História Serendipity - Capítulo 1


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Categorias New Hope Club
Personagens Blake Richardson, Personagens Originais
Tags Blake Richardson, Drama, Magia, New Hope Club, Romance
Visualizações 23
Palavras 1.997
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Primeiramente, essa é minha primeira fic verdadeiramente válida e eu tô muito nervosa postando ela!
A fic é com o Blake do New Hope Club obviamente como podem ver.
Kelsey é representada pela Sigrid.
Na história Blake tem 16/17 anos, porém imaginem ele com a aparência de agora.
Eu nem sei mais o que falar, eu realmente estou nervosa, enfim... Espero que gostem!

Capítulo 1 - Welcome to Aldannia


Fanfic / Fanfiction Serendipity - Capítulo 1 - Welcome to Aldannia

Meu primeiro pensamento ao me acomodar na poltrona é de que eu deveria ter pego o assento com vista para a janela, porém o pensamento muda assim que me lembro do que aconteceu na primeira vez que estive em um avião.

Eu tinha 14 anos e meus pais resolveram que seria maravilhoso passar duas semanas de férias na França. Era um voo curto, mas eu nunca havia viajado em um avião antes e fiquei toda animada ao ver que meu assento seria o da janela, tudo parecia perfeito, até que o avião decolou. Ficar olhando a janela enquanto o avião levantava voo não havia sido a coisa mais inteligente a se fazer, pelo menos não para mim, foram poucos minutos até que eu ficasse totalmente tonta e acabasse vomitando.

Coloco o cinto de segurança e só então direciono minha atenção para o garoto que ocupa a poltrona ao meu lado, ele usa fones de ouvido e mantém o rosto virado encarando a janela. Me pergunto se deveria avisá-lo que encarar a janela do avião não é uma boa ideia, mas para isso precisaria contar a forma humilhante que descobri isso, melhor não, apenas espero que ele não venha a vomitar em cima de mim.

Ajeito as costas na poltrona fechando os olhos por alguns segundos esperando até que o avião decole. Logo eu estarei em Aldannia, ao mesmo tempo que o ânimo parece borbulhar em meu estomago, sinto o nervosismo lutando contra a animação.

Desde pequena sempre ouvi histórias sobre Aldannia, histórias da infância de meus pais, de como era um lugar especial e acima de tudo, como haviam se apaixonado no último ano do ensino médio. Talvez fosse o jeito que eles falavam com tanto fascínio sobre a pequena cidade irlandesa, mas com o tempo eu acabei adquirindo um pouco de tal admiração, então, quando meus pais sugeriram que eu estudasse o último ano do ensino médio em Aldannia, acabei aceitando sem pensar duas vezes.

Seria uma grande mudança porém, Londres era grande e movimentada, cheia de pessoas que eu já conhecia. Aldannia por outro lado era apenas uma pequena cidade em outro país, onde eu basicamente não conhecia ninguém e teria que me adaptar.

Antes que começasse a pensar em tudo que poderia ou não acontecer em Aldannia, o avião começa a decolar, não sei se é melhor fechar os olhos ou manter eles abertos. Minhas mãos começam a suar e arrisco uma olhada para o garoto, ele permanece observando a janela despreocupadamente e me pergunto como ele consegue se manter tão calmo.

Estou tremendo!

Por incrível que pareça o outro assento ao meu lado estava vago, respiro fundo ainda observando o garoto, será que se eu o encarar até que o avião termine de decolar também ficarei calma?

Que pensamento mais idiota, Kelsey! Será que a altitude está mexendo com o seu cérebro também?

Continuo com os olhos fixos no garoto e até que subitamente ele se vira para mim, ótimo, pega no flagra. Os olhos castanhos me encaram, a testa levemente franzida demonstrando certa confusão, uma pequena mecha de cabelos escuros lhe cai sobre a testa e as sardas no nariz lhe dão um ar um tanto quanto adorável. Okay, talvez eu devesse parar de encarar? Ou talvez devesse dizer algo para tentar deixar a situação menos estranha?

Abro a boca para tentar dizer algo, porém nada me vem à mente, o garoto continua me encarando e diante de todo o nervosismo digo algo que me faz me arrepender no mesmo instante.

– Você tem certeza que é seguro olhar para a janela? Há um grande risco de que você acabe vomitando!

O garoto me encara com a expressão ainda confusa e então cai na risada, sinto a vergonha queimar em meu rosto, aqui se vai mais uma vergonhosa experiência de Kelsey Dewan em aviões.

– Até onde sei, é perfeitamente seguro! – Ele diz tentando se recuperar do riso, me sinto tentada a dizer que ele está perfeitamente errado, mas acredito que já passei vergonha o suficiente. – Tem medo de aviões?

– Eu? Claro que não! – Solto um riso nervoso, consigo ver em seu rosto que ele não acredita em mim. – Não tenho medo, apenas… Não tenho boas experiências com aviões.

De certa forma eu havia dito a verdade, não era como se eu tivesse aquele medo desesperado, ou tivesse pesquisado as chances de sobrevivência caso um avião caísse, ou estivesse ponderando há apenas alguns minutos atrás sobre encarar um estranho para que eu conseguisse me manter calma, pff, claro que não!

– Certo… – Não, ele não havia acreditado em mim! – Blake.

– O que?

Ele abre um sorriso que sinceramente era lindo demais para um estranho do avião. Oi moço, será que pode parar?

– Meu nome... É Blake!

