História Serendipity (MONSTA X) - Capítulo 1


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Categorias Monsta X, TWICE
Personagens Dahyun, Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Momo, Show Nu, Tzuyu, Won Ho
Visualizações 94
Palavras 1.665
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Self Inserction, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, tudo bem?
Inicialmente, eu tinha feito essa fic sobre exo e tinha postado em outra conta, mas não gostei. Refiz todo o roteiro, mudei muita coisa e decidi colocar os nenéns do monsta x.
Espero que gostem. ♥

Capítulo 1 - CHANGKYUN: Onde tudo começou.


Fanfic / Fanfiction Serendipity (MONSTA X) - Capítulo 1 - CHANGKYUN: Onde tudo começou.

"Vou procurar você seguindo a Sininho, voltarei à Terra do Nunca. Naquele lugar, estaremos nos olhando e sorrindo. Eu sou seu eterno Peter Pan, o homem que venceu o tempo. Posso ser desajeitado, mas eu te amei tanto que quero voltar".

Peter Pan — EXO.

POINT OF VIEW: DAHYUN.

Naquela noite, eu parei. Não havia ninguém por perto, então eu poderia chorar sem segurar uma gota sequer. Lembro que apesar de ter toda essa liberdade, eu não chorei tanto quanto meu coração precisava. As lágrimas não desciam talvez por ter me acostumado a não chorar quando os problemas apareciam.

Mesmo quando tudo se acumulava para mim, eu continuava seguindo em frente, porque eu era do tipo de garota que odiava reclamar. Eu odiava desabafar sobre meus problemas, porque sentia que estava reclamando e me lamentando sobre a vida. E, por algum motivo tolo, eu nunca me dava o direito de reclamar e me lamentar. Engraçado isso, não?

Eu estava dentro do meu carro e chequei se as portas estavam trancadas por segurança. Parada naquela rua residencial com casas de ambos os lados. Luzes acesas pelas janelas, vidas ocorrendo bem ali ao lado. Eu encarei o céu lá em cima e pensei na vastidão do mundo.

Eu me sentia sozinha. Solitária.

Muito embora eu tivesse um namorado para chamar de meu, eu continuava me sentindo a garota mais solitária que existia. E então algo me acometeu, eu percebi que eu sempre me senti assim. Após refletir, eu me perguntei "não foi sempre assim para você?". No fundo, eu sempre me sentia sozinha enquanto os namorados faziam fila chegando e se despedindo, quebrando meu coração e restaurando-o novamente para quebrá-lo depois.

Eu não sou nenhuma vítima. Acho que eu mesma quebrei alguns corações pelo caminho. Mesmo com todos aqueles anos nas costas, eu me sentia sozinha.

Naquela noite, eu perdi as esperanças. Eu sempre fui assim, eu sempre me senti assim e não iria mudar. Eu aceitei aquilo e pela primeira vez não me perguntei se existia alguém para mim lá fora. Alguém que andasse por aí, me esperando e se sentindo tão sozinho sem a minha presença, sem me conhecer.

Eu pensei em ligar o carro, mas ao rodar a chave, fiquei me sentindo pior. Percebi que ao parar o carro, esperava me acalmar, esperava encontrar uma rápida solução para a dor no meu coração. Mas, não encontrando solução nenhuma, eu voltaria a seguir em frente, mesmo com aquela dor. Isso era algo que eu fazia não só com o carro, mas com a vida. Essa era a única vida que eu tinha conhecido: Seguir em frente apesar da dor.

Coloquei meu pé de leve sobre o acelerador e dei partida, pronta para continuar com aquela história do modo que eu a conhecia. Mas, dessa vez, o roteiro não continuou da maneira que eu esperava.

Muito antes de alcançar velocidade, o velocímetro marcava 20 km/h, eu senti a colisão e ouvi um grito. Meu coração acelerou e eu saí do carro rapidamente, sem pensar muito e corri para a frente do mesmo.

