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História Sentimento infrutuoso - (ItaDei)(DeiIta) - Capítulo 5


Escrita por: ingridtsuki

Notas do Autor


Boa leitura pessoal!

Capítulo 5 - Entendimentos



 

 

- DEIDARA-SENPAI! - Gritou Tobi extremamente feliz e surpreso com a chegada do outro.

- Ah não... - Emitiu em desânimo ao abrir a porta avistando quem menos desejava. Sem nem pensar duas vezes, deu meio volta, pronto para sair de casa novamente, mesmo no estado decadente em que se encontrava.
 

 

Tobi o irritava só pela existência. Para si, ele era burro, sem habilidades interessantes, até porque nunca tivera vislumbrado nenhuma além de rápidas fugas, e irritante com sua carência e falação excessiva. Não entendia o porquê dele transitar pela Akatsuki e Pain permitir esse indivíduo tão inferior. 

Mas, além disso tudo, tinha o fator principal: Desde que apareceu, tinha se afeiçoado até demais por si. O loiro se arrependia até hoje de ter sido o único receptivo com o outro quando apareceu pela primeira vez.

 

 

- Ei, aonde está indo Deidara-senpai? Está ferido. Entre. - Falou desesperado puxando o loiro pela gola posterior da roupa e o levando até uma confortável poltrona da sala.

- Me solte, seu idiota! - Falou relutando com palavras pois estava tão fraco que não conseguiu impedir, fisicamente, os atos cuidadosos do outro consigo. 

 

 

Ao terminar sua reclamação, Tobi se direciona à cozinha correndo para trazer uma bebida quente com um forte remédio curativo dentro dela que todos ali costumavam usar para graves feridas. 

 

Encontrava-se com febre, despenteado, segurando seu braço arrancado em seu colo e com cheiro de pólvora, mato e sangue. Seu ombro dilacerado, por causa do desmembramento, encontrava-se superficialmente estável com sua argila contendo o sangramento e protegendo a área exposta.

 

Enquanto isso, Deidara passava seu olhar pelo resto do cômodo avistando todos os seus parceiros exceto Sasori. Seus olhos demoraram um pouco em Itachi que o encarava na mesma intensidade pesada.

 

Todos estavam de pé surpresos e resmungando entre si sobre o estado do loiro. Hidan e Kisame, que eram os que mais o atormentavam, não resistiram a provocá-lo sarcasticamente alto e em público. Ao já se irritar com tudo isso, indaga sobre o que estava acontecendo pelas suas costas:

 

 

- Hoje nem foi marcada nenhuma reunião, então o que todos fazem aqui? - Perguntou em tom de birra pegando, com sua única mão funcional, a xícara dada pelo mascarado.

- Vamos, vamos... Contem a ele! - Tobi implorava feliz, quase dando alguns pulos fazendo Deidara revirar os olhos em irritação.

- Sasori morreu na luta contra os ninjas da folha.- Konan notificou pondo uma de suas mãos no ombro estável do loiro.

- Mestre Sasori?!..... - Sussurrou para si mesmo surpreso.

- Beba - Konan pediu gentilmente ajudando-o a virar a xícara em sua boca, exercendo, dessa forma, o nítido papel de mãe daquela casa.
 

 

Deidara sempre imaginou que seu ex-companheiro viveria por muito tempo, assim como Hidan. Sua vida era, praticamente, só se preservar naquelas marionetes. Não sabia nem como se sentir direito em relação a esse comunicado. 

 

Eram todos ninjas. Matar e morrer deveriam ser cenários normais para quem segue esse estilo de vida. Porém, o tema "morte" já estava pesando tanto em sua cabeça nas últimas semanas, que se viu, de certa forma, perdido em pensamentos. Nem triste nem indiferente, apenas pensativo....
 

 

 

-  Não te encontrávamos de nenhuma forma, por isso, não foi convocado. A partir de hoje, Tobi faz parte dos membros oficiais da Akatsuki. Ele trabalharia sozinho por um tempo mas, como você retornou, agora as coisas mudaram. Ele será seu novo companheiro. - Nesse instante a feição de Deidara mudou drasticamente de pensativo para apavorado. Notando a mudança, Pain retornou rapidamente a falar por conhecer o forte gênio do outro: - Esse remédio que está tomando e a ajuda de Kakuzu tratarão rápido dos seus problemas para que possa voltar a ativa. Bom, com isso, a reunião está oficialmente encerrada. Estão todos dispensados. Daqui a dois dias retornem normalmente para as missões e, Deidara, acostume-se com as mudanças até lá. - Pain Ordenou.

 

 

- UHUUUUL... ESSE DIA SÓ FICA MELHOR! FICAREMOS JUNTOS A PARTIR DE HOJE, NÃO É ÓTIMO?! - Tobi berrava alegre saltitando em torno do loiro visivelmente irritado.

