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História Seongsu Bridge. (Jenlisa) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oi meu anjos! Então, eu escrevi essa oneshot, que na verdade foi um desabafo. Estava chateada por inúmeros motivos, e então resolvi escrever para aliviar tudo aquilo que estava sentindo. Não fiz nenhuma betagem, então relevem os erros. Mas saibam que se você for sensível, vai chorar muito. Pois aqui de fato, entreguei todas as minhas mágoas. !!! E OBS :: esse conteúdo pode conter gatilho. Então se você for sensível, não leia. Por favor !!! E boa leitura a quem for ler. ♡♡

Capítulo 1 - Único - Lavanda.


Sentiu o seu telefone vibrar no bolso de sua calça jeans. Tardou rapidamente em pegá-lo, mesmo que estivesse em um lugar tão lotado como aquele, fez um esforço.


Vendo o nome discado em sua tela, sorriu, tardando logo de atender.

— Oi, amor. — falou pensando ser sua namorada.

— Falamos com a Lisa?


Estranhou.


Por que um desconhecido estaria me ligando com o número de Jennie? -  Lisa se perguntava, até resolver prosseguir.

— Sim, é ela.

— Senhorita, Lisa. Falamos do Hospital Central de Seul.


Hospital Central? Mas que merda está acontecendo?


Lalisa acabou se desesperando, sentindo o seu coração já acelerado por conta da corrida que teve de fazer até a empresa, agora, se apertando com a dor e preocupação de que algo poderia ter acontecido com sua amada.


— O que está acontecendo? Por que o hospital está me ligando?


O seu tom de voz  havia sido aumentado, sendo a sua frase escutada por todos ali dentro daquele minúsculo elevador.


— Sinto muito em lhe dar esta notícia, mas Kim Jennie sofreu um acidente de carro.

— Um acidente? — ela travou.

— A jovem está sendo encaminhada para a sala de cirurgia. Encontramos o seu contato como principal em casos de emergência. Será que teria como a senhorita vim até nós?


Não precisava pedir duas vezes. 


Lalisa mais do que depressa saiu do meio daquele enxame de formigas, e conseguiu sair do elevador antes que a porta se fechasse mais uma vez.


— Lisa! Onde vai?


Gritou uma de suas colegas de trabalho, mas Lalisa acabou ignorando, pois os seus pensamentos estavam em outro lugar.


Estavam em Jennie.


A garota a qual a aproximadamente três anos fez a sua vida mudar tragicamente. Aquela no qual, Lisa se entregou de corpo e alma. Aquela que fez parte de seus choros e de suas risadas. Aquela que a amou como jamais amou outra. Aquela que sabia fazer e demonstrar o seu amor como nenhuma outra havia lhe demonstrado antes. Aquela no qual em breve, seria… a sua esposa.


Ponte Seongsu - Seul

02:43 am


Uma foto das duas um dia antes do acidente era amassada na mão de Lalisa. Ambas usavam um moletom rosa que combinava e orelhinhas do Mickey Mouse. Elas sorriam como jamais faziam na frente de outras pessoas, mas sim quando estavam apenas as duas. Um sorriso sincero e genuíno. Um sorriso vestido da mais pura e verdadeira sinceridade. E claro, com uma leve pitada de amor. O amor que corria em suas veias. O amor que estava mais do que longe de acabar. O amor que nem mesmo a morte seria capaz de dar um fim.

— Você disse que nunca iria me deixar. - Lalisa pronunciava as palavras com dificuldade, soluçando diversas vezes - Que ficaríamos bem velhinhas e morreríamos juntas. Mas olha que ironia, você foi primeiro. E para que? Por que me deixaste? Por que me deixaste suportar essa dor, sozinha? POR QUE?


Mesmo sem forças para gritar, sem forças para continuar, ela gritava, gritava o mais alto que podia, mesmo sabendo que todos que passavam em seus carros a encaravam assustados.


As meninas jamais imaginaram que algo assim poderia acontecer. Que por um simples acaso, tudo fosse por água abaixo.


