História Serendipity - Capítulo 10


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Palavras 2.452
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Esporte, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem!

♥️

Capítulo 10 - .diez


Fanfic / Fanfiction Serendipity - Capítulo 10 - .diez

 


Um mês mais tarde.

Observo o amontoado de caixas na sala do meu novo apartamento e a preguiça de arrumar cada coisa em seu devido lugar me domina. Caminho até o sofá e pego meu celular, constatando que eu cheguei do trabalho mais cedo que o habitual. Pego meus fones de ouvido e entrando em um aplicativo de músicas, coloco uma playlist aleatória para tocar e logo começo a arrumação da casa. 

Eu não faço ideia de quanto tempo se passou, mas foi o suficiente para tocar todo o novo CD do Drake e mais algumas músicas. Dou uma última conferida para ver se tudo está no seu devido lugar e quando vejo que sim, caminho até meu — novo —  quarto, onde mais caixas me esperam, dessa vez, com roupas. 

A noite já é notada através da enorme janela do meu quarto. As luzes me encantam e eu sinto como se pudesse permanecer aqui por horas e horas. A voz da Beyoncé é interrompida pelo toque padrão do meu celular, e eu atendo o aparelho. 

- Estou ouvindo. 

- O que você está fazendo? – Isco pergunta e sem dar chances d’eu responder, continua: – estou aqui tocando a campainha faz uns uns cinco minutos. 

- Estou indo abrir a porta para você. – respondo desligando o celular e corro até a sala, abrindo a porta. 

- Quando você me chamou para vir aqui, deveria ter deixado claro que eu ficaria plantado lá fora. – Isco diz entrando. – eu teria trago um banquinho.  

- Não seja tão dramático, eu estava ouvindo música enquanto arrumava minhas roupas no lugar, não ouvi a campainha. 

- Eu ainda não acredito que você se mudou. – ele responde se jogando no sofá. – mas é um apartamento legal. 

- E é mais perto do trabalho. 

- Diana, ninguém aqui está falando se trabalho. – ele diz e eu rolo os olhos. – já prevejo você montando sua casa dentro da sua sala, pra ficar ainda mais perto do trabalho. 

- Não seria uma má ideia. – falo e ligo a TV. – ai eu não teria que aturar você. 

- Isso é tpm Diana? – pergunta. – ou esse mal humor tem relação com o dia que passou com Marco? 

- Nem me lembre disso. – falo me sentando. – foi horrível, Isco. Eu quase me joguei pela janela da minha sala. 

- Achei que vocês fossem amigos agora. 

- Não mesmo! Não dá pra ser amiga dele. – Isco arqueia uma sobrancelha com um ar de riso. – estou falando sério. Eu por um segundo achei que fôssemos pelo menos nos aturar, principalmente depois dele ter me consolado quando meu cachorro morreu...

- Mas... – Isco me incentiva a falar. 

- Mas ele é um ser desprezível e que infelizmente eu tenho que aturar. – escondo meu rosto em minhas mãos. – eu deveria ter aceitado a proposta de uma empresa para trabalhar na assessoria deles. Iria me livrar do Marco. 

- Você está fazendo drama, Diana. 

- Drama? – pergunto e forço uma risada. – ele simplesmente me fez ficar o dia todo limpando a barra dele. De novo. Porque ele pelo jeito, não sabe que bebida e direção não combinam. 

- Você sempre fez isso. 

- Sim, isso é verdade. – respondo. – mas ele xingou os paparazzis e as pessoas que queriam ajudá-lo. 

- Ok. Mas isso não é tão grave. – rolo os olhos com a frase de Isco. 

- Todos vocês sabem como ficam as mídias sociais em finais de temporada, já conversamos sobre se manterem na linha. E o que Asensio faz? Merda, como sempre. 

- Ele não teve culpa. – Isco diz e eu rolo os olhos. – você está mais afetada com essa situação do que ficaria nas outras vezes. 

- E dai? – pergunto. – além de ter que acalmar a mídia por conta das especulações de quem entra e quem sai do clube; preparar notas para a imprensa negando a maioria das especulações, tenho que aturar Marco Asensio fazendo merda. 

- Quanto mais você vai reclamar? 

- Não sei. – sou sincera. – estou cheia de Marco Asensio e daquele sorriso irônico dele. 

- E o que mais? 

- Eu não aguento mais ter que sempre repetir os mesmos sermões. .

- Tem mais uma coisa. – ele diz. – fala. 

- Eu não aguento ficar um segundo perto dele sem querer beijá-lo. 

- Eu esperei muito tempo para ouvir essa frase. – Francisco fala com um ar de riso. 

- Cala a boca! 

- É sério. – ele diz e dessa vez ri. – desde que vocês tiveram a primeira discussão eu espero por isso. 

- Cala a boca, eu estou de tpm, ou seja, estou louca! 

- Estou achando que você está bem sã. 

- Se eu estivesse em plena sanidade, não teria dito aquilo em voz alta. – falo e cubro meu rosto com a almofada do sofá. 

- Não seja dramática. 