- NADA ENCERRADO E NADA ÓTIMO! EU QUERO TROCAR DE DUPLA. QUALQUER UM OUTRO SERVE. - Pediu desesperado.

- DEIDARA-SENPAI! - Gritou surpreso soltando alguns soluços forçados. - POR QUE DIZ ISSO? - Perguntou encenando um choro firme mesclado com os soluços.

- Não existem trocas. - Falou Pain em tom autoritário se dispersando da sala assim como todos os outros membros da organização.

- ARRG!.... - Rosnou nervoso encarando seu novo companheiro de missões.

- Não me olhe assim, Senpai. - Pediu Tobi, escondendo-se atrás da poltrona, fingindo sentir tristeza e medo do olhar raivoso recebido do loiro. - Melhoras! Volto em dois dias para começarmos nossa vida a dois. - Concluiu, alegre e zombeteiramente, correndo até a porta de entrada e desviando da xícara vazia que foi lançada em sua direção.

- Maldição! - Exclamou realmente indignado com o andamento das coisas. Tudo só piorava para o seu lado. Se perguntava: "como conseguirei suportar ele todo dia?"
 

 

 

- Eu já estava de saída também mas posso resolver isso antes. Será rápido e doloroso mas já poderá ter seu braço de volta em perfeito estado. Ache um pano que possa morder. - Notificou Kakuzu se aproximando, sentando em uma cadeira de frente e preparando sua rede de chakra para o tratamento que faria.

 

 

Tendo sua atenção roubada de suas lamentações internas, notou que apenas Kakuzu e Itachi ainda se encontravam naquela sala. 

O Uchiha, que estava bem mais distante, começou a se aproximar. Tomado por nervosismo e ansiedade, sem saber o que fazer, falar ou esperar, desviou o olhar e procurou por algum pano próximo como fora instruído pelo seu cuidador momentâneo. 

 

Assim que Kakuzu terminou de concentrar seu chakra, fechou seus olhos e posicionou suas mãos para iniciar o jutsu que além de costurar perfeitamente o braço de volta, o tornaria funcional novamente.

Vendo o procedimento ser iniciado, desistiu de achar o tal pano e segurou sua voz o máximo que pôde mantendo sua boca bem fechada.

Notou Itachi passando reto do seu lado e teve uma leve decepção por imaginar que tal aproximação tivesse como finalidade ele vir falar consigo.

Jogou esse pensamento para longe e começou a prender até sua respiração ao sentir, finalmente, o crakra de Kakuzu começar a ser introduzido no seu corpo. 

 

 

No exato momento em que a dor começou a se mostrar presente, viu um par de mãos, vindas de trás de seu corpo, deslizar pela sua pele do rosto. Uma delas apertou suas bochechas abrindo forçosamente seus lábios enquanto a outra adentrou, pela parte anterior ao dedão, em sua boca.

 

 

- Pode morder. Não há panos limpos aqui. - Itachi sussurrou em seu ouvido lançando um arrepio por toda a extensão do seu corpo.
Atônito com a atitude do Uchiha, não conseguiu processar, de imediato, a permissão que fora concedida a si.

 

"Ele realmente veio até a mim.... e o melhor de tudo, para me ajudar?" - Pensou perdido.
 

 

A vinda das dores mais agudas dispersaram sua confusão mental fazendo-o morder fortemente a mão em sua boca.

O tempo parecia não passar, sua febre aumentava muito rápido e sua mente começava a ficar em branco. As agulhas e a forte pressão daquele chakra sendo introduzido, pareciam estar estourando suas veias uma por uma. Estava insuportável.

 

 

 

O procedimento não durou mais de trinta segundos, porém, tinha sido perfeitamente realizado. No fim dele, Deidara ficou inconsciente na poltrona. A dor era grande demais para aquele corpo fraco, que ainda estava tentando distribuir o potente remédio dado por Tobi, conseguir suportar.

 

Quando Kakuzu abriu os olhos, estranhou um pouco Itachi estar ali ajudando justo Deidara mas não comentou nada. O que não atrapalhasse ou aumentasse sua renda financeira, não era da sua conta.
 

 

- Ele já está melhor. Agora é só esperar o remédio fazer efeito por dentro. Eu o deixaria aqui mas se for cuidar dele, leve-o para descansar na cama onde é mais confortável. Não há mais o que fazer. - Kakuzu esclareceu ao ser devotamente mirado pelo Uchiha que parecia aguardar instruções.

 

Depois de receber um aceno positivo da cabeça como resposta, guardou suas agulhas e saiu de casa para cuidar dos seus assuntos pessoais, na folga, assim como a maioria dos seus colegas de organização.

 

Itachi tomou o corpo inconsciente no colo e o levou até o devido quarto. Por dedução, o repousou na cama que não havia destroços de marionetes antigas. 

Se direcionou para a cozinha, preparou a comida que sabia que era do agrado do menor e a deixou sobre a mesa existente naquele quarto.

