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História Sentimentos Intensos - Capítulo 2


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Notas do Autor


antes de tudo, me desculpem a demora, o capítulo já estava pronto, mas como eu tava mto ocupada com prova e tals, acabou q eu esqueci de postar kkkk
enfim, boa leitura!!

Capítulo 2 - Sentimentos Profundos


P.O.V. Remus Lupin.

Eu sou tão idiota. Com certeza estão me achando o maior maluco depois de sair desesperado do refeitório. Não havia motivo para aquele meu show.

Quando atravessei as grandes portas de madeira do salão principal às pressas, um nervosismo se instalou nas minhas costas.

Os borrões de pessoas, olhando minha expressão assustada nos corredores, enxergavam o que eu estava sentindo. Estavam vendo meu nervosismo, ou seja, sabiam que algo estava errado, conseguiam sentir minhas inseguranças, quase como se fossem palpáveis.

Apoiei-me na parede do corredor buscando manter a calma.

Calma.

Calma.

Respira, Lupin.

Respira.

–Remo, você está bem? – uma voz doce chamou.

Ai! Susto. Caralho. Meu Deus, eu falei um palavrão na minha mente, as influências do Sirius e do James não são boas.

–Remo, está tudo bem? – a mesma voz calma que me chamou segundos antes, falava comigo novamente, e eu sabia de quem era.

–Aham. – disse em um murmúrio.

–Não, não está. Vem aqui comigo. – Lily Evans, a pessoa mais forte, dedicada e boa que eu conheço, ou então, minha melhor amiga, me puxava pelo braço até uma parte do corredor que estivesse mais vazia. – Anda, me fala tudo.

–Tem alguém afim de mim. – disse simples, sem rodeios, com uma expressão apática.

Parecia que ela continha o riso.

–Você quer rir? Por que está rindo? – perguntei indignado. De todas as pessoas no mundo, achei que ela fosse a última a rir de um problema meu.

–Não, não estou rindo de você, – ela disse com um sorriso tranquilo no rosto, colocando uma mão em meu ombro – estou rindo porque está nervoso com isso.

–Como assim? O que isso tem de engraçado?

–É bonitinho, Rem... – ela sorria de uma forma curiosa, mas aquilo só me deixava mais estranho e nervoso.

–Não está ajudando. – fiz uma careta emburrada, ela abaixou a cabeça e riu. – Quer saber, está tudo bem. Não tem motivo para surtar.

–Remus, você ficou nervoso, isso é normal. Me explica isso direito.

–A Dorcas acabou de falar que tem alguém afim de mim. Me disse que não ia falar quem é, mas que eu vou descobrir logo.

–Então você não sabe quem é?

–Ainda não – encolhi os ombros.  

–Remo, você se preocupa demais com tudo. É só uma pessoa afim de você. Não significa que vocês vão casar, ter quatro filhos, trabalhar no ministério da magia e ter 3 corujas e 2 gatos. Significa, apenas, que vocês podem se conhecer mais.

–É isso que não dá para acontecer, Lily. – o meu tom de voz se elevou um pouco.

–O que?  

Fechei os olhos com força e inspirei profundamente. Todas as minhas inseguranças me tornavam tão vulnerável a deslizes emocionais como este, que eu me sentia idiota.

Sou tão fraco. Tão imbecil. Tão ingênuo.

Eu procurava dizer para mim mesmo que me esquivava de novas relações com medo de machucar as pessoas, sendo que, no fundo, eu sempre soube que o meu maior medo era eu.

O que eu faria? Sou um monstro.

–Alguém me conhecer mais.

–Remo... – ela sussurrou e eu encarei o chão.  

–Lily, você sabe da minha condição, sabe do monstro que eu...

–Remus John Lupin, – sua voz me interrompeu com agressividade – você não é um monstro! – fiquei calado. Ela sorriu para mim, um sorriso aconchegante, quase como se me abraçasse. – Olhe, eu sei que isso que habita em você, não define quem você é. Você é um menino bom, gentil e muito inteligente. A fera que aparece a cada lua cheia faz parte de quem você é. Você devia aceitá-la.

