História Sentenced to Love - Capítulo 15


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Categorias Once Upon a Time, Supergirl
Personagens Alex Danvers, August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Whale (Dr. Victor Frankenstein), Emma Swan, Henry Mills, Lacey (Belle), Lilith "Lily" Page, Maggie Sawyer, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Neal Cassidy (Baelfire), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho)
Tags Ouat, Supergirl, Swanqueen
Visualizações 379
Palavras 3.945
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse cap é embalado ao som de Imagine Dragons - Demons... Vocês irão saber a hora certinha do play e, como sempre, o link está nas notas finais

Capítulo 15 - Meus demônios


Fanfic / Fanfiction Sentenced to Love - Capítulo 15 - Meus demônios

Point Of View Regina

Peguei os arquivos que Robin me pediu e levei até sua sala. O dia terminou bem e tranquilo, fui para casa com Ruby e Mary e expliquei a ausência da Alex. Excluí da minha explicação o fato de ter escutado uma ligação muito suspeita da Danvers. Como combinado, Emma foi até meu apartamento levar minha mala e os remédios. Como uma boa enfermeira, perguntou se já havia me alimentado e me fez tomar a segunda dose dos comprimidos para dor. Emma parecia cansada e não demorou muito para ir embora, até porque a indiscreta da Ruby ficou na cozinha vigiando nossos movimentos enquanto estávamos na sala, como se não bastasse, ela obrigou Mary a fazer o mesmo, sendo assim, o máximo que arranquei da Swan foi um selinho longo de despedida.

- Você precisa se acertar logo com Zelena – digo para a Ruby enquanto fecho a porta após me despedir da Emma

- Me acertar com... Tá louca? – ela fala indignada

- Esse seu humor foi fofinho quando sua paixão pela Zelena era novidade – falo enquanto a observo me fuzilar com o olhar – agora passou de fofo para irritante – a olha na mesma intensidade

- Esse mau humor é porque não deixei você transar no sofá da sala? – ela pergunta irritada

- Meninas, parem agora com isso – Mary dispara – você – aponta para mim – pare de querer transar com a srta Swan em cada cômodo dessa casa, isso é extremamente... Irritante – Mary me assusta com seu tom agressivo – e você – aponta para Ruby – para de ser idiota e fala com Zelena logo porque esse humor que tomou conta de você é ridicularmente... Imbecil... Você gosta dela e ela tá gostando de você então assumam de vez e parem de ser criança – respira em alivio nos deixando boquiabertas

- Acho que mais alguém aqui está com a casa cheia de teias – Ruby brinca sem deixar de lado a expressão assustada

- Cala a boca – Mary diz e vai para o quarto

- O que deu nela? – pergunto confusa

- Ela viu o Nolan de conversinha com uma cliente, ao invés de perguntar, ela supôs que ele preferiu a outra – Ruby me explica

Demos um tempo para Mary e fomos conversar com ela, incentivando-a a ficar de olho no David, mas deixando-o livre, pois é na liberdade que você consegue ver até onde uma pessoa é capaz de ir, enquanto isso ela poderia saber se sente algo de verdade por ele. Vou para meu banheiro e faço minha higiene noturna, ao voltar para o quarto vejo meu celular aceso e noto uma mensagem da Emma.

“O que a Ruby tem? Parecia brava comigo!”

Sorrio com a pergunta seguida pela afirmação feita por ela, decido responder sem expor a Ruby e o que ela estava sentindo.

“Ruby está brava, mas não é com você... Não posso falar mais que isso, sorry”

“Tudo bem, eu entendo, segredo de amigas! Mas, se fiz algo, diz que me desculpei”

“Essa preocupação chega a ser fofa”

“Por que ultimamente tudo o que faço você acha fofo, srta Mills?”

“Porque é incomum ver uma mulher tão forte e destemida se mostrar tão fofa e delicada! Isso me encanta”

“Bom saber, agora vá dormir! Amanhã nos veremos cedo, boa noite!”

“Boa noite Emma, bjs”

“bjs minha lua”

“Minha lua??”