 

 

O Uchiha tinha ciência de que em breve o outro acordaria. Por mais que tivesse passado dias preocupado e quisesse trocar algumas simples palavras, temia que só piorasse a tensão entre os dois. O que poderia ser feito para ajudar, já tinha sido feito. Esse seu desejo de proximidade era errado de muitas maneiras e apesar de saber disso, ainda permanecia dentro dos limites daquele quarto.

 

 

Sentia-se um pouco culpado pelo estado dele. Sabia que estava sendo evitado dado os diversos dias em que Sasori retornava sozinho e, mesmo assim, não levava os recursos de batalha do loiro. Ele passou mais de três semanas sem descanso decente ou equipamentos preparados. Deidara não era um excepcional ninja corpo a corpo, então a falta desses fatores o deixava em extrema desvantagem. Por sua culpa, ele pode ter ficado desse jeito. 

Cada vez que esse fato passava por sua mente ficava mais tentado a ter uma conversa esclarecedora com esse homem tão teimoso. Talvez adiantasse de algo.....

Estava ciente que não era seguro para o outro essa estranheza entre eles pois o inibia até de frequentar o próprio lar. 

Precisava acabar com isso. 

Queria acabar com isso.....
 

 

Decidido a tornar as questões mais claras para conseguirem  agir mais agradáveis e maduros com relação a tudo, aguardou o despertar do outro numa cadeira em frente à cama.

Descansou os próprios olhos, sentado naquela cadeira, pela demora de Deidara em acordar. 

 

Além do braço recolocado, não haviam mais cortes ou feridas naquela pele. Tudo, na superfície, já estava recuperado. Se não fosse pelo sangue e sujeira espalhados por todo aquele corpo, não seria possível dizer que era um homem ferido que adormecia na sua frente.

O homem na sua frente não ter ficado tão ferido era um dos seus maiores desejos....

 

 

- Itachi.... - Deidara o chamou baixo, momentos depois, ao avistá-lo assim que abriu seus olhos.

 

Após chamar, recebeu o olhar sério, que o desmontava, fixo em seu rosto. Aqueles olhos, em conjunto dos braços cruzados e face fechada, destacavam o ar superior admirável que o Uchiha sentado na sua frente já tinha. Era estonteante para si.

 

Suas memórias retornavam aos poucos mas rapidamente quis se endireitar quando seu cérebro saiu da embriaguez do sono e entendeu estar no mundo real e, de fato, em frente àquele homem.

 

 

- Sente devagar. Kakuzu disse que já está tudo bem mas não sei se já deu tempo do remédio estabilizar seu corpo. - Itachi notificou ao reparar no loiro apoiando as mãos sobre o coxão, forçando-se a erguer o corpo.

- Hum, já meio que deu sim, eu estou bem....  - Respondeu sentando devagar como aconselhado. 

Quebrou o contato visual do mais velho e começou a corar por recordar a ajuda recebida. Fora esse fato, também estava sem jeito.

Não sabia como se portar depois de tanto tempo afastado após a discussão solo que travou semanas atrás.

 

Notou quando o Uchiha se levantou da cadeira quieto e sentou na beirada da cama, bem próximo. Quando Deidara finalmente o fitou, o outro já aproximava suas mãos geladas do seu rosto, para sua surpresa, no intuito de verificar se a febre tinha passado.
 

 

-  Eu realmente já estou bem. Obrigado por todo esse cuidado. - Deidara agradeceu afastando lentamente o contato iniciado pelo outro. Ao afastar aquelas mãos e sentir uma estranha lesão em uma delas, a pegou e analisou de perto. - Te machuquei, não foi? - Perguntou vendo e sentindo a marca de seus dentes naquela pele clara.

- Claro que não. - O Uchiha respondeu calmo mas retirando a mão rapidamente de perto do outro.

 

 

Itachi fez esse movimento para que o loiro não ficasse remoendo o estrago causado. Estava doendo um pouco mas não desejava que ele se sentisse culpado por algo que ele próprio ofereceu de bom grado.

Para Deidara, o recolher rápido daquela mão o fez entender, erroneamente, que o outro não desejava ser encostado por si.



O mal entendido do loiro e a preocupação do moreno em querer esconder tal fato pareceu abrir um grande espaço entre os dois por causa do longo silêncio estabelecido.

Em tom magoado, Deidara decide se pronunciar por cansar do clima desconfortável presente em seu próprio quarto.

 

 

- O que faz aqui?

- Posso ficar e conversar um pouco com você?

- Saber que quer conversar comigo não me alegra. Não tenho boas memórias disso. - Falou soltando um sorriso visivelmente triste que não passou despercebido pelo outro.

- Jura? Nenhuma boa memória? - Perguntou na intenção de melhorar a feição do loiro ao se referir à noite em que passaram juntos.
 

