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História Serenatas - Chaelisa - Capítulo 13


Escrita por:


Notas do Autor


E ai, pessoas, como estão? Espero que bem.

Olha a música foi bem difícil de escolher, mas resolvi optar por 'Ghostbusters', já que estava assistindo Stranger Things e lembrei dela, pois é, hehe ; )

Então é isso, boa leitura e ignorem os erros, por favor.

Capítulo 13 - Tomamos chá com um cachorro


Pov ~ Jisoo 


   Todas já nos encontrávamos escondidas atrás da maior lápide que encontramos. O tal do Hwang que nos perdoe por estarmos pisando no gramado em cima de sua cova. Que ele descanse em paz. 


- Estão ouvindo isso? - Jennie sussurrou, ela estava logo atrás de mim, atrás dela estava Lisa e logo depois Chaeyoung. Estávamos todas agachadas. 


    Eram sons de passos, cada vez mais próximos. 


- Aqueles moleques, só podem ser eles de novo. - Aquela voz de velho, com um leve tom arrastado, fez meus pelos arrepiarem. 


     Os passos pararam por uns dois segundos, até eles novamente serem ouvidos por nós. E estavam cada vez mais distantes. Resolvi dar uma checada. Olhei por cima da lápide, encontrando o segurança que caminhava para longe, era possível ver suas roupas dignas de um velho senhor de idade. Uma jardineira verde, por baixo uma camisa polo, sapatos pretos e para disfarçar sua visível careca, ele usava uma boina escura. Ele seria um velhinho fofo se não estivesse visivelmente zangado e segurando um machado. Voltei novamente meu olhar para as meninas. 


- Vamos ficar bem longe dele, me sigam. - Fiz sinal para que elas me acompanhassem. 


   E assim, caminhamos agachadas por trás das outras lápides, tentando ao máximo evitar qualquer mínimo barulho ou que eles nos visse. Até que, lembrei de algo muito importante. Uma garota bêbada e que não parava de tagarelar desde que chegamos neste maldito cemitério. De repente parei meu caminhar, consequentemente, fazendo o corpo de Jennie se chocar com o meu, e em seguida o de Lisa fazer o mesmo com Jennie. Um perfeito efeito dominó, eu caída no chão, Jennie por cima de mim e Lisa esparramada no corpo de Jennie. Ah, como somos patéticas. 


- Ficou maluca, Jisoo?! - Lisa pergunta baixinho, se levantando cautelosa. 


- O que houve? - Esta foi Jennie, finalmente saindo de cima de mim. Aquelas duas são falsas magras, eu corria o risco de ser enterrada viva por elas. 


- Está muito quieto aqui. - Falei, observando seus semblantes confusos. 


  O medo estava bem presente em mim desde que avistamos o Sr. Dickenson, mas ele imediatamente deu lugar ao pânico assim que olhei para atrás de Lisa, encontrado absolutamente nada. 


- Cadê a Chaeyoung?! - Perguntei desesperada. 


   As outras duas logo olharam para trás, e assim como eu, encontrando um nada. 


- Oh, merda. - Lisa sussurrou, era evidente o pânico em sua voz. 


- Ela estava vindo logo atrás de você, Lisa! - Jennie exclamou. - Qual a sua tara em perder as pessoas de vista, hein? 


- Eu, eu não sei! 


   Durante a discussão baseada em sussurros daquelas duas, de longe, consegui ouvir vozes. Uma delas eu conhecia muito bem, até demais. 


- Shhhhh! - Me virei para elas, que logo me olharam assustadas com o repentino pedido de silêncio. - Escutem. 


- Meu nome é Chaeyoung, mas o senhor pode me chamar de Ranger Rosa. - Nós três nos entreolhamos, em seguida olhamos por cima da lápide em que estávamos escondidas, avistando ali bem próximo, Chaeyoung e o segurança, apertando as mãos amigavelmente. 


- O que... - Levantei uma sobrancelha ao ver a cena. 


- Então o Satanás fez uma aposta com você, mocinha? - O velho perguntou, vendo Chaeyoung assentir em seguida. 


- Sim senhor, e agora eu e minhas amigas estamos cumprindo a aposta, espero que o senhor entenda, senhor Eustácio. - Ela disse, logo olhando na nossa direção, em seguida apontando e sorrindo abertamente. - Lá estão elas. Ah, devem estar tímidas, vamos até elas e eu irei as apresentar. 


