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História September - markhyuck au!fanfic - Capítulo 17


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Capítulo 17 - Dezesseis


Fanfic / Fanfiction September - markhyuck au!fanfic - Capítulo 17 - Dezesseis

Capítulo 16 – Conversas paralelas

Alguns dias haviam se passado após o ocorrido, o pai de Hyuna ligou para a polícia fazer um boletim de ocorrência, depois que sua filha contou que aquela infelizmente não era a primeira vez que ele fazia algo não se aguentou.

A sua vontade era de encontrar ele e o encher de socos.

Hyojong junto de seus amigos, após saber do ocorrido, sempre a faziam companhia. Ficaram extremamente chateados com aquilo, e também ajudavam na busca pelo homem.

Hyuna por sua vez não conseguia dormir mais sozinha, e muito menos ficar tanto tempo na rua, pois aquele episódio de terror sempre vinha na sua mente e a abalava, seu maior medo era de encontrá-lo novamente e pior, que o encontrasse enquanto estivesse sozinha.

Sua mãe até pediu pra ficar uns dias em casa, cuidando da Kim, seu patrão ficou incomodado mas resolveu aceitar.

— Hyuna-noona. — ouviu a voz do loiro, rapidamente se virou e limpou as lágrimas que nem notou que caía em seu rosto.

— E-Dawn, que surpresa — forçou um sorriso e ajeitou os cabelos. — O que faz aqui? Está muito tempo aí?

— Eu vim saber como você ta, e eu trouxe seus doces favoritos — chaqualhou a bolsa de plástico branca e colocou em cima da escrivaninha que tinha ao lado da porta de seu quarto. — Pensei em te chamar pra dar uma volta, mas você não ia aceitar.

Ela riu fraco, e ao sentir o mais novo a abraçar calorosamente retribuiu, chorando mais ainda em sua regata com a logo da banda AC/DC, apenas soltou tudo que sentia dentro de si, e o garoto por sua vez, os ajeitou delicadamente na cama, fazendo carinho em suas costas.

E-Dawn sempre foi um cara sem paciência por conta do estresse que passava em casa, as pessoas tinham medo dele, não só pela sua cara fechada e sua ficha na escola, mas também por suas vestes intimidadoras e seu corpo cheio de tatuagens.

Mas Hyuna não o via assim, ela não tinha medo dele, nunca teve.

Ele se lembrava perfeitamente de quando a Kim entrou na escola, ela tinha um jeito doce e delicado, mas no primeiro fora que deu em E-Dawn após ele pedir pra ficar com ela na frente de todo mundo, ela mostrou que aquela primeira impressão que ele teve sobre ela talvez tenha sido um pouco precipitado por parte dele.

E sim, ele se apaixonou por ela após um fora bem dado na frente da sala.

— Chore o quanto quiser, jogue tudo isso fora. — sussurrava calmamente, e aquilo era mais uma brecha pra garota chorar mais ainda.

— E-Eu vou te molhar todo... — falou com a voz trêmula, mas ele apenas fez um “shhh”.

— Não se importe comigo, e sim com você.

Ele podia ser a pessoa “assustadora” na visão das outras pessoas, mas pra Hyuna, ele sempre seria o garoto dócil e amoroso que ninguém conseguia enxergar além de seus amigos.

!! AVISO DE GATILHO, SE NÃO SE SENTIR CONFORTÁVEL POR FAVOR NÃO LEIA !!

— Era um dia ensolarado, meus pais e eu viajamos para a casa de praia — começou a falar, fazendo Hyojong franzir o cenho sem entender o assunto até então aleatório. —, e depois descobrimos que ele estaria no mesmo lugar que nós.

— Hyuna... Você não precisa me contar se não quiser.

— Eu confio em você mais do que ninguém, e eu quero pôr tudo isso pra fora — mesmo falando baixo e ela não o encarando, seu tom de voz era firme, então ele se calou. — A gente decidiu ir pra piscina que ficava na casa dele, e eu adoro nadar, você sabe disso — ele assentiu — Eu estava na piscina, enquanto meus pais conversavam com os amigos dele, até que ele me chamou pra tomar sorvete na cozinha, e eu fui, só que... Não tinha sorvete, ele não me levou pra cozinha, era um quarto meio escuro... Foi a primeira que ele me tocou, eu só tinha cinco anos Hyojong...

Chorou mais ainda, o coração de Hyojong doía ao ouvir a garota dizer tudo aquilo, aquele homem merece pagar por tudo que ele fez. Ficaram uns bons minutos naquela posição sentados na cama de solteiro da Kim, quando esta sentiu que estava mais calma, delicadamente se separou do garoto que tinha um olhar atento e preocupado.

— Como se sente? — perguntou após um tempo em silêncio, se referindo ao desabafo, limpando o rosto molhado da mas velha.

— Um pouco melhor — disse, sorrindo fraco pra ele, dessa vez era um sorriso sincero, ele conseguia sentir. — Obrigada E-Dawn.

— Agradecimentos pra depois, agora é hora de se esbaldar no doce enquanto vemos seriado — se levantou empolgado e estendeu sua mão. — Vamos, minha pequena donzela.

Ela riu e entrou na brincadeira do coreano, segurando em sua mão grande e com algumas tatuagens, pegaram o saco cheio de doces e foram até a sala, se jogando no enorme sofá e ligando a tevê.

