História Sentimentos despertos - Capítulo 5


Escrita por:

Postado
Categorias Kuroshitsuji
Personagens Alois Trancy, Claude Faustus
Tags Claude X Alois
Visualizações 142
Palavras 1.624
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 5 - No escuro daquele quarto


Fomos até o carro e abri a porta do lado do motorista, mas ele segurou meu braço me impedindo de entrar.

- Passa essa chave pra ca querido, você bebeu demais e eu sou muito novo pra morrer.

Queria dizer alguma coisa, mas ele tinha razão, eu não estava em condições de dirigir. Entreguei a chave para ele e entrei pelo outro lado.

- Então onde você mora? – Perguntou tentando ligar o carro.

Estou um pouco receoso, nem sei se ele sabe dirigir, mas ligar o carro aparentemente é uma grande dificuldade.

- Na minha casa não.

Realmente não podia voltar la ainda mais com ele, estava tentando lembrar de algum motel que pudéssemos ir quando ele finalmente conseguiu ligar o carro.

- Deixa comigo então – Disse acelerando.

Cerca de vinte minutos depois nós chegamos a uma casa enorme, saímos do carro em silencio, ele me jogou a chave do carro e pegou uma outra na bolsa que carregava para abrir o portão, andamos um pouco pelo lindo e também enorme jardim e fomos aos fundos, entramos na casa pela porta de trás e o interior era ainda mais surpreendente que o exterior, aparentemente ele era muito rico pra conseguir manter um lugar assim, provavelmente dinheiro de família já que ele me parece ser muito novo pra ter conquistado isso tudo sozinho. Percebendo minha estranheza ele riu.

- O que foi? Esperava um apartamento minúsculo e com um colega de quarto?

Não respondi nada, mas quando eu tinha a idade que ele aparenta ter era assim que eu vivia então foi o que supus.

- Vem comigo, o melhor lugar da casa você ainda não conheceu – Disse pegando minha mão e me puxando escada acima.

Logo chegamos ao quarto, era grande com uma cama enorme no centro, um tapete felpudo e uma decoração minimalista, estranhei bastante a decoração, ele é uma pessoa tão extravagante, eu definitivamente não esperava um quarto tão neutro.

Interrompendo minha analise do lugar ele me empurra até a cama, eu caio deitado e ele sobe encima de mim com uma perna de cada lado do meu corpo. Passei a mão por suas coxas acariciando-as, subi meus dedos tocando sua pele por baixo da camisa logo a tirando, não queria perder tempo. Puxei seu corpo para que deitasse sobre o meu e tomei seus lábios em um beijo necessitado, ele por sua vez colocou uma de suas mãos em minha nuca e aprofundou o beijo enquanto rebolava roçando nossas ereções que já haviam se formado, com isso eu podia sentir minha sanidade indo embora.

Embriagado de tesão, em um movimento brusco o virei para que ficasse embaixo de mim,  com essa atitude pude ver aquele sorriso perverso surgindo em seus lábios, ao que parece ele gosta de ser tratado assim. Olhei em seus olhos, desde que o conheci estive confuso e agindo de forma estranha, mas já chega disso, está na hora dele conhecer o verdadeiro Claude.

Ainda com aquele sorriso adornando seus lábios ele levou suas mãos até minha calça e começou a desabotoá-la, mas eu o impedi segurando seus pulsos com força e levando seus braços acima de sua cabeça, mantive uma de minhas mãos o segurando assim enquanto apertava sua cintura com a outra.

- Não toque em mim sem minha permissão – Disse autoritário.

Levei meus lábios até seu pescoço dando alguns beijos e sugadas fortes, desci meus lábios por toda a extensão de seu tórax marcando cada pedacinho, os gemidos que saiam de sua boca eram a melodia perfeita para esse momento, ele nem tentava conte-los, realmente não tinha pudor algum e isso me enlouquecia. Levei meus lábios até seus mamilos chupando um enquanto apertava levemente o outro, com isso ele soltou um de seus braços que eu segurava e agarrou meu ombro com uma das mãos afundando suas unhas na minha pele.

- Eu disse para não me tocar – Falei olhando em seus olhos.

Seu olhar parecia um pouco assustado, mas aquele sorriso ainda brincava em seus lábios. O virei deixando-o de bruços no colchão e desferi vários tapas naquela bunda gostosa virada para mim, a cada tapa ele empinava sua bunda um pouco mais, nenhum de nós dois podia mais se segurar, mas eu nunca tinha transado com um homem antes, sabia que não podia chegar enfiando com tudo pois poderia doer muito e acabar de vez com o clima ou do jeito que ele é talvez até gostasse, enfim acabei optando pela opção mais segura.

- Se prepare pra mim – Disse ficando em pé ao lado da cama.