–A fera que habita em mim não gosta muito de dialogar. Imagina se eu acabo matando alguém? Imagina se essa pessoa começa a se arriscar demais comigo, e eu me transformo perto dela. Bastava a pessoa piscar, e ela teria partido dessa para outra sem nem notar. BUM! O poder do lobisomem. – sacudi as mãos teatralmente, mas o assunto era bem sério. Lily mantinha uma expressão séria.

–Você não pode deixar o fato que você é um lobisomem tomar conta das suas decisões para viver.

Abaixei a cabeça. Para mim, sempre era difícil ouvir o que qualquer um de meus amigos ou pais tivessem a dizer sobre a minha condição. Não eram eles os lobisomens. Eles não carregavam a culpa e o medo de machucar alguém. Mas, mesmo assim, eles ainda buscavam me ajudar, então apesar de ser difícil, eu procurava compreender o que eles geralmente diziam para mim. Só que... absorver as informações ou ouvi-las, são coisas completamente diferentes.

–É só uma garota. – disse.

É só uma garota, até porque, o monstro sou eu.

–Exatamente – sorriu, e com uma das mãos, ergueu meu rosto e apertou minhas bochechas com força – olha o galã fazendo sucesso – em seguida um tapa – só espero que não me troque.

–Ei! Garota!

Em meio a risos, Evans deu as costas para mim e saiu saltitante pelo corredor.

–O tapa doeu, tá? – gritei, mas ela não me ouviu.

É só uma garota. Eu não vou me casar com ela. Vamos apenas nos conhecer, eu obviamente não vou deixá-la saber em excesso sobre mim e... Ai, Lupin, que merda é essa?  Você nem sabe quem é ainda. Relaxa. Relaxa. Pense como o Sirius. Ele simplesmente colocaria todo o charme e beleza dele em campo, e partiria para cima.

Sirius era realmente um cara bonito e jeitoso. Muito atraente também. Não tenho problemas em admitir isso. É normal. Nós somos melhores amigos, consequentemente, estou mais propício a achar seu corpo atraente em função da nossa convivência diária.

Sirius.

Sirius!

É isso!

Ninguém melhor do que ele para me ajudar com a tal pessoa. Ou não... Isso pode ser uma péssima ideia... Mas ele é meu melhor amigo, vai sempre me ajudar.

Ai, dane-se, eu irei apenas relaxar e esperar até a hora que eu descobrir quem é a tal pessoa. 

 

P.O.V. Sirius Black.

Eu não era uma pessoa que tinha o costume de demonstrar exatamente o que sentia. Geralmente, me escondia por trás de piadas e sorrisos. Não que meus sorrisos sejam falsos, mas, às vezes, colocar um pé fora da cama exige um esforço imenso. E quando eu olho para ele, ali na cama ao lado da minha, eu simplesmente jogo todo o peso de uma vida mórbida e sem sentido para trás, e recebo uma descarga de serotonina imediatamente.

Remus John Lupin possui um brilho descomunal. Ele é a pessoa mais bondosa que eu já vi em toda a minha vida. Lupin sofre diariamente, possui uma vida complicada, mas nem por isso sua positividade é abalada.

Ele enxerga muito pouco sobre si em um vasto universo de coisas boas. Ele tem medo. E me dói vê-lo nervoso da forma que ele ficou hoje. Consigo imaginar que ele estava pensando em como uma nova pessoa na sua vida, poderia ocasionar em uma catástrofe devido à licantropia, ou então, que alguém fosse o julgar por sua personalidade.

Se eu pudesse, passaria a noite em um gramado molhado após a chuva, deitado ao seu lado, observando a noite estrelada, e enfatizando todas as belezas dele, tanto interiores quanto exteriores. E, se não adiantasse, faria novamente. Todos os esforços valeriam a pena.

Acho que já está mais do que claro que, meus sentimentos por Lupin vão muito mais além do que uma amizade ou uma simples paixão. É algo bem mais profundo que isso.

Por ser tão profundo e tão intenso... tenho medo do que aconteceria se eu tentasse algo com ele, por isso, me contento apenas com carícias e abraços de amizade.