Deidara entendeu na hora a referência que o outro fez na pergunta e, de fato, melhorou o seu ânimo.

 

- Aí ai Itachi.... - Falou sorrindo descontraído com as lembranças que vieram e, por fim, encarou o outro. - Pra que comentar algo tão aleatório justo agora?

- Queria te ver sorrir assim. - Respondeu encarando de volta e soltando um leve sorriso também. - Então, posso ficar ou prefere que eu saia?

- É claro que pode. O que eu não permito a você?! - Falou já se desmanchando pelo outro, sentindo-se um verdadeiro idiota novamente.

- Tome! - Satisfeito e sutilmente constrangido com a resposta, entregou o prato de bakudan ao loiro antes de começar.

- Você quem fez? - Deidara se surpreendeu com o agrado mas o pegou sem demora e se preparou para comer.

- Claro. Como gostou daquela vez então fiz novamente igual. - Esclareceu arrumando a franja do loiro atrás da orelha.- Coma enquanto eu falo. Você está muito fraco.

- Está bem. - Acatou corado pelo ato e já consumindo tudo do prato.

- Primeiro, me perdoe. A forma como nos desentendemos por algo tão simples e inevitável te fez evitar voltar para casa. Não se reabasteceu belicamente como deveria e teve descanso precário. Fatores que te ajudaram a ficar nesse estado. Vejo facilmente minha parcela de culpa nisso. 

 

 

Deidara já se assusta com as poucas palavras soltas. Não era o que esperava. Já tinha repousado o prato na cama, preparado o alimento em sua boca para o engolir de uma vez e limpado superficialmente seus lábios, dando a entender que iria interromper seu locutor a qualquer instante. O loiro não admitia ver o outro se culpando por seus erros da última batalha. 

Quando foi impedir o desabafo alheio, teve seus lábios pressionados por dois dedos do Uchiha. O mais velho acenou negativo com a cabeça para induzi-lo a permanecer quieto e voltou ao seu discurso, entregando aquele prato de volta às mãos do loiro. 

 

 

- Eu confesso que quis te evitar e aproveitar daquele seu estresse para fazer com que me esquecesse o máximo possível. Porém, se o resultado for o que vi hoje ou a aflição sentida por dias, em decorrência de não ter te achado em lugar algum, eu não julgo mais como uma solução funcional. Portanto, esclarecerei algumas coisas para que possa entender um pouco o meu lado.... 

 

 

Deidara já estava tão surpreso e sentido com aquelas palavras iniciais que nem sentia mais vontade de comer. "Itachi também havia o procurado, sentiu sua falta de alguma forma...." - Pensava abestado.

 

Estava animado e curioso com a abertura que o Uchiha o estava oferecendo, então não tinha mais interesse pela comida. Aproveitou a pausa na fala do outro para colocar o prato pela metade sobre a mesa novamente e se endireitar na cama.
 

 

 

- Deidara, apesar de não entender seu critério para gostar tanto de mim, eu fiquei feliz, atraído e até um pouco desarmado com você por causa dessa notícia. Faz anos que não sou cercado por pessoas que nutrem tanto por mim e mesmo quando fui, precisei matá-las. A questão no seu caso é que eu realmente não tenho os exatos sentimentos de volta e por isso ignorei o seu afastamento por imaginar que ele pudesse te ajudar a me esquecer um pouco.... Quando você desapareceu naquele confronto da gruta, me arrependi dessa decisão. Já carrego muitas vidas comigo e cogitar que a sua também havia sido perdida me fez lamentar por dias. Quero que escute bem o que vou falar e espero que me entenda e possa conviver comigo, assim como antes ou, de preferência, de forma até mais harmoniosa. 

 

Deidara olhava fissurado para o Uchiha. Atento a cada detalhe da história e das emoções do outro, acenou concordando em ouvi-lo e disposto a entende-lo.

 

 

- Bom, toda a história que deve conhecer do meu passado não passou de uma missão dada pelos meus próprios superiores. Tudo o que fiz não foi por mim e sim visando um bem maior. Mas há uma missão que é sim apenas minha e eu ainda estou no meio dela: Proteger e ajudar meu irmão.

 

Neste instante, o loiro vislumbrou sentimentos tão puros e fortes naquele rosto, sempre arrogante e sério, que entendeu, imediatamente, onde se encontrava a essência daquele Uchiha. Desconfiava que o irmão fosse importante mas agora entendia que a proporção era muito superior a que deduzia. Automaticamente aumentou sua curiosidade em saber que missão exatamente foi essa, por quê é tão distante do irmão que tanto ama? Até que ponto a história contada em todo mundo ninja era real?

