História Seocho - Capítulo 2


Escrita por: e hunqi

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Kim Taehyung (V)
Tags Arte, Bottom!jungkook, Fluffy, Gabzi, Guelbs, Jeon Jungkook, Jungkook, Kim Taehyung, Pintor, Primavera, Seocho, Taehyung, Taekook, Top!taehyung, Vkook
Visualizações 443
Palavras 1.826
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Meu Deus, gente!!! Que Feedback incrível que Seocho recebeu ♡ Foram 250 favoritos só com o primeiro capítulo!!! Eu estou incrivelmente feliz com isso. Não achei que atingiria um número tão grande assim com um capítulo. Vocês são demais ♡

Eu prometi para a Renata que postaria o capítulo hoje, e aqui está, meu amor!!!!
Eu amo o Jeongguk de Seocho ♡
Boa leitura!!!

Capítulo 2 - O homem que pinta


Fanfic / Fanfiction Seocho - Capítulo 2 - O homem que pinta

 

Capítulo 2. O homem que pinta.


 

Seocho, 15 de Abril de 2017

4:20 P.M

 

Meu rosto molda uma feição de completo espanto e confusão. Como assim nunca achou que eu fosse sair detrás da árvore? Eu fito aquele rosto amorenado sem conseguir piscar, tentando entender o que está acontecendo naquele momento. Ele me olha sorrindo, mostrando seus traços diferentes que tanto deixa-me encantado, escondendo os braços atrás do corpo e mexendo as pernas para frente e pra trás, fazendo os cabelos cinzas balançarem com os movimentos de seu belo corpo.

As flores das cerejeiras caem em nossas cabeças, pintando nossos cabelos com o mais puro rosa das pétalas finas e perfumadas. O sol brilha alto no céu, imponente, iluminando todo aquele local arborizado com seus tons de amarelo e laranja, mesclando-se ao verde das enormes árvores e folhas. A brisa bate em nossos rostos, acariciando nossas peles com suavidade e eu me vi, naquele exato momento, sendo o protagonista de um dorama clichê.

 

— C-como? — Eu não consegui formular uma frase concreta. Meu cérebro não está assimilando nada e minhas orbes negras ardem pelo fato de eu fitar o rapaz sem nem ao menos piscar. Meu corpo encontra-se inerte, completamente paralisado, meus pés grudam no chão como se raízes crescessem pela sola de minhas botas, impedindo-me de mexer meu corpo. Meu coração é a única coisa que se movimenta naquele momento, batendo aceleradamente dentro de meu peito, como se fosse pular para fora a qualquer momento correndo para longe daquele emaranhado de confusão a qual me encontro.

— Você vem aqui me ver a muito tempo, não é? — Ele fala em um tom tão natural, que me fazia pensar que o que eu fiz por esses anos todos é algo normal. As diversas pintas espalhadas por sobre a pele bronzeada de seu rosto não me deixa raciocinar direito, ele sorri tão inocente que eu sinto meu coração falhar pelo menos três vezes. — Não aguentei ficar esperando você vir falar comigo. Por quê se escondia?

 

Porque eu me escondia? Nem eu mesmo sei de fato o porquê, sendo que sempre quis conhecê-lo. Mas, talvez porque eu tivesse medo de falar com ele e todo aquele brilho e magnitude que ele exala, sumisse quando eu dissesse oi pela primeira vez. Talvez porque fosse bom observá-lo em seu mundo particular, enquanto eu sempre tento imaginar mil e um desenhos que ele  possa estar fazendo naquele quadro, sempre segurando uma paleta de tinta, dançando com o pincel em mãos sobre a tela não mais branca a sua frente.

 

— Por acaso o gato comeu a sua língua? — A voz rouca dele é melodiosa em demasia, e sua entonação é demais para mim. Tentei afastar os pensamentos que invadem minha mente, eu preciso respondê-lo e preciso parar de parecer um bobo.

— Não… Quer dizer… Eu não… — Eu pareço realmente um idiota tentando formular alguma frase concreta enquanto o vejo rir de meu desespero para respondê-lo. Nunca imaginei que ao chegar no parque de Seocho, as quatro e quinze da tarde ele estaria me esperando. — Pare de rir de mim.

— Desculpe, é que você está todo vermelho. — Levo as mãos até minhas bochechas, eu nem havia percebido que estava corado. Abaixo a cabeça e cubro meu rosto envergonhado o que tirou mais uma gargalhada dele. — Você é muito bonito.