Encarei o garoto diante de mim. Os cabelos castanhos claros em uma franja lisa pendendo sobre seu rosto. Os olhos negros e irritados. Sua boca formava uma linha reta de fúria. Ele tinha um rosto um tanto infantil que era um pouco difícil adivinhar sua idade. Sentado no chão como quem tivesse caído ali, ele me encarou furioso.

— Você está bem? — Eu perguntei, nervosa, sem saber se devia ajudá-lo a levantar. Afinal, dizem que não se pode mexer na vítima que foi atropelada caso algo tenha se quebrado.

— É claro que estou, mas não graças à você. — Ele resmungou, se levantando normalmente para a minha surpresa.

— Tem certeza? Melhor eu te levar ao médico. — Eu decidi, me aproximando, mas o garoto virou para mim e eu notei que ele era realmente alto.

— Não, eu estou bem. — Ele insistiu, mal humorado. — O que deu em você? Não me viu atravessar a rua?

— Não. — Eu fui sincera, mas acho que isso o irritou mais e ele grunhiu de frustração. — Oras, se eu tivesse visto, eu não teria o atropelado. — Eu constatei o óbvio e ele franziu o cenho para mim, surpreso com a minha audácia.

— Eu desconfio que você teria me atropelado mesmo que tivesse me visto atravessar a rua. — Foi a vez dele de ser sincero.

— Com a quantidade de problemas que eu tenho, talvez eu te atropelasse para poder descontar um pouquinho toda essa frustração. — Eu o alfinetei e ele arqueou as sobrancelhas para mim, surpreso.

Eu mordi o lábio, porque não sabia controlar minha língua afiada. Esperei pela revolta do completo desconhecido que vestia uma camiseta branca lisa e jeans azul. Mas, em vez disso, ele riu. Eu abri a boca, surpresa, sem acreditar que ele estava rindo.

— Ok, se é assim, fico feliz em ter ajudado a descontar toda a sua frustração! — Ele exclamou, irônico, e eu revirei os olhos. Mas, logo eu mesma estava rindo sem conseguir me segurar. Ele parou de rir e me analisou por um momento. Seus olhos pareciam mais gentis agora sem o ódio estagnado.

— Desculpe. — Eu pedi, respirando fundo. — Tem certeza que não precisa ir ao médico?

— Eu não gosto muito de hospitais. — Ele admitiu, se sentando no capô do meu carro que felizmente não tinha sofrido qualquer dano também.

— Eu também não. — Eu admiti, me aproximando dele de maneira curiosa. — Eu passo mal. Desmaio.

— Desmaia? Bom, eu não desmaio. — Ele me contou, achando graça. — Eu tenho que ser forte, mas se eu fosse uma mulher, eu desmaiaria. — Ele fez piada, me fazendo rir. — Aquele cheiro insuportável...

— Me dá náuseas. — Eu completei com uma careta lembrando do cheiro de hospital.

— E é tudo tão branco! — Ele resmungou, me fazendo rir, porque era exatamente o que eu pensava. Eu respirei fundo e me encostei no capô ao lado dele, pensativa. — Eu sou Changkyun. — Ele se apresentou de repente com um sorriso.

— Dahyun. — Eu me apresentei, sorrindo também.

— Então, quais problemas poderiam te afetar tanto a ponto de você querer atropelar alguém? — Ele fez piada e eu sorri, olhando para o céu e tentando avaliar se eu deveria falar algo.

— Eu me sinto sozinha. — Eu admiti em voz alta o que rondava a minha mente e senti um peso ainda maior. Eu realmente me sentia daquela maneira.

— Arranje um namorado. — Ele disse, simplesmente, e eu revirei os olhos.

— Eu já tenho um e continuo me sentindo sozinha. — Eu retruquei e ele me encarou, surpreso, mas havia um ar de deboche. Ele achava graça de mim, mas eu não me ofendia com o rosto bem esculpido dele.

