História Senza Limiti - Jikook - Capítulo 31


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys (BTS), Boyxboy, Chanbaek, Exo, Got7, Hyunjin, Jhope, Jikook, Jimin, Jin, Junghoseok, Jungkook, Luhan, Markson, Minyoongi, Namjin, Namjoon, Sehun, Seokjin, Straykids, Suga, Yoonseok
Visualizações 427
Palavras 1.276
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 31 - Capítulo 31


Fanfic / Fanfiction Senza Limiti - Jikook - Capítulo 31 - Capítulo 31

Jungkook


Era aniversário da minha mãe. Luhan já ligara duas vezes pedindo que eu conversasse com ela. Não seria possível. Ela estava numa praia nas Bahamas com ele. Isso não a havia afetado em nada. Mais uma vez, ela tinha fugido para aproveitar a vida, deixando os filhos para trás.


– Luhan está ligando de novo. Quer que eu atenda e diga para ele deixar você em paz? – Namjoon entrou na sala com o meu celular na mão. Aqueles dois brigavam como irmãos de verdade.


– Não, me dê isso aqui – respondi. Ele me jogou o aparelho.


– Luhan – atendi.


– Você vai telefonar para a mamãe ou não? Ela já me ligou duas vezes perguntando se conversei com você e se você ainda se lembrava de que era o aniversário dela. Ela se importa com você. Pare de deixar que aquele garoto estrague tudo, Jungkook. Ele apontou uma arma para mim, pelo amor de Deus. Uma arma, Jungkook. Ele é louco. Ele...


– Pare. Não diga mais nada. Você não o conhece. Você não quer conhecê-lo. Então pare. Não vou ligar para a mamãe. Da próxima vez que ela ligar, diga isso a ela. Não quero ouvir a voz dela. Eu estou cagando para a viagem dela e para o que ela ganhou de presente de aniversário.


– Nossa... – murmurou Namjoon afundando no sofá à minha frente e apoiando os pés no pufe diante dele.


– Não acredito que você falou isso. Não o entendo. Ele não pode ser tão bom assim...


– Não fale nada, Luhan Esta conversa terminou. Se você precisar, me ligue.


Desliguei o telefone, atirei o aparelho no assento ao meu lado e me recostei na almofada.


– Vamos sair? Beber um pouco, dançar com uns garotos... Esquecer essa merda toda – sugeriu Namjoon. Ele havia feito a mesma sugestão várias vezes nas últimas três semanas. Ou pelo menos desde que eu parara de quebrar coisas e ele sentiu que já era seguro falar.


– Não – respondi sem olhar para ele. Não havia por que agir como se eu estivesse bem. Sem saber como Jimin estava, eu não ficaria bem. Jimin podia até não me perdoar. Que merda, ele poderia nunca mais olhar para mim, mas eu precisava saber que ele estava se curando. Eu precisava saber de alguma coisa. Qualquer coisa.


– Eu me saí muito bem não me intrometendo. Deixei você pirar, esbravejar contra tudo o que se mexesse e ficar deprimido. Acho que está na hora de você me dizer alguma coisa. O que aconteceu quando você foi para o Alabama? Alguma coisa deve ter acontecido. Você voltou diferente.


Eu amava Namjoon como um irmão, mas não contaria a ele sobre a noite no hotel com Jimin. Ele estava sofrendo, e eu, desesperado.


– Não quero falar sobre isso. Preciso sair. Parar de ficar olhando fixamente para essas paredes e me lembrando dele...


Eu me levantei e Namjoon saltou de onde estava no sofá. O alívio nos olhos dele era evidente.


– O que você quer? Cervejas, garotos ou os duas coisas?


– Música alta – respondi. Eu não precisava de cerveja e garotos... eu simplesmente ainda não estava pronto para isso.


– Vamos ter que sair da cidade. Talvez ir até Destin?


Joguei as chaves do carro para ele.


– Claro. Você dirige.


A campainha tocou, fazendo nós dois pararmos. Na última vez que eu recebera uma visita inesperada, a coisa não terminara bem. Podia muito bem ser a polícia vindo me prender por amassar a cara de Kai. Estranhamente, eu não me importava. Estava anestesiado.


