História Sentimentos despertos - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Kuroshitsuji
Personagens Alois Trancy, Claude Faustus
Tags Claude X Alois
Visualizações 158
Palavras 1.422
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 3 - Meu show particular


Ele andava pelo palco seguindo o ritmo da musica, deixando suas pernas a mostra a cada passo pela fenda do robe, nos seus lábios aparecia um sorriso sacana e os seus olhos estavam mergulhados nos meus, poderia ser só impressão minha, fruto dos delírios que tenho tido com esse rapaz, mas parecia que ele olhava diretamente pra mim, somente pra mim, como se estivéssemos apenas os dois ali.

Deixei-me levar pela melodia sensual da musica que envolvia seu corpo em movimentos sincronizados naquela barra, o palco era dele, o lugar todo era dele e todas as pessoas presentes, principalmente eu, estavam entregues ao seu domínio, nunca vi algo tão sensual.

Durante toda sua apresentação aquela sensação de que ele fazia aquilo somente para mim me perturbou, aparentemente não só a mim, vários dos presentes olharam para mim com cara de poucos amigos e julguei ser esse o motivo.

Se não babei quando o conheci tenho certeza de que agora o fiz, la no fundo me sinto patético por simplesmente ser incapaz de desviar o olhar, mas era como se estivesse hipnotizado. Para minha infelicidade a musica foi ficando lenta e baixa mostrando que já estava chegando ao fim, logo vários gritos e assobios denunciaram o termino da apresentação, ele fez uma pequena reverencia para agradecer e saiu do palco ainda mais sensualmente do que entrou, agora com o robe caindo por seus ombros devido aos movimentos feitos antes deixando mais de sua pele a mostra, seus cabelos loiros um pouco grudados na testa por conta do suor e aquele sorriso convencido nos lábios.

Assim que ele saiu do palco, tal como no outro dia sumiu em meio a multidão e eu, também como no outro dia, fiquei sozinho e confuso, mas definitivamente não terei outra noite com ele atormentando meus pensamentos, preciso saber quem é essa pessoa, preciso desses sentimentos que ele desperta em mim.

Fui tirado de meus devaneios quando ouvi Sebastian chamando por mim.

- Ei Claude, você está me ouvindo?

- Não eu não ouvi nada do que você disse e nem vou ouvir, tenho algo muito importante para fazer essa noite – Falei me levantando e olhando ao redor e avistando de longe meu alvo – Não me espere – Falei já o deixando para trás.

Corri até onde o tinha visto, perto dos camarins, mas ele não estava mais la, suspirei não acreditando que havia deixado ele escapar. Antes que eu tivesse tempo de tomar qualquer atitude vi uma mão sendo colocada para fora da primeira porta ali com algo preto enrolado nela, logo pude ver o tecido deslizar delicadamente por entre os dedos e cair no chão, conforme caia reconheci aquele tecido, era a faixa que prendia o robe que ele usava.

Aproximei-me e peguei o tecido, olhando para o lado de dentro pude vê-lo sentado sobre uma mesa que havia la, entrei e automaticamente fechei a porta, tive certeza que a faixa que eu segurava era mesmo dele pois o robe que usava agora já não passava de um tecido jogado sobre seu corpo deixando muita pele a mostra, o que me atiçava mais do que eu queria admitir.

- Foi uma surpresa te encontrar aqui – Disse com um pequeno sorriso.

- Foi só uma coincidência, eu não sabia que você trabalhava aqui. – Tentei não parecer desesperado por ele, como de fato eu estava.

- Anh sério? – Fez uma cara tristonha – Eu tinha certeza que você tinha vindo aqui só para me ver – Colocou-se em pé segurando o robe que teimava em escorregar por sua pele agora sem a faixa para segura-lo.

A musica tocando do lado de fora era a única coisa que impedia um total silencio, eu queria dizer algo, mas com a confusão que estava minha cabeça nada conexo sairia da minha boca e mais do que falar o que eu queria realmente era agarrá-lo  e tirar esse sorrisinho de seus lábios com um beijo selvagem, vê-lo gritar conforme deixava toda essa pele que ele insiste em deixar a mostra marcada, mas por algum motivo minhas pernas não se mexiam, talvez fosse o fato dele ser um homem que me deixava receoso, mas eu nunca fui do tipo que liga para, digamos, conceitos.

