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História Senhorita - Capítulo 14


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Notas do Autor


Acho todos estavam esperando mais uma aparição do Jin. E como essa fanfic vai passando de uma forma mais lenta, eis que a importância dele está chegando.

Então, boa leitura!

Capítulo 14 - Primeiro beijo


Fanfic / Fanfiction Senhorita - Capítulo 14 - Primeiro beijo


Me abrir com Moonbyul era tão fácil. No lugar dela, Nathalie estaria me dizendo que eu deveria ter dado uma surra em Solar se eu tivesse a procurado. Mas Byul não era assim. Ela me ouvia. E sempre tentava achar uma solução mais pacífica. Moonbyul parecia uma valentona , mas na real, ela era mais manteiga derretida que eu.

_ Acho que você fez o certo. Tae não acreditou em você. Mas uma hora a ficha daquele imbecil vai cair. E também, você se afastou. Tem que deixar ele pensar. Você também precisa. Esse namoro foi rápido demais. Vocês se apaixonaram muito rápido.

Comecei a rir com a boca cheia de pipoca.

_ Moonbyul, eu não estou apaixonada.

_ Ah, não? Se não estivesse, não estaria aqui comigo, chorando por causa do Tae.

_ Mulher nenhuma iria gostar de ser tratada como uma idiota.

_ Nisso você tem razão.Mas você está em outro patamar, menina. Eu conheço minha melhor amiga, e eu sei que está apaixonada.

De repente meu celular começou a vibrar em cima da mesinha entre os pacotes de chocolate.

_ Não vai atender?

_ Não. _ olhei para o visor. Era Taehyung._ Vou deixar cair na caixa postal. _ Olhei pra Moonbyul _ Mas me fala, e o Hoseok, o que houve com ele?

_ Você não vai acreditar...

Na segunda fui me arrastando para a faculdade. Moonbyul e Nathalie tentaram me fazer sorrir, mas a verdade é que eu estava com medo de encontrar Tae e ele pedir explicações.

Mas ao contrário do que eu pensava, ele não veio falar comigo, pelo simples fato de não ter voltado  para a ilha. Aquilo me deixou ainda mais triste. Não sei realmente o que eu esperava.

_ Você não deveria chorar mais. _ Nathalie limpou uma lágrima que caia em meu rosto.

Moonbyul guardava suas coisas no armário enquanto olhava pra mim, preocupada.

_ Está tudo bem. Eu vou ficar bem.

_ Não sei se..._Byul desviou os olhos de mim e parou de repente. _ Meu Deus!

Nos viramos em direção ao que ela estava olhando.

_ O que ele está fazendo? _ Nathalie olhava espantada, assim como nós.

Era Hoseok do outro lado do corredor. Ele estava encostado no seu armário e rindo. Não com seu grupinho mas com Jimin. Nosso pequeno e fofo Jimin. Amigo de Moonbyul. O menino nerd da escola que os outros garotos viviam ameaçando e rindo.

_ Ele está bem? _ Perguntei.

_ Então era verdade. _ Moonbyul falou baixinho.

_ O que era verdade? _ Nathalie olhou para Byul, desconfiada.

_ Eu... Hoseok me mandou uma mensagem ontem falando que tinha procurado Jimin pra falar com a mãe dele ...

_ Espera, espera, espera. Isso tá muito confuso. O Hoseok mandou mensagem pra você? Como ele conseguiu seu número?

_ Jimin deu pra ele.

_ Por quê?

_ Ele disse no sábado que queria conversar com Eunji. Que queria mudar. Mas não acreditei muito. Então ele me mandou uma mensagem dizendo que havia falado com Jimin e ele o levou até a senhora Park. Vocês sabem que ela é psiquiatra, não é?

_ Sim. Nós sabemos. _ falei. _ Será que devo falar com ele?

_ Não. Ainda não. Ele disse que quer se recuperar. E me pediu ajuda. A senhora Park disse que ele deve estar ao lado de alguém que ele confia.

_ Essa pessoa é você? _ Nathalie perguntou

_ Eu ... Não sei. Ele apenas pediu pra que eu acreditasse nele. Porque agora ele está tentando ser amigo de Jimin também. Quer ficar longe dos outros caras. E eu sou a única lá do time com quem ele pode contar.

_ Estou surpresa. _ Falei.

_ Eu também. Mas falei que se ele estiver mentindo vou cortar o que ele chama de pau. E dar pra ele comer.

Olhei pra Byul e comecei a rir  enquanto Nathy atendia o telefone.

_ Eu sei que você já é maior de idade. Mas tem certeza que quer Hoseok perto de você?

_ Não sei de nada. Eu estou confusa. Não sei se confio nele. Não sei se quero ele perto de mim.

_ Nem o capeta quer o Hoseok perto dele, Byul.

_ O quê? _ Nathalie olhou pra nós de olhos arregalados enquanto ouvia alguém do outro lado da linha.

Ela desligou às pressas e olhou pra nós duas.

_ Era o Namjoon. Ele ... Meu Deus... Eunji, seu chefe acabou de... falecer.

_ O quê? O senhor Min?

_ Sim. Parece que foi infarto.


