História Sentimentos não são á prova de balas - Capítulo 36


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Amizade, Amor, Bangtan, Bts, Coréia, Jimin, Jungkook, Romance, Suga, Treta
Visualizações 49
Palavras 3.345
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 36 - Fim da guerra


Quando recobrei a consciência, custei me acostumar a luz que batia forte no meu olho. Sentia minha cabeça doer e meus braços dormentes e formigantes. Até estar finalmente sã, percebi que estava em um quarto de hospital.

"Putz, o que aconteceu?" -  era só o que eu conseguia pensar, até que uma gritaria me trouxe a realidade. As portas eram de vidro, então eu conseguia ver Sook e mamãe discutindo com o Willian, ou com o meu pai... Não sei ainda como devo chamá-lo. Uma enfermeira na casa dos 30 tentava acalma-los e algumas pessoas não pareciam estar nem um pouco confortáveis com aquela situação. Também, quem estaria?

Me coloquei sentada na cama antes de mais nada, e só aí percebi que estava tomando soro. Fiz um movimento um pouco brusco e senti a agulha dentro da minha veia, o que foi extremamente incomodante. Meus braços pareciam estar tão mais pesados.

Passei a mão na cabeça, e além de estar um pouco suada, havia um curativo nela. 

Olhei para a porta de vidro novamente, procurando Kwan, mas fora meus pais enfurecidos e alguns outros personagens, não vi mais ninguém. Não consegui e nem fiz questão de prestar atenção na conversa deles lá fora, apenas dei um pequeno gemido na tentativa de chama-los. Pelo menos foi alto o suficiente para que eles ouvissem. Omma, quando me viu, segurou o sua pequena bolsa quadrada em baixo de seu braço e veio correndo, quase quebrando a porta. Os outros vieram logo atrás. 

- Como você está, querida? - Ela perguntou.

- Minha cabeça dói um pouco, e não estou entendendo nada. Pra que esse curativo?

- A dor é muito forte? - William perguntou.

- Por que você entrou? Sai daqui! - Minha omma gritou.

- Não, não! Sem brigas agora! - gritei também - Me digam o que aconteceu primeiro.

- Bom.. durante a nossa conversa, você simplesmente desmaiou, e bateu a cabeça no sofá, mas os médicos disseram que foi só um arranhão.

- Você não anda comendo bem, não é? - Sook se aproximou com um olhar preocupado - a médica disse que você estava bem fraquinha, e um pouco desidratada.

- Com tudo isso, eu não tenho comido. Estou ocupada demais gritando com vocês. - bufei. - E você? Como soube que eu estava aqui?

- Acredite ou não, eu estava passando quando vi esses dois chegando às pressas com você gritando por ajuda. - Willian respondeu.

- Deveria ter ido embora, isso nunca foi problema para você... 

- Agora deu! Deu! Não acredito que nem assim vocês não deixam essa briguinha de lado! 

- A culpa é de...

- Nhenhenhe - imitei voz de criança - Que coisa mais infantil! A culpa é dele, que isso, que aquilo! Já ouvi esse roteiro e o sei de cor e salteado!

- Ela tem razão.. - Sook interferiu - Essa briga já foi longe demais... Olha só o que fizemos com ela...

- Não é culpa de vocês, mas...

- É claro que é... - ele me interrompeu - somos os adultos aqui, mas não agimos como tal. E você, Milla, se demonstrou ser muito madura. Eu tenho orgulho de você...

Eu não me lembrava da última vez em que eu fiquei tão feliz e aliviada daquele jeito. 

Minha mãe me encarava sem palavras, e Willian não tinha uma reação definida. Ao mesmo tempo que parecia estar de fato preocupado comigo, parecia estar extremamente feliz com a reação de Sook, e triste pelo mesmo motivo.

- Mãe, Will, me deixem sozinhas com o Sook por um minuto, por favor.. - pedi e eles se retiraram, mesmo que desconfortáveis com aquilo.

- Sabe que os dois vão se matar sozinhos lá fora, né?

- Espero que ao menos aguardem uns minutos antes... Senta aí.. - ele se encostou no pé da cama.

- Está mesmo se sentindo melhor?

- Estou, na medida do possível. Que horas são?

- Passa um pouco das 16h..

- Acha que tenho alta ainda hoje?

- Se foi só uma desidratação, acho que sim.

