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História Serendipity - Park Jimin - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Capítulo único.


15 de setembro de 2018 às 21:36, Seul- Coréia do sul.


Park Jimin


Estava farto de escutar tantos gritos, todo dia era uma briga diferente, por motivos totalmente fúteis.


Apertava fortemente o travesseiro contra meus ouvidos na tentativa de abafar o som dos gritos de meus pais.

Minha vida sempre foi conturbada mas de um tempo pra cá começou a piorar, meus pais estavam em uma briga imensa na justiça para conseguir minha guarda, como tinha apenas dezessete anos não podia simplesmente trabalhar e conseguir meu próprio sustento, então era obrigado a conviver na mesma casa que dois loucos, me perguntava o porque de meu pai não ir embora e morar em lugar distante daqui, já que estavam separado e não havia mais motivos para conviver conosco.

Papai nunca gostou de mim, sempre recebi desprezo do mesmo, então porque querer minha guarda? Já não foi suficiente o que vivi todos esses anos?! Todos os xingamentos, e surras que levei não foram o bastante para ele?

Quando pequeno via meus colegas de classe levar seus pais á escola para comemorar o dia dos pais, e para mim aquele dia era a pior data do ano, sempre que me perguntavam onde estava o meu pai, eu mentia, dizia que ele estava ocupado ou que por alguma razão desconhecida por mim não poderia comparecer, inventava algo, apenas não aguentava dizer a verdade.

Quando finalmente tomei coragem de tirar o travesseiro de meus ouvidos fui direto ao banheiro me arrepiando assim que sentir a sensação de meus pés descalços tocaram no piso gelado, e sem nenhuma vontade me despi, e já sem roupa alguma no corpo olhei-me no espelho. Vi minha clavícula marcada e ossos bem a amostra.

Olho com atenção o corpo desconhecido a minha frente, com certeza não era mais o mesmo, não havia nenhum vestígio do sorriso que vivia em meus lábios.

E sem a mínima vontade que seja entrei no box do banheiro, liguei o chuveiro fazendo a água fria entrar em contato com minha pele exposta, passei o sabão por toda extensão de meu corpo, sentia os cortes recém feitos em meus pulsos arderem, porém não me importava, nada mais importa!

Sai do banheiro e pus a primeira coisa que vi em meu guarda-roupa, peguei meu celular em cima da mesinha onde constava estudar para minhas provas e sai, desci as escadas o mais rápido que pude. Vi que meus pais ainda discutiam então resolvi passar reto para que não notassem minha presença, porém foi uma tentativa falha.

-Pra onde pensa que vai? - Olhei para o meu pai, porém nenhum som saiu de minha boca. -Perguntei pra onde vai idiota.-

-Não importa. - Disse baixo porém em um tom que o mais velho escutasse.

-Garoto é melhor você voltar pro quarto agora, a não ser que queira apanhar! - Exclamou me olhando torto.

-Pare de falar assim, eu não aguento mais ver você ou escutar sua voz, você me enoja! Não queira saber pra onde vou, PORQUE VOCÊ NÃO SE IMPORTA, NUNCA SE IMPORTOU! - Gritei com toda a força que restava em mim e sai de casa o mais rápido possível batendo a porta com certa  brutalidade.

Comecei a andar pelas ruas frias de Seul sem rumo. Já era noite, mais ou menos dez horas, sabia que era perigoso andar esse horário, ainda mais sozinho, mas voltar pra casa com certeza não era uma opção.

Podia muito bem ir para casa de algum amigo meu passar pelo menos a noite, porém não tinha nenhum amigo, e os poucos que tinha se afastaram, não os culpo, muito pelo contrário eu sou o responsável por isso, se não fosse tão problemático talvez eles não teriam ido embora.

Percebi que estava na pracinha onde vinha quando era criança quando me sentia triste e queria fugir. Sorri fraco por tal lembrança.

Sentei em um dos bancos e fechei meus olhos, permiti que meus músculos relaxarem, fazendo que toda tensão saísse de mim.

Logo sai de minha distração quando senti algo tocar meus pés, abri os olhos lentamente e vi que era uma bola de couro.

-Ei, moço! - Um garoto aparentemente da minha idade aparece atrás de alguns arbustos. - Você pode devolver minha bola?- vi um sorriso nascer em meus lábios, percebi que seus olhos brilhavam como estrelas, com certeza as mais lindas estrelas.




Notas Finais


Oi! Realmente espero que tenham gostado, porque me esforcei muito para dar o melhor de mim enquanto fazia esse capítulo.

E infelizmente, esse é um capítulo único. Ele não possui continuação! Mas em compensação irei postar várias outras histórias.

Aliás, me desculpem qualquer erro ortográfico, infelizmente tenho triste costume de não revisar meus capítulos antes de posta-lós. Mas não se preocupem, prometo que irei dar uma olhadinha neles o mais rápido possível.


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