- Eu odeio tanto o Marco Asensio, puta que pariu. – falo e ouço a risada de Isco. – para de rir. 

- Eu ainda estou desacreditado porque você admitiu a vontade de beijar o Marco. 

- Você sabia que na semana que antecede a menstruação a mulher costuma não ficar com sua sanidade mental normal? – pergunto e Isco ri. 

- Eu não sei porque está falando na terceira pessoa. – fala. – Diana, relaxa. É normal você sentir vontade de beijar sua paixão platônica. 

- Cala a boca. 

- Quantas vezes você já me mandou calar a boca hoje? – pergunta e eu dou de ombros. 

- Desculpa, Francisco. – respondo e me levanto indo abraçá-lo. – você sabe... 

- Estou de tpm. – ele deixa a voz mais aguda para fazer uma falha imitação da minha. – quer fazer alguma coisa? 

- Quero comer um hambúrguer enorme. – Isco ri. – e beijar o Marco. 

- Eu não vou me acostumar com isso.

- Nem eu. – deito minha cabeça em seu colo. – se eu beijá-lo, essa vontade passa? 

- Eu não acredito que estou ouvindo isso! – Francisco exclama rindo. – mas você pode fazer o teste. 

- Eu não vou pedir pra beijar o Marco. 

- Óbvio que não vai. – ri. – você já não tem mais doze anos pra chegar e falar: “oi quer ficar comigo?”.

- E se eu mandar uma mensagem? 

- Você bebeu hoje? – pergunta e ri. – podemos falar sério agora? 

- Estou fugindo de assuntos sérios. – respondo me sentando. – mas eu sei que vai insistir nisso. 

- Você tinha uma paixão platônica pelo Marco quando o conheceu, lembra? – assinto. – quais são as chances disso ter voltado? 

- Nenhuma. – respondo recordando-me do quão caidinha eu era por Marco. – aquele encanto passou há muito tempo. 

- Certo. – ele fala e ri. – eu to com fome. O que tem para comer? 

- Eu ainda não fiz compras. E eu não irei pedir pizza. 

- Por que não? 

- Por que você engordou. – cutuco sua barriga rindo e ele ri também. – é serio, Isco. Você ‘ bem gordinho.

- Cala a boca, Diana. – responde. – eu sou o jogador mais gostoso do Real Madrid. 

- Quando está com barba, é sim. 

- Você me ofendeu, sabia? – pergunta rindo. – eu estou com fome mesmo, Di. O que iremos comer? 

- Não sei. – respondo e Isco rola os olhos. – você ‘tá na minha casa e ainda exige comida? 

- Sim. Até porque, eu irei dormir aqui, minha linda. 

- Eu não te convidei para dormir aqui, Francisco. 

- E desde quando eu preciso de convite? – pregunta e rola os olhos novamente. – pede alguma comida ai, por favor. Anda logo! 

- Eu só vou pedir porque também estou com fome. – caminhando até a cozinha, onde há vários encartes de restaurantes, eu pego o que mais me agrada e que também agrade ao meu melhor amigo. Discando o número do restaurante, consigo ouvir Isco falar o nome de Asensio na sala e ignoro a vontade de prestar atenção e me concentro em fazer o pedido. 

Quando volto a sala, Francisco está deitado no sofá e ainda fala ao celular, focalizo minha atenção na televisão até ver que meu amigo encerra a chamada. Resolvo não falar nada e continuo prestando atenção no filme que passa na TV até sentir uma almofada vir no meu rosto. 

- O que foi, Francisco?

- Custa me dar atenção? – ele pergunta e eu rio. 

- Eu quero muito terminar de assistir esse filme. – respondo e jogo a almofada de volta para ele. – o pedido de comida daqui a pouco chega e quem vai pagar vai ser você. 

- Por que eu?  

- Porque eu já pedi, Francisco. – falo e pego meu notebook que está na mesa de centro. 

- Vai trabalhar agora? – assinto. – poxa, Diana! Você nem está em seu turno de trabalho. 

- Eu só preciso ver se eu recebi um e-mail e desligo o computador. 

- Qualquer outra pessoa pode checar o e-mail. 

- É um e-mail que interessa apenas a mim. – respondo e vejo a curiosidade crescer nos olhos de meu amigo. 

Agradeço a Deus quando o interfone toca e ele é impedido de perguntar alguma coisa. Aproveito o tempo dele ir até o térreo buscar nossa comida para checar minha caixa de entrada. O tão aguardado e-mail, que estou esperando há horas chegou e eu me vejo nervosa se abro agora ou não. Começo a ler o e-mail parando apenas quando minha atenção se vira para a porta que se bate, Isco arqueia a sobrancelha enquanto caminha até o sofá com as sacolas de comida. 

- Que merda de e-mail é esse Diana? – pregunta enquanto se senta. 

- É sobre uma proposta de emprego que me fizeram hoje mais cedo. – a feição do meu melhor amigo se fecha. – disseram que me mandariam o e-mail na parte da noite e bem, está aqui. 

