1. Spirit Fanfics >
  2. Sentimentos (meio) caóticos >
  3. Um amor inocente

História Sentimentos (meio) caóticos - Capítulo 1


Escrita por: TobiDeiProject e Nightangells

Notas do Autor


Opa, pessoinhas. Como vocês estão?

Trouxe mais uma história feita com carinho.

Boa leitura💕

Capítulo 1 - Um amor inocente


Todos estavam reunidos no salão principal para o café da manhã, o clima estava agradável e todos estavam entretidos em conversas nas mesas de suas respectivas casas. Na mesa de Lufa-Lufa, no meio de toda aquela animação matinal, Deidara batia os dedos impacientemente contra a madeira fria, encarando seu prato vazio com as sobrancelhas franzidas. Milhares de pensamentos passavam pela mente do rapaz e todos eles incluíam apenas um nome, Obito Uchiha e as bochechas do menino ficaram vermelhas com o rumo de seus pensamentos.

Era o primeiro ano de Deidara em Hogwarts e faltava poucos meses para o ano terminar, desde o dia em que conheceu o Uchiha no início do ano, o loirinho vem se sentindo atraído pelo projeto de sol ambulante que era Obito, e isso vem lhe causando alguns "sintomas" incomuns. O pequeno Uzumaki sabia do que se tratava, ele podia ser uma criança, mas não era bobo, e isso o deixava assustado, pois nunca alguém fez seu coração pular feito louco dentro de seu peito; seu primeiro amor estava batendo na porta e Deidara não sabia o que fazer sobre isso.

 

― Konan ― o loirinho chamou a garota sentada na sua frente, a menina com cabelos azulados tirou os olhos do que estava fazendo para focar no que o outro tinha a dizer.

 

― Pode falar ― Konan sorriu suavemente para o Uzumaki, que desviou o olhar com as bochechas avermelhadas. ― Você tá se sentindo bem? ― a garota franziu as sobrancelhas com preocupação, saindo de seu lugar para se sentar ao lado do rapaz.

 

― Eu tô bem, não é nada importante ― Deidara evitou olhar para a amiga, seu rosto parecia pegar fogo e ele estava por um fio de desistir da ideia de pedir ajuda para a mesma. No entanto, ao olhar para a mesa da Grifinória e ver Obito sorrindo despreocupado, Deidara sabia que se não recebesse um empurrão, jamais teria coragem de prosseguir com seu plano - o qual foi criado há poucos minutos - e ele precisava da ajuda de Konan. ― Na verdade, eu preciso de sua ajuda. ― praticamente sussurrou. 

 

― Do que você precisa? ― um pouco mais aliviada, Konan se viu curiosa sobre o que o garoto diria.

 

― Como eu digo pra uma pessoa que eu gosto dela? ― Deidara perguntou rapidamente, olhando para a garota, que apenas sorriu carinhosamente para o loirinho. 

 

― Que fofo, Dei-chan ― Konan apertou suavemente as bochechas avermelhadas do garoto. ― Você poderia convidar o Obito para a torre de astronomia, acho que é um bom lugar pra se confessar. ― o Uzumaki arregalou os olhos com a fala da garota com madeixas azuladas.

 

― Como você sabia? ― o loirinho estava tão surpreso que nem sentiu vergonha.

 

― Era um pouquinho óbvio se reparasse na forma que você olhava pra ele e eu tive quase o ano inteiro pra descobrir. ― a azulada disse como se fosse algo rotineiro.

 

― Agora vai lá e convide aquele Uchiha ― encorajou o garoto. 

Deidara respirou fundo e se preparou para convidar Obito, mas assim que se levantou, o garoto sentiu toda a sua coragem ser sugada e quis desistir na mesma hora, porém bastou um olhar mais severo de Konan para que ele esquecesse essa ideia rapidamente. Então com um leve empurrão da garota, o Uzumaki apertou o passo até a mesa da Grifinória. Ao chegar lá, o loirinho já sentia as famosas borboletas no estômago, então ele tratou de juntar toda sua coragem - o que não era muita naquele momento - e foi falar com o moreno que conversava animadamente com seus amigos.

 

― Ei, Tobi. ― o garoto chamou o Uchiha de forma baixa, beirando o sussurro.

 

― Deidara! Bom dia! ― Obito o cumprimentou de maneira tão animada que Deidara podia jurar que ele estava brilhando.

