História Senza Limiti - Jikook - Capítulo 33


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys (BTS), Boyxboy, Chanbaek, Exo, Got7, Hyunjin, Jhope, Jikook, Jimin, Jin, Junghoseok, Jungkook, Luhan, Markson, Minyoongi, Namjin, Namjoon, Sehun, Seokjin, Straykids, Suga, Yoonseok
Visualizações 496
Palavras 1.301
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 33 - Capítulo 33


Fanfic / Fanfiction Senza Limiti - Jikook - Capítulo 33 - Capítulo 33

Jimin


As pranchas de madeira estalaram sob os meus pés quando voltei para a varanda da casa da Vovó Q. Deixei a porta de tela bater atrás de mim antes de lembrar que ela era velha e as molas estavam enferrujadas havia muito tempo. Passei muitos dias da infância naquela varanda descascando ervilhas com Kai e a Vovó Q. Não queria que ela ficasse chateada comigo. Meu estômago estava se revirando.


– Sente-se, menino, e pare de fazer essa carinha de quem está prestes a cair no choro. Deus sabe que amo você como se fosse meu neto. Achei que um dia seria. – Ela balançou a cabeça.


– Aquele burro não fez a coisa certa. Eu esperava que ele acordasse antes que fosse tarde demais. Mas ele não acordou, não é? Você foi embora e encontrou outra pessoa.


Aquilo não era o que eu estava esperando. Sentei na frente dela e comecei a descascar ervilhas para não precisar encará-la.


– Kai e eu terminamos há três anos. Nada do que está acontecendo agora vai mudar isso. Ele é só meu amigo.


Vovó Q bufou e se remexeu na cadeira de balanço.


– Eu não acredito nisso. Vocês dois eram inseparáveis quando crianças. Mesmo quando era menino, ele não conseguia tirar os olhos de você. Era engraçado ver o quanto ele o adorava e nem se dava conta disso. Mas quando chegam à adolescência, alguns meninos perdem a mentalidade carinhosa. Eu detesto que isso tenha acontecido com ele. Detesto que ele tenha perdido você, menino. Porque não vai haver outro Jimin para o Kai. Você era a pessoa certa para ele.


Ela não mencionou o meu teste de gravidez. Será que nem sabia que eu o tinha comprado? Eu não queria relembrar o meu passado com Kai. Claro que nós tínhamos uma história, mas havia tanta tristeza e arrependimento que eu não queria pensar naquilo. Eu vinha vivendo uma mentira que meu pai construíra na época. Lembrar doía.


– Kai passou por aqui hoje? – perguntei.


– Sim. Ele passou aqui hoje de manhã procurando por você. Falei que você havia saído cedo e ainda não tinha voltado. Ele pareceu preocupado, deu meia-volta e foi embora sem me dizer mais nada. Mas ele estava chorando. Acho que nunca o vi chorar antes. Pelo menos não desde que ele era criança.


Ele estava chorando? Fechei os olhos e larguei as ervilhas dentro do balde de plástico grande que a Vovó Q estava usando. Kai não deveria estar chateado. Ele não deveria chorar. Ele me deixara muito tempo atrás. Por que isso era tão difícil para ele?


– Há quanto tempo foi isso? – perguntei, pensando em quantas horas haviam se passado desde que abri o coração para ele no estacionamento da farmácia.


– Era cedo, umas nove horas, eu acho. Ele estava arrasado, menino. Pelo menos procure-o e converse com ele. Não importa como você se sente agora em relação a ele, Kai precisa ouvir que está tudo bem.


Assenti.


– Posso usar seu telefone? – perguntei, me levantando.


– Claro que pode. Coma uma das tortinhas enquanto estiver lá dentro. Fiz o bastante para um batalhão depois que ele saiu correndo daqui esta manhã. São as favoritas dele.


– Cereja – respondi e ela sorriu para mim. Pude ver muitas coisas nos olhos dela. Eu conhecia Kai. Nada a respeito dele me surpreendia. Eu o compreendia. Nós tínhamos um passado. Eu amava a família dele e eles também me amavam. Aquilo era seguro. Mark estava parado do outro lado da porta, bebendo o seu chá gelado e estendendo o telefone para mim. Ele tinha ouvido. Não fiquei surpreso com isso.


– Ligue para ele. Acabe logo com isso – disse ele. Peguei o telefone e fui até a sala de estar para ter um pouco de privacidade antes de digitar o número de Kai, que eu sabia de cor. Ele tinha o mesmo número desde que comprara o primeiro celular, quando tínhamos 16 anos.