“Sim, iluminada, misteriosa, perfeita, encantadora, minha... Alguma objeção?”

“Nenhuma! Bjs meu sol! :*”

“Gostei disso... Bjs <3”

 Um coração? O que isso quer dizer? E por que começou a me chamar de lua, sabendo do que isso representa para mim? Swan quer me deixar maluca, é essa a sua missão. Acabo adormecendo, um sono profundo e tranquilo, até ser acordada pelo alarme, maldita hora que prometi levantar tão cedo para me exercitar... Quem faz isso as seis da manhã? Me levanto, faço minha higiene matinal e me arrumo para esperar a Emma, meus olhos já abriram e estou sentada na sala, mas meu corpo ainda dorme no aconchego da minha cama.

“Estou na sua porta, abra!”

Leio a mensagem da Swan e olho a hora, seis horas em ponto. O que me deixava feliz é que ela não se importaria com minha aparência horrível, já que ela também estaria assim. Vou até a porta e abro.

- O que diabos é você? – pergunto irritada ao ver Emma radiante e perfeita

- Que humor é esse tão cedo? – ela rebate a pergunta, confusa

- Exatamente, é cedo... Por que você está sorrindo e assim...? – pergunto cada vez mais irritada

- Assim?? – pergunta examinando o seu corpo

- Feliz e radiante! São seis da manhã Emma, seja normal e pareça mau humorada – digo com pesar

- Toma isso – ela me entrega uma garrafa com um liquido marrom

- O que é isso? – pergunto enojada

- Um shake delicioso que vai te reabastecer e você pode tomar seu analgésico antes da corrida – fala sorrindo

- Caminhada – corrijo e ela faz sinal para beber o shake – até que é menos nojento do que eu pensava – digo tomando

- Deixa de drama, é delicioso... Toma de uma vez – diz me apressando

- O que tinha dentro daquilo? – pergunto desconfiada e vou pegar o comprimido

- Cerejas, folhas de espinafre, leite de amêndoas e whey protein de chocolate – ela diz e sorrir com minha expressão enquanto tomo o comprimido

- Não acredito que me fez tomar espinafre liquido – falo fazendo cara de nojo e fecho a porta

- Nós vamos para um parque – diz quando entro no carro – é mais tranquilo

Não demora muito e Emma estaciona, ainda rindo da minha reação ao seu shake. Descemos do carro e começamos a caminhar em passos rápidos, quando nosso corpo aquece Emma me incentiva a tentar uma corrida leve e eu acompanho sua ideia. Aos poucos começo a sentir o fôlego ir embora e voltamos a caminhar em passos rápidos. Emma parecia animada e aquilo acabou contagiando. Voltamos a corrida leve, dessa vez um pouco mais leve porque sentia minhas costas reclamaram um pouco. Swan me alerta a avisá-la se eu sentir a dor aumentar. Começamos a brincar enquanto corríamos e fazemos uma aposta, faltava vinte metros para completarmos a volta ao parque e Swan diz que quem correr mais rápido até lá tem direito de ganhar um mimo da pessoa que perdeu. Aceito a aposta, alongo minhas costas com pesar e pego fôlego para dá um bom impulso. Começamos a correr e antes de chegar na meta vejo que Emma cai, começo a rir, afinal não tinha nenhum obstáculo e ela pareceu não tropeçar em nada.

- Assim não vale Swan, me deixou ganhar – falo sorrindo

- Eu acho que ferrei com meu tornozelo – ela diz baixinho

- Não brinca assim... Vai, levanta – digo observando suas reações

- Falo sério – diz agarrando sua perna esquerda

Vou até ela e ajudo a sentar no meio fio da calçada que estava próxima a nós, tento chamar ajuda, mas sempre que faço isso ela repreende a minha ação.

- Au, au, au, au, au – ela choraminga enquanto segura a sua canela e apoia seu joelho no queixo

- Certo, por que não me deixa pedir ajuda ou te levar para o hospital? – pergunto apoiando minhas mãos na minha cintura e a repreendendo com o olhar

- Porque você vai chamar a emergência, vai pedir médicos e uma equipe cirúrgica – ela dizia com voz de choro

Me abaixo, ficando na altura dos seus olhos, seguro seu rosto com minhas mãos e colo minha testa e meu nariz ao seu.