- Ok... Obrigada por suas palavras...

- Eu não disse nada além da verdade. Estou realmente orgulhoso de você.

- E eu de você. Não fez só sua obrigação, mas zelou por mim como tem feito nos últimos 10 anos, e nenhum DNA ou pessoa vai me fazer esquecer isso... - ele me ouvia com um pequeno sorriso, quieto - Eu quero sim perdoa-lo, mas isso não quer dizer que eu vou simplesmente deixar de te amar. É como um pai pra mim! É meu pai, mesmo que eu não te chamei assim...

- Devo admitir que não estou confortável com essa situação, mas acho que coisas piores poderiam acontecer...

Esse era o jeito dele de dizer "eu aguento".

- Eu sei que não vamos ser aquele tipo de família que se reúne nos fins de semana e conta piadas ruins, mas... Podemos fazer um esforço, né?

- Podemos... Sim, nós podemos..

Estiquei meus braços com um pouco de dificuldade e dor, querendo um abraço. Ele sorriu, bagunçou meu cabelo por algum motivo, me deu um beijo na testa e retribuiu o abraço, como um pai faz com uma filha de verdade. Eu tive tanta sorte de não ser uma daquelas garotas em que as mães se casam com um crápula mentiroso. Pelo contrário, ele realmente cuidava de mim, e me tratava como uma filha. Dane-se o DNA.

- Bom... Agora vem a parte difícil - ele falou, se afastando.

- Não... A parte difícil já passou..

Sook abriu a porta e procurou minha mãe. Eles fugiram um pouco da vista e eu me perguntava se o ódio da minha omma era tão grande a ponto de armarem um barraco.

Quando eles entraram no quarto, juntos e se encarando com olhares um pouco mortais, eu comecei a pensar em que estratégia eu usaria, se seria a filha durona, aquela que se fazia de vítima ou coisa assim..

- Por favor, me prometam que isso vai ser uma conversa e não uma discussão. - pedi.

- Prometemos...

- Objetos não vão voar? Ninguém além de mim vai erguer o tom de voz de nescessário?

- Esses termos são estranhos. - Willian riu - mas creio que todos nós concordamos. Certo, Mariana?

- Certo...

- Então se sentem, ou fiquem em pé... Tanto faz...

- O médico já vai vir te ver.. 

- Ok... - me encostei na cama e procurei o colar no meu pescoço - Willian... Você ter aparecido foi uma bagunça. Eu chorei, fiquei com raiva e entendi seus motivos em tão pouco tempo que chega até a ser confuso... Mas disso tudo você já sabe. Eu te contei tudo naquele restaurante, e você também me disse muitas coisas... - olhei para minha mãe, com medo da reação dela - Mas eu decidi te perdoar, e te dar sim uma chance de fazer parte da minha vida.

- Você não sabe o quanto eu fico feliz de ouvir você dizer isso. - ele ficou de pé - posso te dar uma abraço?

- Claro que pode. - sorri e o abracei, e não me arrependo nem um pouco disso. - Mas apesar de tudo... - recomeçei depois de solta-lo - Eu tenho um pai. Vou estar feliz de ter você por perto, mas isso não vai mudar o fato de que durante 10 anos da minha vida eu tive um pai. Um pai que cuidou de mim também. 

- Eu imagino...

- Não, não imagina. Eu sei que pode estar tentando compreender, mas você não vai, assim como eu nunca vou compreender os seus motivos cem por cento... Mas não se preocupem, eu não planejo ficar jogando tudo na sua cara. E mãe.. - sorri para ela - eu nunca vi ninguém tão teimosa quanto a senhora, ou tão rancorosa... E eu espero que isso mude, porque eu tenho certeza que muita coisa vai mudar. A única coisa que eu sei que vai continuar a mesma é o amor que eu sinto pela senhora, e eu espero que saiba que o fato de eu estar incluindo ele na minha vida, não quer dizer que eu esteja excluindo a senhora.

- Mariana... - Will interviu - Já somos adultos, e temos muito a perder com essa briga. O que vamos ganhar se continuarmos com isso?

- Sinceramente... - ela se levantou - por você, filha, eu posso tentar encarar tudo isso com o rosto erguido, mas não prometo que seja sempre... Como eu posso dizer?..

- Adulta? 

- Racional?

- Sensata?