O amor das duas era o mais belo e mais puro amor que alguém podia na vida vivenciar. Elas estavam sempre uma pela outra. E não lhes importava quem era a errada da situação, elas ainda sim se amavam, e se perdoavam, e então …  recomeçavam.


Nesse momento, Lalisa percebeu que precisava de ajuda, mas não sabia a quem recorrer. Mesmo sabendo que era só pegar o telefone e discar o número de emergência que estava inserido no interfone da ponte. 


Jennie observava todos os seus passos. Estava mais em prantos do que Lalisa, pois ela não podia fazer nada. Podia tocá-la, mas Lisa não iria sentir. Poderia tentar consolá-la mas Lisa não saberia. Jennie só conseguia observar, e chorar.


E pior, Jennie queria impedir. 


— Olá. Como podemos ajudar? — falou a pessoa do outro lado da linha.

— A minha namorada morreu em um acidente de carro.


O outro lado ficou em silêncio.


— E eu não sei como viver sem ela.

— Já estamos enviando pessoas para ajudá-la, não se preocupe. Vai ficar tudo bem!



A outra pessoa falava com toda a certeza. Mas Lalisa não acreditava. 


Deve ser o desespero - pensou ela.


— Você acha mesmo que eles seriam capazes de me ajudar?

— Claro! Vamos fazer o possível para ajudá-la a superar.


Sentiu alguém tocar o seu ombro direito. 


Eles já haviam chegado? - Mas ela ainda não tinha muita certeza se de fato ela queria ajuda. Ela queria apenas poder dar um fim em sua dor.


Ainda com o telefone em mãos, Lalisa se virou. E seu peito explodiu. 


Explodiu com o nome de todas as cores existentes no mundo. Explodiu de dor. Explodiu de amor. E foi aí que então o telefone foi derrubado, ficando pendurado pela linha que o segurava.


— Você está viva.


A forma espiritual de Jennie surgiu. E a jovem parecia tão chocada quanto Lisa. Nenhuma das duas esperava por isso. Mas ambas sabiam que isso não iria durar por muito tempo.


Jennie negou.


— Mas… Então como isso é possível? — perguntou Lisa.

— Talvez seja o poder do fio vermelho.

— Aquele em que suas almas gêmeas são conectadas.


Jennie concordou e sorriu, seguido de Lisa.


Estavam contentes e aliviadas por se verem. Mesmo que fosse a última vez.


— Mas elas não estão prometidas a ficarem juntas. — completou Lisa.


A morena desabou em lágrimas, mas continuou a sorrir. Queria parecer forte.


— Eu vou ficar bem. — levantou a sua mão e levou em direção ao rosto da mais nova — E você também. Vamos ficar bem.


Lisa conseguiu sentir o seu toque, e fechou os olhos. Aproveitando aquela sensação pela última vez.


A brisa fresca que vinha daquela noite fria chocava o rosto da mais nova, fazendo-a sentir o doce aroma do perfume de Jennie. O doce aroma da Lavanda que se enrolava em seus braços toda noite que chegava cansada do trabalho e que a acalmava, junto a uma das canções que Jennie criava ali mesmo. 


— Viva por mim, Lisa. Viva por nós.


Seus olhos foram abertos, e o seu pavor deu para ser claramente notado. Mas Jennie tentou se controlar. Não queria desabar ali. Não agora que Lalisa conseguia vê-la.


A mais nova a envolveu em seus braços. Por ela, nunca mais a soltaria. Mas infelizmente, isso já não era mais possível.


— Eu te amo, Lisa. — Jennie murmurou — Você foi boa para mim. Obrigada!

— Por favor, não vá!


Os seus pedidos já não davam mais para serem ouvidos. Jennie se foi, assim como o vento que soprava as madeixas castanhas de Lalisa. 


Lisa desabou no chão. Não tinha forças para se levantar.


— Eu também te amo.

— Por favor, viva. E você me fará muito feliz se o fizer. — A voz de Jennie foi escutada através do vento que ia para longe.


Sirenes de ambulância davam para serem ouvidas. E assim, dois deles pararam de frente a ponte, onde Lisa se encontrava no chão.


