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História Sentimentos Sigilosos - Capítulo 20


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Notas do Autor


Olha eu aqui de novo esse ano kkkkkk
Dois capítulos em duas semanas não ta fácil, viu?
Espero que gostem da leitura e saibam que cada capítulo vai se amarrar pra outra coisa beeeeemmm grande, não desistam de mim agora, estamos quaaaaase lá!

Capítulo 20 - Consequências


Saí aos prantos daquele quarto, definitivamente gostaria de esquecer qualquer momento que tivemos juntos e qualquer coisa que tenhamos vivido a fim de matar os desejos que tínhamos um pelo outro.

Voltei completamente desequilibrada ao meu quarto, fechei a porta e escorreguei lentamente enquanto as lágrimas me escorriam pelo rosto.

Também gostaria de voltar lá, resolver tudo e seguir em frente. Mas era fraca demais para tomar qualquer decisão da qual fosse me arrepender depois, pois estava com os nervos à flor da pele.

Enquanto me afundava em meu sentimento de culpa, Charlie me ligou. Havia recusado duas de suas ligações na noite anterior, não podia continuar a ignorá-lo novamente.

─ Oi... Charlie.

Ah, então agora você pôde me atender? – disse Charlie furioso do outro lado.

─ Desculpa... sinto muito por não ter atendido antes – respondi limpando algumas lágrimas.

Alex, eu sei que deve estar ocupada, afinal você foi até aí a trabalho, mas nós meio que temos uma relação, entende?

─ Eu sei, Charlie. Só não estava em meu melhor momento agora, me desculpa.

Isso não justifica nada, Alex – fez uma pausa – desde que chegou sequer me enviou uma mensagem confirmando que ainda estava viva. Tem noção do quão preocupado eu estou?

─ E você tem razão, Charlie. O que você quer que eu diga agora? – Sequer tinha forças para argumentar a meu favor.

Que sente minha falta e que quer voltar logo, eu acho – disse por fim.

Não consegui prender o choro por mais tempo e desabei permitindo que Charlie testemunhasse meu estado.

─ Por que você está chorando – perguntou preocupado – Está tudo bem, Alex?

Fiquei alguns segundos tentando controlar a situação em silêncio, pensar melhor sobre o que estava acontecendo e se realmente era necessário contar tudo por telefone agora.

─ Charlie... me desculpa, mas eu não posso continuar com isso – respondi finalmente.

Você pode conversar comigo como uma adulta e me contar o que está acontecendo?

─ Quando eu chegar, prometo que conversaremos melhor, ok? – propus.

─ Eu não posso esperar para saber se minha namorada está bem ou não – respirou fundo – Alex, eu preciso do endereço do Hotel, precisamos conversar. Eu vou até aí tomamos um café juntos e resolveremos o que quer que esteja acontecendo.

Não respondi pelos próximos segundos, e ele insistiu:

─ Por favor, Alex. Eu mereço uma explicação.

─ Você merece alguém melhor, Charlie. E eu não sou essa pessoa, e estou cansada de fingir... por favor, não me procura mais, essa decisão não está sendo fácil para mim.

─ É assim que você vai terminar comigo? Por telefone?

─ Eu tentei, Charlie... desculpa – respirei fundo enquanto as lágrimas desciam – Obrigada por tudo!

Desliguei a ligação antes que Charlie pudesse dizer algo que me fizesse mudar de ideia. Seria melhor assim para ambos.

Mesmos com tantas diferenças entre nós, Charlie ainda era alguém especial para mim. Ele era um homem extremamente atencioso e merecia alguém a sua altura. Jamais merecia alguém que mentisse para ele, escondesse seus sentimentos por outra pessoa e fosse acima de tudo mentirosa em seus próprios sentimentos sobre ele.

Senti nojo ao lembrar de como usei Charlie apenas como um escudo para me proteger e agora o deixaria assim, sem mais nem menos. Eu sabia que esse dia chegaria, só não imaginava que seria dessa maneira. Meu coração se partiu.

Levantei do chão, caminhei alguns passos até minha mala e retirei a pequena necessaire que continha meus remédios mais usados. Retirei uma capsula de aspirina e a engoli em seco, a fim de acalmar a forte dor que sentia na cabeça.

Deitei na cama tentando me aconchegar entre os travesseiros macios. Enquanto revirei de um lado para o outro, observei o bilhete no mesmo lugar em que havia deixado no chão.