 

 

-  Você tinha razão sobre ele ser meu assunto pessoal e eu quero que meus últimos momentos sejam com ele. Não só por egoísmo e saudade mas por que se eu usar a ajuda de qualquer outra pessoa, não estarei no controle de toda a ação calculada por anos e nada pode sair errado. Os detalhes do meu passado não importam muito, o Importante é você saber que meu último suspiro pertence a ele. Só assim Sasuke conseguirá reerguer a si e o nosso clã. Ele precisa depositar seu ódio, do genocídio que causei, em mim para exterminá-lo. Dessa forma, finalmente terá uma vida. A vida que tirei dele..... Só continuo existindo teimosamente por ele, para concluir isso, portanto, não é um problema com você se sou tão relutante às suas tentativas de boas ações. Meu fim está fadado a ser precoce mesmo antes dessa doença. Sei que a realidade não te agrada mas não há ajuda possível em nenhum dos meus casos, já tenho tudo planejado. No entanto, se você puder apenas respeitar isso e se cuidar retornando para casa e agindo com naturalidade, eu ficaria bem mais leve e aliviado. Esses últimos dias conseguiram servir de mais peso ainda para meus lamentos constantes. Foi horrível!

 

 

Deidara, ao ver que Itachi havia concluído, o puxou para seus braços. Sentado, encostado na cabeceira, encaixou a cabeça do outro na curva de seu pescoço.

 

Não importa as curiosidades que ainda tinha sobre o assunto que não foram reveladas, o outro não estava disposto a falar mais e ele também não perguntaria. Seu amado Uchiha já carregava muita coisa, ao que parece, desde o tal genocídio. 

 

Percebeu que ele se importava tanto com o fato do seu caçula ter uma vida, superando o trauma de infância ao matar, em breve, seu irmão mais velho, que não reparava no descaso que tinha com a sua própria.

 

Pelo o que foi contado, Itachi não teve nem tinha uma vida também mas não ligava para esse fato.... Seus planos e sonhos sempre foram voltados apenas para o tal Sasuke. 

 

O quão trivial sua histeria amorosa se tornava perto disso tudo? Entendeu que Itachi não tinha tempo para essas coisas. 

 

Entendeu, na verdade, muito sobre o outro agora......

 

Ele não tinha o romance, o poder, o dinheiro, nada disso como valoroso ou digno de ser conquistado. Não se permitia gastar tempo cultivando laços ou bens duradouros. O peso de suas "obrigações" com o caçula o tomava por completo. Sem isso, ele preferiria estar morto. 

Como competir com esse caçula? Como cobrar afeto? Como não se apaixonar cada vez mais por um homem tão devoto e inacessível?

Com certeza, ele não era alguém fraco e superficial como a si ou a maioria das pessoas ao redor do mundo. 

Era admirável e triste de tantas formas......

 

 

 

- Eu sinto muito Itachi. Não se importe com meus sentimentos, isso é um problema meu. Eu não irei te sobrecarregar com mais preocupações, tudo bem?.....Eu posso respeitar sua decisão, agora que sei que fazendo isso, já ajudo muito mais. Enfim, eu realmente sinto muito, por tudo... - Lamentou apertando mais o homem contra si.

 

Sobre as palavras que recebeu como resposta, consentiu por meio do silêncio. Sabia que era triste o que se decidiu dessa conversa, para o loiro, mas precisava das coisas assim. Ninguém se iludiria assim como ninguém precisaria ter cuidados excessivos com cada ato afetuoso.
 

 

O mais velho não sabia como agir. Era óbvio que se sentia mal relembrando e falando sobre seu passado e provável futuro, mas não estava acostumado a ser apoiado emocionalmente dessa forma calorosa dentro dos braços de alguém. 
 

Deidara era intenso e empático demais consigo....

 

Paralisado dentro daqueles braços que o envolviam, percebeu o loiro o apertando um pouco mais forte como se sofresse com ele numa proporção similar e quando sentiu seu ombro úmido, teve certeza que o outro transbordara por si. Extremamente adorável.
 

 

- Ei, já basta. Pare com isso. - Pediu se afastando um pouco daquele abraço que recebia secando as lágrimas do rosto na sua frente.

- Não me olhe agora. -  Ordenou envergonhado forçando o outro a voltar para seu abraço com outro puxão. Deidara se desmanchava em lágrimas silenciosamente. Era muito trágico para si todo o fardo que seu amado carregava, assim como a sua própria decisão em desistir definitivamente dos seus mais puros sentimentos já nutridos por alguém, e tudo isso pelo bem dessa mesma pessoa. 

 

Seu amor nítido por ele, quando tão próximo, deixava-o desconfortável e o seu afastamento dele, o preocupava ocupando mais ainda aquela mente já tão cheia de assuntos desagradáveis. 

Era dilacerante, porém, abdicar de tudo que sentia sem se distanciar do outro foi a única rápida solução que achou para conseguir acatar o único e último singelo pedido feito daquele homem prestes a partir. 
 