— Está tudo bem? Por favor, venha conosco. — perguntou um dos enfermeiros que desceu da van.


Lalisa se levantou. Lembrando-se da foto que segurava firme em suas mãos, ela abriu, vendo mais um de seus momentos. Momentos felizes que ela gostaria de guardar eternamente consigo. 


Assim como a foto, lembranças de outros momentos lhe vieram. O primeiro beijo, o pedido de namoro, a primeira vez … E além de todo esse amor, a incrível amizade que ambas tinham, mesmo antes e depois do seu relacionamento.


Lisa sorriu, e abaixando a foto, olhou para o céu.


— A lua está bonita hoje… 


Um dos enfermeiros sorriu, e olhou também para o céu. Vendo a grande lua, e o infinito de estrelas ao seu redor. 


— Sim, ela está.


Lisa se virou para o enfermeiro, e em um suspiro, sorriu. - Obrigada!


O enfermeiro assentiu. E depois de tanto tempo, de tanta dor, ela se sentiu compreendida.


Seul — 17/08/2023


Querida Jennie, veio a se passar dois anos desde a sua partida. E não passou um dia sequer que eu não tenha pensado em você. Estou vivendo, como você me pediu. E eu espero que você esteja feliz onde quer que esteja. Lembra daquele apartamento com uma visão incrível da N Seul Tower? Então … eu o comprei. Você disse que o queria tanto, que eu achei que seria uma ótima ideia dar-lhe de presente. Assim, eu posso me sentir mais próxima a você. Você está bem, certo? Eu tenho tantas coisas para lhe contar, como a promoção que eu ganhei no trabalho, acredita nisso? Finalmente, depois de tanto esforço, o chefe me reconheceu. Foi assim que eu consegui comprar o nosso apê. Quero apenas que saiba que eu estou bem, está tudo indo bem. Não posso te contar mais coisas nesta mensagem, pois tenho de ir trabalhar. Mas prometo que irei escrever mais cartas. Um dia iremos nos encontrar novamente, ok? Até lá, se cuida!


Com muito amor,

Lalisa.


Lisa apertou o enter de seu computador, e se levantou. Pegou a sua bolsa e moletom por conta do frio que fazia. E indo até a porta, enquanto calçava o seu sapato, viu o seu cachorrinho se aproximar.


Acariciou os seus pelos e se despediu — Bye bye, Labendeo-ssi. Te vejo mais tarde!


Endireitou a sua coluna, e olhando em seu relógio de pulso, viu que já estava atrasada. Então, mais que depressa, correu em direção a porta.


— Cuide da casa por mim!


A porta foi fechada, e por conta da pressa, não viu que havia deixado o seu computador ligado. E lá estava a mensagem que foi direcionada para Jennie, com uma mensagem na tela - e-mail não encontrado


Ela sabia muito bem que as mensagens nunca iriam ser encaminhadas para a morena. Mas escrever para sua amada era uma forma de terapia para si. E ela se sentia melhor dessa forma, se sentia mais perto, e mais confiante a seguir em frente.


Jennie mesmo longe, ainda sim, olhava por Lisa. Tentando o máximo acumular pontos para que pudesse continuar à sua espera. Mesmo longe, ambas ainda tinham uma a outra, mesmo que fosse em outro plano, elas não iriam desistir até se reencontrarem, pois o fio vermelho que as conectam é capaz de atravessar tempestades, e mesmo assim continuar intacto.


Eu viverei por você! Viverei para que eu possa lhe encontrar novamente, nem que seja em outro plano, ou em outra vida. Mas eu irei encontrar você. Eu prometo!


— Você fez um ótimo trabalho, Labendeo-ssi. - Jennie sorriu.


Labendeo - 라벤더 - Lavanda.


Notas Finais


Acho que não tem muito a dizer, né?
Só me perdoem pelas lágrimas. Mas essa foi a forma que eu achei de liberar tudo aquilo que me deixava mal, mesmo ainda não sendo o suficiente...
Então é isso. Se cuidem, ok? ♡♡

— E por um mero acaso, os anjos se reencontraram.


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