— Então, seu namorado não está fazendo o papel dele. — Changkyun deu de ombros e voltou a encarar o céu, me fazendo rir.

— Você já se sentiu como se, apesar de estar em uma multidão, fosse profundamente solitário? — Eu o interroguei e ele riu, dando de ombros.

— Eu tenho alguns amigos. — Ele falou, evasivo, mas e eu virei o rosto, frustrada, porque sentia que ele não estava sendo honesto. Ele me analisou por um momento antes de finalmente admitir, encarando-me de perto.

— Mas, acho que ninguém nunca vai me entender.

— Como assim? — Eu perguntei, perplexa.

— Você já sentiu como se todos estivessem fazendo piada do seu jeito de ser pelas suas costas? — Ele me perguntou. — Eu sinto que eles nunca vão me entender ou me apoiar de verdade.

— Sei. — Eu concordei com um sorriso discreto, encarando-o também. Ali, naquela noite sem estrelas, eu observei os dois olhos negros brilhar. Havia algum contrato mudo, nós nos entendíamos.

— Como é que um atropelamento virou uma conversa tão profunda? — Ele me perguntou, achando graça.

— Acho que era meu humor. — Constatei, respirando fundo. — Você mora aqui por perto? Quer uma carona?

— Hum, não. — Ele negou, olhando em volta. — Eu vou andando. Tenho algumas coisas por fazer ainda.

— Tudo bem. — Eu assenti, voltando para a porta do meu carro, no que ele me acompanhou. — Desculpe mais uma vez.

— Cuide-se. — Ele disse, simplesmente, e fechou a porta por mim, uma vez que eu estava dentro do veículo.

Lembro de olhar uma última vez para aquele rosto. O sorriso pequeno e gentil, os olhos doces e puxados, o cabelo incrivelmente liso. Ele piscou para mim e eu sorri, dando partida no carro. Olhei pelo retrovisor enquanto partia para a minha casa, já eram nove horas da noite, mas Changkyun já não estava mais lá. Havia sumido.

POINT OF VIEW: CHANGKYUN.

Um barulho irritante começou a soar bem baixo para aumentar gradativamente. Eu grunhi e me virei em minha cama, procurando entre os lençóis até finalmente encontrar meu celular. Desativei o alarme que estava quase me deixando surdo e percebi que eram nove horas da manhã.

Voltei a deitar a cabeça no travesseiro na esperança de dormir mais. Foi aí que o rosto de uma garota veio em minha mente e eu abri os olhos, pensativo. Quem era aquela garota?

Estranho. Mas, era comum que pessoas sonhassem com rostos que nunca viram, então não devia dar tanta importância para aquele tipo de sonho.

— Tive um sonho esquisito. — Eu comentei, apoiando minha cabeça em minha mão, tentando enxergar meu colega de quarto na cama ao lado.

— Que sonho? — Ele balbuciou com o rosto esmagado no travesseiro.

— Uma garota me atropelou.

— E você não morreu? — Jooheon perguntou sem muito interesse e sem abrir os olhos.

— Dizem que quando você morre em um sonho, você acorda. Então, não, eu não morri. — Eu concluí, tentando lembrar da conversa que tive com a garota misteriosa. — Acho que ficamos conversando.

— Sobre o quê? A garota te atropelou e você ficou conversando com ela? — Ele perguntou, rindo, se virando na cama dele para me encarar.

— Ela era bonita. — Eu dei de ombros e ele riu mais.

— Está explicado.

— Mas, não lembro sobre o que conversávamos. — Eu admiti, tentando me esforçar. — Só lembro da sensação... Como se... Não sei, foi uma boa conversa. Estou me sentindo bem.

— Você é louco. — Jooheon revirou os olhos e os fechou novamente, querendo dormir.

 


Notas Finais


outras fanfics de bts e got7 de minha autoria no perfil ~annesky
Twitter: @kiingsmx
Curiouscat: https://curiouscat.me/itsannesky


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