- Talvez... - ela sorriu, e se aproximou de mim - Paz?

- Paz...

- Aleluia, Deus! - falei erguendo um pouco o braço, esquecendo da agulha, o que doeu um pouco.

O médico chegou um pouco depois, disse que tudo estava bem e me deu uma pequena bronca dizendo para que eu me alimentasse direito. Meus pais deram uma força nessa parte, e minha vontade foi de lembrar que a minha falta de apetite devia sim um pouco a eles. 

Tomei mais um pouco de soro na veia e fui dispensada por volta das 17h30, quando estavam todos mais tranquilos em relação ao meu estado. Eu só tinha que trocar o curativo.

Willian não me acompanhou até em casa, pois isso seria estranho, apesar de tudo, mas me deu o número do telefone dele e me assegurou que eu poderia ligar quando quisesse. 

Assim que cheguei em casa, logo depois de pegarmos Kwan na casa de uma amiga da minha mãe, me encheram de comida. Infelizmente, depois de toda essa bagunça, eu só tive tempo ver um pouco de televisão com meus pais e de arrumar minhas coisas e voltar para a universidade, o que foi quase impossível, já que estavam todos querendo ficar me vigiando por mais um tempo para garantir que estava mesmo tudo bem. E estava. Agora estava. Eu não precisava mais me preocupar com a ideia de que meus pais se matariam ou me deserdariam.

Assim que cheguei no meu quarto, por algum milagre as meninas já estavam dormindo, e ainda passava um pouco das 20h. Arrumei minhas coisas com cuidado, apaguei a luz e deitei na cama, já que também não planejava fazer nada, além de ligar para o Jimin.

- Oi? 

- Alô? Jimin, te acordei?

- Não, eu estou acordado.

- Pelas minhas contas é bem cedo aí. Muito cedo.

- Fuso horário...Tudo bem?

- Tudo sim, e com vocês?

- Sim, estamos bem.

- Que bom... - me arrumei na cama - Espero que seu dia tenha sido menos turbulento que o meu.

- Turbulento como?

- Você não faz ideia... - suspirei - Eu posso ter ido parar no hospital.

- Hospital!? Como assim hospital?! 

- Não se preocupem, estou bem agora. Eu só não estava me alimentando direito, e desmaiei.

- Só? Só não estava se alimentando e desmaiou? Só? Como pode dizer "só"?

- Já disse.. estou bem agora. Mas não te liguei para contar isso, na verdade foi para agradecer.

- Agradecer? Como assim agradecer?

- Pelas coisas que me disse. Eu me senti muito mais leve e acho que foi dali que tirei coragem para falar com meus pais. Como eu já contei para você, foi um pouco mais turbulento do que eu esperava, mas ainda sim... - chequei se as meninas estavam dormindo.

- Eu fico feliz que tenha te ajudado, mas vem cá, você tá bem mesmo?

- Sim, eu estou bem.

- Eu mal posso sair um pouco e você já vai parar no hospital... - ele riu - garota, você é um perigo.

- É, eu sei...

E mesmo assim você se apaixonou por mim...

- Mas, e seus pais? Como está aquela coisa toda?

- Consegui resolver isso também... Acho que vou conseguir manter as coisas indo bem. O carrossel nunca para de girar, não é?

- Isso é a frase de uma série.

- É, mas se encaixa na situação, então...

- Foi um dia cansativo, pelo jeito. Acho melhor descansar.

- Me falou a mesma coisa ontem, por acaso quer se livrar de mim?

- Não. - ele riu - Talvez...

- Aish! Eu sabia! - falei - então não tem a chance de você cantar para mim, né?

- Cantar?

- Não me critique, deu vontade de ouvir.

- Eu tenho que voltar para o quarto, mas posso cantar alguma coisa. Qual o seu pedido?

- Qualquer coisa.

- Qualquer coisa?

- Sim, só canta.

- Eu estava ouvindo...

Ele parou, respirou fundo e começou a cantar uma das minhas músicas favoritas.

Eu consigo ver isso chegando ao fim,

Tudo isso está murchando.

O silêncio do seu coração distante...

Por favor, não me deixe,

Por favor, não caia, minha folha murcha.

Eu quero que você me olhe,

Eu quero que você me queira de novo.

Por favor, não me deixe.

Por favor, não caia.

Nunca, nunca caia.

Não vá para muito longe.

