História Sentimentos que se distorcem - Capítulo 1


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Categorias Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba
Personagens Mitsuri Kanroji, Personagens Originais
Visualizações 21
Palavras 582
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Poesias, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Mutilação
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Você perdido por aqui.

Deixe-me lhe explicar: O pilar da arte é um suposto oc meu. Eu a criei, enquanto acompanhava os capítulos de KNY, como um alívio de pensamentos. No final, acabei gerando um minúsculo enredo para ela seus irmãos.

Essa one-shot se trata, basicamente, dos sentimentos da Pilar da arte, cujo o nome pretendo revelar só em histórias futuras, já que inevitalmente eu acabei usando ela em outras shots mais emocionais.

Espero que gostem dessa curta, apesar de não focar totalmente nos personagens de KNY, e sim em sentimentos um pouco desconfortáveis.

Capítulo 1 - Capítulo único.


Fanfic / Fanfiction Sentimentos que se distorcem - Capítulo 1 - Capítulo único.


Sentimentos que se distorcem:


(. . .)



Eu me tornei um pilar por puro egoísmo. Ou, amor.


Afiliei minha alma a uma lâmina; submeti minha arte ao campo de batalha, e é claro, tudo isso foi decisão minha. Eu não pensava em nada, além de mim mesma. 

Foi o impulso do medo de perder aquilo que eu mais ansiava.


Com o tempo, isso mudou. Eu passei a nutrir carinho por todos os pilares, como um calor fraco que se alastrou por meu peito, e terminou me incendiando por dentro. 


Mentir sempre foi uma arte que exerci bem, e no entanto, parece que minha barreira emocional fraquejou. Estou envergonhada, e existem tantas razões que me levaram a estar tomada por esse rubor que assola meu rosto:


Primeiro, eu não devia valorizar meus inimigos. Mas eles roubaram cada espaço fragmentado do meu coração;


Segundo, quando eu for descoberta, estarei os ferindo. E isso seria como matar uma parte de mim a qual eu vi nascer sem qualquer conhecimento de que ela ainda existia em mim;


Terceiro, eu estou amando. Essa foi a maior de todas as questões. 

Nunca amei, nunca me apaixonei por nada, além da minha própria forma de arte, e as formas tão perfeitas e harmoniosas da natureza. Mas, quando os conheci isso mudou, e eu cai em sentimentos pela "serpente" inalcançável. 


O observando a distância, me peguei encantada por suas feições, cada ação, movimento e reação. Mas perante tal sentimento, eu me dou conta do óbvio, quando a serpente acanhadamente se aproxima de Mitsuri, compartilhando o mesmo banco. Seus olhos procuram a imagem da rosada docemente, enquanto ela desfruta de sua refeição.

Ele a admira, como eu o admiro. E quando os olhos dela encontram os dele, possuem o mesmo brilho e admiração apaixonante que refletem no olhar de Iguro. Suas bochechas rosadas roubam o calor do sol, e ela sorri falando coisas que eu não posso ouvir, mas eu vejo o impacto caloroso de seus sentimentos nos do garoto. 

Seus movimentos são tão harmoniosos. Como o delizar do vento pelas rochas, em sinfonia com o assobiar das crateras escondidas pelos caminhos, eles parecem feitos um para o outro.


O que eu daria para ser como o pilar do amor?  Uma obra de arte viva, banhada em sentimentos calorosos. E ainda que possuímos o mesmo rubor rosado nas bochechas, a mesma admiração, Iguro não olha para mim como olha para o "amor". 


Agora minha garganta está seca. Meu pincel trava em minha tela, e estou tremendo. Um turbilhão arrisca escapar de mim, mas como eu poderia evitar?

 Minhas linhas perfeitas estão tremulas, e os meus circulos se distorcem. Eu não aguento meu coração em êxtase, e minha boca se abre em súplica silenciosa quando vejo Iguro se aproximar dela, estendendo sua mão em sua direção. 


Não posso olhar. Por isso desvio, fujo da imagem afetiva, vislumbrando minha tela mais uma vez. E, no meu escape, as cores fugiram de meu pretexto inicial. Minha bela rosa rubra, agora não passar de um coração banhado na carnificina provocada pelos espinhos que se retorceram em minhas mãos. 


Mas. Eu não odeio isso.

Ao menos, com esse coração ferido, eu tenho certeza que ainda há chances deles serem felizes. E agora que Tanjiro e Nezuko estão aqui, talvez no futuro eu possa parar de mentir. 


Talvez, em algum momento, quando eu puder ser honesta, eu possa alcança-lo verdadeiramente e deixar de ser mais um ponto em sua paisagem rubra. 

Quando eu puder alcança-los de verdade.

(...)



Notas Finais


Obrigada por sua atenção! ♡


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