— Pare de me deixar constrangido. — Consigo falar sem gaguejar, mas, ainda assim, permaneço fitando o gramado esverdeado sob meus pés.

— Por que não nos sentamos naquele banco? — Ouço ele perguntando e levanto meu olhar um pouco, vendo seus longos dedos apontando para o banco de madeira em nossa frente próximo a uma das árvores de cerejeira. Aceno com a cabeça sem conseguir, novamente, respondê-lo e o sigo fitando o gramado fofo.

 

A brisa da tarde continua fresca, batendo em nossos rostos. É gostoso sentir aquele ar puro e fresco entrando em meus pulmões, eu me sinto bem ali, naquele parque. Sento-me no banco ao lado dele, esperando algum questionamento que, eu sabia que viria. O rapaz que eu tanto admiro parece totalmente confortável e eu tento manter-me dessa mesma forma, porém, para mim, é um pouco mais complicado. Eu estou nervoso por estar sob sua presença tão forte, mas mesmo assim, quero continuar ali e o conhecer como sempre almejei.

 

— Qual é o seu nome? — Ele pergunta, e eu o fito. Os olhos cor de mel dele cintilam em minha direção e, mais uma vez, pego-me admirando-os em silêncio.

— Jeongguk. Jeon Jeongguk. — Consigo dizer com clareza. Ele sorri e estende a mão em minha direção, para que eu o cumprimente também. Assim o fiz, sentindo a textura macia das mãos de pele amorenada em contato com a minha. Um pequeno choque percorre minha espinha e mordo meu lábio inferior por impulso, machucando um pouco a carne sensível de minha boca.

— Kim Taehyung. — Sorrio de forma abobalhada ao ouvir ele sibilar seu nome de forma tão bonita. Eu sempre quis saber qual que era o seu nome e mesmo essa vontade sendo enorme, eu nunca tive a coragem de chegar nele e perguntar. Na verdade, eu não tenho coragem de perguntar nada. Até o momento.

— Você sabia? — Essa pergunta estava começando a incomodar minha cabeça, eu preciso sanar essa dúvida o quanto antes ou eu vou enlouquecer tentando encontrar uma resposta sozinho. Taehyung me olha, sorrindo, mostrando o formato retangular de sua boca. Algo que é extremamente encantador aos meus olhos.

— Sabía.

— Desde quando? — Ouso continuar perguntando. O rapaz gargalha um pouco e eu abaixo a cabeça envergonhado.

— Desde o primeiro dia que você apareceu atrás daquela árvore — Apontou para a cerejeira a qual eu me escondia, como se fosse algo natural que as pessoas se escondessem para observá-lo. Esse pensamento incomodou-me um pouco, mas logo tratei de tirá-los de minha cabeça, voltando a fitar as enormes orbes cor de amêndoas de Taehyung.

— E por que você não falou comigo? — Pela primeira vez em séculos eu estava tendo coragem para alguma coisa. Nunca questiono ninguém, sempre ouço o que as pessoas têm a me dizer, porém, estranhamente com ele eu me sinto corajoso o suficiente para sanar todas as dúvidas presentes em minha mente.

 

Ele apenas dá de ombros, e levanta-se do banco a qual estamos. Vejo-o começar caminhar lentamente pelo caminho de pedras no parque, completamente elegante, com uma postura totalmente invejável. Eu não sei o que fazer e permaneço em meu lugar até vê-lo parar e virar apenas a cabeça em minha direção, sorrindo de forma tão bela que parecessem que há anjos sobrevoando ele.

 

— Você não vem? — Ouço ele me perguntar, e tombo a cabeça para o lado como se eu o questionasse para onde. Taehyung parece entender e volta alguns passos parando em minha frente, pegando em minha canhota com delicadeza, fazendo-me sentir um turbilhão de novas sensações. Como em bons e velhos clichês, meu estômago revira-se de uma forma que parece existir inúmeras borboletas sobrevoando meu interior. — Vamos andar pelo parque.

 

Ele me puxa devagar, fazendo-me segui-lo. Sinto a textura gostosa da mão de sua mão contra a minha e pego-me imaginando o que mais posso sentir ao estar próximo dele. Minha canhota formiga ao ser apertada pelos dígitos longos e bonitos de Taehyung, aqueles mesmo dígitos que pincelam um mundo em apenas um quadro branco.