- Emma, para de ser teimosa e deixa de drama – falo firme olhando em seus olhos

- Só me ajude a levantar – diz segurando minha mão

- Ok – confirmo me levantando e a ajudando a fazer o mesmo

Emma se apoia em mim e esquece da dor que sentia, voltando a apoiar seu pé machucado no chão.

- Au, au, au... Pé mau, pé mau – diz se apoiando no carro a nossa frente

- Emma – falo sem conseguir me manter séria – me dê suas chaves e me deixe te levar ao hospital – estendo uma das minhas mãos

- Não, eu estou bem – ela diz segurando a perna – e para de rir de mim

- Defina bem, porque pra mim significa se sentir agradavelmente confortável... Você se sente assim? – arqueio a sobrancelha e cruzo os braços em sua frente

- Sim – fala firmemente

- É? – aperto seu tornozelo e ela grita

- Hei, o que houve aqui? – ouço alguém falar

- Dr. Chase? O que faz em Seattle? – pergunto confusa

- Vim para uma entrevista no hospital Northwest e resolvi correr um pouco pra relaxar – ele diz olhando pra Emma – que drama é esse?

- Drama? – ela fala irritada

- Machucou e não quer me deixar ajudar – respondo com o mesmo tom utilizado por ela

- Então vai ser o seguinte... Me deixa olhar ou ligo para emergência, qual vai querer? – ele pergunta mostrando o celular

- Você tem um minuto – diz permitindo

- Dói aqui? – aperta um lado do tornozelo e ela prende os lábios e confirma – e aqui? – aperta o outro lado, fazendo Emma ter a mesma reação da anterior – que tal aqui? – aperta um pouco mais acima

- Eu odeio você – ela choraminga

- Você não me odeia, só odeia está vulnerável – Chase diz caçoando – é Swan, torceu o tornozelo... Precisa ver um médico

- Eu acabei de ver – ela resmunga chateada e volta a segurar a perna

- Emma, vamos ao hospital – falo firme, mas não posso negar que achei fofa toda aquela crise, a persuasiva e autoritária stra Swan se torna uma criança teimosa depois de um tornozelo torcido

- Sabe que a única forma de levá-la ao hospital é desmaiada certo? – ele fala como se sugerisse algo

- Oh, por favor, não me tente – falo entrando na brincadeira

- Se quiser... – ele sugere e ela resmunga chateada

- Vá em frente – dou sinal verde e Chase finge que vai bater na Swan que esconde seu rosto com as mãos e nos faz rir

- Você vai para um hospital, fazer um raio-x e... – Chase fala e a surpreende carregando-a até o carro

Ao chegar onde o carro estava, ela me entrega as chaves e o Chase me ajuda a acomodá-la.

- Não vou com vocês porque minha entrevista é daqui a pouco e soube que o médico é meio intragável – fala fazendo uma expressão engraçada

- Boa sorte cabeção – Emma fala ainda fazendo birra

- Obrigada dr. Chase – digo – e boa sorte

- Obrigada garotas, melhoras Ems... E... Regina! Só Robert – ele diz sorrindo

Seguimos para o hospital Nortwest, chegando lá, somos atendidas por um residente que se apresenta como Charlles, um rapaz simpático que parecia morrer de medo da cara feia da Swan toda vez que ele ameaçava tocar nela.

- Pare de me tocar – ela fala entre dentes                  

Levaram-na para a radiologia e logo soubemos o diagnóstico, tornozelo torcido. Aparentemente uma torção feia, mas nada grave. Após nos avisar sobre o resultado do exame, o residente vai até uma moça que faz um sinal com a cabeça e sai. Em poucos minutos ele volta para a maca que estávamos e tenta puxar conversa com a Swan, que reclama de dor.