Como esperado, um showzinho sensual é a especialidade dele. Tirou rapidamente o resto de roupas que ainda usava, levou dois de seus dedos a boca e começou a chupá-los de forma erótica, assim que ficaram bem molhados levou-os até sua entrada colocando os dois de uma vez, começou a estocar a si mesmo enquanto gemia meu nome, aquela visão era demais para mim, tirei minhas roupas e comecei a me tocar apenas o observando. Quando ele viu o que eu estava fazendo tirou seus dedos e se virou para mim fazendo um sinal com o dedo me chamando.

Aproximei-me vagarosamente dele, pus a mão em sua cintura o levando até o centro da cama e ficando por cima dele e o beijei enquanto o penetrava de uma vez, nossos gemidos saíram combinados dessa vez, ele era tão quente e tão apertado que não pude me segurar, comecei com movimentos lentos, mas não pude me controlar por muito tempo logo já estava metendo loucamente nele, os sons de prazer que saiam de nossas bocas preenchiam o cômodo.

Senti que podia gozar a qualquer momento, mas não queria fazer isso antes dele, por isso envolvi seu membro com a minha mão e comecei a masturbá-lo, seu gemidos aumentaram e ele não demorou a se desmanchar em minhas mãos, quando o fez apertou ainda mais meu membro dentro dele o que me fez gozar também. Ainda na mesma posição olhamos um nos olhos do outro tentando normalizar nossas respirações, nesse momento senti algo no meu peito, seria satisfação? Ou algo mais?

Roubei mais um beijo, dessa vez mais calmo e então sai de dentro dele me jogando ao seu lado na cama.

- Ual – Disse a única coisa que conseguia pensar no momento.

- É, ual – Ele disse se aconchegando em meu peito.

Olhei para ele ali, ele estava de olhos fechados e com uma expressão serena, parecia tão frágil, tão diferente de alguns minutos atrás, ainda achava impressionante como ele mudava de um ser “puro” a um luxurioso e vice versa em tão pouco tempo, era de certa forma cativante.

Ajeitei-me na cama para dormir, mas antes que pegasse no sono comecei a ouvir alguns barulhos que parecia ser de alguém entrando na casa, mas pelo que ele me disse morava sozinho, receoso de que fosse um ladrão ou algo assim resolvi descer para olhar, o tirei de cima de mim com cuidado para não acordá-lo, mas acho que ele ainda não havia dormido pois abriu seus olhos rapidamente.

- O que foi? Vai embora de fininho? – Perguntou meio sonolento.

- Não é isso, é que eu ouvi uns barulhos vindo la de baixo e você mora sozinho não é?

Vi uma expressão de pânico surgir em seu rosto, ele levantou correndo e foi trancar a porta.

- Droga – Disse pegando minhas roupas espalhadas pelo chão – A gente tem que ir embora.

- Por que? Quem é? – Perguntei pegando minhas roupas de sua mão e vestindo.

- Talvez essa seja uma boa hora pra te dizer que essa casa não é minha – Disse agora juntando as suas roupas.

- Não é sua? Então de quem é?

- Do meu ex namorado – Disse se vestindo rapidamente.

- E por que foi que você me trouxe na casa do seu ex namorado?

Nesse momento podíamos escutar passos se aproximando da porta.

- Não temos tempo pra isso agora – Disse abrindo a janela do quarto – Vamos ter que sair por aqui.

Percebi que teria que deixar as explicações para mais tarde, me preparei para pular a janela, mas antes que pudesse sair ouvimos alguém mexendo no trinco da porta.

- Droga, agora ele já sabe que tem alguém aqui. Pegue isso – Me entregou a chave que usou para abrir o portão mais cedo – Vai você, eu fico aqui e invento uma desculpa pra ele.

- Tem alguém ai? Abra essa porta – Ouvimos uma voz vindo de fora e a porta sendo forçada para abrir.

Não queria deixá-lo ali, mas parecia ser o melhor a se fazer no momento, por isso me aproximei da janela, mas mesmo nessa situação tinha algo que eu precisava saber antes de ir.

- Qual é o seu nome? – Sussurrei para não ser ouvido do lado de fora.

- Alois Trancy – Respondeu em um tom que pode ser ouvido pelo outro.

- Alois? É você mesmo? O que está fazendo aqui? Abra essa porta, precisamos conversar – Ouvi a voz agora mais calma do lado de fora.

Ele me deu um ultimo beijo e se afastou indo em direção a porta e eu pulei a janela do melhor jeito que pude tentando não me machucar, mesmo sendo do segundo andar não era tão alta assim, sai dali com um pouco de dor, mas sem nenhum ferimento. Assim que passei pelo portão me dei conta da situação ridícula em que me meti, estava com raiva por ele ter me levado naquele lugar e com um certo desconforto por deixá-lo la com outro homem, mas mesmo assim não conseguia tirar um sorriso do rosto, estava agindo como um adolescente bobo, mas depois de tanto tempo amortecido agora me sentia de certa forma vivo de novo e era graças a ele.

 


Notas Finais


Obrigada por ler!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...