Uma estranha e boa sensação invade meu peito, como se soubesse que, agora, eu irei poder vê-lo pintar algo. Resolvo questioná-lo sobre isso, afinal, sempre almejei poder admirar cada uma de suas pinturas.

 

— Taehyung. — O chamo, fazendo-o parar de súbito ao ouvir minha voz saindo um pouco mais firme. Não foi por querer, apenas entonei demais.

— Sim. — Ele ainda segura minha mão, e gosto disso.

— Você não vai pintar hoje? — Questiono, querendo saber, afinal, não vejo nenhum sinal de que os materiais do rapaz estivessem ali por perto.

— Hoje não. — Ele diz, sorrindo para mim. — Sai de casa com o intuito de fazê-lo sair detrás daquela árvore.

— Você queria que eu saísse? — Pergunto em um fio de voz, envergonhando. Estranhamente ele me causa isso, porém, é algo bom.

— Queria.

 

Voltamos a andar depois disso, a brisa fresca balançando nossos cabelos, acariciando nossas peles e, como em todas as vezes, pego-me admirando Taehyung. As costas dele são largas, dá para perceber pela blusa social de cor azul turquesa que ele veste e por estar atrás dele, fico admirando aquela parte bonita de seu corpo.

 

— Taehyung. — O Chamo novamente, lembrando-me que queria vê-lo pintar.

— Gostou do meu nome? — Ele ri, me puxando devagar para que eu passasse a andar ao seu lado. — Ele fica mais bonito sendo pronunciado por você.

 

Eu coro e abaixo a cabeça.

 

— Não me deixe constrangido, por favor. — Não sei de onde arranjo coragem para dizer algo assim, mas o ouço rir rouco e sinto meu corpo todo arrepiar.

— O que queria dizer? — Ele muda de assunto e agradeço por isso. Levanto novamente minha cabeça e miro meus olhos negros dos castanhos de Taehyung.

— Queria te ver pintar. — Falo sem rodeios. Algumas folhas róseas caem por sobre nossos corpos e pintam o chão de pedra. O perfume das flores exala-se por todo o parque, deixando todo aquele lugar confortável e aconchegante.

— Você pode me ver pintar, Gukkie. — Meu corpo estremece com o apelido sendo proferido pelos lábios rosados de Taehyung. — Mas tem uma coisa… — Ele para de falar, soltando minha mão, causando em mim uma estranha sensação de vazio. Quero sentir mais de sua textura junto a minha semelhante. Taehyung cruza os braços e deixa, novamente, escapar um sorriso retangular.

— Que coisa?

— Todo o meu material está em minha casa. Não trouxe nada hoje, você só me veria pintar amanhã. — Ele parece triste mas logo dá um sorriso de canto e sei que coisa boa não vem. — A não ser que queira ir até a minha casa, lá tem um ateliê onde guardo grande parte de minhas obras, outras estão espalhadas pela casa e alguma estão na casa dos meus pais em Daegu.

 

Se fosse qualquer outra pessoa, eu pensaria duas, talvez quatro vezes antes de aceitar ir até sua casa. Mas é Taehyung, o rapaz que eu observo por dois anos. O rapaz que eu sempre quis conversar e, que, agora, eu podia.

Não vou adiar para amanhã o que eu posso fazer hoje.

 

— Eu não me incomodaria de ir até a sua casa, Tae. — Assim como ele, sibilo um apelido e sinto-me quente após pronunciar seu nome de forma nada pura, mesmo não tendo sido nada proposital, afinal, eu quero ver as pinturas dele, e conhecer mais um pouco sobre o rapaz que me tirou dos eixos por dois longos anos.

— Moro aqui em Seocho mesmo. Meu apartamento não é muito longe. — Taehyung estende sua mão novamente em minha direção e eu a pego, sentindo novamente a sensação gostosa sob minha palma.

 

Eu finalmente estou tendo o que sempre almejei. Irei ver as pinturas de Taehyung e descobrir o que ele tanto pincelou em seus diversos quadros, durante todos esses dois anos.


Notas Finais


Está tão gostoso escrever essa fanfic, vocês não tem ideia ♡
Me falem o que acharam aqui nos comentários, eu amei ler e responder todos os comentários do primeiro capítulo, fiquei toda apaixonada ♡♡

Momento divulgação de minha própria fic: https://www.spiritfanfiction.com/historia/impulsive-feelings-11063929 ♡ Espero que gostem!!!
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