   E assim, com o velho em seu encalço, Chaeyoung caminhou na nossa direção, como se nada estivesse estranho, ainda sorrindo gentilmente. 


- Prontinho, senhor Eustácio, conheça as minhas amigas. - Ela pareceu do nada, apontando para todas nós. 


    Que diabos estava acontecendo? 


- Ah, são vocês que estão ajudando a maluquinha aqui à se livrar da tribo de satã? - O velhinho, agora aparentemente bem mais gentil, perguntou. 


     Fiquei sem palavras, assim como Jennie e Lisa, que olhavam para aqueles dois com expressões de confusão e um misto de surpresa, eu não estava diferente delas. 


- Acho que somos. - Lisa respondeu, incerta. 


- Ah, é mesmo, desculpe meus maus modos. - Chaeyoung pareceu lembrar-se de algo. - Estas são Jisoo, Jennie e Lisa, pessoal este é o senhor Eustácio, o segurança do cemitério. - Ela apresentada todos nós. 


- A maluquinha me contou que estavam assustadas. - Começou o segurança. - Sinto muito ter as assustado, é que acabei escutando um grito e achei que fosse aqueles moleques novamente. 


- Ele está se referindo à gangue de vampiros que eu conheci. - Disse Chaeyoung. - E como pedidos de desculpas, ele nos ofereceu um pouco de chá. 


- Minha esposa, Muriel, acabou de preparar um delicioso chá de canela. 


- Eu perguntei se em vez do café podíamos ressuscitar os mortos e começar a dançar com eles, mas o senhor Eustácio disse que é literalmente impossível, portanto, resolvi aceitar o chá. - Explicou a loira, decepcionada por não conseguir dançar discoteca com os cadáveres. 


  Até agora, nós três não havíamos sequer aberto a boca para falar algo, tamanha era nossa incredulidade. 


- Ele tem um cachorro! - Disse Chaeyoung. - Vamos? 



  (...) 



   No fim das contas, acabamos aceitando o convite do velhinho simpático. Era o mínimo que podíamos fazer por ele ter polpado nossas vidas e ainda ter convencido Chaeyoung de que não dava para ressuscitar os mortos e dançar com eles. 


    Eles moravam na casa bem no topo do morro. Por dentro ela era muito fofa. Uma típica casa onde um casal de idosos apaixonados moram, ou não né, já que assim que eles nos convidaram para sentarmos à mesa, começou as discussões. 


- O Eustácio costuma ser muito resmungão. - Disse Muriel, assim que sentou junto de nós à mesa. 


- Ashi! Eu não resmungo! - Rebateu Eustácio, que lia o jornal da semana sentado numa poltrona vermelha. - Aliás, onde está aquele cachorro idiota?! 


- Ah, não o vejo há um tempo. - Disse a velhinha, procurando por todos os lados pelo cachorro. - Coragem. Coragem? - Chamou. 


- Quem é Coragem? - Lisa pergunta. 


- Ah, ali está ele. - Todas nós seguimos o olhar da mulher até uma porta entreaberta, onde um cachorro de porte pequeno, branco e de raça vira-lata acabara de sair. - Venha querido, estamos recebemos visitas hoje. - E com suas mini patinhas, Coragem correu na direção de Muriel e pulou em seu colo, logo começando a receber carinho de sua dona. 


- O chá está delicioso, senhora Muriel. - Jennie diz, sorrindo gentilmente para a mulher. 


- Então quer dizer que vocês saíram direto de um desenho animado? - De repente Chaeyoung perguntou. 


- Desenho animado? - Muriel perguntou, claramente confusa. 


  AUAU 


  De repente o cachorro latiu, como se estivesse acompanhando a dona. Nos olhando com aqueles olhos de cachorro. 


- Não liga para ela, senhora, Chaeyoung não está em seu estado normal hoje. - Expliquei, antes de beber mais um gole do chá na caneca com a cara do Elvis estampada nela. 


- Bom, senhora Muriel, vocês moram aqui faz muito tempo? - Lisa pergunta, talvez tentando mudar o assunto. 


- Ah, pelo que me lembre faz cinco anos. - Ela começou a explicação. - O prefeito nos deu esta casa em troca de ficarmos vigiando o cemitério durante à noite, quando os outros seguranças, os coveiros e os funcionários fossem embora. 


