela? — perguntou Sakura. — Ou você pensa em outra pessoa quando o ouve?

— Muito astuta, senhora. Não estou acostumado a ser chamado de lorde e eu de fato penso em outra pessoa quando ouço alguém me chamando assim. O pai do meu pai chamava-se Sasuke, então fico esperando vê-lo quando ouço alguém me chamar de lorde Sasuke — disse ele e, em seguida, ficou sério. — E, como ele não gostava de me ver, quando isso acontecia era sempre um momento tenso.

Ele começou a se despir e Sakura tentou não olhar, mas depois que o viu de peito nu trabalhando no jardim e como o sentira na noite anterior, o corpo dele lhe interes­sava, e muito. Mesmo sabendo que não era correto uma moça bem-nascida sentir curiosidade sobre essas coisas, ela não conseguiu desviar o olhar.

Sasuke fez uma pausa no despir, principalmente por causa do barulho que Sakura fazia ao respirar. Mas, na ver­dade, tudo que ela fazia o deixava excitado. O plano dele de só se deitar ao seu lado depois de estar bem cansado não tinha dado bons resultados, então ele pensou em ir bem desperto para tentar se controlar. Ao notar os olhos de Sakura focados no seu órgão, ele soube que isso também não iria dar certo.

Sasuke tentou desviar a atenção e se lembrou de que não tinha tido uma mulher desde que saíra da Normandia Em parte, a origem do problema estava aí.

Mas o maior problema dele era sua esposa, que conti­nuava a olhar para a masculinidade dele e que se deitaria na mesma cama que ele naquela noite.

— Não está na hora de se deitar?

— Como, meu...? — Ela fez uma pausa e balançou a ca­beça. — Sasuke — falou ela baixinho. — Eu me distraí.

Ela não teve intenção de ser engraçada, pois ele suspei­tava de que ela fosse inocente nos assuntos entre homens e mulheres, mas mesmo assim ela continuou olhando para ele e não saiu da cadeira.

Sasuke deu a volta na cama e levantou as cobertas, quase as rasgando de tanta pressa para que ela se deitasse. Fi­nalmente, ela tirou o cobertor das costas, subiu na cama e se encolheu do lado oposto ao dele. E ele resolveu fazer o mesmo que ela, caso contrário, a noite seria longa demais para ele.

— Você está reticente quanto ao que acontece entre nós por eu não estar à sua altura? — Ele não conseguia dizer a palavra, era muita vergonha. Ela se virou de lado e o viu apagar as velas e aproximar-se da cama.

— À minha altura? — perguntou ela, e ele vislumbrou um sorriso nos seus lábios. — Sinceramente, acho que o problema não está na condição do seu nascimento, e sim no local que nasceu e como veio parar aqui. — Ela tirou o cabelo do ombro e o fitou. — O nosso rei Harold mesmo tem duas esposas ao mesmo tempo e ambas têm filhos. Não podem ser todos legítimos, ou podem?

Espantado com a lógica de Sakura, ele riu.

— Acho que não.

Ele desamarrou a calça e a abaixou, exibindo sua mas­culinidade ereta. Depois, jogou-a sobre a cadeira e seguiu com a rotina de colocar a espada e o punhal ao alcance da mão. Ele se virou, apagou a última vela e entrou embaixo das cobertas. Pela primeira vez, não deixou nenhum len­çol entre eles.

Acomodado ao lado de Sakura, Sasuke pensou no próximo movimento. Ainda preocupado em ensiná-la a fazer amor, um passo de cada vez, para que ficasse pronta quando ele tivesse tido uma resposta, ele pensou em atiçar sua curio­sidade. Mas, antes, precisava se certificar de uma coisa.

— Eu gostaria de lhe dar prazer, senhora, mas temo aborrecê-la. — Ela levou um susto. Será que fora brusco demais? — Eu achei que você tinha gostado de ontem à noite, mas depois a vi chorar, portanto não quero machu­cá-la.

— De fato, eu hesito em falar dessas questões, porque meu pai sempre disse que eu falava igual a um homem, meu lorde. Ele dizia que era um defeito meu. — Ela sol­tou um suspiro e em seguida ele percebeu que a espo­sa havia se virado para ele na cama. — Eu gostei do que aconteceu entre nós, mas sinto como se tivesse sendo infiel à minha família e ao meu povo quando permito que você me toque.