Fui tirado de minhas fantasias quando percebi ele se aproximando, agora mais serio e com o rosto abaixado, exatamente como uma pessoa tímida, que eu sabia que ele não era, faria, mas mesmo assim deu a ele um ar um tanto angelical. Chegou extremamente perto e tocou meu peito com uma de suas mãos.

- Seu coração está acelerado senhor – Falou subindo seus olhos até se encontrarem com os meus.

Fiquei mudo, ele parecia outra pessoa, a poucos minutos ele parecia luxuria pura e agora é como se só tivesse ficado a parte do pura, mais difícil que do que saber o que estava acontecendo com ele era saber o que estava acontecendo comigo, sempre fui uma pessoa quieta, mas nunca ao ponto de não conseguir responder perguntas simples como agora.

- Ainda confuso senhor? – Vi sua face angelical sumir gradualmente dando espaço para a luxuriosa que ostentava minutos atrás – Mas o seu corpo sabe exatamente o que quer – Escorregou sua mão até minha ereção que até agora eu nem tinha percebido que havia se formado.

Acariciava de leve meu membro por cima do tecido da calça.

- O...que...você...está...fazendo? Pare! – Falei pausadamente devido a excitação pelas caricias.

-Você quer mesmo que eu pare? – Fez um biquinho – Tudo bem então – Virou-se de costas e se afastou.

O que eu estou fazendo? Era exatamente isso que eu queria não era?

Finalmente minhas pernas me obedeceram e minha voz saiu.

- Continue, por favor – Falei tocando seu braço.

Ele se virou e acariciou meu rosto logo descendo sua mão até chegar na minha e puxando o tecido que eu segurava.

- Tudo bem, mas não aqui. – Arrumou seu robe amarrando a faixa para segura-lo.

Abriu a porta e saiu e eu apenas o segui, sem saber para onde ia, naquele momento eu iria para qualquer lugar com ele. Vi ele falando alguma coisa para um dos homens no bar e pegando uma chave, então o segui até um escadaria na parte de trás da boate, subimos e chegamos a um corredor com vários quartos, entramos em um deles.

Ouvi a porta se fechando atrás de mim e mãos tocarem meu corpo me guiando até a cama, estava muito escuro, não podia ver nada além de formas.

Cansei, chega de pensar em tantas coisas, deixo para me arrepender amanhã. Senti um incomodo em meus olhos, ele havia acendido as luzes, pisquei algumas vezes para me acostumar com a claridade, quando consegui pude vê-lo olhando para mim.

Desfez o laço que segurava seu robe no lugar e deixou que o tecido escorregasse por sua pele até cair no chão, no palco foi possível ver que ele usava roupa intima,mas não sei em que momento tirou porque assim que o tecido caiu o vi completamente nu, expondo totalmente aquela pele alva que eu tanto queria tocar.

Levantei-me e fui em sua direção, o puxei para um beijo selvagem do jeito que eu tenho desejado desde a primeira vez que o vi, seu gosto era mais doce do que eu imaginava, senti que poderia me viciar nesse sabor. Pedi passagem com a língua e ele concedeu envolvendo seus braços ao redor do meu pescoço, agarrei sua cintura em uma tentativa de tê-lo ainda mais perto, não queria largar aqueles lábios nunca mais, mas infelizmente a falta de ar se fez presente me obrigando a separar nossas bocas, ouvi um gemido de desaprovação de sua parte então levei meus lábios até seu pescoço beijando e sugando de leve, meu desejo já estava atingindo um ponto até então desconhecido por mim.

- Deita na cama – Sussurrou para mim.

Obedeci, fui até a cama e me deitei esperando por ele, mas estranhei quando ele começou a se vestir.

- O que você está fazendo? – Perguntei confuso.

- A gente continua outro dia – Falou amarrando sua faixa.

Lançou-me aquele sorrisinho perverso que parecia já fazer parte dele e eu pude sentir uma frustração enorme se espalhar dentro de mim, já estava cansado de seus joguinhos, mas antes que eu pudesse dizer qualquer coisa ele me mandou um beijo de longe saiu pela porta me deixando para trás.

Raiva, frustração e desejo, essas emoções brigavam dentro de mim para ver qual se sobressaia. No fim essa foi outra noite que me toquei pensando nele e que dormi jurando que o tiraria da minha cabeça.


Notas Finais


Obrigada por ler!


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