História Serendipity - Capítulo 11


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Palavras 2.352
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Esporte, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem!

♥️

Capítulo 11 - .once


Fanfic / Fanfiction Serendipity - Capítulo 11 - .once

Quando Diana sai apressada, não se importando em esbarrar em Isco, o mesmo me olha sem entender e alguns segundos depois, sua feição muda. Ele me olha como se tivesse decorado todas as leia da física. 

- Eles se beijaram, não foi? – pergunta enquanto pega o filho no colo. 

- Sim, papá. – a criança responde e eu quero fugir daqui antes que Francisco comece com as piadas. 

- Eu realmente queria ter visto o momento em que você beijou a Diana. 

- Ela quem me beijou. 

- Isso está melhor do que imaginei que seria. – ele comenta enquanto me acompanha, saindo do vestiário. Eu levo meu pensamento para minutos atrás e penso no quão louca foi a atitude de beijar Espinosa. E penso que talvez não seja tão errado socar Isco, ao ouvir sua risada. – você não foi homem suficiente para beijar Diana? 

- Diana é louca! – exclamo e olho rapidamente para meu melhor amigo. – se eu tivesse a beijado, seria capaz de ser xingado. 

- Não é para tanto. 

- Não? – pergunto e rio. – ela seria capaz de ameaçar me processar por conta de um beijo em que a iniciativa partisse de mim. 

- Eu volto a repetir: não é para tanto. Você tem uma imagem tão errada da Diana. – me controlo para não rir de Isco. – eu vou querer assistir de camarote o momento em que você vai admitir estar afim dela. 

- Pela enésima vez: ela não faz o meu tipo. – respondo enquanto abro a porta do meu carro. – vai lá em casa depois, certo? 

- Vou. – ele responde e olha para seu filho. – se despeça do tio Marco, filho. 

- Tchau, campeão! – falo enquanto encosto minha mão na de Junior, fazendo assim, um toque desengonçado. O mesmo sorri para mim, equanto diz um “tchau”. 


            Quando dou a partida no meu carro, posso — finalmente pensar — no beijo com Diana. O misto de sensações que senti naquele momento me parecem idiota agora. Talvez eu — assim como Diana — tenha me deixado levar pelo momento. 

Depois de receber uma mensagem de Isco, avisando que ele estava chegando, recebi uma outra, de Marcelo com o mesmo conteúdo e eu me arrependo de ter visualizado, pois já não posso mais usar a desculpa de estar dormindo para não recebê-los. Não que eu não queira, mas eu sei que a essa altura Marcelo já sabe do beijo e eu sei também que ele com certeza, vai querer me zoar em todos os momentos possíveis. 

Quando a campainha toca, eu penso se devo ou não receber meus amigos e caminhando lentamente, eu caminho em direção a enorme porta e a abro, vendo Isco e Marcelo ali. Eu posso apostar que logo chegariam os outros jogadores, porque é sempre isso que acontece. 

A feição de Marcelo e engraçada e eu percebo que logo ele falará algo, e eu sei disso porque Isco tem a feição de uma criança que acabou de aprontar. Marcelo bate em meu ombro e solta uma risada entrando na minha casa. Fecho a porta e caminho até a sala, acompanhando meus amigos. 

- Temos alguns minutos antes dos outros chegarem. – Marcelo fala e me olha. – beijou a Diana, huh? Eu estou levemente surpreso com isso. 

- Cala a boca, Marcelo. – respondo e olho para Isco. – você não podia ter ficado quieto?

- Em algum momento ele iria saber, idiota. Clarice ‘tá na casa de Diana, acha mesmo que elas não vão conversar sobre isso? 

- E você acha mesmo que minha esposa esconderia isso de mim? – Marcelo olha pra cima por alguns segundos. – e você acha mesmo que em algum momento Diana não contaria isso para mim? Somos amigos há muito tempo, eu iria saber de todo jeito. 

- Eu odeio tanto vocês. – rio. – estão parecendo adolescentes. 

- Quem beijou a paixão platônica foi você, Marco. – Marcelo diz e eu arqueio a sobrancelha esquerda para ele. – vai mentir logo para nós dois? 

- Eu não estou mentindo. 

- E a gente vai fingir que acredita em você. – Isco diz e se levanta. – estou com fome, o que tem para comer?

- Sei lá, vê na cozinha e traz algo para mim também. – respondo e meu melhor amigo caminha até a cozinha, deixando-me sozinho com Marcelo. 

- Qual é o problema de admitir que sente algo pela Diana? 

- Nenhum, Marcelo. Mas eu não sinto nada por ela. – admito. – ela é linda, mas é só isso. 

- Isso tudo é por conta da sua ex? – Isco, que voltou com um pacote de salgadinhos na mão, pergunta. Eu e Marcelo olhamos o pacote e para ele, e o mesmo balança os ombros. – alguém vai ter que comer isso. Não vou deixar esses salgadinhos estragarem no seu armário, Marco. 

