História Sentimento não possui voz - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Jaehyun, Taeyong
Tags Drama, Jaeyong, Romance, Termino
Visualizações 47
Palavras 432
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Slash, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


gente perdão pelo flood na neocity mas eu escrevi várias coisinhas e queria postar logo
@libellule minha escrava beta obrigado

Capítulo 1 - Capítulo Único.


Os tênis estavam encharcados e marcavam seu caminho por terra molhada, da boate até a avenida, da avenida até a beirada da ponte. A fúria tomou conta e o vento, junto com a gravidade e sua força, jogaram a garrafa de vodka para longe, fazendo ela explodir nas margens do rio e seus sentimentos liberados pelo ar. Lee Taeyong gritou.

Lee Taeyong apenas gritou, gritou o mais forte que pode enquanto o vento da chuva lavava sua alma. Gritou forte ao ponto do rosto doer, gritou deixando levar, tentando ignorar o choro nada triste, mas também nada casto.

Começou a gritar para as águas o quanto odiava que o poste brilhasse como um dos isqueiros que Jaehyun usava para acender seus cigarros, começou a gritar de como odiava ter tido as marcas da mão dele pelo seu corpo, da sua boca em seu pescoço, do seu copo de cerveja compartilhado.

Gritou da ponta dos pés até a cabeça o quanto não conseguia parar de amar, mesmo que doesse a ponto de lhe matar cada dia aos poucos, cada dia ao ver a boca dele em outra, seu sorriso compartilhado com outro alguém. O matava muito Jung Jaehyun não amar, não ter alma.

Gritou tanto que perdeu as forças e se entregou a terra, amaldiçoando o fato de conseguir ver as estrelas claras enquanto estava deitado pelo chão. Ele faria aquilo com um baseado, um copo de whisky e com seu cobertor predileto, abraçado com o cafajeste do quarto ao lado que não sabia se podia chamar de namorado, amigo, ficante, amor.

Taeyong amava tanto e tanto que ficava sem voz, apena com dor e sentimento. Jaehyun não amava nada, Jaehyun era um poço vazio repleto de amargura e material, dizendo que sentimento não passa de três palavras denominadas “eu te amo”, e que por isso ele dizia que não valia a pena ser humano.

Lee Taeyong estava tão sozinho que de tanto gritar seu ódio talvez tenha tomado forma, batendo em seu peito em ansiedade e tremendo todo seu corpo. De tanto gritar, conseguiu ouvir o seu coração despedaçar como vidro dentro de si, acabando com aquilo que um dia chamou de amor, gritou tanto que agora era apenas tristeza, ou anomia.

Era um luto constante onde conseguia sentir os fantasmas do seu corpo lhe abraçarem na grama fria, seu ódio e sua paixão, cada um do lado do seu tronco, distintos e completos, lhe tomando conta ao ponto de lhe deixar completamente maluco. Porque Jung Jaehyun era um total complexo esperando ser preenchido, mas que não daria chances a Lee Taeyong.

 



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