História Serendipity - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Grey's Anatomy
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Hoseok, J-hope, Jikook, Jimin, Jin, Jungkook, Namjin, Namjoon, Rapmonster, Seokjin, Suga, Taehyung, Yoongi, Yoonseok
Visualizações 23
Palavras 2.253
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


opa e ai
é, sou eu de novo trazendo o capítulo 2
acho que é aqui que a história começa a ganhar forma

cuidem bem dele e boa leitura.

Capítulo 2 - Take One.


 

 

[Algumas horas antes...]

 

 

Resquícios da luz solar do fim da tarde transpassavam por entre as brechas das cortinas e penetravam na pequena salinha de funcionários que denominavam também como dormitório. Os dedos de Jin tamborilavam distraidamente o torso da xícara de café enquanto qualquer resquício da sua atenção se isentava de circulação naquele momento. Um início de quarta-feira estranhamente monótono no hospital ao que todos os funcionários comentavam como "a calmaria ante a tempestade". A falta de pacientes graves naquele dia era o que fazia com que semi médicos como ele quase que implorassem de joelhos por um caso. Completamente alheio a assuntos como boatos ou mitos e lendas, seu único problema era si próprio. É como diz o ditado, "mente vazia, oficina do diabo".

 

Kim Seokjin, filho único de uma família de grande renome na medicina e atual interno rodeado por expectativas que precisa cumprir quase como uma necessidade. Ainda que a ambição seja considerado um dos sete pecados capitais, Jin nunca teria chegado onde chegou sem isso. Agarrou-se a todas as oportunidades oferecidas, estudou arduamente, se reteve de todos os aspectos sociais da sua vida para se formar com honrarias e agora estava inserido no mesmo programa de treinamento especial que seus pais um dia estiveram. O futuro às da cirurgia cardíaca que estava a um passo da residência e, no entanto, permanecia estagnado em todos os outros aspectos. Ir para casa após um plantão assemelhava-se àquela quarta-feira no meio da correria diária no hospital: entediante.

 

Jin era mais médico do que muitos, porém sentia-se menos humano do que qualquer um deles.

 

E Jimin, figura registrada da delicadeza e esperteza, tinha uma capacidade anormal de observar demais e captar detalhes que passariam despercebidas para outras pessoas. Seja em âmbito médico ou pessoal, este conseguia detectar uma doença com um extenso dicionário mental ao mesmo tempo em que às vezes parecia adivinhar o que os outros pensavam. Como um interno, Jimin e Jin eram colegas de profissão e ao que tudo indicava, se tornariam residentes juntos. Por tal proximidade, não era incomum que Park o conhecesse melhor do que qualquer um ali, ainda que não o suficiente.

 

— Ah, às vezes é extenuante encarar esse tanto de prontuários sozinho. — O menor começou com um dar de ombros, depositando alguns destes acima do balcão:

— Seria bom se alguém se oferecesse... — Pausou por alguns segundos para depois dar continuidade por alto:

— Ainda dá tempo... — Prosseguiu, dando um sorrisinho de canto como se soubesse que estava vencendo pelo cansaço.

Até que por fim:

 

— Ahn, Jimin? Não quer me dar alguns desses relatórios? Posso falar com os familiares. — Jin se prontificou com um retorcer de lábios que obviamente indicavam insatisfação.

— Mesmo? Obrigado! Estou com tanto sono, mas sinto que abriria um buraco no meu estômago se tomasse mais café. — Sorriu languidamente, finalmente ajustando o óculos ao rosto e deixando metade do material sobre o balcão antes de desaparecer num dos longos corredores hospitalares.

 

Não se chateava por Jimin ter insistido ou aceitado seu auxílio, afinal ele precisava disso. Sabia bem dos rumores de que evitava trabalhos de "caráter emocional" ou que não se envolvia afetivamente sob nenhuma circunstância a menos que fosse por obrigação. Eram a mais pura verdade e sua melhor desculpa era a de que existiam coisas melhores para se aprender como interno.

Desculpas óbvias eram fáceis de perceber e Park Jimin era gentil demais para dizer algo sobre, embora esperto o suficiente para permitir que Jin desse seus primeiros passos rumo à humanidade enquanto cochilava numa das salas vazias.

 

 

Seokjin percorreu algumas das alas mais movimentadas, reconhecendo alguns rostos durante o trajeto e alternando curtos sorrisos e acenos como os que ofereceu a instrumentadora do seu residente, por exemplo. Mais alguns minutos se passaram quando deu de cara com uma pesada porta metálica e uma fila de longos corredores que pertencia aos quartos dos pacientes.

O primeiro da pauta era um senhor de meia-idade que reclamava de fortes enxaquecas e visão ocular falha. Era um workaholic nato e completamente obcecado com o trabalho, como Jin. Mas, diferentemente deste, ele precisou ter o celular tomado à força durante os exames de ressonância magnética. Os motivos eram óbvios e a persistência dele mais ainda. Alguns adultos ainda eram crianças demais para o tamanho e a idade que possuem.

Adiou o segundo da lista, visto que seu caso era delicado demais para ser dito agora. Deixaria o envolvimento emocional para última instância.