– Eu atendo – disse Namjoon, olhando para mim com a testa franzida de preocupação. Ele estava pensando a mesma coisa. Eu me recostei no sofá e apoiei os pés na mesa de centro à minha frente. Minha mãe odiava quando eu fazia isso. Ela a havia comprado durante uma das suas viagens para o exterior e mandado entregar em casa. Senti uma repentina pontada de culpa por não ligar para ela, mas a afastei. Durante toda a minha vida, eu tinha feito aquela mulher feliz e cuidara de Luhan. Não ia mais fazer isso. Estava cansado. Cansado de toda a merda dela.


– Yugyeom, tudo bom? Estávamos de saída. Quer ir junto? – perguntou Namjoon, dando um passo para trás e deixando Yugyeom entrar. Não me levantei. Queria que ele fosse embora. Ver Yugyeom me lembrava de Mark, que, por sua vez, me lembrava de Jimin. Yugyeom precisava sair dali.


– Não, eu... hum... precisava conversar sobre uma coisa – disse Yugyeom, arrastando os pés e enfiando as mãos nos bolsos. Parecia pronto para sair correndo.


– Está bem.


– Acho que hoje não é o melhor dia para conversar com ele, cara – disse Namjoon, posicionando-se na frente de Yugyeom e olhando para mim.


– Nós vamos sair. Vamos lá. Yugyeom pode abrir o coração outra hora.


Agora eu estava curioso.


– Não estou fora de controle, Namjoon. Sente-se. Deixe o Yugyeom falar.


Namjoon suspirou e balançou a cabeça.


– Tudo bem. Se você quer dizer essas merdas para ele agora, diga.


Yugyeom olhou para Namjoon e de volta para mim. Ele se aproximou e sentou-se na poltrona mais longe de mim. Fiquei olhando enquanto ele ajeitava o cabelo e me perguntei o que poderia ser tão importante.


– Mark e eu estamos ficando meio sérios.


Eu já sabia disso. E não me importava. Senti a dor abrindo o meu peito e cerrei os punhos. Precisei me concentrar em levar ar aos pulmões. Mark era amigo de Jimin. Devia saber como Jimin estava.


– E, hum... – continuou ele.


– Bom, o aluguel do Mark aumentou e aquele lugar era uma porcaria de qualquer maneira. Eu não me sentia seguro com ele morando lá. Então conversei com o Hoseok e ele disse que o pai dele tem um apartamento de dois quartos disponível se eu quiser alugar. Eu, hum... eu aluguei o apartamento para Mark, paguei o depósito e tudo. Mas quando o levei para ver, ele ficou puto. Muito puto. Não queria que eu pagasse o aluguel dele. Disse que isso o fazia se sentir vulgar.


Ele suspirou e a expressão pesarosa no seu olhar ainda não estava fazendo sentido. Eu não dava a mínima para a briga dele com Mark.


– Custa o dobro... ou pelo menos Mark acha que custa o dobro do apartamento anterior. Na verdade, custa quatro vezes mais. Fiz Hoseok prometer manter o valor em segredo. Estou pagando a diferença sem que ele saiba. Enfim. Ele, hum... ele... foi para o Alabama hoje. Ele adora o apartamento. Quer passar o tempo todo no clube e na praia. Mas a única pessoa que ele cogita ter morando com ele é... Jimin.


Eu me levantei. Não consegui ficar sentado.


– Opa, cara... sente-se. – Namjoon levantou de um pulo e eu fiz um gesto para ele se afastar.


– Não estou bravo. Só preciso respirar – falei, olhando pelas portas de vidro para as ondas arrebentando na praia. Mark tinha ido buscar Jimin. O meu coração estava disparado. Será que ele viria?


– Sei que vocês dois terminaram mal. Pedi para Mark não ir, mas ele ficou muito furioso e eu não gosto de chateá-lo. Ele também conversou com o Hoseok para devolver o emprego o Jimin caso consiga trazê-lo de volta.


Jimin. De volta... Ele não voltaria. Ele me odiava. Odiava Luhan. Odiava a minha mãe. Odiava o pai dele. Ele não voltaria para cá... mas, meu Deus, como eu gostaria que ele voltasse. Eu me virei para Yugyeom.


– Ele não vai voltar – comentei. Não dava para negar a dor na minha voz. Eu não me dei o trabalho de escondê-lo. Não mais. Yugyeom deu de ombros.


– Talvez tenha tido tempo suficiente para lidar com os problemas dele. E se ele voltar? O que você vai fazer? – Namjoon me perguntou. O que eu faria? Eu imploraria.



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