Baby, você, garota, não posso te deixar ir.

Não posso desistir de você.

Dead leaves... Sentia algumas indiretas nessa música. É como diz aquele ditado "se a carapuça serve, veste".

E ele parou de repente.

- Continua...

- Me sinto estranho cantando essa letra para você.

- Por quê?

- Estou praticamente implorando para você me escolher.

- Não, você só está cantando uma música. Uma música que vocês já haviam composto há muito tempo.

- Pode ser... - ele suspirou - eu tenho que ir. Prometo que te ligo depois, ok?

- Tá, tchau.

- Boa noite.

- Fica bem também, tá?

- Ok. Tchau.

Eu odiava quando ele desligava o telefone. Queria conversar mais e mais.

Coloquei meu celular de lado e fechei os olhos, na esperança de que o sono viesse logo.

....

Quando acordei com o despertador, levantei em um pulo, já que pela primeira vez em muito tempo eu não estava não descansada, e tão em paz. 

- Olha o quiabo! O queijo! Suor de macaco! - falei pulando em cima das meninas para acorda-las - o que diabos eu estou falando?

- Qualquer coisa sem nexo. - Min-Jee resmungou - Dá mais 5 minutinhos...

- Isso porque vocês foram dormir cedo..

- Você é uma estraga prazeres..

- Adoro!

Fui ao banheiro, tomei um banho rápido e me vesti. Depois eu e as meninas descemos para tomar café. Infelizmente tivemos que seder nossa mesa a Eunji e alguns amigos. Engraçado, antes de nos conhecermos ele tinha onde sentar, por que agora isso mudou? Ele não parava de me olhar, o que me fazia ficar desconfortável. 

- Ele nem fez questão de disfarçar.. - Min-Jee comentou.

- Estou me sentindo como uma pedaço de carne.

- Por que você não aproveita? Ele é bonito, está a fim de você, tu tá solteira...

- E ele é um idiota pegador. - tomei um gole de suco - além disso, em questão a vida amorosa, eu não preciso de mais rolos.

- Como assim, mais rolos? No plural?

- Deixa em off... - ri.

- Sério que não vai me contar?  

Meu celular tocou novamente.

- Quem sabe um dia.. - falei e me levantei.

Faltavam alguns minutos para o sinal tocar, então fui andando logo em direção as salas para já ficar por lá.

- Alô?

- Oi, Milla, é o Kook.

- Eu sei, bobo, tenho identificador de chamadas. - ri.

- Tudo bem?

- Sim... e você?

- Sim, eu estou.

- Que bom... Ah, o Jimin comentou comigo que você foi para o hospital..

- Comentou?

- Na verdade, ah... Eu ouvi.

- Ouviu? - isso me deixou um pouco nervosa, não precisava esfregar na cara dele que nos damos super bem - Até onde? 

- Umas partes... Sei lá, fiquei preocupado. Desculpe não ter ligado antes, é que eu sabia que você estaria dormindo.

- Não tem problema, não incomoda. Obrigada por se preocupar, eu estou bem.

- Que bom... 

- E você? Você não parece bem.

- Como não pareço bem?

- Seu tom de voz... Baixo, desanimado. Aconteceu alguma coisa?

- Não, eu só estou com um pouco de dificuldade de cabeça.

- Podemos dar as mãos.. - ri de novo - a minha também dói, e acho que vou ganhar uma cicatriz.

- Cicatriz?

- É, vou fazer cosplay de Harry Potter. Bati a cabeça e machucou um pouco, mas de novo, eu estou bem.

- É bom mesmo. Tente se manter inteira.

- Sim, mamãe..

- Tirei algumas fotos de um passeio que fizemos hoje. Prometemos fotos, certo?

- Que bom que você lembrou! Quero todas, trate de me mandar.

- Vou pensar no seu caso.. - ele riu fraco, parecendo chateado - então eu vou indo. Tchau.

- Tchau..

Eu não estava gostando daquele tom de voz dele. Era melancólico. Até que ponto ele havia escutado? O suficiente para magoa-lo? Não tinha tempo para isso agora, mas não deixaria de lado. 

