História Senza Limiti - Jikook - Capítulo 32


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys (BTS), Boyxboy, Chanbaek, Exo, Got7, Hyunjin, Jhope, Jikook, Jimin, Jin, Junghoseok, Jungkook, Luhan, Markson, Minyoongi, Namjin, Namjoon, Sehun, Seokjin, Straykids, Suga, Yoonseok
Visualizações 270
Palavras 1.376
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 32 - Capítulo 32


Fanfic / Fanfiction Senza Limiti - Jikook - Capítulo 32 - Capítulo 32

Jimin


Mark parou o carro de Yugyeom no estacionamento do Dairy K. Vi o fusquinha azul de Yeo one e decidi que era melhor não saltar. Só tinha visto Yeo one duas vezes desde que voltara e ele parecia querer arrancar os meus olhos. Ele sempre foi a fim do Kai, desde da escola. Eu voltei e acabei com qualquer tipo de relacionamento que os dois finalmente haviam começado a ter. Não era a minha intenção. Yeo one podia ficar com kai. Mark começou a sair do carro e segurei o braço dele.


– Vamos ficar conversando no carro – pedi, fazendo parar.


– Mas eu quero sorvete com biscoito recheado – reclamou ele.


– Não posso conversar lá dentro. Conheço muita gente – expliquei. Mark suspirou e recostou-se no banco do motorista.


– Tudo bem. Todo esse sorvete ia parar na minha bunda mesmo...


Sorri e relaxei, grato pelas janelas escurecidas. Sabia que não era vista pelas pessoas que se detinham para olhar o carro de Yugyeom. Ninguém na cidade dirigia alguma coisa que chegasse aos pés dele.


– Não vou enrolar, Jimin. Estou com saudade de você. Eu nunca tive um amigo tão próximo. Nunca. E aí você foi embora. Eu odeio que não esteja mais por perto. O trabalho é um saco sem você lá. Não tenho ninguém para quem contar sobre a minha vida sexual com o Yugyeom e como ele está sendo gentil, algo que eu nunca teria se não tivesse escutado você. Eu simplesmente sinto a sua falta.


Meus olhos se encheram de lágrimas. O simples fato de alguém ter saudade de mim dava uma sensação boa. Eu também sentia falta dele. E de muita coisa.


– Eu também sinto a sua falta – respondi, esperando não ficar todo emocionado. Mark assentiu e sorriu.


– Está bem, que ótimo. Porque preciso que você volte e vá morar comigo. Yugyeom conseguiu um apartamento no clube, de frente para o mar. Mas eu me recuso a deixá-lo pagar para mim. Então preciso de alguém para dividir o aluguel. Por favor, volte. Preciso de você. E o Hoseok disse que você pode ter o seu emprego de volta imediatamente.


Voltar para Rosemary? Para onde estavam Jungkook, Luhan... e o meu pai. Eu não poderia voltar. Não poderia vê-los. Todos estariam no clube. Será que meu pai levaria Luhan para jogar golfe? Será que eu conseguiria assistir a isso? Não. Eu não conseguiria. Seria demais.


– Eu não posso – falei, com a voz engasgada. Queria poder. Não sabia para onde eu iria agora que descobrira que estava grávido, mas não podia nem ficar ali nem ir para Rosemary.


– Por favor, Jimin. Ele também sente a sua falta. Não sai de casa. O Yugyeom disse que ele está péssimo.


A ferida de raiva no meu peito voltou a arder. Saber que Jungkook estava sofrendo também foi difícil demais. Eu o imaginava fazendo festas em casa e seguindo em frente. Não queria que ele ainda estivesse triste. Só precisava que nós dois seguíssemos em frente. Mas talvez eu nunca fosse conseguir. Eu sempre teria uma lembrança de Jungkook.


– Não posso vê-los. Nenhum deles. Seria difícil demais – parei.


Não podia contar o Mark sobre a minha gravidez. Eu mal tivera tempo para assimilá-la. Não estava pronto para contar a quem quer que fosse. Talvez nunca fosse contar a mais alguém além de Kai. Em breve, eu iria embora para um lugar onde ninguém me conhecesse. Eu recomeçaria.


– O seu... hum... pai e a Georgianna não estão lá. Foram embora. O Luhan está, só que mais calmo. Acho que está preocupado com Jungkook. Seria difícil no começo, mas depois que arrancar o curativo, você vai superá-los. Vai superar tudo. Além disso, pela forma como os olhos do Hoseok se iluminaram quando falei em você voltar, poderia muito bem se distrair com ele. Ele está mais do que interessado.