— Sou seu marido, diante de Deus e de sua gente. Te­nho todo o direito de...

Sakura o surpreendeu ao pôr um dedo sobre os lábios dele.

— Você tem sido bem paciente com minhas hesitações, Sasuke, quando outro homem qualquer...

— Outro normando?

— Outro conquistador — corrigiu-o ela. — Não seria tão paciente.

Ela estava tão perto de se entregar que ele não queria se arriscar a vê-la tomando a iniciativa sozinha, mas sentia o corpo queimar por ela.

— Existe um outro jeito — sugeriu ele, sem saber se da­ria certo.

Antes que ela pudesse dizer mais alguma coisa, ele a dei­tou de costas e a cobriu com o corpo dele. Ele pegou suas mãos e as segurou acima da sua cabeça, e a beijou, pressio­nando a boca na sua até que ela abrisse para ele. Ele contor­nou seus lábios com a língua antes de beijá-la. Percorreu o interior de sua boca com a língua, procurando e sugando.

Logo em seguida, ele parou.

— Alguns homens poderiam forçá-la a aceitar o toque deles.

Agora, com apenas uma das mãos, ele segurou duas mãos de Sakura, e com a outra, que estava livre, acariciava seu braço e depois o seio. Seu corpo reagiu aos toques dele e ele achou que tinha perdido a cabeça. Sasuke a beijou até os dois ficarem sem ar para respirar.

— Certas mulheres gostam de ser tomadas à for­ça — disse ele, para testá-la. — Gostam de ser possuídas contra a vontade e aceitam todo tipo de prazer que se­jam obrigadas a dar. — Ele levantou a camisola dela até a cintura.

— É mesmo? — perguntou ela, com a voz sussurrada.

Sasuke se curvou e beijou-lhe o seio coberto pela cami­sola.

Em vez de reclamar, ela parecia se derreter toda sob o corpo dele. Em seguida, Sasuke se deitou ao lado de Sakura e colocou uma das pernas entre as coxas dela. Como ela não protestou, ele deslizou pelas suas coxas e apreciou a maciez do seu corpo úmido sobre ele.

— É verdade — falou ele baixinho. — Uma mulher que está dominada não tem escolha, ela não pode ser respon­sabilizada pelo que acontece.

Ainda segurando suas mãos acima da cabeça, ele mu­dou para o outro seio e o provocou, como fez com o pri­meiro. Enquanto lhe beijava o seio, Sasuke abriu a mão e passeou pela sua barriga e desceu mais, até chegar ao local onde tinha colocado a perna.

— Não! — gritou ela.

— Quieta — disse ele, junto ao seu rosto. — Isto é apenas uma brincadeira. — Ele soltou suas mãos. — Nunca a toma­ria à força, senhora.

Mas o corpo reclamou por ele ter parado. Ele queria mergulhar no fundo do corpo quente e úmido de Sakura. Estava ofegante, louco para possuí-la. Sasuke se afastou sabendo que precisava controlar o desejo, caso contrário ele faria o que havia prometido não fazer.

— Eu a assustei demais, não foi?

— Não queria que pensasse que tinha me forçado a isso, Sasuke — disse ela baixinho. — Sou sua mulher. Se você busca o prazer no nosso leito conjugal, não vou rejeitá-lo.

— Não vai me rejeitar? Vai ficar deitada como se esti­vesse morta, e deixar que lhe toque? Acho que será pior do que não poder tocá-la de jeito algum.

Será que seria eternamente um bastardo, implorando por carinho? Ele sabia que uma mulher do nível de Sakura não se deitava com um bastardo ou cavaleiro sem terras, a não ser que estivesse querendo se divertir ou ter atenção quando seu marido lorde estava se deleitando com uma prostituta ou amante.

— Não creio que pudesse ficar deitada imóvel se você me tocar do jeito que acabou de fazer.

Ele se virou de lado para encará-la.

— Pensei em lhe dar algumas amostras de como será deitar-se comigo, em vez de esperar para possuí-la só depois que tiver sua menstruação. Achei que poderia se acostumar aos poucos comigo. — Ele tentou lhe explicar, mas ela o interrompeu colocando um dedo sobre os lá­bios dele.

— Então, faça com que eu me acostume ao seu toque, meu marido — disse ela, sussurrando.