Sempre me questionei como era possível cultivar o amor por tanto tempo. Como alguém era capaz de sentir algo tão forte? Como mantinham aquele sentimento intacto? Como guardar um sentimento tão intenso... até ter que guardar um.

Desde o quinto ano, escondo isso de todos, inclusive de mim. Eu sei o que é. Sei o que cada batida mais rápida do meu coração significa quando encontro ele. Sei o que o frio na barriga e a ansiedade por querer vê-lo significam. Sei o que o sorriso que dou para ele em momentos aleatórios significa. Eu sei de tudo. Mas ele não.

Não sei se gostaria que ele soubesse. Ele nunca ficou com meninos. Não gostaria de ser o responsável por encher a cabeça dele com mais confusões.

–Onde você estava? – assim que Remo entrou na sala, Pedro foi o primeiro a perguntar algo.

Ele tinha uma expressão... normal? Seu uniforme estava alinhado como sempre, os livros no braço esquerdo, o cabelo arrumado e penteado, um sorriso fino e calmo no rosto. Típico Lupin.

–Moony, tá bem? – perguntei. Ele se sentou na cadeira ao meu lado.

Estávamos na sala de Transfiguração esperando pela chegada da professora. Os alunos conversavam ao nosso redor, mas, para mim, parecia um silêncio que me permitia apenas ouvir a voz de Remo.

–Estava com a Lily. E, sim, estou bem.

–Por que você saiu correndo do refeitório, cara? – James perguntou, eu observava cada cantinho de seu corpo para ter certeza que estava tudo bem mesmo.

–Porque minhas pernas involuntariamente me mandaram sair do refeitório, então eu comecei a correr. – sorriu sarcasticamente e olhou para mim. Ri com ele.

–Caralho, otário, a gente se preocupa com você, sabia?

–Ownt! Vocês são os melhores amigos do mundo! – dizia ainda com desdém, me fazendo rir da careta de James. – Eu só fiquei nervoso, como sempre. Aí precisei tomar um ar.

–Você sabe que ele só perguntou isso porque você estava com a Evans, né? – disse. James esticou o braço da carteira atrás da minha e bagunçou meu cabelo propositalmente. – Ai caralho! Não toca no meu cabelo cheiroso com essa sua mão podre!

–Disse o que não queria tomar banho ontem! – Lupin abria os livros de Transfiguração enquanto falava.

–Vai se foder, Moony.

–Senhor Black! Posso saber o motivo do uso de tal palavreado tão baixo? – a professora Minerva entrou na sala tão silenciosa, que ninguém havia percebido até que ela dirigisse suas palavras a mim.

–Acho que a senhora não vai querer saber. – as risadas curtas dos meninos perto de mim, me forçavam a segurar um riso que fazia de tudo para escapar.

–Acho bom. Não repita esse tipo de comportamento, ou serei obrigada a tirar pontos de minha própria casa.

–Bom, obrigado ninguém é a nada, mas tudo bem, né? – disse sorrindo.

Seus lábios se crisparam e ela ergueu a varinha com avidez, por um segundo achei que fosse me azarar, mas apenas se virou e foi andando em direção a sua mesa.

Logo, Remus, James e Pedro estavam com as caras enfiadas nos livros se segurando para não rir alto.

Bando de idiotas.

 

 

–Então, senhores, esse conteúdo será avaliado nas provas de vocês, e em um trabalho que eu irei passar com data de entrega para a nossa aula da semana que vem. – revirei os olhos entediado. Aquela velha só sabia passar trabalho chato.

–Porra, ela não cansa de passar trabalho, não? – sussurrei para James.

–Ela não cansa de nada. Já viu há quantos anos ela tem essa mesma cara de velha?

–Ela deve ter essa mesma cara há uns 77 anos! – disse rindo, James riu também. Remo, que estava ao meu lado, sorriu revirando os olhos.

–Senhor Black, estou atrapalhando?

Sim, está.

–Não, senhora. – contive uma risada debochada, e James, novamente, se afundou em seu livro para rir.

–Que bom, pois espero que esteja prestando atenção na explicação sobre o trabalho.

–Sempre atento, profe! – ela bufou de raiva, porém continuou sua explicação.

–Bom, o trabalho sobre animagia e metamorfagia deverá ser feito em duplas ou trios...