– Alô – atendeu ele. Pude ouvir a hesitação na sua voz. Havia alguma coisa errada. Ele parecia estar falando pelo nariz.


– Kai? Você está bem? – perguntei, preocupado. Houve uma pausa e então um longo suspiro.


– Jimin. É... estou bem.


– Onde você está?


Ele pigarreou.


– Eu, hum... estou na praia de Rosemary.


Ele estava em Rosemary? O quê? Afundei no sofá atrás de mim e segurei o telefone com mais força. Ele estava contando para o Jungkook? Meu coração bateu forte no peito e fechei os olhos antes de perguntar:


– Por que você está em Rosemary? Por favor, me diga que você não... – Não consegui falar. Não com Mark na sala ao lado, muito provavelmente me ouvindo.


– Eu precisava ver a cara dele. Precisava ver se ele amava você. Eu precisava saber... Aquilo não fazia sentido.


– O que você disse a ele? Como você o encontrou? Você o encontrou?


Talvez ele não o tivesse encontrado. Talvez eu pudesse parar com aquilo. Houve uma risada dura do outro lado da linha.


– É, encontrei, sim. Não é muito difícil. Esta cidade é pequena e todo mundo sabe onde mora o filho do astro do rock.


Ai, meu deus, ai, meu deus, ai, meu deus...


– O que você disse a ele? – perguntei devagar, sendo dominado pelo pânico.


– Eu não contei a ele. Não faria isso com você. Confie um pouco em mim, por favor. Eu o traí porque era um adolescente cheio de hormônios, mas, caramba, Jimin, quando é que vai me perdoar, porra? Eu vou pagar por aquele erro pelo resto da vida? Eu sinto muito! MEU DEUS, eu sinto muito, porra! Eu voltaria e faria tudo diferente se pudesse. – Ele parou e soltou um grunhido, como se estivesse com dor.


– Kai? Qual é o problema com você? Você está bem? – perguntei. Eu não queria reconhecer, mas sabia que ele sentia muito. Eu também sentia muito. Mas, não, eu nunca iria superar aquilo. Perdoar era uma coisa. Esquecer, outra.


– Estou bem. Só um pouco detonado. Vamos dizer apenas que o cara não me adora, está bem?


O cara. Jungkook? Jungkook o machucou? Isso não parecia nem um pouco com Jungkook.


– Que cara?


Kai suspirou.


– Jungkook.


Fiquei boquiaberto, olhando fixamente para a frente. Jungkook tinha brigado com Kai?


– Não estou entendendo.


– Está tudo bem. Peguei um quarto para passar a noite e vou dormir para melhorar. Estarei em casa amanhã. Precisamos conversar sobre algumas coisas.


– Kai. Por que Jungkook machucou você? Mais uma pausa e um suspiro cansado.


– Porque fiz perguntas que ele achou que não eram da minha conta. Estarei em casa amanhã.


Ele fez perguntas. Que tipo de perguntas?


– Jimin, você não precisa contar para ele. Eu vou cuidar de você. Só... precisamos conversar.


Ele ia cuidar de mim? Do que ele estava falando? Eu não ia deixar que ele cuidasse de mim.


– Onde você está, exatamente? – perguntei.


– Em um hotel logo depois de Rosemary. Eles devem cagar dinheiro naquela cidade. Tudo custa cinco vezes o preço normal.


– Está bem. Fique na cama e nos vemos amanhã – falei, desligando em seguida. Mark entrou na sala. Levantou uma das sobrancelhas escuras enquanto me encarava, esperando que eu falasse. Estava me ouvindo. Eu sabia que estava.


– Preciso de uma carona até Rosemary – declarei, me levantando. Não podia deixar Kai com dor em uma cama de hotel, principalmente correndo o risco de ele voltar e tentar falar com Jungkook mais uma vez. Se Mark pudesse me levar até lá, eu poderia conferir como ele estava e depois trazê-lo para casa. Mark concordou e deu um sorrisinho. Percebi que ele não queria que eu visse quanto ficou feliz por ouvir isso. Eu não ia ficar. Mark não precisava se encher de esperanças.


– Isso é só por causa do Kai. Eu não vou... não posso ficar lá.


Mark não pareceu acreditar em mim.


– Claro. Eu sei.


Eu não estava com disposição para convencê-lo. Devolvi o telefone a ele e fui até o meu quarto temporário pegar algumas coisas.



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