- Certo, certo. – Marcelo diz e me olha. – o que sua ex fez de tão grave assim, Asensio? 

- Estávamos juntos há muito tempo. E eu sonhava em me casar com a filha da puta. – pego um pouco do salgadinho de Isco. – mas em um belo dia, a peguei transando com um amigo meu. 

- Uau. – Marcelo diz e eu rio. 

- História superada. – respondo ainda rindo. – não é como se eu fosse outra pessoa depois disso. 

- É exatamente isso o que você é, Marco. – Isco diz e eu rolo os olhos. – eu não estou mentindo e você sabe disso. 

- Ok, mas isso não tem nenhuma relação com Diana. – respondo e olho de Marcelo até Isco. – para encerrar o assunto: Diana não me atrai. Ela é gostosa pra caralho, mas apenas isso. 

- Não fale mais assim da Diana, eu não vou pensar duas vezes antes de socar sua cara. – Marcelo diz. 

- Então, parem de tentar achar motivos para falar que eu estou afim de Diana. Estou saturado disso. – falo e a campainha toca, fazendo-nos encerrar o assunto. Felizmente. 

Eu agradeço a Deus, quando eu noto que Marcelo e Isco não abriram a boca para falar de Diana. Porque eu definitivamente já estou cheio desse assunto e de todos os outros que envolvam o nome dela. 

Quando meus amigos vão embora, eu finalmente pego meu celular que havia tocado alguns minutos atrás. O nome que está no emissor é o de uma velha conhecida minha, ela me chama para encontrá-la em sua casa. E sem pensar muito, vou em seu encontro. 


       - Você não pode ficar um pouco mais? – a ruiva pergunta abraçando minhas costas. Lentamente tira suas mãos de mim e a olho. 

- Sabe que eu não posso. – respondo e observo seu corpo coberto apenas pro um lençol. – tenho treino amanhã. 

- Isso nunca te impediu de nada. – ela tem o tom de voz manhoso. Observo o lençol deslizar lentamente pelo seu corpo. Puta que pariu! – você pode ir embora amanhã cedo, depois do café. 

- Eu tenho que ir. – me viro e saio daquele quarto enquanto visto minha blusa. Quando entro em meu carro, pego meu celular e vejo que são quase uma da manhã. Xingando-me mentalmente, acelero o carro e vou até minha casa. Tento me livrar do pensamento que Zidane iria falar um monte na minha cabeça se eu chegasse um minuto atrasado e após tomar um banho rápido, me deito na cama, esperando até o sono finalmente chegar. 

 

A manhã de treino se passa rápido e antes que eu pudesse contar o tempo até o almoço, eu já estava dividindo a mesa com meus amigos. Observo a enorme movimentação quando Diana chega e eu estranho isso. 

A mulher caminha até Marcelo e fala algo que nem eu, ou qualquer outra pessoa além do mesmo, consegue escutar. Quando ele ri e se levanta indo na direção à saída, Diana se senta ao lado de Isco e deposita um beijo em seu rosto. 

- Resolveu sair da toca, Diana? – Casemiro pergunta enquanto faz um toque com a assessora. 

- Muito trabalho para pouca Diana. – ela responde e ri. – mas e como vocês estão? 

- Não tão bem como nossa assessora que acabou de se mudar. – é Bale quem diz e eu disfarçadamente olho para Diana, que também me olha. 

- Gente, a Diana só se mudou para ficar perto do trabalho. – Isco diz e arranca risadas de todos ali. Inclusive a minha. – eu já disse para ela, que daqui a pouco ela constrói a casa dela aqui. 

- Eu imagino a Diana morando aqui. – Cristiano diz e ri. – acho que ela passa mais tempo aqui do que o próprio Florentino. 

- Eu apenas gosto do meu trabalho. – ela responde e observa que Marcelo se aproxima da mesa. – bom, estou indo. Tchau para vocês. 

Enquanto ela caminha, é inevitável não reparar no quão apertada é a sua calça. E eu me praguejo por me imaginar tirando aquela peça. Recebo uma cutucada na costela e eu olho para Sergio com as sobrancelhas juntas. 

- Limpa a baba, porra! – meu capitão diz, atraindo olhares demais para nós dois. 

- Tudo certo por aí? – Marcelo pregunta com um ar cômico. – estamos perdendo algo? 

- Estão sim. A hora de voltar para o treino. – Zidane chega atraindo nossas atenções. – temos muito trabalho a fazer. Vamos! 

Enquanto caminhamos em direção ao campo de treinamento, sinto Zidane bater levemente em meu ombro e eu sei que esse é um sinal claro que ele quer falar comigo. 

- Dois meses sem se meter em grandes encrencas. – ele começa e eu rio. – estou orgulhoso, Marco. 