- Olha, a enfermeira trouxe um sapato novo pra você – mostra sorrindo uma bota ortopédica e Emma faz cara feia, fazendo o sorriso do rapaz desaparecer

- Não vou usar isso – ela resmunga

- Sim, você vai – afirmo

- Enfermeira, você pode segurar a srta Swan? – o residente fala delicadamente ao ver que ela não estava colaborando. Emma, por sua vez, encara a enfermeira com um olhar maníaco que faz a pobre moça recuar e me faz rir

O residente pega a bota e encara Swan com medo, eu olho para ele e o permito prosseguir enquanto Emma me encara toda dengosa. Depois de vários resmungos ele consegue finalizar seu trabalho e a libera, mas ao levantar ela sente uma dor absurda e volta a sentar.

- Seu i-di-o-ta – alguém fala pausadamente – não pode liberá-la sem prescrever analgésicos e dizer o que tem que ser feito – o residente olhava para ele espantado – esse imbecil falou sobre compressas frias?

- Não – Emma responde desconfiada – e quem é você?

- Sou Dr. House, mas as mulheres atraentes podem me chamar de Greg – fala sarcástico – seu i-di-o-ta – fala novamente com o residente – o que ainda faz aqui? Consiga dois bastões compridos, com encosto na parte superior adaptado à axila, no qual se apoia quem tem dificuldade de caminhar.

- Conseguir o que? – ele pergunta confuso

- Duas muletas para moça – fala revirando os olhos e o residente sai – residentes – diz sarcástico

- Você é bem cruel para um médico – digo arqueando a sobrancelha

- E você é bem bonita para... O que você faz mesmo? – ele pergunta irônico

Ignoro e ele se volta para Emma.

- Evita usar o pé pelos próximos dois dias e usa a bota por sete dias – fala rápido e sem olhar para Emma – toma isso aqui a cada oito horas por cinco dias e faz compressa fria no tornozelo... Três compressas por dia durante vinte minutos cada, até não sentir mais dor, entendeu tudo? – Swan confirma com a cabeça – a carona chegou – ele grita ao ver o residente com as muletas e as entrega a Emma – volta quando acabar o tratamento para um novo raio-x. Agora vasa!

- Agora vasa? – pergunto revoltada

- Por favor, querida paciente que já foi diagnosticada e não tem motivos para está aqui – ele fala com ironia e Emma rir – vasa – faz sinal com a cabeça

Emma levanta e eu ajudo entregando as muletas. Fomos para o carro e seguimos para uma farmácia, desço e compro o medicamento passado pelo médico arrogante que nos passou a receita. Ao voltar para o carro eu vejo que Mary está me ligando e atendo.

- Onde você está? – ela fala sussurrando – não liguei antes porque achei que já tinha vindo pra cá e agora o David me pergunta onde está você

- Emma caiu no parque enquanto corríamos e a levei para o hospital – falo rapidamente

- O que houve? Ela está bem? – Mary diz preocupada e ouço murmurinhos – fala com o David

- Oi Regina, o que ouve com Emma? – David pergunta

- Emma caiu no parque e se machucou, trouxe-a até o hospital – respondo

- Ok, fique com ela e quando souber o diagnóstico você me avisa – confirmo e observo que Emma me olha espantada – qualquer coisa que precisar você me avisa

- Certo, obrigada pela compreensão – agradeço

Desligo o telefone e Emma continua me encarando.

- Você não disse que era só uma torção – fala e eu sorrio – Até parece que vou amputar uma perna – fala em tom de brincadeira e já negando a possível ideia

- Pelo seu drama eu também pensei que fosse isso – digo enquanto olho para a pista, voltando a dirigir – e se eu dissesse que era só isso ele não me deixaria ficar com você

- E você quer ficar? – pergunta curiosa

- Vou te levar pra seu apartamento, me guia até lá – digo evitando sua pergunta e ela sorrir

Swan foi ditando as direções exatas e em poucos minutos nós estávamos em seu apartamento, que devo salientar, era m-u-i-t-o diferente do meu. Um lugar surreal e espaçoso, o local que moro sempre supriu minhas necessidades e as das meninas, mas aquele apartamento era demais... Cabia uma casa ali, além de amplo ele era arejado, bem dividido e decorado com muita... Sofisticação. Uma sofisticação moderna!? Ok, não faço ideia do que pensei ao entrar naquele apartamento, sabia que a Emma era rica, mas aquilo era demais até para ela.

