História Serendipity - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Jikook, Jikook!flex, Kookmin, Soulmate!au
Visualizações 418
Palavras 1.689
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - (Não) É Só Um Sorriso


 O som do mar era estranhamente conhecido por Jungkook á essa altura. Ele havia voltado para o precipício mas — dessa vez — as águas pareciam mais agitadas, quebrando com mais força. O céu também parecia mais escuro, as estrelas no mar brilhavam mais do que as do céu e o Jeon se preocupava com isso.

— Jimin? 

Andou para frente, sentindo as gotas geladas tocarem seus pés com delicadeza. Ignorou a ardência nos dedos por causa dos machucados e caminhou até o rosado, que continuava estático na beira. 

— Jungkook-ah? — Jimin se virou minimamente, o olhando de relance por alguns segundos antes de voltar a olhar lá para baixo. — Vá embora.

— Não — Respondeu imediatamente, andando com o passo mais acelerado até o mais velho. — Eu não vou sair daqui sem você. 

O Park estava de costas, mas mesmo assim, o moreno percebeu que ele chorava baixinho. 

Jungkook se aproximou, enrolando os braços ao redor da cintura de Jimin e o puxando para mais perto de seu peito. Escondeu a cabeça na curva entre o pescoço e o ombro do menor, o coração batendo forte em um aperto indescritível. 

Jimin cobriu a face com as mãos pequeninas, a respiração descompassada e os soluços eram como ouvir o desespero.

— Por favor, não faça isso — Jungkook pediu.

O mais novo tinha uma regra interna de não dizer por favor para nada, pois pensava que se tivesse que implorar por algo, aquilo na verdade não valeria a pena. Mas lá estava ele, com os braços ao redor de Jimin, quase implorando de joelhos para que não se matasse. 

— Por que não faria? Eu procuro abismos até em flores, Jungkook. — Apesar de estar contrariando o moreno, o rosado entrelaçou a mão com a dele por cima de sua cintura. — Você não precisa de mim aqui, só está com pena, certo? 

Era um abraço torto, quebrado e completamente cheio de sentimentos. Era tudo que eles tentavam evitar, mas nenhum se atrevia a soltar um ao outro. 

— Pare de se diminuir e me escute — o Jeon olhou para o mar por cima do ombro, quase ficando tonto com a vista. Se concentrou em Jimin, em como não queria cometer o mesmo erro de antes de não salvá-lo. — Eu preciso de você aqui perto de mim...

— Por quê?

— Você foi o primeiro a acreditar em mim, a ver qualidades que sequer enxergava antes. Isso é importante pra mim, você é importante. — Respirou fundo e apertou o rosado, não sabendo se era por causa do frio ou pela necessidade de tê-lo perto. 

Jungkook estava praticamente esmagado nas costas de Jimin, completamente colado. Seus braços seguravam o mais velho com tanta firmeza que quase não parecia que até seus ossos tremiam. Não entendia essa conexão que tinha com o mais baixo, não queria se aproximar mas também odiava se afastar. Essa bipolaridade, dualidade de seus sentimentos era o que mais lhe confundia. Porém, não deixaria essa confusão arruinar Jimin.

— Eu fiz tantas coisas erradas, Jungkook. Se você soubesse tudo, não estaria aqui agora. Não me abraçaria desse jeito, não precisaria de mim, assim como todos — Choramingou entre soluços, sentindo algo molhando sua camiseta. Imaginou que o Jeon chorava também.

— Te garanto que vou continuar te abraçando assim e minha necessidade de te ter vai ser a mesma. Nada vai mudar a visão que eu tenho de você... Só por favor, Jimin... Não se mate. 

O mais velho não respondeu, trincou os dentes e fechou os olhos, respirando fundo para tentar se acalmar. Jungkook estava mexendo com algo dentro de si, fazia uma bagunça enorme em seus pensamentos. 

Quando o mais novo pedia assim, Jimin tinha uma vontade descomunal de deixar tudo para trás e somente seguí-lo para aonde quer que fosse. Não é como se todos os problemas desaparecessem com Jungkook, porém a sua presença já ajudava muito. 

Ter alguém que lhe fazia se sentir confiante, especial... Era impossível antes de conhecer aquele garoto com um sorriso de coelho. Era impressionante o efeito que Jungkook tinha sob si. Ele conseguiu derrubar todas as suas barreiras com um abraço e algumas palavras, conseguiu tocar Jimin de uma forma mais profunda que do somente um toque de peles. 

— Você tem que acordar...— Jimin secou as lágrimas com a manga da blusa folgada, tentando mudar de assunto. — Eu vou ficar aqui por mais um tempo...

— Já disse que só saio daqui com você.

— Kookie, não precisa...

Jungkook foi o soltando devagar, como se estivesse com medo de Jimin fazer alguma besteira. O rosado não admitiria, mas sentiu falta do abraço do Jeon quando o aperto afrouxou completamente.  

O Park esperava que o moreno fosse embora, já que ele era sempre o primeiro a acordar. Mas pelo contrário do que imaginou, Jungkook se sentou na beirada do precipício com os pés balançando suavemente no ar. Fez um sinal para que o mais velho se sentasse ao seu lado, e assim o fez.