 

 

- Tudo bem, não olharei. - Itachi emitiu rindo em tom de desistência. Sentindo-se mais acostumado com aquele toque e extremamente agradecido com o puro afeto, devolve o abraço envolvendo-o, de leve, na altura do lombar.

 

Ao notar que o outro demoraria a se acalmar, trocou suas posições e deitou a cabeça do loiro em seu colo ao se sentar encostado na cabeceira.

 

Após alguns minutos de silêncio, devido ao choro mudo do homem apoiado em si, ouve novamente sua voz familiar ressoar no quarto:

 

 

- Sei que talvez prefira o Kisame a mim pois são íntimos há muito mais tempo, no entanto, eu estarei aqui sempre que desejar. Posso trazer seus doces, pedir comidas em barracas, te acompanhar num sakê..... Me deixe te distrair nos momentos em que o peso das lembranças te alcançar, até o dia da sua partida. Agiremos naturalmente, sem pressões, preocupações ou mais estresses. - Concluiu com a voz fraca quando ficou mais calmo recebendo suaves carinhos do Uchiha em seus fios amarelados.

 

- Eu irei vir até você. Kisame não me acolheria assim tão bem. - Confessou emitindo um fraco sorriso, tentando melhorar o ânimo do outro. 

 

 

Sua resposta foi verdadeira. Apreciava aquela companhia e agora não tinha mais receio em oferecer esperanças pois essa conversa esclarecedora que tiveram descartou essa hipótese de uma vez. Poderia se aproximar sem a cautela de outrora.
 

Deidara enxuga o rosto avermelhado pela exasperação sofrida, ao receber a resposta duvidosa do outro, e eleva seu corpo para olhar diretamente quem o consolava.

 

 

- Seu mentiroso! - Exclamou fingindo estresse e logo em seguida sorriu. - De qualquer forma, como o tolo que sou, te aguardo. - O loiro terminou suas palavras reparando um pouco demais no rosto à sua frente. A fim de cortar sua própria investida indevida, troca de assunto. - Itachi, eu estou em má companhia. Não quer ser minha dupla nas missões?

 

- Não mesmo. Se esse é o seu cheiro como um ninja, eu estou bem com Kisame. - Falou divertido ao se referir ao forte cheiro de pólvora e sangue.

 

 

Deidara estava em meio a tantos acontecimentos que simplesmente esqueceu o estado caótico e deprimente do seu corpo. Não conseguia acreditar que ficou todo esse tempo na frente do Uchiha com esse cheiro e essa aparência. 

Quanto mais ciente ficava disso, mais ruborizado seu rosto se tornava.
 

 

- Droga! - Exclamou num sobressalto se afastando do Uchiha na cama. - Por que não me falou antes? - perguntou encostando seus pés no chão na intenção de se levantar.

 

- Porque eu te queria quieto aqui comigo. Aonde pensa que está indo? - Indaga segurando o braço do loiro, por receio dele cair de fraqueza, antes que o mesmo começasse a caminhar.

 

- Não é óbvio? Tomar um banho. Por que está me segurando? Quer vir junto? - Perguntou e riu alto da expressão do outro. Itachi tinha sua face assustada e levemente corada.

 

- E aí está essa boca afiada novamente.... - Soltou envergonhado desviando das orbes azuis.

 

- HAHAHAHAHAHA Devia ver sua cara agora.... - Caiu de costas em sua cama devido ao forte riso. - O que houve, hum? Vergonha justo de mim?

 

- Vai para o seu banho, vai. - disse-lhe jogando um travesseiro. - Eu não tenho tempo para isso agora. Depois, não deixe de terminar de comer e tentar descansar. - Falou saindo daquele quarto.

 

- Como sem tempo? Praticamente já é nossa folga. Está de saída?

 

- Sim. Kisame está me esperando. Passo aqui para ver como está amanhã. Prometo.

 

- Hum. - acenou sorrindo em concordância até ficar sozinho no recinto.

 

 

 

Deidara, por ser um ótimo perseguidor do outro, por pouco mais de dois anos, sabia muito bem o destino daquela dupla, nas folgas, quando saíam juntos: Bordéis!

Seu semblante mudou drasticamente ao captar tal informação. Não que tivesse algo contra, afinal nunca tinha frequentado um para julgar, mas o que se vendia lá, ele oferecia constantemente de graça ao Uchiha. 

Estava conformado, porém, indignado. Tinha certeza que eram extremamente compatíveis no sexo. Se perguntava se aquela noite foi um caso isolado ou se possuía abertura, pelo menos, para isso. 

Tendo ou não, ao agir naturalmente como foi pedido por Itachi, provocaria constantemente o outro como sempre fez. Se uma nova brecha aparecesse, a agarraria novamente. 

Colega de organização ou de cama. Entre os dois, sabia bem como o preferia se tivesse que escolher. Quanto mais contato, melhor!



 

 

Saindo de perto daquele ser tão atrevido, soltou um suspiro aliviado enquanto subia as escadas para adentrar seu próprio quarto.

