História Separated Hearts - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Família, Gêmeos, Incesto, Romance, Separação, Yaoi
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Palavras 2.270
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Talvez daqui pra frente eu demore um pouco mais pra postar, devido as aulas e o fato de que eu desenho e edito todas as capas dos capítulos. Mas espero que gostem ^^

Capítulo 3 - What should i do?


Fanfic / Fanfiction Separated Hearts - Capítulo 3 - What should i do?

                         {Pov.Yoshi}

 

De alguma forma isso me é familiar… Não sei onde já ouvi esse nome, mas esse rosto… Ele parece comigo… Tem a pinta no mesmo lugar. Mas… Os traços do rosto dele são mais maduros, o cabelo mais escuro, mas os olhos… Me lembram os da minha mãe, e até mesmo os meus. Castanhos claros, quase da cor do mel…

 

Ta, talvez eu esteja viajando na maionese… Maionese não, pode ser na geleia. Não gosto de maionese… Ta, mas isso não vem ao caso.

 

Todos ouvimos o sinal tocar, coincidentemente todos correram pra dentro, o Hideki, uma menina de cabelo preto e uma garota de cabelo rosa. Corri junto com eles pra dentro, e tenho quase certeza de que estou na mesma sala do Hideki.

 

Me sento à algumas cadeiras de distância dele e logo uma professora entra na sala

 

- Bom dia alunos. Antes de começar a aula de hoje, gostaria de apresentar o aluno novo… Levante-se e fale um pouco de você- Ela aponta pra mim, e todos na sala começam a me encarar.

 

Não, não, não, não, não e não, não vou falar na frente de todo mundo nem ferrando! Mas… Tá todo mundo me olhando… droga…

 

Acabo me levantando e ficando na frente da classe

 

- Meu nome é Yoshi Takahashi, tenho 15 anos e… E… Eu gosto de gatos… - Por que foi que eu soltei essa dos gatos? Que vergonha…

 

Tá todo mundo olhando pra mim… Que bosta, o que eu to fazendo? Com o rosto meio vermelho eu vou andando até a minha mesa.

 

Esse vai ser um loongo dia…

 

                  {Quebra de tempo}

 

Depois de um bom tempo fazendo anotações em um caderno finalmente deu a hora do intervalo, a minha mão ta doendo de tanto escrever…

 

Pego na minha mochila o pote que minha mãe sempre coloca a minha comida, e saio da sala em busca de um lugar sossegado pra comer.

 

                         {Pov.Hideki}

 

Estranho... Eu passei tanto tempo prestando atenção nesse garoto novo que nem vi o sinal do intervalo tocando.

 

Tem algo diferente nele… Algo familiar. Me pergunto como a cor dos meus olhos pode ser tão parecida com a dos olhos dele, sendo que não tenho os olhos nem dos meus pais… Minha mãe tem um olho de cada cor, e meu pai tem olhos escuros… Talvez genética, nunca conheci nenhum dos meus avós, talvez alguém na família tenha o olho claro.

 

O Yoshi estava saindo da sala, talvez eu possa comer junto com ele…

 

- Moooh, vamos comer juntos? Rsrs- Sou interrompido de meus pensamentos com a Moka me chamando

 

- Ah… Haii rsrs- Talvez outra hora, não posso esquecer de dar atenção pra minha namorada.

 

- Nhaa eu também vou! Rum- Aiai… Lá se vai nosso sossego…

 

- Mas Yuki… Por que você não deixa a gente comer pelo menos um dia sozinhos?- Provavelmente ela vai dar um jeito de me extorquir… Eu conheço bem a irmã que tenho.

 

- E o que eu ganho com isso?- É, eu sabia… Vamos lá, agora tenho que pensar no que dar pra essa mercenáriazinha me deixar em paz…

 

- Um sorvete de chocolate?

 

- Metade do recreio- Essa criança é difícil…

 

- O sorvete e uma barra de chocolate?…

 

- Talvez…

 

- O sorvete, o chocolate e… O que mais você quer?- Eu desisto… Não sei com quem ela aprendeu isso.

 

- Tudo isso, e fazer a minha lição de casa por três dias. - Essa criança ta brincando comigo? É, ta sim… Mas fazer o que?

 

- Então esse intervalo e o de amanhã. - É a minha ultima tentativa

 

- Feito… - Apertamos as mãos e ela sai da sala.

 

Eu e a Moka saímos da sala de mãos dadas e fomos pro terraço comer, mas após subir as escadas e chegar lá, vejo o Yoshi sentado em um cantinho comendo um onigiri com formato da cabeça de um gatinho… Que fofo… Pera que, por que eu chamei ele de fofo? Ah não importa, eu fico nesse outro canto com a Moka e todo mundo sai ganhando.

 

Puxo a Moka pela mão, fazendo ela sentar do meu lado no chão, ela acaba tendo que segurar a saia pra não mostrar a calcinha.