— Eu sei como é se sentir deslocado. Sei como é ser humilhado e entendo como o que as pessoas falam te afeta, mas você não é um monstro. — Jungkook quase se esqueceu o que ia dizer quando encarou o Park. 

Seus olhos estavam inchados e arregalados, as mãozinhas inquietas, o rosto corado. Se assemelhava á uma criança curiosa, que acabou de descobrir um fato muito importante sobre o mundo. 

— Às vezes, eu não te entendo, Jungkook. — Jimin olhava para as estrelas no céu para não ter que ver o mais novo. 

— Por que não? — Arqueou a sobrancelha, confuso. 

— Em um mundo onde ninguém entende, é bom encontrar alguém que finalmente sabe como é. Você não me julga, não me despreza... Isso é novo pra mim — Coçou a nuca e agradeceu por estar escuro, pois assim o Jeon não veria suas bochechas queimando. 

Mal sabia ele que Jungkook estava na mesma situação.

A sensação era estranhamente boa e familiar, tudo que não deveria ser. Era nostálgico, o moreno pensava que talvez já tinha passado pela situação antes.

— Você também sente isso? — Jimin perguntou baixinho. — Essa vontade de... — Parou na metade da frase porque o Jeon o desconcentrou. Não exatamente o moreno em si, mas seus lábios. Maldita boca. Por algum motivo, Jungkook resolveu que morder os lábios seria uma boa idéia, e isso simplesmente tirou o chão de Jimin.

— Vontade de quê? — O mais novo questionou, rindo com a face vermelha do mais velho. 

Sequer Jimin entendia de onde veio aquele impulso, mas queria beijar Jungkook. Tê-lo assim era como um convite mudo para que suas bocas se encontrassem.

— E-Eu... Deixa pra lá — O rosado virou o rosto para o lugar oposto, ouvindo uma risada baixa do mais alto. — Você vai ficar aqui até quando?

— Você está me expulsando do meu próprio sonho? — Jungkook choramingou, colocando uma mão no peito de uma forma desnecessariamente dramática. 

— Esse sonho também é meu! — Jimin deu um soco no seu ombro. — E não, é porque a gente não sabe como isso funciona, então não sei quanto tempo podemos ficar aqui.

— Provavelmente a noite toda. É um sonho, então pode durar o quanto quisermos — O moreno sorriu. 

— O que vamos fazer a noite toda? — Jimin proferiu, notando um sorriso malicioso do mais novo. 

— Temos muitas opções... Tipo eu e você, uma cama e...

— Nem pense em terminar essa frase, Jeon Jungkook!

— Mas, hyung... Você ficaria tão bonito na minha cama...— Brincou, mas lambeu os lábios ao imaginar o rosado daquela maneira. Foco, Jungkook. 

— Aish, você não tem piedade mesmo — Cruzou os braços, fazendo bico. — Eu quero acordar agora.

— Já? — O Jeon riu da expressão envergonhada do outro. 

— Quero te encontrar na vida real, esse lugar não é bom pra mim — Jimin olhou ao redor. Aquele mar lhe dava calafrios, trazia memórias ruins. 

— Aonde vamos nos encontrar? Está de noite lá fora também — Indagou. 

— Eu vou para a sua casa. Peço o endereço para o Hoseok, ele provavelmente tem — Jungkook não se perguntou o porquê do Park ter o número de Hoseok, já que raramente via os dois se falando, mas ignorou a sensação ardente no peito e deu de ombros. 

— Até daqui a pouco.

                      [ . . . ]

— O lugar varia por causa do medo e das memórias — Jimin passou pela porta de seu quarto como uma furacão. — O chão-mar é o meu ponto, porque tenho fobia de água. Não sei o que as estrelas são ainda, mas tenho certeza que o mar representa o medo. 

— E qual é o meu? — Jungkook se sentou nos lençóis. Eles tinham três cenários no total até agora: o mar, o campo e a casa. 

— Quando fomos para o campo, como você se sentia? — Jimin imitou o ato do Jeon e também se sentou. 

O mais novo pensou. Na época, estava curioso para entender quem era o menino suicida e ficou feliz por ajudá-lo. Lembrou-se que acordou chorando de alívio também. 

— Eu estava confuso, mas feliz porque te ajudei — Esboçou um sorriso pequeno que acelerou o coração fraco de Jimin. 

— Acho que os cenários mudam por causa das nossas emoções. Quem “controla” o sonho é quem tem a emoção mais forte no momento. Por exemplo, hoje quando chegamos, o mar estava agitado porque eu também estava — Adicionou. 

— Mas por que nós dois? A gente sequer se conhecia quando começamos a sonhar...

— Eu não sei...

Jimin bufou, jogando o corpo para trás em resposta. Olhou para o teto branco do quarto, logo em seguida fechando os olhos. Sentiu uma movimentação ao seu lado e uma sombra tapar a luz. Quando as pálpebras abriram-se, viu Jungkook o encarar com um ar de curiosidade e um sorriso enigmático nos lábios, que Jimin não conseguiu desvendar as intenções reais.

— Jungkook...? Por que está rindo?

— Eu sabia que você acabaria na minha cama!

— Cale a boca, seu idiota.

Era só um sorriso, mas foi o suficiente para desestabilizar o Park por inteiro.



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