História Sentimento Proibido (LGBT) - Capítulo 51


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amigas, Bissexualidade, Colegial, Originais, Romance
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Palavras 1.057
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, FemmeSlash, Ficção, Ficção Adolescente, Orange, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 51 - Turbulência.


Fanfic / Fanfiction Sentimento Proibido (LGBT) - Capítulo 51 - Turbulência.

13 de maio de 2011

~Alice on~

Seis meses depois de Pietra ter nascido estava eu aqui, sentada na poltrona vendo-a dormir e esperando por Fernanda.  Eu havia decidido ir morar com ela e já havia conversado com meus pais; eles apoiavam mesmo receosos com a Pietra. No tempo em que a esperava chegar pensei seriamente em desistir; e se não desse certo? Eu tinha minha filha agora, não é só o meu futuro que importa. E se brigássemos e tudo acontecesse de novo? Eu não poderia imaginar perdê-lá novamente, e acredito que ela também não suportaria em perder a Pietra.

Os minutos passaram e a campainha tocou, meu coração batia forte enquanto eu destravava a porta e então; respirei aliviada quando ela sorriu ainda do outro lado.

-Demorei?

-Só um pouquinho!

-Tinha bastante trânsito hoje, o taxista quase desistiu de me trazer!

-Eu ia lá chutar o saco dele!

-Ain! E a minha baby?

-Dormindo, como sempre!

-Puxou você!

-Engraçadinha! Mas vamos aproveitar, eu quero conversar com você!

-Tudo bem!

Seguimos para o meu quarto com direito a uma paradinha no quarto de Pietra; a Fer é a madrinha mais babona que já vi. Voltamos então e dessa vez era só eu e ela, me sentei na beirada da cama e ela me imitou.

-Então..

-Então?

-Eu decidi que vou aceitar o seu convite para ir morar com você!

-Alice.. não brinca..

-Eu to falando sério! A Pietra está crescendo e logo eu vou ter que correr atrás da minha vida, mas não posso jogar ela como responsabilidade para os meus pais..

-Isso é!

-Então, tudo bem eu ir?

-É claro cabeça! Nossa, você não sabe como fico feliz; achei até que tinha esquecido disso!

-Eu penso nisso desde que você me ofereceu!

-E quando você pretende ir?

-Então, eu já conversei com os meus pais sobre e nós achamos que é melhor esperar a Pi fazer um aninho!

-Mas é só daqui 6 meses!

-Eu sei eu sei, mas pelo menos até lá eu posso arrumar o nosso quarto lá no seu apartamento!

-Bom, se você acha melhor assim...

-Não gostou né?

-Lógico que gostei, só achei que você iria de imediato!

-Ah, eu até iria mas por questão de estabilidade e facilidade...

-Ta certa, até porque seria impossível arrumar tudo com a Pi desse tamanho!

-Então.. além do que, nós já esperamos bastante por um oportunidade de no reencontramos, o que são 6 meses?

-Não é?

Fernanda voltou a dar aquele sorriso que bambeava as minhas pernas enquanto se espreguiçava na minha cama. O sol refletia as curvas do seu corpo me fazendo lembrar cada detalhe dela, de cada toque entre nós, me fez lembrar de como eu fui feliz com ela. Tentei desviar meus pensamentos, mas minhas tentativas foram inválidas, eu sentia meu coração bater forte e eu apenas a desejava de novo.

Comecei inclinar meu corpo em sua direção até estar completamente deitada sob ela, fechei meus olhos e em seguida senti nossos lábios se juntarem. Suas mãos subiram para minha cintura e nossas línguas entraram num ato de desespero ao tocarem uma na outra, eu segurava seu rosto para evitar que aquele beijo terminasse, mas o ar foi necessário.

-Como eu senti falta dessa boca! – sorri ao acariciar seus lábios com a ponta dos meus dedos

-Só da boca?

-De você inteira! Puta merda Fernanda, eu ainda te amo!

-Também amo você! – ela dizia ajeitando meu cabelo

-Eu quero você!

-Eu to aqui bobona!

-Não digo só agora.. eu quero você, estar com você...

Sem dizer nada ela apenas puxou meu rosto e selou minha boca. Entramos em mais um beijo daqueles de tirar o fôlego; que te deixa desnorteado. Já sentia meu corpo se contorcer por ela, um calor que há muito tempo não existia reapareceu; eu estava amando de novo.

-Espera! – eu disse interrompendo o beijo

-O que?

-Vamos fazer isso direito, ok? – ergui e sentei-me novamente

-Tipo?

-Cof Cof, Fernanda Wang você aceita ser minha namorada, de novo?

-Você é muito idiota!

-Eu vou considerar isso um sim!

-Vem cá!

Beijo, mordida, sussurro no ouvido, abraço apertado, eu e ela novamente. Mal podia acreditar naquele momento, e ainda que eu estivesse preocupada o bastante, com medo de isso acabar de um dia pro outro decidi me render a saudade inconseqüente que eu sentia dela, do corpo, do toque; da minha garota..

~campainha tocou~

-TAVA DEMORANDO!

-Calma! – ela riu da minha irritação

-Ah fala sério, um momento importante como esse!

-Para de reclamar e vai atender antes que a campainha acorde a Pietra!

-Ok ok, to indo!

Corri até a porta e quando a abri; não havia ninguém, apenas uma carta no chão. Voltei para dentro do apartamento e agora sentada no sofá comecei a ler o papel endereçado a mim.

-Quem era? – Fernanda disse parada no corredor enquanto me fitava – Alice?

-Fe..Felipe!

-O que? Mas ele não está preso?

-Está, mas eu acabei de receber uma intimação.. ele abriu um processo para requerer a guarda da Pietra!

-MAS O QUE? Não, ele não pode.. é réu primário por estupro e.. e..

-Ele não, mas os pais..

-Então a guarda é pros pais dele?

-Sim e não, quer dizer.. ele faz o pedido e se conseguir os pais cuidam até que ele saia da prisão!

-Puta merda!

-Eu não acredito! Eu nunca consigo um sossego.. – senti meus olhos pesarem em lágrimas

-Amor.. – Fernanda sentou-se no chão e segurou minha mão

-Eu não posso perder ela Fer!

-E não vai, ok? Nenhum juiz é doido de fazer isso!

-Esse filho da puta, ai que ódio!

-Você vai conseguir! Olha, e se nós falarmos com minha mãe?

-Ela ajudaria?

-Bom, ela é advogada e se não puder te defender, com certeza vai indicar alguém!

-Tudo bem! Preciso ligar para os meus pais..

-Isso, enquanto isso eu falo com a minha mãe.. Mas não fica assim, isso vai passar e logo você vai rir disso tudo!

-Assim eu espero, não sei o que eu faço sem ela!

-Vai dar tudo certo!

Errada ou não a Fernanda estava fazendo o possível para me animar, e mesmo que ela soubesse por si só que as coisas não seriam tão fáceis como ela estava dizendo; eu não ficaria sem o seu apoio um segundo se quer, e era isso o que eu precisava.

~Alice off~

 



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