Não conseguia esquecer as palavras do Diretor. Ele estava correto em relação a isso, mas a forma como me olhou na saída talvez temesse que algo o afetasse também. Talvez eu nunca fosse saber.

Henry é um homem extremamente reservado, mas pela forma como me tratou naquele banheiro antes do nosso beijo e a forma como sempre se preocupou comigo naquela empresa, mesmo que indiretamente, me causava certa confusão. Não conseguia acreditar em mais nada.

Ao fim da tarde, resolvi ligar para minha melhor amiga. Eu precisava urgentemente desabafar para alguém e esperava que fosse alguém em quem pudesse confiar. Bella sempre sabia como me acalmar nesses momentos.

─ Hey!!! - falei assim que Bella atendeu.

Olá, Daddario – fez uma breve pausa – resolveu lembrar da humilde existência de sua amiga?

─ Fala como se fosse fácil esquecer dela né?

Tem razão, nada simples – riu do outro lado me fazendo automaticamente fazer o mesmo – E como andam as coisas por aí?

─ De mal a pior – tentei me controlar – A parte boa que posso te adiantar é que conseguimos vender os programas e fechar o negócio...

Sabia que minha amiga hiper, mega, super inteligente conseguiria – me interrompeu.

─ Não sei de onde vocês tiram essas conclusões pra lá de precipitadas, mas se faz vocês um pouco mais felizes, ok!

E lá vem você bancar a menina humilde – ironizou – E qual é a parte ruim disso tudo?

─ Bella, eu sei que entre nós não há segredos e eu gostaria de compartilhar isso com você - fiz uma pausa – Os acontecimentos dessa viagem saíram dos meus planos e você sabe que...

MEU DEUS! - berrou do outro lado - NÃO ME DIGA QUE VOCÊ E O DIRETOR...?!

─ Bella pelo amor de Deus! – respondi um pouco alterada – Se contenha, preciso conversar sério com você.

Desculpa, amiga – respirou fundo – pode continuar.

─ Nós acabamos nos beijando e eu não consigo mais esquecer o que conversamos e como foi tão simples e espontâneo – meus olhos estavam cheios de lágrimas de novo.

─ E qual o problema nisso, Alex?

─ Não podemos, Bella – minha voz falhou – Eu o amo, mas não podemos.

Por quê? 

─ Ele tem alguém – choraminguei – eu tinha o Charlie também e as coisas são mais complicadas.

─ Alex, por favor não chora – aconselhou – Sinto muito que esteja passando por isso, mas saiba que eu estarei aqui pra te ajudar, tudo bem?

─ Eu sei...

─ Conversou com o Charlie sobre isso?

─ Ainda não, apenas terminei sem explicar pra ele direito a situação – engoli o choro – mas conversaremos quando eu chegar.

Melhor assim – bufou ─ só o Charlie que nunca percebeu que você não o amava?

─ Mas ele sabe que é alguém muito importante pra mim.

─ Ainda assim isso não deve ser o motivo maior de vocês manterem um relacionamento – respirou fundo – Alex, eu gosto muito de vocês dois, mas, a cima de tudo, quero que vocês sejam felizes, independentemente de estarem juntos ou não.

─ Obrigada por isso – suspirei – eu precisava ouvir isso agora.

De nada, sua boba – finalizou – Mas e você e o Diretor, o que resolveram?

─ Ainda não resolvemos.

Deus! – berrou – Por que você é tão incapaz de acabar assuntos que precisam serem acabados?

─ Eu não sei, me julgo todos os dias por isso, ok?

─ Pegue o seu tempo, Daddario. Converse quando você achar necessário e volte para mim – quase senti um forte abraço após as palavras acolhedoras de Bella – Eu sempre estarei com você.

– Obrigada! – respondi por fim.

As palavras reconfortantes de Bella foram essenciais para evitar uma noite inteira de choro e lamentações. Com elas eu pude ver o fim disso. Lembrar que ainda existe vida após amores não resolvidos e acabados, era como encarar o fim de um ano e esperar pelas novas experiências que o novo me proporcionaria. Estava livre agora, poderia ser quem eu quisesse ser e estar com quem eu quisesse estar. Estava pronta para lidar com as consequências das minhas escolhas.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! O próximo tem *cof cof surpresa cof cof* (ou não também, não sei kkkkkkkk)
Me aguardem!!!


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