Ele beijou seu dedo e lhe segurou a mão.

— Vai chorar depois que eu a tocar?

Ela não respondeu com palavras. Em vez disso, aproxi­mou-se dele na cama.

— Não posso prometer que não vou chorar, Sasuke, mas vou tentar evitar.

Sasuke já estava pensando em desistir, quando sentiu sua mão passar no peito dele. Ele se deitou de costas para deixar que ela o explorasse ali, até que ela tentou tocá-lo lá embaixo.

— Não, aí, não.

— Dói aqui?

— De uma forma que não posso explicar, mas posso lhe mostrar.

Ele começou a fazer carícias, nas suas coxas e sentiu que ela tremia. Sasuke levantou uma de suas pernas e a apoiou na dele, chegando seu corpo perto dele para poder explorá-la. A mão dele passeava sobre seu corpo, desper­tando ondas de prazer em Sakura. Depois, ele começou a fazer carícias nela, na sua intimidade.

— Dói se a tocar aqui? — perguntou-lhe ele:

Ela gemeu e arqueou o corpo. Os sons apaixonados continuaram à medida que ele se prolongava e se apro­fundava dentro dela. Quando ele viu que ela alcançaria o auge do prazer, pressionou a mão na sua feminilidade e esperou até que ela relaxasse o corpo satisfeito jogado por cima da rigidez dele.

Sasuke estava tentado a alcançar o prazer também até que ela tentasse segurá-lo.

— Não, senhora, não faça isso — pediu ele.

— Você não disse que me chamaria de Sakura, Sasuke? — perguntou ela, e começou a acariciá-lo. — Me aju­de — sussurrou ela. — Não sei como...

— Sakura — disse ele com um gemido, enquanto ela pas­sava sua mão inocente no corpo dele e o excitava ainda mais. Ele lhe segurou a mão e guiou seus movimentos até não aguentar mais e atingir o clímax. Percebeu que ela se deitou para trás e, quando ele tentou arrumar as cobertas, viu que ela já estava dormindo. Então ele também virou para o lado e dormiu.

Antes de adormecer, Sasuke se perguntou como seria ter prazer dentro de Sakura, se já tinha sido tão bom agora.

Quando Sakura acordou pela manhã, ele já tinha saído, e foi só quando Konan aumentou o fogo da lareira que ela entendeu que havia dado ordens para ela não ser acorda­da. Como o quarto estava escuro e ela ouviu trovões ao longe, sabia que não poderia ir até a aldeia. Sakura aceitou a oportunidade de ficar na cama e se entregou à preguiça.

Algumas horas mais tarde naquele dia, sua menstruação chegou. Passaram-se dois dias e, quando chegou o tercei­ro dia, ela se perguntou como seria a reação dele quando soubesse da notícia que ela era a virgem que jurara ser.

As chuvas fortes perduraram pelos três dias e ela ima­ginou o quanto devia estar sendo difícil para ele viajar nessas condições. Eles falaram nas terras de seu pai, agora dele, mas ela não conhecia as propriedades vizinhas.

Sakura só sabia que uma das razões para ele fazer essa viagem era por querer descobrir um local apropriado para construir um novo castelo no estilo normando.

Certa vez, Sakura estava trabalhando em uma sala onde guardava os documentos do castelo, quando ouviu uma conversa de Sasuke sobre a necessidade de um castelo mais seguro.

Por mais que ela quisesse acreditar que as guerras ti­nham terminado, não era bem assim. Todos os dias chega­vam notícias sobre foragidos e também sobre os avanços de Kakashi para o norte e para o oeste. As informações vinham para Sasuke, enviadas por vizinhos normandos ou pelo rei. E Jugo estava ficando preocupado, pois nenhu­ma notícia de Sasuke era trazida..

Como não podiam sair porque as carroças ficariam atoladas na lama das estradas, Jugo resolveu desafiar os homens a praticarem esgrima. Sakura ficou dentro de casa e, por mais que lhe pedissem, ela não foi assistir a Jugo derrotar seus adversários.

Finalmente, no quarto dia depois que Sasuke partiu, o sol apareceu para aquecer e iluminar aquela terra molhada. As estradas começaram a secar no final da manhã e Sakura resolveu que já era hora de voltar à aldeia e concluir o tra­balho que planejara fazer antes da partida de seu marido.

 

 

 

 

 

 



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