Eu não queria o Hoseok. E nada iria me distrair. Mark não sabia de tudo. Eu também não podia contar a ele. Não hoje.


– Por mais que eu queira... não posso. Eu realmente sentia muito.


Mudar para a casa do Mark e ter o meu emprego no clube de volta seria quase a resposta perfeita para todos os meus problemas. Mark soltou um suspiro frustrado, recostou a cabeça no banco do carro e fechou os olhos.


– Está bem. Eu entendo. Não gosto, mas entendo.


Estendi a mão e apertei a dele com força. Queria que as coisas fossem diferentes. Se Jungkook fosse apenas um cara qualquer com quem eu tivesse rompido, seria mais fácil. Mas não era. Nunca seria. Ele era mais. Muito mais do que ele poderia compreender. Mark apertou a minha mão de volta.


– Vou deixar as coisas assim por hoje. Mas não vou procurar outra pessoa para dividir o apartamento imediatamente. Você tem uma semana para pensar nisso. Depois preciso encontrar alguém que me ajude a pagar as contas. Vai pensar com carinho na minha proposta?


Respondi que sim, porque sabia que era o que ele precisava, mesmo sabendo que a espera dele seria inútil.


– Que bom. Eu vou para casa rezar. Se é que Deus ainda se lembra de quem eu sou. – Ele piscou para mim e se aproximou para me abraçar.


– Coma um pouco por mim, está bem? Está ficando magrinho demais.


– Está bem – respondi, imaginando se isso seria possível. Mark se recostou no assento.


– Bom, se você não vai arrumar as malas e voltar comigo para Rosemary, pelo menos vamos sair. Eu preciso passar a noite antes de fazer o caminho de volta. Podemos nos divertir em algum lugar e depois dormir em um hotel.


– Isso. Parece uma boa. Mas nada de bar country. Eu não conseguiria entrar em outro daqueles. Pelo menos não tão cedo.


Mark franziu a testa.


– Está bem... mas existe alguma outra coisa neste estado?


Ele tinha razão.


– É... podemos ir a Birmingham. É a cidade grande mais próxima.


– Perfeito. Vamos nos divertir.


●●●


Quando paramos na entrada de carros da Vovó Q, ela estava sentada na varanda, descascando ervilhas. Eu não queria encará-la, mas ela me dera um teto nas últimas três semanas sem fazer cobranças. Merecia uma explicação, se quisesse. Eu não sabia se Kai tinha dito alguma coisa. A caminhonete dele não estava ali e eu fiquei imensamente grato por isso.


– Quer que eu fique no carro? – perguntou Mark. Seria mais fácil se ele ficasse, mas a Vovó Q o veria e me repreenderia por ser rude e não convidar meu amigo a entrar.


– Pode vir comigo – respondi, abrindo a porta do carro. Mark deu a volta pela frente do veículo e se postou ao meu lado. A Vovó Q ainda não tinha erguido os olhos das ervilhas, mas eu sabia que ela nos escutara. Estava pensando no que iria dizer. Kai devia ter contado a ela. Droga.


Olhei para ela, que continuava descascando ervilhas em silêncio. Tudo o que eu via eram seus cabelos brancos curtos. Nenhum contato visual. Seria muito mais fácil simplesmente entrar e tirar vantagem do fato de ela não falar comigo, mas aquela era a casa dela. Se ela não me queria ali, eu precisava arrumar minhas coisas e ir embora.


– Oi, Vovó Q – falei e parei, esperando que ela levantasse a cabeça para olhar para mim. Silêncio. Eu a estava perturbando. Não sabia se era decepção ou irritação. Naquele momento, odiei Kai por contar a ela. Ele não podia ter ficado de bico fechado?


– Este é meu amigo Mark. Ele veio me visitar – continuei. Vovó Q finalmente levantou a cabeça, sorriu para Mark e então voltou o olhar para mim.


– Leve-o lá para dentro e lhe dê um grande copo de chá gelado e uma daquelas tortinhas que estão esfriando em cima da mesa. Depois venha até aqui para conversar comigo um instante, sim? – Não era um pedido. Era uma ordem sutil. Assenti, e levei Mark para dentro.


– Você fez alguma coisa para deixar a velhinha brava? – sussurrou Mark quando já estávamos no interior da casa. Dei de ombros. Eu não tinha certeza.


– Ainda não sei – respondi. Fui até o armário, peguei um copo alto e servi um chá gelado para Mark. Nem perguntei se ele queria. Só estava tentando fazer o que a Vovó Q tinha mandado.


– Aqui. Beba isto e coma uma tortinha. Volto em alguns minutos – falei, saindo apressad. Precisava acabar logo com aquilo.



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