Fui para a classe e adorei ser bombardeada por uma prova surpresa que exigiu que eu utilizasse metade do meu intelecto para responder. Depois, fomos a um laboratório e examinamos um corpo de verdade. Eu adorava fazer aquilo! Mas o professor nunca me chamava para ser voluntária, então eu nunca fazia tudo o que queria fazer, como olhar de perto muitos dos órgãos e cutuca-los com minhas próprias mãos. Nojento? Para algumas pessoas, mas nesse ramo, não podemos nos dar o luxo de sentir essa coisinha. 

Vocês já devem ter ouvido que muitos futuros médicos, como eu gosto de me chamar, treinam suturas em frutas, na banana especificamente. Eu precisava desesperadamente treinar, praticar e todos os sinônimos possíveis, pois as minhas eram horríveis! 

Durante o almoço fiquei sentada em uma das mesas junto com a Ki e a Mi-Cha. Comemos, obviamente e conversamos um pouco. Tentei falar com o Jungkook de novo, mas já devia estar tarde, então ele não atendeu. 

- Desgruda desse celular! - Ki pegou-o da minha mãe.

- Devolve!

- Tá falando com o crush? Se for isso eu devolvo.

- Se for, deixa eu ver a foto!

- Aish, Mi-Cha! Não tem crush nenhum, não..

Parabéns, Milla, mentira detectada.

O dia passou sem mais delongas, assim como terça e quarta. Nesses dias também não consegui falar com o Kook, ou com qualquer um dos meninos. As agendas deles deviam estar muito lotadas.

...

Na quinta feira, porém, acordei justamente com o meu celular tocando.

- Jungkook?

- Sinto te decepcionar, mas não é não.

- Yoongi...

- Nossa, nunca vi tanta animação. 

- Desculpa, desculpa... Eu tava precisando falar com o Kook, pensei que era ele.

- Percebi. 

- Mas então, branquelo, ligou por quê?

- Fazia tempo que a gente não se falava, tá um tédio aqui, então.. 

- Muito legal saber que sou sua última opção! Ótimo amigo você.

- Eu sei.. - ele riu - desculpa, e pela sua voz de sono, eu te acordei.

- Sim, e tirou... - olhei o relógio - 10 minutos do meu sono. 10 minutos em que eu poderia estar dormindo.

- Se quiser ligo daqui a 10 minutos, então.

- Vai adiantar de muita merda, não. - tossi - Mas já que estamos aqui, você tem esses 10 minutos para falar as abobrinhas que forem e se livrar desse tédio aí.

- Vamos lá, então.

Acreditem ou não, nesses 600 segundos, Yoongi me contou como foi praticamente toda a viagem. Aparentemente estava muito feliz em Nova York, até porque as camados hotéis eram confortáveis. Palavras dele. Gostou principalmente dos restaurantes de lá. Ele, Jin e J Hope adoravam comer fora.

Depois de todo aquele bafafá, como sempre, tomei meu banho, me vesti, tomei café e encarei as aulas. Sinto muito dizer, mas a menos que queiram ter aula de anatomia e sobre remédios, não possuo muitos detalhes para contar sobre a faculdade. 


No horário do almoço Will me ligou e pediu para que nos encontrássemos naquele mesmo restaurante depois das minhas aulas. Eu cheguei um pouco antes dele, e fiquei esperando em uma mesa fazendo dobraduras em um guardanapo.

- Desculpe o atraso. - ele falou quando chegou.

- Tudo bem. 

- Como foi seu dia?

- Monótono, como sempre. E o do senhor?

- Foi legal. Querida, você sabe que meu visto expira essa semana, não sabe?

- É... Você volta para o Brasil no sábado, certo?

- Certo. - ele riu - eu nem consigo imaginar como vou contar tudo o que aconteceu nesses últimos tempos.

- Eu também não sei se conseguiria.

- Está com fome? Quer pedir alguma coisa?

- Não, eu estou bem.

- Mesmo? Tem se alimentado direito?

- Sim, eu tenho. Estou comendo feito um... Panda? Sei lá, qualquer animal que coma muito.

- E coma de tudo, espero. - ele suspirou - Querida, eu sei que você está em horário de aula e tudo mais, porém, faltam poucos meses para o ano acabar, sabe?...

- Sei..

- Isso pode parecer estranho, mas eu vou ser direto. Eu gostaria de saber, se no final do ano, você não gostaria de... Como eu posso dizer?... Conhecer suas irmãs e...

- Vai traze-las aqui?

- Não, Milla. Quero que você vá ao Brasil comigo.



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