- Você pode parar de encarar o apartamento com essa expressão assustada? – ela disse enquanto entrava com dificuldade e sustentando seu corpo com as muletas

- Esse apartamento é... Que palavra posso usar? – tentava achar uma adjetivo diferente de “enorme”

- Demais? – diz com insatisfação

- Você não gosta de morar aqui? – falo em alivio

- Claro que não, prefiro algo mais aconchegante... Gosto de luxo, mas isso é demais – ela diz lendo minha mente – meu apartamento é espaçoso, porém extremamente aconchegante... Prefiro meu sofá cheio de almofadas e minha mantinha – explica enquanto vai até a cozinha

- Mantinha? – caçou

- Sim – ela sorrir – mas um cano quebrou e destruiu meu banheiro... Não consigo dormir com a casa fedendo a pó então vou passar a semana aqui – ela começa a pegar frutas na geladeira e colocar em cima do balcão

- O que exatamente você tá fazendo? – falo com nojo

- Shake pós-treino – ela fala com uma inocência cômica

- Você não pode tá falando sério? – percebo que ela falou sério... Isso era tão frustrante – E os ovos, bacon, café? O que aconteceu com a panqueca com mel e o café? E os waffles com café? – digo desesperada e ela sorrir - você vive de shake?

- Comi muita bobagem esse fim de semana e eu adoro os shakes... Você não? – ela caçoa

- Me deixa pensar – faço expressão pensativa – Não!? Qual é Emma, vamos comer algo que eu possa mastigar

- Posso deixar pedaços de frutas no seu – ela rir e a olho brava – esse café da manhã vai ser do meu jeito... O próximo é por sua conta! De acordo?

- Tenho escolha? – pergunto e ela nega com a cabeça me fazendo render aos seus caprichos.

Vejo atenciosamente tudo que Emma faz e começo a ajudá-la depois que percebo sua dificuldade para se locomover. Até agora tudo bem, só algumas frutas e suco, mas aí ela inventa de pegar um pote com um pó.

- O que é isso? – pergunto confusa

- Colágeno em pó – responde naturalmente

- Você não vai colocar esse nojo aí – digo fazendo cara feia

- Isso não tem gosto de nada, Regina – fala em meio a uma gargalhada

Depois de muitos argumentos sobre os benefícios, ela me convenceu ao dizer que fortaleceria suas articulações e ligamentos, isso ajudaria na recuperação do seu tornozelo. Claro que estamos falando da Swan, então isso não foi dito como um argumento bem elaborado por uma adulta, mas um choramingo de uma criança doente e chantagista. Bebemos o tal shake e acomodei a Emma no sofá, ela precisava descansar a perna que já incomodava depois de tanto tempo em pé. Retraí o sofá para que ela pudesse esticar a perna e eu me sentar ao seu lado, ao mesmo tempo. Coloquei um travesseiro embaixo do tornozelo machucado, sob muito gritos de dor e expressões faciais de alguém que sofre tortura.

- Você realmente tem... Qual sua idade mesmo? – pergunto confusa

- Tenho 27 anos, por quê? – pergunta se mexendo no sofá como uma criança inquieta

- Por isso que sua perna dói... Você não para quieta Swan – falo sorrindo e a repreendendo

- Tem uma forma de me parar – ela diz sugestiva

- Você está machucada – rebato

- Da perna e não da boca – retruca – e pra sua informação... Minhas mãos também estão ótimas – diz enquanto se estica e me puxa pela camisa

Sem falar nada, sigo o seu comando e me aproximo para beijá-la, depois de um selinho longo, me posiciono mais confortavelmente no sofá e ela me observa com um sorriso sacana, me aproximo novamente, ao tocar seu pescoço eu pude sentir seus batimentos cardíacos acelerados e excitados, aquilo era como brasa no meu corpo e me faz beijá-la com mais intensidade. Uma de suas mãos se moveu para a minha nuca e subiu um pouco mais agarrando os meus cabelos, enquanto a outra puxou minha blusa com força, me fazendo cair sobre seu tronco. Ela segura minha cintura com suas mãos e me direciona para suas pernas e assim eu faço, colocando uma perna de cada lado do seu corpo, sem separar nossos lábios por um segundo sequer. Suas mãos passaram a percorrer meu corpo enquanto as minhas agarram seus cabelos e sua nuca. As mão da Emma continuam a descer pelo meu corpo.