"Ele não perde tempo mesmo" - Pensou o Uchiha acerca da provocação recebida.
 

Entrando em seu quarto, procura o companheiro que o aguardaria para o cumprimento de uma determinada promessa feita.

 

Aproveitando a ausência de Kisame e a quietude da casa, trocou de roupa e foi dormir. Tivera passado os últimos cinco dias procurando incessantemente um loiro em questão, portanto, precisava muito de um descanso. 



 

Deidara, por outro lado, retornava do seu banho ainda com certo ar melancólico pelos fatos do seu dia, porém, aceitando um pouco mais fácil. 

 

A casa extremamente silenciosa em torno das 20:00, fazia-o crer que estava sozinho. Nem mesmo Konan e Pain, que nunca saíam, estavam naquela sala como de costume. Invejava os passatempos dos outros nas suas respectivas folgas. Apesar de já estar bem e poder sair, não tinha vontade. Pelo menos não essa noite, pois se saísse não retornaria dentro de dois dias, logo, não estaria em casa quando Itachi fosse procurá-lo para saber do seu bem-estar no dia seguinte como prometido.

 

Se nas suas missões se esgotava o máximo possível, em suas folgas não seria diferente. Julgava, para si mesmo, que no dia em que estagnasse seu corpo, seja em trabalho ou lazer, estaria morto.

 

Na maioria das folgas, retornava à sua antiga aldeia e participava das competições e festivais locais, assim como desfrutava de cada pessoa que lhe interessasse no caminho. 
 

Por conta da sua mente conflituosa nas últimas semanas, mal esperava a hora de retornar ao seu verdadeiro lar. Toda essa melancolia era muito novo para si. Não gostava. Já tinha desabafado, procurado e decidido decisões a se tomar, portanto, faltava apenas voltar ao seu ritmo. Precisava de distração, ter um momento no seu modo de lazer para compensar esse mês atípico que passou.

 

Gastou grande parte da noite preparando e arrumando uma bolsa com seus utensílios de batalha, roupas, pois planejava passar a noite seguinte em alguma pousada, economias e outras particularidades que fossem úteis. Partiria assim que Itachi terminasse de derramar sobre si um pouco de atenção.

Quando foi dormir, já era madrugada.





 

Os primeiros raios de sol nem tinham saído quando foi desperto de seu costumeiro sono leve. Abriu rapidamente seus olhos ao ouvir a maçaneta da porta girar. Ao avistar o invasor, virou de lado novamente para tentar voltar a dormir.

Sabendo que não passou despercebido, Kisame começa a interrogar o homem sonolento com tom nervoso:
 

 

- Então você estava aqui, dormindo, não é? Teve uma noite tranquila? -  Perguntava retirando o excesso de roupa.

- Sim. - Respondeu deitado abrindo os olhos para fitar seu ouvinte. - Por que está me olhando desse jeito? Quando voltei, você não estava aqui me aguardando como combinado.

- Talvez porque nosso ponto de encontro tenha sido na pequena vila! Você tem ideia de quanto tempo eu te esperei? - Kisame perguntava quase gritando ao se deitar na sua cama. 

- Oh... Eu me esqueci. - Respondeu verdadeiro. Em seu rosto foi possível notar certa surpresa, fator que acalmou um pouco o outro por ver que não foi proposital. O Uchiha podia até ser um ninja fortíssimo mas, raras vezes, conseguia ser bem devagar, ou fingia possuir essa lerdeza muito bem.

- Não me diga... 

- Deveria ter retornado quando percebeu minha demora.

- Pra ter uma viagem perdida? Eu me lembro bem com quem você foi falar depois da reunião. Não me assustaria se o visse em nosso quarto novamente agora. -  Respondeu já recuperando seu humor desleixado do dia a dia. Provocar o menor sempre era um ótimo remédio para as poucas vezes em que se irritava.

- Não foi nada disso. - Disse sério e recebeu um sorriso desacreditado do seu parceiro. - Enfim, da próxima vez vamos juntos.

- Com certeza! Trate de se aprontar ainda hoje. A próxima vez será essa noite.

- Irá dois dias seguidos? Você não tem vergonha? - Perguntou levantando uma de suas sobrancelhas a fim de intimidá-lo e fazê-lo desistir.

- Não! - Kisame respondeu para o desgosto do outro. Itachi suspirou e virou para o outro lado da cama em derrota.

 

 

 

 

Ambos dormiram e depois de algumas horas, já descansado, Kisame se levante e arrasta Itachi consigo.

 

- Acorda logo, já teve tempo de sobra pra descansar. - Falou alto pegando roupas para trocar dentro do seu armário. Sabia que apenas com o volume da sua voz era capaz de despertá-lo.

- Sabe que hoje é folga, certo? - Perguntou ainda de olhos fechados.

