História Senza Limiti - Jikook - Capítulo 36


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys (BTS), Boyxboy, Chanbaek, Exo, Got7, Hyunjin, Jhope, Jikook, Jimin, Jin, Junghoseok, Jungkook, Luhan, Markson, Minyoongi, Namjin, Namjoon, Sehun, Seokjin, Straykids, Suga, Yoonseok
Visualizações 486
Palavras 1.101
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 36 - Capítulo 36


Fanfic / Fanfiction Senza Limiti - Jikook - Capítulo 36 - Capítulo 36

Jungkook 


Foram três semanas, quatro dias e doze horas desde que eu o vira pela última vez. Desde que ele destruíra o meu coração. Se eu estivesse bebendo, culparia o álcool. Devia ser uma ilusão desesperada. Mas eu não tinha bebido. Nem uma gota. Não havia como confundir Jimin. Era ele. Realmente estava aqui. Jimin  estava de volta a Rosemary. Estava de volta à minha vida.


Dirigi durante cinco horas ontem à noite por toda a cidade atrás de Mark, esperando que ele me levasse até Jimin. Mas não encontrei nenhum dos dois. Voltar para casa e admitir a derrota foi doloroso. Convenci a mim mesmo que Mark ainda estava em Sumit com Jimin. Que talvez sua mensagem de texto tivesse sido mandada quando ele estava bêbado, nada mais.


Fiquei zonzo ao vê-lo. Jimin estava mais magro e não gostei disso. O som da sua voz quase me fez cair de joelhos. Meu Deus, como eu sentia falta da voz dele .


– Jimin... – disse, por fim, morrendo de medo de afastá-lo de mim simplesmente por falar. Ele levantou a mão e ficou segurando uma mecha dos cabelos. Estava nervoso. Não gostei do fato de que eu o estava deixando nervoso. Mas o que eu poderia fazer para facilitar as coisas?


– Podemos conversar? – perguntou ele baixinho.


– Sim. – Dei um passo para trás para deixá-lo passar.


– Entre. 

Ele fez uma pausa e olhou para mim enquanto entrava na casa. O medo e a dor que vi no seu olhar fizeram com que eu me recriminasse. Ele fora magoado ali. O mundo dele fora destruído na minha casa. Merda. Não queria que ele se sentisse assim em relação à minha casa. Não quando também havia tantas boas lembranças ali.


– Você está sozinho? – perguntou ele. Olhou de novo para mim. Ele não queria ver a minha mãe ou o pai dele. Agora eu entendia. Não era a casa.


– Eu os obriguei a sair no dia em que você foi embora – respondi, olhando com cuidado para ele. Ele arregalou os olhos. Por que isso o surpreendia? Ele não havia entendido? Ele vinha em primeiro lugar. Eu tinha falado isso naquele quarto de hotel.


– Ah. Eu não sabia... – disse ele baixinho. Nós dois sabíamos que ele não sabia porque havia me excluído da sua vida.


– Sou só eu aqui... a não ser pelas visitas eventuais do Namjoon.


Ele precisava saber que eu não havia seguido em frente. Eu não estava seguindo em frente. Jimin entrou na casa e eu cerrei os punhos ao sentir o seu perfume familiar o acompanhando. Quantas noites eu passei ali sonhando vê-lo voltar para a minha vida. Para o meu mundo.


– Quer beber alguma coisa? – ofereci, pensando no quanto eu queria, na realidade, implorar para que ele  conversasse comigo, ficasse comigo e me perdoasse.


Jimin balançou a cabeça e virou-se para me olhar.


– Não, estou bem. Eu... eu só... eu estava na cidade e... – Ele  franziu o nariz e eu fiz um esforço enorme para conter a vontade de estender a mão e tocar no rosto dele.


– Você bateu no Kai?


Kai. Merda. Ele sabia sobre Kai. Ele estava ali para falar sobre Kai?


– Ele perguntou coisas que não deveria ter perguntado. Disse coisas que não deveria ter dito – respondi entre os dentes cerrados. Jimin suspirou.


– Só posso imaginar – murmurou, balançando a cabeça.


– Sinto muito que ele tenha vindo aqui. Ele não pensa direito. Só age por impulso. Ele não estava defendendo ele. Estava se desculpando por ele. Ele não tinha por que fazer isso. Aquele imbecil não era responsabilidade ou culpa de Jimin.


– Não se desculpe, Jimin. Isso me deixa com vontade de sair correndo atrás dele – resmunguei, sem conseguir controlar a minha reação.


– Foi por culpa minha que ele veio aqui, Jungkook. Por isso estou me desculpando. Eu o deixei chateado, ele deduziu que foi por sua causa e veio correndo até aqui tomar satisfação antes de resolver as coisas comigo.


Resolver as coisas com ele ? Que porra o Kai precisava resolver com ele ?


– Ele precisa ficar longe de mim. Se ele chegar a...


– Jungkook. Calma. Kai e eu somos velhos amigos. Nada além disso. Eu disse a ele algumas coisas que eu precisava ter dito muito tempo atrás. Ele não gostou. Foi cruel, mas eu precisava dizer. Estava cansado de proteger os sentimentos dele. Ele me pressionou demais. Foi só isso.


Respirei fundo, mas não adiantou. Minha cabeça começou a latejar.


– Você veio vê-lo? – Eu precisava saber se era por isso que ele estava ali. Se aquilo não tivesse nada a ver comigo, meu coração precisava saber. Jimin caminhou na direção da escada em vez de ir para a sala de estar. Percebi isso. E compreendi. Ele podia ter entrado na minha casa, mas não conseguia encarar as coisas. Ainda não. Talvez nunca conseguisse.


– Talvez ele tenha sido a minha desculpa para entrar no carro com o Mark. – Ele fez uma pausa e deu um suspiro.


– Mas ele já havia ido embora quando cheguei aqui. Fiquei por outros motivos. Eu... eu precisava falar com você.


Jimin tinha vindo falar comigo. Já fazia tempo suficiente? Usei cada centelha de força de vontade que possuía para ficar parado e não o tomar nos meus braços. Não me importava o que ele tinha a dizer. O fato de que ele queria me ver era suficiente.


– Que bom que você veio.


Ele franziu levemente a testa, mas não olhava para mim.


– As coisas ainda não mudaram. Não consegui parar de pensar. Eu nunca vou conseguir confiar em você. Nem se eu quiser. Não consigo.


Que porra ele queria dizer com aquilo? O latejar na minha cabeça só piorava.


– Estou indo embora de Sumit. Não posso ficar lá. Preciso dar um jeito na minha vida sozinho.


O quê?


– Você vai morar com o Mark? – perguntei, imaginando se eu ainda estava dormindo e aquilo era um sonho.


– Eu não ia, mas conversei com o Mark hoje de manhã e pensei que talvez, se eu visse você, conversasse com você e encarasse... isto, eu poderia ficar com ele  por um tempo. Não seria algo permanente. Eu iria embora em uns dois meses. Só até ter tempo de decidir o que fazer em seguida.


Ele ainda estava pensando em ir embora. Eu precisava mudar isso. Teria dois meses se ele ficasse ali. Pela primeira vez desde que ele me disse para sair do quarto do hotel, tive esperança.


– Acho que você tem razão. Não tem por que tomar uma decisão apressada tendo uma alternativa bem aqui.


Ele poderia ficar na minha casa de graça. Na minha cama. Comigo. Mas eu não poderia oferecer isso. Ele jamais concordaria.



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