 

- Que foi mozinho? Rsrs

 

- Nada safado rsrs

 

- Ixi… Eu não- Me faço de inocente.

 

- Sei, sei… Acredito muito nisso- Ela da um sorrisinho sarcástico e começa a comer um pão com requeijão.

 

- Da um pedacinho moh?- Não consigo ver defunto sem chorar.

 

- Hai hai… Mas me da um pedaço do seu também?

 

- Haii rs - Eu dou um pedaço do meu pão pra ela, e ela me da um pedaço do dela.

 

                        {Pov.Yoshi}

 

Como a minha mãe sabia que eu gostava muito de gatos, ela fez pra mim um onigiri que tem o formato da cabeça de um gatinho, um pequeno sorriso surge em meus lábios. Porém depois de um tempo distraído comendo, escuto risadas de duas pessoas brincando… Provavelmente um casal.

 

Estreito os olhos na direção das vozes, e vejo aquele garoto de hoje cedo com a garota do cabelo de chiclete… Não que eu ache estranho, é bonito.

 

Eles parecem se gostar bastante, mas… Não é como se eu me importasse, eu só… Gosto de observar a felicidade alheia, talvez eu tenha um pouco de inveja por nunca ter gostado de alguém assim, e sempre ter tido só a minha mãe… Mas acho que isso não importa mais, não vai ser agora que as coisas vão mudar drasticamente.

 

Tiro meu celular do bolso da calça e coloco meus fones de ouvido. Pode parecer meio estranho que minha playlist seja uma mistura de rock, pop, eletrônica e música clássica… Acho que ando passando muito tempo com a minha mãe… Era o tipo de coisa que ela costumava ouvir. Não que eu siga tudo que ela fazia, eu só faço porque gosto assim como ela… Ela nunca influenciou na minha forma de pensar, sempre me deixou tomar as decisões que ela sabia que não eram estúpidas.

 

E como sempre, estou novamente mergulhado em meus pensamentos olhando para o nada e sem notar nada ao meu redor…

 

                          {Pov.Kenny}

 

- Lon, você deu comida pras crianças antes delas saírem? Isso inclui você mesmo- Ele estava sentado na frente de um computador a horas e provavelmente não deve ter comido nada. Enquanto eu estou aqui em frente à porta com uma caneca de café nas mãos

 

- As crianças comeram e a Akemi também.

 

- Então suponho que você não tenha comido… Lon você ta me ouvindo? O capítulo do livro pode esperar! Levanta daí e vai comer- Coloco a caneca de café na frente dele de forma um tanto agressiva-  Não quero ver você desmaiado por estar com o estômago vazio!

 

- Meu deus! Parece até a minha mãe… Rum- Ele tira as mãos do teclado e cruza os braços fazendo bico como se fosse uma criança.

 

- Não me venha com essa, se eu não fizer a sua comida e te lembrar de comer, você passa o dia inteiro só tomando água! Você não é mais uma criança, se você não se cuidar, quem vai escrever os seus livros??- Ele não se toca que não pode simplesmente jogar tudo pro alto e fazer o que quer?

 

- Eu passo esse fardo pra você. - Ele fala como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, colocando as mãos atrás da cabeça de forma relaxada

 

- Se eu escrevesse como você não seria seu secretário, estaria vendendo livros que valessem milhões e estaria sambando na sua cara como uma bixa afetada. - Assim como ele, disse como se fosse a coisa mais óbvia.

 

- Mas você já não é?…- Ele diz com um ar de deboche ligeiramente irritante.

 

- Eu sou discreto… - Tento manter a pose e o ar sério

 

- Na cama não é… - Ele me olha com um sorrisinho de canto, fazendo eu sentir minhas bochechas esquentarem, e automaticamente eu viro o rosto.

 

- Podemos parar de lembrar do passado? Vai logo comer antes que eu te arraste dessa cadeira pro seu próprio bem... - Acabo falando um pouco rápido demais, logo pegando meu café pra disfarçar e sair do escritório dele a passos firmes.

 

Uma vez ou outra ele gosta de brincar comigo… Mas ambos sabemos que não somos mais aqueles adolescentes com os hormônios explodindo à flor da pele, o que nos leva a fazer loucuras… Mas sinceramente, não me arrependo. Pra quem não sabia, agora sabe. Eu sou bissexual, apenas meio gay… Só um pouco, mas eu ando saindo recentemente com uma mulher interessante. E sim, Senhor Lon Hamada também é bi, porém ele anda mais com mulheres. Além de já ter casado com duas.