- Quero você srta Mills – ela sussurra em meu ouvido com uma voz abafada que me causa arrepio e ela sorrir

Eu estremeço quando sinto seus dentes morderem o lóbulo da minha orelha e apenas gemo em resposta. Meus braços, que já estavam ao redor da Swan, a envolvem ainda mais, como uma súplica por mais do que uma mordida, Emma entende meu pedido e volta a me beijar com ardor e desejo, sinto suas mãos entrarem na parte de trás da minha calça de poliéster e algo acontece dentro de mim.

 

Trilha sonora: Imagine Dragons - Demons

 

- Espera – exclamo ao sentir as mãos da Emma escorregar para a parte da frente da minha calça

- Você está pensando demais srta Mills – ela diz excitada e lutando contra minhas mãos, que impediam a passagem das suas

- Espera Emma – grito e ela se espanta tirando suas mãos

- O que houve? Você não quer? – ela pergunta confusa

- Sim, eu quero, mas... – digo com receio

- Isso não é hora de se fazer de difícil Regina – ela diz sacana e voltando a tocar minha calça

- Não estou me fazendo de difícil – falo levantando das suas pernas – é complicado pra mim, Emma – falo e ela me olha confusa – aconteceram coisas comigo, coisas que não gosto de falar...

- Que novidade – ela fala me interrompendo – nada pode ser falado, como você quer que eu fale com você se você nem confia em mim

- Eu Nunca estive com alguém... Assim... – tento explicar, mas ela parece não entender – eu sou virgem

- Regina, se não quer ficar comigo... Fala e pronto – ela diz brava – não precisa criar estórias pra isso

- Quando eu tinha dezoito anos eu estava em uma boate... Em um minuto eu estava no estacionamento e no outro eu estava em um beco com um homem – falo com dificuldade e tentando conter meu choro – eu gritei por socorro e minutos depois alguém me escutou, mas nada foi como pensei – começo a chorar, expressando minha dor

Swan me olha com um semblante de culpa, vejo que ela tenta se levantar para chegar até mim e decido que é melhor ir embora.

- Regina, não vai... O homem que você falou... Ele fez o que queria? – ela diz quando me ver procurando as chaves para abrir a porta – me desculpa... Eu...

- Não pede desculpas – digo sem olhar para ela enquanto continuo procurando as chaves – depois disso tudo eu não consegui ficar com ninguém, nunca consegui ir até o fim... E eu sei que se eu começar agora... Eu vou me sentir mal e Emma... Eu não quero me sentir mal... Eles não chegaram até o fim, mas fui machucada da pior forma que poderia... Você não faz ideia de como isso é complicado, me desculpa por te deixar pensar que você teria o que quer, eu falei que minha vida é uma confusão... Você queria me conhecer? Esses são os meus demônios, Swan – acho as chaves e me viro para ela mais sem olhar para seu rosto – toma o remédio e vê se lembra de fazer à compressa, depois nos falamos

- Regina... Não vai – escuto ao abrir a porta

 

When you feel my heat / Quando você sentir o meu calor

Look into my eyes / Olhe nos meus olhos

It’s where my demons hide / É onde meus demônios se escondem

It’s where my demons hide / É onde meus demônios se escondem

Don’t get too close / Não se aproxime muito

It’s dark inside / É escuro aqui dentro

It’s where my demons hide / É onde meus demônios se escondem

It’s where my demons hide / É onde meus demônios se escondem


Notas Finais


Obrigada por terem lido e pelos comentários *-*
Link da musica: https://www.youtube.com/watch?v=x5DtDPoYl3E

PS.: Twitter da fic @sentencedtolove


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