1. Spirit Fanfics >
  2. Será amor?... (2 temp.) >
  3. O jantar (pt. 2)

História Será amor?... (2 temp.) - Capítulo 28


Escrita por:


Notas do Autor


Eu atrasei pra caralho esse capítulo, foi mal ae kkkk

Capítulo 28 - O jantar (pt. 2)


Os pedidos haviam chegado, pizzas para Sal, Ashley e Larry, já para Todd um espaguete com molho e Travis um Nhoque.

Eles comiam e conversavam, sobre tudo o que acontecera até o momento.

Todd enrolou o garfo no macarrão, e enquanto fazia, voltou ao assunto passado.

- Mas Larry – ele chamou a atenção do moreno que abocanhava a pizza. – disse que não está namorando – Larry assentiu. – Quem era aquele que estava com você na sua exposição? – perguntou o ruivo.

- Oh, – Disse Larry surpreso – aquele é Johnny, mas nós somos apenas amigos, ele trabalha comigo, na verdade ele me ajudou a fundar meu estúdio de pintura, nos conhecemos na faculdade de artes. – Disse Larry, olhando para o prato. – Devo minha vida a ele.

- Por que? – perguntou Ashley.

- Bem... Ele me ajudou quando eu quase morri, na primeira vez que eu tive uma overdose...

•••

Larry estava sentado em um banco no canto do salão, enquanto acontecia uma enorme balada. Ele via os corpos das pessoas gingarem e deslizarem sobre os das outras de formar que ele consideraria desagradável aos olhos.

Sua cabeça já estava turva pelo álcool que ingeriu, e a maconha que fumara antes da festa, ele só queria esquecer tudo em volta. Ele conseguiu isso, ele percebeu onde sua mente havia ido parar quando percebeu que havia injetado heroína.

O que pode dar de tão errado? Pensou ele inocentemente.

Larry logo sentiu um arrepio, e tontura. Ele jogou a seringa no chão e se apoiou nos joelhos, enquanto a respiração se tornou ofegante, e o suor frio escorreu pelo seu rosto.

Logo ele se levantou, porém suas pernas o traíram e seu corpo foi ao chão, ele se contorceu, e tentou pedir ajuda. As pessoas em volta se assustaram e logo começaram a gritar.

Eu vou morrer, por mera burrice minha pensou ele enquanto sentia a cabeça girar.

Logo ele sentiu mãos puxarem seus ombros, e a voz familiar de Johnny chamar por ele.

- Larry! Hey Larry! – Ele não escutava nada além da voz do amigo, mesmo que o pânico estivesse concentrado em todo o salão. – Larry! Larry Johnson! Você está me ouvindo? Hey! – Ele sentiu um tapinha leve bater em sua bochecha.

- Johnny... Eu tô aqui. – Disse Larry com dificuldade, enquanto sentia as pálpebras se tornarem pesadas.

- Ótimo, ótimo. Alguém chame a ambulância, por favor!? – gritou Johnny.

Uma mulher que olhava a situação incrédula, pegou desajeitadamente o celular de sua bolsa, e discou a emergência.

Johnny voltou a olhar Larry que já tinha os olhos fechados.

- Hey! Fica acordado! Vamos lá amigão, olha pra mim. – ele agarrou o rosto de Larry e deu tapinhas de leve. – Larry! Hey!

Ele desabotoou a camisa do moreno, e gritou para que as pessoas se afastassem para que o amigo pudesse respirar melhor.

- Johnny... E-Eu... Eu... Eu... T-Tô... A- aq- aqui... – disse novamente Larry.

- Eu sei, fica calmo, a ambulância tá vindo, tenta ficar acordado! Olha pra mim! – Larry arregalou os olhos que insistiam em se fechar. – Eu tô aqui também, você vai ficar bem, calma.

Logo os paramédicos estavam no local fazendo os primeiros socorros no moreno, que logo foi levado para dentro da ambulância.

•••

- Eu estava melhor algumas semanas depois, mas tive que ficar algumas semanas na reabilitação e fazendo tratamento para terem certeza de que estivesse bem. Eu não bebo, não fumo, não faço mais nenhuma dessas coisas mais. E Johnny me ajuda. – Larry sorriu. – Foi assustador.

- Bom, pelo menos você está bem. – disse Travis.

- É... – Larry limpou a garganta – Quando eu falava para ele que eu estava ali. Foi por causa que eu já estava alucinando tanto, que quando eu escutava a voz dele, ela parecia estar muito distante, e quando tudo ficou escuro eu conseguia ouvir só ele me chamar, e eu achava que ele não conseguia me ver, então eu chamava por ele o tempo todo.

- Mas o que te deu essa iniciativa? Sabe, de usar uma droga tão forte? – perguntou Travis.

- Eu estava deprimido, pois nosso estúdio havia sido furtado e todas as pinturas e esculturas que estavam lá eram pra a maior exposição que eu e Johnny faríamos na nossa vida. – ele bateu o garfo no prato, o mesmo rangeu fazendo um som desagradável. – Eu só queria esquecer que aquilo havia acontecido.