- Hum, entendo. 


- Tudo era muito tranquilo, até vários jovens começarem a invadir o lugar, apenas para suas festinhas com drogas, bebidas e tudo de proibido. - Falou, ela parecia zangada agora. - Os jovens de hoje não sabem o que é diversão, ficam apenas querendo se matar com todos esses cigarros, álcool e essas coisas, sabe... 


- Talvez eles só quisessem dançar com os mortos, que nem o Michael Jackson. - Novamente Chaeyoung voltou ao assunto de sua baladinha com os cadáveres. 


- Você é meio doida, não é, criança? - A mulher perguntou, olhando diretamente para Chaeyoung. 


  Coragem fez um leve movimento com cabeça para o lado, também fitando Chaeyoung. 



   (...) 



   Assim que nosso horário limite havia chegado, nos despedirmos do simpático casal de idosos e seu cachorro de nome engraçado. Logo começamos a caminhar pelo cemitério, em direção à saída. Enfim, conseguimos cumprir aquela maldita aposta. Tenho que me lembrar de anotar um lembrete em meu celular : nunca mais deixar Chaeyoung beber sem nenhuma supervisão. 


- E não é que elas conseguiram cumprir o horário, Chanyeol. - Falou o de cabelos coloridos, assim que fechei o portão após sairmos do cemitério. 


- Não é possível, e o Sr. Dickenson? - O ruivo perguntou, estava claramente surpreso com toda a nossa "facilidade" dentro do cemitério. 


- É... Dígamos que tivemos sorte. - Jennie deu de ombros. 


- Agora você tem que cumprir sua promessa. - Lisa diz, fazendo o garoto suspirar derrotado. 


  Desse modo, ele tirou o celular do bolso, o desbloqueou e nos mostrou todo seu processo de apagar o número, comprovando que realmente havia cumprido sua parte da promessa. 


- Prontinho, satisfeita? 


- Você não imagina o quanto. - Disse Lisa, piscando provocante para o garoto, aparentemente irritado. 




 



  Logo estávamos todos voltando para a festa novamente. À nossa frente o tal do Chanyeol caminhava à passos duros, ele parecia até um bebê gigante e emburrado. Ao seu lado o unicórnio e a Elsa, vulgo o cara cheio de piercings e a garota de gorro conversavam sem nem ao menos se importarem com o orelhudo resmungão. Por último tinha a abusada da morcega humana, que não parava de lançar olhares e sorrisos para Jennie. A garota ao meu lado parecia incomodada por estar sendo secada por aquela oferecida, mas mesmo assim, retribuía os sorrisos e olhares. 


   Lisa e Chaeyoung pareciam estar alheias de tudo e todos, já que conversavam sobre a tal noite do Mestre Yoda. Bom, uma outra hora eu iria descobrir do que se trata esta noite, mas agora, tenho algo mais importante para focar. 


    Quem essa garota pensa que é? Joey resolveu aparecer. 


    Não faço ideia. 


    Joey ficou pistola! 


    É, deu pra perceber. 


    A certidão de nascimento dela é um pedido de desculpas da fábrica de preservativos! - Joey sendo Joey, xingando em grande estilo. 


    Concordo plenamente. 


    Vamos atacar! 


     Não precisa dizer duas vezes. 


     Abruptamente, me aproximei cautelosa de Jennie, logo entrelaçando nossas mãos. A mesma me fitou surpresa, resolvi ignorar seu olhar e prestar a atenção na morcega humana. Ela olhava para as nossas mãos, com uma expressão bem típica de garota metida, logo foi subindo o olhar intenso até mim. 


     Segura esse olhar, garota! Joey me incentivou. 


     E assim o fiz. A fitei no mesmo nível que ela, com uma sobrancelha levantada e mostrando quem manda aqui. Não demorou para ela logo bufar e se virar para a frente, fingindo que nada havia acontecido. 


      É isso ai, arrasou, garota! 


     Foi inevitável não abrir um sorriso vitorioso. É como dizem, levanta a cabeça princesa, se não a coroa cai. No meu caso, eu havia me saído muito bem, não é, Joey? 


      Uma verdadeira princesa. 






Notas Finais


Não sei dizer se gostei do capítulo, ficou em meio termo para mim.

Até a próxima.

Kisses...


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