O terceiro na ordem original, era na verdade uma terceira. Estava na casa dos seus vinte e cinco anos e segundo diagnósticos solicitados anteriormente, foi detectado uma grande escassez de glicose no sangue, ou seja, a popularmente denominada diabetes. Os procedimentos eram básicos e o tratamento consistia em injeções e medições de açúcar no organismo durante todo o resto da sua vida. Bem, os procedimentos eram simples, dar a notícia era outra história. Houveram alguns lamúrios até que surgisse a aceitação e até ali estava sendo lidável para o interno.

Todavia aquele segundo caso tirava sua atenção e isto se devia, em parte, ao nome e a foto facial nos papéis de identificação. Kim Ji-Soo, ou Jennie para si. Era possível sentir-se tão caloroso e desgostoso ao mesmo tempo? Jennie não era alguém com quem Jin tinha fortes laços, já que fazia muitos anos desde a última vez que se viram. Ela era apenas a filha da vizinha com quem papeou três ou quatro vezes sobre os valentões da escola e sobre a sua própria sexualidade. Entretanto, não era preciso convívio para aprender a gostar da Jenn porque havia nela uma simpatia quase empática e um carisma nostálgico. E era esse o motivo para o seu dissabor. De fato, Jin não sabia como tratá-la, como simplesmente reagir a sua presença. Como dizer então, que estava prestes a morrer se não entrasse em cirurgia em breve? É demais para si.

 

 

Pouco mais de uma hora depois, Jimin retornou com os olhos inchados de quem provavelmente tirou o melhor cochilo em anos:

— Ah Jin~ te devo uma! — Jimin despreocupadamente jogou os pequenos braços sobre os ombros de Jin, arrancando um longo suspiro deste.

— Talvez não tanto. — se desvencilhou logo que achou uma brecha:

— Faltou essa pessoa e eu... Quero dizer, posso deixar com você? — Ofereceu-lhe o prontuário do qual Jimin aceitou de bom grado.

— Claro... Ah, Kim Ji-Soo? Ouvi dizer que ela só tem 20% de sobrevivência.

Seokjin pestanejou por um momento, engolindo em seco numa tentativa de conter o bolor que se alojou em sua garganta:

— O quadro é grave assim? — Questionou num fio de voz.

— É o que dizem. Bem, já vou~! — Jimin acenou mais uma vez para Jin naquele dia, dessa vez com o prontuário em mãos e revigorado com uma energia que faltava completamente ao outro naquele momento.

 

Precisava ficar sozinho e evitar pensar, se possível dormir. Rumou para o mesmo quarto onde Jimin supostamente tirou sua soneca da tarde. Apesar de estar sempre disposto e ativo quando se tratava do próprio trabalho, naquele instante Seokjin não era propriamente ele. Repousou o corpo no colchão da beliche instalada no pequeno cômodo e fechou os olhos, torcendo para que sua mente se desligasse e lhe permitisse aquele breve momento de descanso.

 

Tal qual não foi tão breve assim.

 

[Atualmente...]

 

 

Jeon Jungkook, um simpático cirurgião especializado em cardiopatia que costumava ter o respeito de muitos dos seus subordinados, estava a um passo de matar alguém hoje e esse alguém era seu interno e braço direito, Kim Seokjin.

— Alguém o viu? — Falou por alto, atraindo a atenção de alguns dos funcionários que transitavam com seus pacientes ocupadamente. Exceto por Park Jimin, que voltava de algum dos quartos com uma disposição quase que invejável:

— Talvez. — Jimin encostou-se ao balcão momentaneamente, largando sua lista de prontuários ali por cima.

— E vai me dizer? — Imitando o gesto de Jimin, Jeongguk recostou-se numa pilastra próxima, cruzando os braços enquanto um sorriso curvo pairava no canto dos lábios.

— Não sei, é importante? — Sorriu sem olhá-lo, percorrendo o olhar pelo local em busca de instruções.

— Preciso dele numa cirurgia programada, então acho que sim? — Seu sorriso se alargou.

— Que pena, eu o deixaria correr o hospital inteiro se não fosse. — Suspirou. Foi exatamente aí que um grupo de médicos guiando uma maca entraram como num rompante no hospital, tomando toda a atenção de Jimin:

— Bom, eu o vi entrando na sala de descanso.

— Devo agradecer? — Mas antes que pudesse fazê-lo, Jimin corria com um paciente, uma maca e um grupo de médicos hospital adentro. Uma risada incrédula surgiu do rosto do cirurgião:

Sujeito interessante.

 

 

Não foi preciso andar muito para encontrar Jin completamente apagado numa das camas, precisando cutucá-lo algumas vezes para acordá-lo. 

— Sinto muito, não acontecerá de novo. — Falou polidamente antes de se dirigirem ao hall de entrada, sendo tomado por uma surpresa ao ver o completo caos instaurado ali:

— Quando ficou tão cheio assim? — Comentou ao acompanhar Jungkook pelos corredores do hospital enquanto trajava o pijama cirúrgico rapidamente.