 

― Como você tá?  Faz quase uma semana que a gente não se fala ― o moreno fez um biquinho adorável e o Uzumaki já sentia seu coração disparar.

 

― E-eu 'tô bem. ― o loirinho remexeu na barra da manga de seu uniforme envergonhado. ― Eu queria saber se você me acompanharia até a torre de astronomia mais tarde. ― o pequeno Uzumaki nem precisava se esforçar pra saber que estava tão vermelho quanto um tomate e os olhares curiosos que recebia dos amigos do Uchiha o deixava ainda mais envergonhado.

 

― Eu adoraria. ― o Uchiha sorriu brilhantemente, com as bochechas levemente coradas.

 

― C-certo, então me encontre lá às quatro ― dito isso, Deidara saiu correndo até seu lugar ao lado de Konan, que sorria orgulhosa. 

 

― Eu te disse que não era platônico ― Kakashi disse despreocupadamente, voltando a ler o livro que segurava. 

 

― Eu sabia que ele se declararia primeiro ― Rin sorriu amplamente, enquanto apertava as bochechas do moreno. 

 

― Vocês são bestas, pode nem ser isso. ― o pequeno Uchiha escondeu o rosto avermelhado com as mãos. 

 

― Besta é você por não perceber algo óbvio ― Hatake revirou os olhos preguiçosamente. 

A manhã se passou e finalmente o relógio marcava quatro horas, Deidara sentia que o coração iria escapar do peito a qualquer instante e a espera estava se tornando tortuosa a medida que os segundos passavam; se Obito não chegasse logo, Deidara iria fugir e descobriria um feitiço que o deixasse invisível. Mas para seu alívio - ou desespero - o moreno chegou à torre.

 

― Oi ― o Uchiha acenou para o loirinho, se aproximando do mesmo.

 

― Oi ― o garoto retribuiu o gesto timidamente. ― Desculpa te chamar aqui, sei que vamos ter problemas caso algum dos professores nos peguem. ― só de pensar em Madara os pegando na torre naquele horário, o sangue dos meninos já gelava.

 

― Bem, eu tô feliz que você me chamou aqui ― Obito sorriu calorosamente. ― Eu gosto de passar um tempo com você, mesmo que você insista em dizer que te irrito. ― a risada do moreno ecoou pelo cômodo, aquecendo o coração do Uzumaki. 

 

― Tobi ― Deidara chamou o garoto, que focou as íris escuras nos olhos azuis. ― Eu… Eu gosto de você. ― o loirinho foi direto para não perder a coragem. O pequeno Uchiha corou instantaneamente com a confissão e se viu sem palavras. 

 

― V-você… ― Obito não sabia o que dizer, era reconfortante saber que Deidara compartilhava dos mesmos sentimentos que si. ― Eu também gosto de você. ― Agora era a vez de Deidara ficar sem palavras.

 

― O que a gente faz agora? ― mesmo corado feito um tomate e sem ter coragem de olhar nos olhos do outro rapaz, o menino se sentia perdido. Ele não sabia direito o que era um namoro e ainda se achava muito novo para esse tipo de relacionamento. 

 

― Bom, dizem que quando se gosta de alguém você segura na mão dela e a protege. Ah! E dizem que você namora com ela, mesmo eu não sabendo o que isso significa ― Obito coçou a nuca com um sorriso enorme, deixando transparecer sua inocência. 

 

― Então, posso segurar sua mão? ― Deidara escondeu o rosto com uma mão, oferecendo a mão livre. 

 

― Claro que pode ― o Uchiha sorriu e entrelaçou seus dedos, sentindo o coração esquentar com aquele gesto tão simples.

Deidara tirou a mão que estava em seu rosto e sorriu de forma tímida para o moreno, deixando com que o silêncio abraçasse aquela atmosfera repleta de inocência e com as lembranças que se formariam daquele primeiro amor. Entretanto, o clima calmo logo foi quebrado pelo som de passos se aproximando. 

 

― O que vocês estão fazendo aqui? ― o professor Madara perguntou com uma feição séria. 

 

― Essa não! ― os meninos disseram ao mesmo tempo, juntando as mãos em um aperto forte. Seria uma dádiva se eles soubessem aparatar para fugir do castigo que estaria por vir.

 


Notas Finais


Queria agradecer as pessoas maravilhosas que me ajudaram💖 @Yonseibr pela betagem lindíssima, @Slowstown pela preciosa ajuda. Sem vocês eu não teria conseguido finalizar essa história💕


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...