- Proposta de emprego? – pregunta e eu assinto. – não está satisfeita no Real Madrid? 

- Claro que estou! Eu só quis saber mais da oferta. – respondo enquanto deleto a mensagem. – você não vai se livrar de mim tão cedo. Agora, vamos comer. 

A refeição é acompanhada de nossas brincadeiras e da insistência de Isco para saber o emissor do e-mail que recebi. Depois de explicar que foi um time da Inglaterra que queria me contratar, Isco me fez assegurar inúmeras vezes que eu não sairia da assessoria do Real, o que me fez achar graça do quão infantil Isco é em alguns momentos. 

A noite termina comigo e meu melhor amigo, assistindo alguma série de ação, que marcamos de terminar de assistir no dia seguinte, já que estava tarde e precisamos dormir, pois tínhamos compromissos logo cedo. 

Quando entro no meu quarto, pego meu celular e mando uma mensagem para Clarice com meu novo endereço e a convidando para vir aqui no dia seguinte, depois de obter sua confirmação, ela me enche de prints dos stories de Marco. Eu rio com a descrição que ela adicionou na última foto. “Seus sermões valeram a pena, o menino está em casa.” Respondo dizendo que ela está equivocada e que Marco Asensio está apenas sem companhia. Depois de mais algumas mensagens trocadas, eu me despeço falando que irei dormir. 

Quando fecho meus olhos, a imagem de Marco Asensio mais cedo, na minha sala, quando Florentino o obrigou novamente a conversar comigo sobre sua imagem. Todas as provocações que ele fez, me fez querer pedir demissão ali, porém apenas as ignorei, deixando-o frustrado por isso. 

Eu não lembro com exatidão o momento que adormeci, mas eu sei exatamente o horário que meu celular desperta. Seis e meia da manhã. Me levanto da cama e começo a fazer minhas coisas. Saio de casa antes de Isco, mas deixo uma mensagem em sei celular avisando que tem café para ele na cozinha. 

O dia é movimentado, já que os filhos e esposas do jogadores estão presentes. Clarice me fez companhia por um tempo e disse que me encontraria na hora de ir embora. A segunda visita à minha sala é feita quase no final do meu espediente. Isco, acompanhado de Junior, entra na minha sala e diz que o filho estava com saudades. Abraço a criança e a convido para ficar ali comigo. Isco depois de me fazer todas as recomendações necessárias — e as nem tão necessárias assim — sai da sala, avisando que buscaria o filho dali algum tempo, pois a mãe da criança também teria um compromisso com o filho no dia de hoje. 

 

- Hm. Vamos procurar seu pai? – pergunto para a criança que termina de colorir um desenho no outro lado da minha mesa. Junior, — usando um uniforme idêntico ao de seu pai — ergue seu olhar para mim e balança a cabeça em concordância a minha pergunta. Eu me levanto e recolho suas coisas juntamente com as minhas. – vamos, meu amor? 
 
- Sim! – ele pula da cadeira vindo ao meu encontro. Seguro sua pequena mão enquanto caminho em direção ao campo de treinamento. Não há nenhuma alma viva e eu acho isso muito estranho. 

O mesmo acontece com a área de fisioterapia; refeição, me restando apenas o vestiário. 

- Francisco? – grito quando chego na porta, não obtendo resposta. Apenas o barulho da água do chuveiro caindo. Junior se solta da minha mão entrando no vestiário me obrigando a correr atrás dele. 

Enquanto procuro pelo filho do meu melhor amigo, meu corpo quase vai ao chão, sendo impedido por uma mão que segura minha cintura. 

- Se quer me ver nu, é só falar, cariño. – Asensio fala e eu tiro sua mão de mim. Ele usa uma calça e sua camisa está jogada em seu ombro. Seu cabelo molhado e livre do habitual topete. Gostoso. É isso que ele está. – o gato comeu sua língua? 

- Aonde está o Isco? – pergunto caminhando até Junior que corre rindo quando vou ao seu encontro. 

- Ele teve que resolver uma coisa com Florentino. – Asensio me olha e eu sinto como se seu olhar queimasse no meu. – está com problemas? Eu posso cuidar do Junior se quiser ir embora. 

- Está tudo bem, eu posso fazer isso. – respondo e fecho meus olhos respirando fundo, controlando minha respiração que estava mais acelerada que o normal. 

- Isso tudo é para não me olhar? – abro meus olhos e observo Marco caminhar até mim. – você está se complicando, cariño

- E você deveria se manter afastado. – digo e começo a procurar com o olhar a criança que já estava tempo demais escondida. 

- E você realmente quer isso? – eu quero responder, mas as palavras somem quando sua mão encosta na minha cintura. Ele posiciona a outra mão na minha nuca e olha dentro dos meus olhos. – responde, cariño. Quer que eu me afaste?

- Eu… – toda a sanidade foge de minha mente quando Marco me puxa para ainda mais perto dele. Coloco minhas mãos em seus ombros e ignorando meu subconsciente que grita para eu não fazer isso, eu o beijo. 


Notas Finais


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