E aquela foi a tarde deles, assistindo seriados de comédia enquanto comiam chocolates e ficavam agarradinhos debaixo dos edredons, já que estava um dia frio e chuvoso, a famosa “Águas de Março”.

— E-Dawn — chamou, o garoto apenas murmurou um “hm” sem deixar de fazer carinho nos cabelos ruivos da garota. — O que você acha que eu devo fazer?

— Sobre o quê? — perguntou confuso.

— Sobre tudo isso que aconteceu.

— A primeira coisa já foi feita, que é denunciar ele — ela concordou com a cabeça. — Mas eu sinceramente, acho que você deve procurar um psicólogo.

— Mas... isso não é...

— Coisa de maluco? Não, não é — a cortou ali. — Eu vou toda semana no psicólogo, sabe? Pra controlar minha raiva, e eu vejo muita gente que só precisa conversar com uma pessoa que seja profissional, que saiba o que falar e te ajudar. Então eu acho que isso seria a melhor coisa pra você, se quiser eu posso te levar.

— Eu vou conversar com meus pais sobre isso — apoiou o queixo em seu peito, dando a bela visão do lindo rosto do mais novo. — Desculpa ter pensado daquela forma sobre o psicólogo.

— Relaxa, eu sei que isso vem de criação, também pensava assim até eu ser levado pra um. — fez carinho no rosto da Kim que sorriu e deitou novamente sua cabeça no local.

Hyojong esperava que Hyuna não sentisse, mas ela conseguia ouvir os batimentos cardíacos do garoto acelerando cada vez mais que ela se ajeitava em seu peito e o apertava mais, como se ele fosse um ursinho.

Mas o que ele não sabia, era que ela também tinha seu coração acelerado. E por ele.

[...]

Mark copiava sua matéria silenciosamente enquanto a professora de ciências explicava a aula, já que a mesma era bem chata com conversas paralelas na aula, principalmente no último dia que teriam de aula antes das provas.

Mas parecia que alguém ali estava afim de conversar.

— E aí, gatinho — se virou e apoiou os braços nas costas de sua cadeira. Mark olhou rapidamente pro garoto antes de voltar a copiar. — Você não vai me dar atenção?

— Donghyuck, vai estudar. — sussurrou, mas o mais novo estalou a língua no céu de sua boca.

— A visão que estou tendo agora é bem melhor do que a do quadro — conseguiu ver o canadense ficando vermelho, e se segurou muito pra não soltar uma boa gargalhada. — Gostou do elogio, gatinho? Eu tenho várias aqui guardadas, se quiser eu posso falar aqui agora em volta.

— Pra quê? Não tem necessidade disso, docinho. — riu de nervoso, enquanto seus olhos estavam arregalados. Direcionou seu olhar para o rosto de Donghyuck que tinha um sorriso maléfico, ele tinha muito medo daquele sorriso.

— O que houve? — perguntou o coreano, depois dele ter ficado um tempo apenas o encarando

— Eu só to apreciando sua enorme beleza — dessa vez Haechan quem havia ficado envergonhado, e isso arrancou um sorriso de lado do Lee. — Também consigo te deixar vermelho, docinho.

— Lee Donghyuck e Mark Lee — a voz estridente e grossa da mulher fez os dois voltarem ao mundo real, Donghyuck lentamente se virou, com os olhos arregalados. — Está gostoso o papo?

— Está uma delícia, a senhora não faz ideia... — alfinetou o mais novo, Mark por sua vez escondeu seu rosto no caderno lentamente.

Ele se esquecia do quão abusado e provocante o Donghyuck era, e em todos os sentidos.

— Bom se for sobre a matéria vocês podem continuar conversando, caso não, podem continuar com esse papo delicioso lá fora. — apontou para a porta.

— Nós vamos ficar quietos, professora. — Donghyuck ia dizer algo, mas Mark foi mais rápido, recebendo um olhar com a sobrancelha arqueada do mesmo.

Ela então, decidiu acreditar naquelas palavras apenas para não se estressar mais, e continuou a falar sobre a matéria. Donghyuck cruzou os braços e bufou, aquela aula estava extremamente chata.

— Não fica chateado, poxa — sussurrou disfarçadamente, mas não obteve resposta, apenas um murmúrio baixo. — O que eu posso fazer pro meu docinho deixar essa cara de bunda?

Meu docinho, por algum motivo aquela frase surtiu um baita efeito em Donghyuck, já que esse não conseguiu segurar um sorriso bobo e seu rosto ficou num tom avermelhado novamente.

Mas iria fingir que estava irritado com ele, então deu de ombros sem dizer nada, e em resposta ouviu uma risada baixa do estrangeiro.

— E se eu te der um beijo na saída? — chegou perto de seu ouvido, causando arrepios no coreano, que por sua vez mordeu o lábio inferior e jogou sua cabeça pra trás.

— Não quero só um, não.

— Ok, me encontre atrás da escola assim que as aulas acabarem, tenta despistar seus amigos. — o garoto assentiu.

— Vai me levar no mesmo lugar de sempre? — perguntou curioso

— Dessa vez não — franziu o cenho, confuso. — Você vai ver depois, agora foca na aula ou sem beijos.

— Isso é chantagem, mas eu vou fazer porque eu quero estudar.

Mark riu fraco. — Claro que você quer isso, Hyuck.


Notas Finais


demorei mas cheguei
eu espero que tenham gostado da atualização de hoje, e é isso, até terça-feira

- Koya


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