— Um ônibus se acidentou numa avenida próxima. Como pode ver, o veículo estava lotado. — Jungkook apontou para o salão repleto de pacientes, alguns com lesões moderadas e outros irreconhecíveis pelos ferimentos e excesso de sangue pelo rosto e corpo.

— O que eu devo fazer? — Retrucou no seu melhor tom profissional.

— Você ficará no meu lugar na cirurgia de retirada de um câncer enquanto eu e minha equipe cuidamos dos casos do acidente.

— Saiba que eu respeito imensamente sua decisão mas receio dizer que eu prefiro... — Tentou argumentar antes de ser bruscamente cortado por Jungkook:

— Jin, você sabe que suas habilidades são necessárias aqui e creio que sempre teve uma liberdade a mais em relação aos outros internos. No entanto, a situação é diferente agora e precisamos de você nessa cirurgia. — Respondeu implacavelmente, de forma que Seokjin não tinha outra escolha senão concordar.

— Eu... Tudo bem, mas nesse caso não seria melhor adiar?

— Ela não tem esse tempo. — Jeongguk parou ali, direcionando seu melhor incentivo para aquele q poderia vir a substituí-lo um dia:

— Olha, eu irei ajudar você assim que possível portanto faça um bom trabalho hoje. É hora de salvar vidas. — Tapeou os ombros de Jin e se virou na direção contrária, deixando Jin e sua pilha de nervos na sala cirúrgica.

 

Esterilizou-se, teve sua capota colocada por uma das técnicas em enfermagem. A paciente anestesiada chegaria em alguns minutos. 

Pânico era tudo o que resumia Jin naquele instante. 

Algo em seu interior sempre lhe alertou da possibilidade. Que chegaria o dia em que não poderia evitar um caso como aquele e que teria que lidar consigo e superar alguns de seus próprios medos pessoais. Trabalhar com vidas exigia de si todos os dias e isto era inegável, entretanto... De todas as pessoas no mundo... "Jennie, por que você?"

 

A cirurgia começou logo que a paciente encontrava-se diante de si. Podia sentir a transpiração por toda a sua linha corporal, ainda que o frio na espinha provocasse arrepios em sua nuca e em todo o resto. Seu estômago se revirava, como se comportasse chumbo no lugar de sua última refeição enquanto que sua mente continuava tão - senão ainda mais - conturbada. Aquele bisturi perfurava o peito dela, suas mãos tocavam os órgãos dela e sua vida estava completamente a sua mercê. Cada segundo que se passava consistia em uma lenta e torturosa dança da morte e Jin sentia-se como seu condutor.

Precisava fazer isso pelo bem dela. Precisava continuar cortando-a para tirar o tumor e salvá-la daquilo que a matava. Chegou ao pulmão de forma controlada, agora só era preciso começar a retirar e logo alguém o ajudaria.

Alguém. Não tinha ninguém

Seus dedos tremiam. Não, não podia fazer aquilo sozinho. Não iria conseguir.

 

O bip anormal no monitor vital foi o máximo que Jin pudera aguentar. Era como se sua cabeça fugisse do corpo por alguns segundos, imobilizando suas ações e sufocando-o numa bolha onde qualquer barulho externo fosse apenas um ruído isolado.
Em algum lugar no meio daquela pequena pane mental, a palavra morte chegou a si.

 

A mesma Jennie que parava em frente a sua casa e chamava-o para brincar e que ele observava por sobre o parapeito enquanto seus pais arrumavam uma desculpa qualquer para que ele ficasse em casa estudando. A mesma que ao se virar para ir embora o enxergou escondido entre as cortinas do quarto e lhe acenou efusivamente. Aquela mesma Jennie que segurou sua mão e fugiu consigo quando os valentões decidiram implicar mais uma vez. A mesma Jennie do sorriso de janelinhas e da bicicleta surrada de segunda ou terceira mão. Não, não podia deixá-la.

Precisava acordar.

 

— Parada cardíaca, tragam o desfibrilador e carreguem em 300. — Seokjin arfou por sob os próprios ombros, flexionando o corpo e despejando a carga de desfibrilador diretamente no coração parado de sua paciente, numa tentativa desesperadora de bombeá-lo e trazê-lo novamente a vida.

— Por favor, reaja.

 

Jungkook invadiu a sala, afastando o interno de maneira quase ríspida ao que posicionava novamente o desfibrilador e recomeçava o choque. A esta altura, não havia mais batimentos e Jeongguk tentava pela quarta vez. Quinta.

E mais uma.

 

Seokjin, por sua vez tomou o aparelho das mãos do médico e recomeçou mais uma. E mais uma ou duas em câmera lenta, até Jungkook tomar a máquina de suas mãos:

— Jin, já acabou. Dê a hora do óbito.

Os olhos sem vida checaram o relógio pendurado na parede da sala cirúrgica e a voz era apenas um murmúrio sombrio quando foi obrigado a dizer as palavras:

 

Hora do óbito: 01:14.

 

 


Notas Finais


ufa, acho q nunca escrevi tanto em toda a minha vida.

vou tentar adiantar a próx. att p dps do enem
abrçss.


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