Talvez aquele dia tenha sido o mais assombroso pra todos naquela ilha. O senhor Min era amado pelos moradores e por mim também. Era como um segundo pai, e até mesmo era mais presente na minha vida do que o meu próprio.
Eu quase não consegui sair de casa nos três dias em que a livraria ficou de luto. Namjoon e Sam decidiram ir em frente com os negócios do pai, já que aquele era um meio deles pagarem as contas da casa. Eu também iria continuar lá, mesmo que fosse difícil.

_ Posso falar com você?_ Sam apareceu atrás de mim , me assustando.

Parei de fazer a contagem de livros novos e olhei pra ele. Não parecia o mesmo Sam de sempre.

_ Eu queria conversar com você _ Ele falou com os olhos voltados para o chão.

_ Claro. Sam...

Então ele fez algo que eu nunca pensei que iria fazer: ele me abraçou.

_ Eu não aguento mais isso.

_ Espera. Fica calmo. _ eu me afastei um pouco dele. _ Me conta.

_ Eu... Eu preciso me abrir com alguém. Você é a única pessoa em que posso confiar depois do Kihyun.

Aquilo me deixou um pouco nervosa. Aquele não era o Sam que eu normalmente via. Ele era frio, não ligava nenhum pouco pra mim e sempre  fazia piadinhas sem graça.
Mas nada, nada poderia ter me preparado para o que ele me diria naquele momento.

_ Eu matei meu pai.

_ O quê? Espera, seu pai morreu do coração.

Ele levantou a cabeça e olhou pra mim profundamente.

_ Ele descobriu que eu era gay. Eu acabei confessando quando ele disse que havia me visto com Kihyun. Ele expulsou de casa e eu comecei a dizer que preferia dormir na rua do que ter um pai preconceituoso que nem ele. Então meu pai começou a passar mal e ... Eu não sabia o que fazer, eu estava desesperado.

Eu peguei em sua mão.

_ A culpa não é sua.

_ É. É sim. Completamente minha. Eu nunca vou me perdoar.

_ Sam, me escute. Um dia seu pai iria saber que você é gay. Não é e nunca será culpa sua. Eu sei que você está muito abalado, mas com o tempo você vai conseguir ver que eu estou certa. Se puder até tire um tempo pra você. Mas não se culpe mais. _ eu o puxei para um abraço._ Kihyun sabe disso?

_ Sim. Ele sabe. E disse a mesma coisa que você.

_ Escute ele. Eu acho que os dois tem muito o que conversar. Talvez o Kihyun seja a pessoa certa pra fazer você entender o que está passando agora.

_ Acho que você tem razão.

_ Normalmente eu sempre tenho.



_ Eu sabia que você estaria aqui.
Me espantei ao ouvir a voz de Jin atrás de mim._ Sempre vem a praia quando está triste.

_ Quem disse que eu estou triste? _ perguntei enquanto via Jin sentar ao meu lado na areia da praia.

_ Eu passei na sua casa hoje. Sua madrasta disse que não tinha visto você o dia todo.

_ Ah.

_ Moonbyul disse que você estava muito triste. Mas eu entendo. É uma coisa atrás da outra. E agora seu chefe morreu. Deve está sendo uma barra pra você.

_ É. Eu não sei o que fazer agora.

_ Seria uma surpresa que você soubesse o que fazer agora. Essas coisas acontecem pra que tomemos uma decisão depois de ficarmos muito confusos.

_ O que você falou faz sentido. _ Olhei pra ele que parecia um pouco envergonhado. Era engraçado vê-lo assim._ Então? Vai me dizer como sabia que eu estava aqui?

_ Eu conheço você. Sou acostumado a conhecer sua cabecinha. _ Ele bateu de leve na minha cabeça com o dedo indicador e eu ri. _ Tirei uma risada sua. Já é um avanço.

Coloquei meu cabelo atrás da orelha.

_ Você esteve distante e triste essa semana. Tae tem alguma participação nisso, não é?

Desviei os os olhos para o mar.

_ Não precisa negar. Eu a conheço muito bem a ponto de saber que sim. Ele a magoou._ ele olhou para o mar a nossa frente._ Eu só queria saber o que ele fez pra te fazer ficar assim.
Depois de um tempo em silêncio, resolvi falar.

_ Sabe, você tem razão. O Tae me magoou. Pelo simples fato de não acreditar em mim. Você acreditaria em mim. Eu sei disso.

_ De olhos fechados. _ ele se sentou mais perto de mim. _ sempre. _Suas mãos foram para meu rosto. _ Eu sempre vou estar aqui pra você, porque eu te amo. _ ele aproximou seu rosto do meu. _ Eu vou te beijar, Eunji. Posso?

Eu assenti. Mal sabia o que estava fazendo. Eu só sentia meu coração pulsar forte. Meus batimentos cardíacos mais loucos que o normal. Fechei os olhos, esperando.
Seus lábios tocaram os meus com calma. Frios, pacientes, me trazendo uma sensação de conforto.
Então senti sua língua pedindo espaço no beijo.
De repente suas mãos foram para minha cintura e ele me deitou com calma na areia, nunca parando de me beijar. Em algum momento eu retribui o beijo com um sentimento estranho em mim.
Naquela praia, com o vento batendo em meu rosto e o coração sendo posto a prova eu desejei que Jin fosse Tae, porque por um momento eu senti sua presença naquele lugar. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado do capítulo.

Até o próximo!


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