Todos se calaram e comeram, por alguns instantes. Até que Sal quebrasse esse silêncio:

- Aconteceu alguma coisa estranha com vocês essa noite? Ou sei lá, nos últimos dias? Algo que fizesse vocês lembrarem de Nockfell? – perguntou o azulado sem tirar os olhos de sua pizza.

- Por exemplo? – perguntou Larry.

- Ah bem... Ontem a noite eu tive uma... Como posso dizer... Alucinações, por assim dizer, muito assustadora. – Sal engoliu em seco.

•••

Sal encontrava- se deitado na cama do hotel, se revirando nas cobertas, com a cabeça ainda processando a grande coincidência que acontecera naquele dia. Ele bufou cansado, depois de abraçar o travesseiro branco ao seu lado.

Então uma sensação familiar, porém antiga. Tontura ele sentiu no momento, mas pensou ser o sono, e fechou os olhos. E quando o fez, ele pode ver o pai, que parecia gritar perdido. Ele abriu os olhos assustado, e se levantou, se dirigindo ao banheiro.

Ele se apoiou na pia, e lavou o rosto. Manteve a cabeça baixa, ainda com a água caindo na pia.

Dedos, foi o que ele sentiu nas suas costas e subindo para seu ombro. Ele arrepiou-se, e levantou a cabeça, rapaz da mente olhando para o espelho. Ele sentia os dedos se apoiarem no seu ombro.

A imagem da mulher loira de olhos azuis quase transparentes, se encontrava atrás dele. Ele sentiu lágrimas pendurando-se em seus olhos. Ela sussurrou algo que ele não conseguiu entender, ou simplesmente não lembrava o que escutara. Mas então, a bela figura materna que ele viu naquela mulher, logo se transformou em uma criatura horrenda, com dentes que saltavam para fora da sua boca, e os olhos negros como a noite, seus dedos eram compridos e finos, e tinha as pontas cinzas, assim como as compridas e afiadas unhas, que apertaram seu ombro, e logo passaram elo seu pescoço, e ele sentiu arranharem. Ele gritou, e se jogou no chão, cerrando os olhos fortemente, e se colocou a chorar em pavor.

•••

- Que assustador. – Disse Ashley assustada.

- Sim, e muito. – Disse Sal – No dia seguinte havia isso aqui. – o azulado levantou o pescoço, e pode- se observar arranhões horizontais nele.

- Alucinações não fazem cicatrizes. – Disse Todd.

- Eu vi alguma coisa também. – disse Travis. – ou melhor, eu ouvi.

Todos olharam surpresos para o loiro.

- Enquanto eu estava no banho ontem a noite, depois que Ashley me disse que havia encontrado vocês, eu escutei a voz do meu pai. – Travis bebeu um pouco do vinho da taça a sua frente, e prosseguiu – Eu não consegui entender muito bem o que dizia, mas eu lembro de uma coisa... Ele disse “ Você vai ser um bom filho de agora em diante, não é, Theodore?” – e deu ênfase a última palavra.

- Theodore? – perguntou Larry confuso.

- É... As vezes ele me chamava de Theodore, pois era o nome que ele queria que eu tivesse. – Travis se mexeu desconfortável na cadeira – Aquilo me fez sentir o medo que eu sentia dele, eu me senti uma criança de novo, mas não de uma forma boa. – Acrescentou o loiro. – E logo depois quando eu fui para o meu quarto, eu senti uma dor ardente nas costas, como se tivesse sido espancado por um cinto, mas quando olhei no espelho não havia nada.

Todos pareceram chocados, com a situação.

- O que acham que essas coisas significam? – Questionou Ashley amedrontada.

- Acho que temos que voltar para Nockfell. – disse Sal.

- O QUE?! – disseram os outros sincronizadamente.

- Acho que tem algo lá que não terminamos, e nos encontrar foi a chave para começarmos a finalizar isso. – explicou o azulado.

- Hah! Só por que vocês viram ou ouviram algo, não quer dizer que temos que voltar naquela cidade. – disse Larry.

- Por favor, Larry! Eu já não tenho visões com a minha mãe desde os vinte anos. E o fato de termos nós encontrado tão de repente, não pode ser uma coincidência tão grande assim. Se nós pudéssemos apenas ir checar as coisas por lá. – pediu Sal, olhando para os outros, que não pareciam contrariar o que o azulados afirmava.

- Podemos ir, talvez daqui a alguns poucos dias, até que eu me programe com os ensaios fotográficos que eu ia fazer e reagendar minha reuniões – disse Ashley.

Todd assentiu, mostrando que faria o mesmo.

- Eu vou ajudar Ashley com isso. – disse Travis.

Larry bufou, e disse:

- Okay, eu vou ver se consigo.

Todos se encararam por um momento, e voltaram a comer. Quando menos esperavam, estavam se despedindo na frente do restaurante.

Eles agradeceram pelo jantar, e logo cada um tomou seu próprio rumo. 


Notas Finais


Desculpa qualquer erro.
Agora que eu tô de quarentena praticamente, pq minhas aulas foram suspensas por conta do cOrOnA vIrUs, Eu vou tentar postar mais.

É isso
Sushi pro Kokoro ❤️🍣


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...