 

Eu conheci a Artemis, todos ainda éramos adolescentes. Ela não se importava que o Lon desse uma pegada em mim de vez em quando… Mas acho que ela tinha algum tipo de feitiche, ela gostava de assistir quando fazíamos aquele tipo de coisa… Não que fosse ruim, era excitante até. Mas creio que com a mentalidade que tenho agora, não faria isso de novo nem tão cedo…

 

Vou andando do escritório dele até a cozinha, refletindo sobre algumas coisas triviais. Após adentrar a cozinha e abrir a geladeira, pego algumas coisas pra fazer um sanduíche pra ele, me direcionando à bancada para pegar o pão.

 

Enquanto cortava alguns ingredientes, de repente sinto um calor em meu pescoço e alguém abraçando a minha cintura por trás. No susto acabo deixando a faca escapar e cortando de leve a ponta do meu dedo.

 

- A-ai!… Q-que merda… Pera… Lon??- No final falo um pouco irritado tentando me virar pra trás para fita-lo

 

- Você ta bem? Eu te assustei?- Ele diz com um semblante meio preocupado e pegando na minha mão pra ver o corte

 

- Eu to bem sim, agora se puder, pode sentar em alguma cadeira ali e me deixar terminar?- Digo em um tom sério voltando a me concentrar na comida

 

- Mas isso é chato… Eu to entediado… - Ele fala meio manhoso, mas parecendo uma criança.

 

- O que você é? Uma criança de cinco anos que não tem o que fazer?- Pergunto de forma irônica, não esperando que ele fosse realmente me responder.

 

- Exatamente, e como qualquer criança, eu quero irritar a minha "Mãe" hihi- Ele usa um tom irônico, misturado com brincadeira de uma forma que só ele consegue pra conseguir me irritar.

 

- Vai sentar e deixa a sua "mãe" fazer logo a sua comida…

 

Quando eu achei que ele fosse fazer mais alguma brincadeira, sinto seus braços envolverem minha cintura com mais firmeza, praticamente colando seu corpo ao meu, e ficando com o rosto apoiado no meu ombro. Ele é um pouco mais alto que eu, isso é ligeiramente errado… Ficou mais errado ainda quando senti ele começar a cheirar o meu pescoço, com sua respiração quente ali.

 

Eu não consigo me concentrar… Como vou fazer alguma coisa com ele assim?…

 

- Lon... Você é casado. - Tentei manter a postura e a voz séria

 

- Mas assim como a Artemis, ela não se importa… - Percebi que após ele ter citado o nome da Artemis, sua forma de falar passou de um tom irônico e de brincadeira, passou pra algo um pouco mais sério… Ou pra baixo.

 

- Mesmo que ela não se importe, eu estou começando a sair com alguém também. - Solto um suspiro meio cansado

 

- É uma garota?- Ele pergunta como se fosse a coisa mais rara de se acontecer

 

- Sim, por que?- Ele pareceu surpreso e meio confuso com a minha resposta

 

- Nada… Sem cenoura, por favor. - Ele me solta e vai andando calmamente até alguma cadeira, e se senta olhando pro nada de forma pensativa.

 

Eu realmente não consigo entender como a cabeça dele funciona… Sério, como a Akemi aguenta ele, ou como eu mesmo aguento ele há tantos anos…?

 

Depois de fazer o sanduíche dele, deixo-o em cima da mesa e vou colocar um band-aid no meu dedo.

 

Porém ele continua com aquela expressão… O que deu no Lon?

 

                      {Pov.Artemis}

 

Ainda tem muita coisa pra tirar das caixas… E eu não dormi quase nada de noite… Nunca fui muito boa com mudanças.

 

Aiai… Mesmo já sendo adulta eu ainda tenho parte da minha teimosia de jovem, sempre tento fazer várias coisas ao mesmo tempo, equilibrando tudo como livros em meus braços e começando devagar, mas quanto mais livros, mais eu tenho que ir rápido pra chegar onde eu preciso, e sempre tem algo que me faz ter que correr mais ainda, até chegar o momento em que eu caio… A queda dói, todos os livros vão para o chão e acabo não chegando a lugar nenhum com nenhum dos livros… Até levantar, pegar um de cada vez e tentar de novo devagar.

 

Não é algo tão fácil, mas eu continuo me forçando pra fazer as coisas. O Yoshi me ajuda um pouco em casa, mas de resto, eu tenho que me dedicar no trabalho, ser uma boa mãe pro Yoshi, estar sempre divulgando meu trabalho e conseguindo pedidos pra continuar ganhando dinheiro e sustentar tudo.

 

Talvez eu seja meio dramática… Mas eu tento fazer o possível. Há algumas horas eu estou só tirando coisas de caixas e colocando no lugar algumas coisas pequenas… De pouco em pouco alguns cômodos vão tomando forma do que supostamente deveriam ser.

 

Talvez levem alguns dias, mas nada que vá me matar. Falando nisso… Será que o Yoshi ta indo bem na escola nova?…


Notas Finais


Um pouco de fan service na cozinha né... Por que não? ^^ isso já revela vagamente parte do passado dos pais deles. Mas relaxem, ainda tem muita coisa por vir


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