- Acredite, eu estou surpreso com isso. – é a sua vez de rir. – nunca fiquei tanto tempo assim sem receber um puxão de orelha de Diana. 

- Espero que continue assim, garoto. – diz e eu assinto sorrindo. – você é um ótimo jogador, não deve ser cortado dos jogos.

- Não haverá necessidade de me cortar mais, Zizou. Eu realmente mudei. 

- Isso aí, garoto! – Zizou exclama e eu consigo ver Diana passar de forma apressada de um corredor para o outro. – agora vamos, porque já atrasamos demais o treino. 

- Eu posso chegar lá daqui à cinco minutos? – pergunto e Zidane arqueia a sobrancelha. – eu preciso resolver uma coisa. Juro que é rápido. 

- Não abusa, Marco Asensio. 

- Não irei. – respondo antes de seguir o caminho que Diana fez alguns segundos atrás. 

A encontro conversando com um funcionário e quando ela se vira, me olha com sua feição de sempre. 

- O que você quer, Marco? – olha seu relógio de pulso. – não deveria estar no treino. 

- A gente precisa conversar. 

- Eu não faço ideia de onde você tirou essa ideia. – começa a caminhar na minha frente. – mas a gente não precisa conversar. 

- Diana… - seguro sua mão levemente. – …você sabe que precisamos esclarecer as coisas. 

- Está falando do beijo? – pergunta e eu assinto. – esquece isso. Eu já esqueci. 

- Diana…

- Marco, você está perdendo seu tempo e o  treino. – diz e respira fundo. – eu continuo te odiando. Um beijo não vai mudar nada. 

Volto para o treino e faço um sinal para Zidane, avisando que demorei menos tempo que o esperado e ele faz um ‘jóia’ enquanto ri. Caminho até Isco que me olha com a sobrancelha arqueada. 

- Devo estranhar sua demora para retornar ao treino, mesmo que tenhamos vindo do mesmo lugar? – pergunta e eu balanço a cabeça em negação. – por que eu não acredito?

- Porque você gosta de me irritar. – respondo começando a sequência de exercícios que nos foi passada. 

- Custa falar aonde estava? 

- Fui resolver uma coisa com a Espinosa. – falo e Francisco engasga. – o que foi, porra? 

- Apenas me surpreendi com isso. Mas, o que você queria com a Diana?

- Ciúmes, Isco? 

- Creio que eu não perco o posto de melhor amigo de Diana. – se senta antes de mudar o exercício. – e se eu fosse perder, aposto que não seria alguém que mais parece uma cenoura no verão. 

Forço uma risada irônica e o olho.: - você realmente achou que fosse me ofender com isso? 

- Não. Mas é um bom apelido, não é? – pregunta ainda rindo. – talvez eu modifique o nome do seu contato. 

- Porra, Isco. Você ‘tá um saco hoje, sabia? – pergunto antes de me levantar. – agora, é melhor treinarmos em silêncio. Zidane está nos olhando com a cara fechada. 

- Quer agradar mesmo o Zizou, né? – ele ri e eu o acompanho. – parou até de fazer merda.  

- Não quero foder minha carreira, meu caro amigo! – e quero me livrar dos sermões de Diana. Concluo em pensamento. – eu sou um gato mas não sei se sirvo para ser modelo. 

- Cala a boca e treina, Marco Asensio. 


        Quando novamente sou o único a sair do vestiário e aparentemente o último a ter um carro no estacionamento, penso que talvez eu deva ganhar um prêmio por não estar tão ágil quanto costumo ser.  Uma voz feminina me deixa em dúvida se mais alguém está presente ou se estou em um cenário de filme de terror. 

- Droga, por que você tinha que acabar a gasolina logo agora?  - a voz de Diana é cem por cento reconhecida por mim agora. E eu penso durante algum tempo se devo ou não, ir até ela. 

- Quer ajuda, Espinosa? 

- Vai fazer um posto de gasolina aparecer aqui nesse exato momento? – pregunta e eu rolo os olhos. – aposto que não. 

- Eu posso te dar uma carona até sua casa. – falo e me assusto com a frase que saiu da minha boca antes mesmo que eu pudesse pensar em uma outra. 

- Prefiro chamar um táxi. – ela pega o celular e eu rolo os olhos de novo. 

- Certo, é você quem sabe. – respondo e antes que eu pudesse voltar para meu carro, sua mão segura a minha. 

- Me empresta seu celular? O meu descarregou. 

- Eu te levo embora, Diana. – falo e forço meus olhos a encararem os seus. – eu não mordo. Na verdade, se você pedir, eu mordo. 

- Vamos. – ela diz e começa a caminhar na minha frente. – eu só estou aceitando porque eu tenho um compromisso mais tarde e não posso me atrasar. 

Fazendo uma nota mental para não ficar embriagado com seu cheiro de maracujá, eu entro no meu carro.


Notas Finais


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