Pedro ergueu a mão.

–Sim, senhor Pettigrew.

–Pode ser uma dupla de quatro? – disse.

–Não, senhor Pettigrew.

–E um trio de quatro?

–Também não.

Nós três rimos da cara que ele fez quando a professora voltou a dar explicações sobre o trabalho. Lupin que o trouxe ao nosso grupo no primeiro ano, desde então me pergunto se é possível existir alguém mais lerdo que ele.

–Como eu ia dizendo, em duplas de dois ou trios de três, – deu ênfase na frase olhando bem para Pedro – quero um trabalho escrito para a próxima semana. Quando decidirem os grupos, estarão dispensados.

Eu imediatamente olhei para Lupin, que terminava suas anotações da aula. Ele levantou um pouco o olhar da folha, e logo viu que eu o encarava com um sorriso no rosto.

–Sim, eu faço o trabalho com você. – disse.

–Muito obrigado, Moony, você é a coisa – agarrei seus braços o sacudindo – mais linda – em seguida, beijando-o – do mundo.

–Vão para um quarto, seus nojentos. – James disse.

–Não quero. Vou comer ele aqui mesmo. – disse passando a mão pelo seu rosto.

–Pelo menos avisa, que a gente deixa vocês à sós. – Pedro riu.

–Você já perguntou se eu deixo você me comer? – ele disse com seu cabelo bagunçado enquanto guardava os livros e a varinha na mochila.

Seus olhos me encaravam com divertimento, e ele estava tão lindo. Ele estava sempre lindo.

–Posso te comer?

–Ainda não. – ele fez uma careta séria.

–Por que, Moony?

–Fique contente que não foi um “não”, Sirius, foi um “ainda não”. – James comentou.

–Eita, Remo, você tá afim de mim é? – sempre iria perturbar aquele garoto, independente do meu estado de saúde, se eu não chamasse a atenção dele um pouquinho, não seria eu.  

–Você não é o todo poderoso? Descubra sozinho. – ele ergueu uma sobrancelha em deboche.

–Não tenho bola de cristal! Só tem na sala de adivinhação.

–Vai lá roubar uma e me deixa descansar.

–Briga de casal – Pedro disse.

–Remus, – James chamou – esse garoto aí do seu lado – e apontou para Andrew White, um bruxo da corvinal que fazia aula de transfiguração conosco – eu acho que ele quer falar contigo.

Andrew possuía um sorriso amarelo no rosto e as bochechas vermelhas, estava em pé a uns centímetros de distância da cadeira que Remus estava sentado.  

 –Desculpa... Você ouviu toda a besteir...

–Relaxa. Não ouvi nada sobre você e o seu não namorado. – Ele riu. Apenas observava os dois. Aquele garoto nunca havia falado com a gente antes. Bom... não exatamente. Eu já beijei ele umas vezes, nada além disso. O que ele queria? – Eu estou com umas dificuldades em Transfiguração, aí queria te perguntar se você poderia fazer esse trabalho comigo para me ajudar...

–Ah... – eu conheço o Lupin, independente do que for ele vai querer ajudá-lo, só não queria ter que deixar de fazer o trabalho com ele. – Eu posso ajudar, mas já vou fazer o trabalho com o Sirius. – soltei um sorriso discreto.

–Ah... Tudo bem...

–Mas, se não for um incomodo para você, Six, – Six... adoro quando ele me chama assim. – a gente pode fazer o trabalho com ele? A Minerva disse que podem ser trios.

–Para mim não tem problema algum. – disse.

–Ótimo! Muito obrigado, Lupin.

–Nada! – ele sorriu e logo saiu da sala.

Mais um ano que eu continuava completamente apaixonado por Remus Lupin, e ele não fazia a menor ideia disso... Mais um ano escondendo qualquer sentimento de afeto por ele dentro de mim. Mais um ano fingindo algo que eu não consigo mudar.

 


Notas Finais


entaaaaooo, o q vcs acharam??? por enquanto tudo tá bem tranquilo!! vou tentar não demorar pra atualizar o próximo capítulo! enfim, é isso!! se hidratem e usem máscara!!


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