- Não importa. Eu quero levantar e você não ficará longe até que eu tenha o que quero.

 

 

Dito suas últimas palavras, Itachi se levanta e já sai do quarto sendo acompanhado do mais velho. Ambos foram para diferentes banheiros despertar definitivamente.
 

Após as higienes, os dois se direcionaram para a cozinha. 
 

 

 

Já eram em torno de 12:00. Ao passarem, primeiramente pela sala, escada a baixo, vislumbraram Konan e Pain. Como de costume, já estavam de volta aos seus lugares de sempre, comendo e conversando, no sofá. Chegando na cozinha, Deidara estava guardando nos armários algumas compras feitas.

 

As altas prateleiras eram difíceis de ser alcançadas pelo loiro. Sua altura inferior à média masculina fazia com que ficasse na ponta dos pés. 

Enquanto esticava seu corpo para guardar os produtos, sua parte inferior da barriga tonificada ficava a mostra para o deleite do Uchiha.
 

 

- Alguém está com dificuldades? HAHAHA.... 

 

Aquela voz e entonação eram tão familiares que nem precisou olhar para saber de quem se tratava. Sua curta paciência explodiu rápido, como sempre, ao sentir a provocação nas palavras direcionadas a si.

 

- ARG!... - Emitiu alto em desgosto, pronto para iniciar uma briga com quem ousava caçoar do seu tamanho, porém, ao se virar avistou Itachi junto de quem o irritava. Seu punho cerrado se desmanchou no meio do caminho por causa da surpresa, assim como seu olhar furioso.

O loiro esteve ansioso pela visita prometida desde a noite anterior, logo, quando encontrou o olhar do Uchiha se envergonhou. Sua espera tinha acabado de forma indesejável. Planejava se mostrar frágil a fim de sugar o máximo de atenção do outro mas não seria mais possível. A última coisa que aparentava nesse momento era fragilidade.

 


- Como está se sentindo? Parece melhor! - Perguntou se aproximando e tocando na região do ombro que encontrava-se aberta no dia anterior. Quando notou a demora do outro em lhe responder, soltou o braço e se direcionou para o rosto. - Deidara? Está me ouvindo?

O belo rosto sério, tão próximo, e as mão frias, repousando em sua face, despertaram-no do susto. 

- Itachi.... Eu... Estou melhor - Respondeu um pouco atordoado desviando timidamente do olhar alheio.

- Por que paralisou? - Kisame perguntava divertido sentando em uma das cadeiras da bancada da cozinha. - Não quer brigar mais comigo? Hahahaha...

- Seu maldito! - Praguejou em descontrole o mirando ferozmente.

 

 

Itachi sorriu de leve ao ver como Deidara já respondia bem, fisicamente, ao tratamento, assim como também mostrava-se estável, mentalmente, mesmo com a conversa da noite anterior. 

Apesar de não parecer, o menor, de fato, era resiliente e forte. Esse fato o deixava verdadeiramente feliz. Suas preocupações afrouxavam cada vez mais com ele, permitindo-lhe ter mais paz e liberdade nesses próximos dias.
 

 

 

- Me passe as sacolas. Eu te ajudo com suas compras. - Disse soltando o rosto do loiro e ficando perto do armário.

- Obrigado... - Falou tímido mas se moveu rápido e agilmente para perto do Uchiha, esquecendo completamente do Kisame o provocando e os observando.

 

 

Enquanto ajudava, notou a grande quantidade de doces que mais uma vez tomavam conta daquelas prateleiras. Lembrou-se de que durante todo o período em que estiveram afastados, não encontrou nenhum desses alimentos na casa. Perguntava-se se realmente eram seus agrados que estavam de volta.

 

- São para mim? - Perguntou se referindo às guloseimas que guardava e rapidamente recebeu um aceno positivo como resposta.

 

Deidara era realmente adorável consigo. Nem recordava como era receber os normais atos e palavras furiosas dele....

Agradecido, tocou suavemente seus dedos nos fios loiros em uma espécie de carícia.

 

 

 

 

O clima era estranho e constrangedor, de certa forma, para o observador. Não estava entendendo as atitudes do seu parceiro com aquela pobre criança insuportável. 

Parecia não estar considerando mais nada em sua vida, nem que morreria em breve, nem que Deidara era um perseguidor, homem e a pessoa mais estressada que ambos conheciam, nem que poderia estar dando esperanças a alguém que realmente o amava....

Mesmo confuso estava cansado de tentar entendê-lo com suas últimas análises. Era inútil. Portanto, com receio de perder, mais uma vez, a companhia do Uchiha ao observar toda aquela proximidade e troca de olhares dos dois, decide convidar o nervosinho para sair junto deles mais tarde. 

Não dava a mínima se rolasse algo novamente entre eles, no entanto, não perderia sua oportunidade novamente....
 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Esse é o nosso penúltimo capítulo gente. Espero que estejam apreciando ^^


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