O sorriso continuava lá, realmente, estranhos não deveriam ter um sorriso tão bonito, deveria ser proibido.

– Hã… – Sei que devo soar totalmente débil, mas caramba, eu conhecia o garoto há poucos minutos, já havia passado vergonha em sua frente e ficado admirando o quanto seu sorriso era bonito, mesmo que ele não soubesse desta parte, não era como se ele fosse esperar algo não idiota de minha parte. – Kelsey.

– Então Kelsey, qual o destino de sua jornada? – Ele pergunta alegremente me encarando enquanto espera por uma resposta.

Penso um pouco antes de responder, era seguro dizer a um estranho para onde você está indo? Não, mas não era como se ele pudesse fazer algo comigo agora, além de que Blake parecia confiável, okay, estranhos que vão tentar te sequestrar ou fazer sabe-se lá o que também tentam parecer confiáveis para suas vítimas. Porém por algum motivo resolvi confiar em Blake.

– Aldannia – Digo e seu sorriso cresce assim que o nome da cidade deixa os meus lábios. – Vou morar com a minha tia e terminar o ensino médio lá.

– Bom, Kelsey… Acho que você acabou de conhecer um de seus colegas de classe.

Saber que Blake também viveria em Aldannia por algum motivo havia me trazido certo conforto, era bom saber que teria pelo menos um rosto conhecido, com um sorriso irritantemente bonito devo ressaltar, quando chegasse à escola.

Passamos o resto da viagem conversando sem parar, Blake me conta sobre como está na verdade retornando para Aldannia após dois anos vivendo com o pai, eu conto a história de meus pais e mais cedo do que esperava, o avião aterrissa no aeroporto de Shannon.

Como Blake e eu estaríamos indo para a mesma cidade, decidimos dividir um táxi até Aldannia. Mais trinta minutos com o primeiro amigo que fiz nesse lugar.

Encosto a cabeça na janela do carro assim que o mesmo entra em movimento, mesmo que a viagem tenha sido curta, me sinto tão cansada como se tivesse passado horas e horas dentro do avião.

– Não está com medo de vomitar agora? – A voz de Blake se faz ouvir, tento me manter o mais desperta possível enquanto penso seriamente em mandar ele ir se ferrar, já tínhamos intimidade o suficiente para isso? Não sei dizer.

Volto meus olhos sonolentos para ele, seus cabelos estão agora um tanto quanto bagunçados após a viagem, tenho que  admitir que gosto assim, posso ver que ele também luta contra o cansaço mesmo que tente manter a pose alegre que manteve durante toda a viagem.

– Se eu for vomitar, pode ter certeza que vou fazer questão de vomitar em cima de você. – Murmuro sonolentamente, ouvindo seu riso e fechando meus olhos novamente.

– São apenas mais alguns minutos até que cheguemos em Aldannia.

Sua voz agora parece mais séria, esfrego a mão nos olhos em mais uma tentativa falha de me manter acordada, alguma coisa em seu tom de voz me mantém atenta, depois de passar quase duas horas ouvindo ele falar animadamente, seu tom me preocupa um pouco. Me viro novamente para ele o encarando enquanto espero que continue.

– Talvez… Talvez você ouça algumas coisas quando chegar em Aldannia… – Ele engole em seco desviando os olhos dos meus e a curiosidade parece me cutucar, mas não ouso perguntar o que ele quer dizer com “algumas coisas”. – Só tente se lembrar que nem tudo é o que parece, okay?

Meio que sem saber o que dizer, apenas concordo com a cabeça. Posso ver que ele está tenso, todo o ar brincalhão parece ter se escondido.

– Tenho certeza que nenhum “segredo sombrio” que me contem sobre você vai ser capaz de me assustar depois dessa viagem… – Brinco, mas ao contrário do esperado, isso não parece animá-lo, apenas deixá-lo ainda mais tenso.

– Você pode se surpreender.

Blake então se vira para a janela e sei que ele não quer mais falar sobre seja lá que esteja o incomodando, não posso pedir que me explique, ele mal me conhece.

Volto a apoiar a cabeça na minha própria janela e antes que eu me dê conta, chegamos na rodoviária de Aldannia.

Assim que descemos do carro e pegamos nossas bagagens, Blake parece voltar ao normal, o ar tenso que antes o rodeava se escondeu novamente.

– Nos vemos por aí, Kelsey.

Ele me lança uma piscadela, antes de pegar suas malas e sair em direção ao portão onde sua mãe provavelmente o espera.

Ao contrário de como era em Londres, a rodoviária de Aldannia parece 100 vezes mais deserta, poucas pessoas se encontram sentadas nos bancos disponíveis.

Puxo minha mala andando em direção ao portão, me lembro vagamente de tia Elorea. Lembro que ela viajava de vez em quando para passar o natal conosco quando eu era pequena, lembro de seus olhos avelã que às vezes pareciam brilhar e lembro dos cupcakes que ela trazia. Agora porém, não me lembro totalmente de sua aparência, não sei o quanto mudou, mas considerando o quão vazia a rodoviária parecia, não deveria ser difícil encontrá-la.

Adentro o lugar olhando ao redor à espera de encontrar alguém que se pareça um pouco com a imagem que tenho de Elorea Connolly em minha mente. Cabelos castanhos escuros, olhos avelã… Olho ao redor, vejo uma mulher com uma criança sentada em um dos bancos, do outro lado um casal de idosos, porém nenhum sinal de minha tia.

Parada no meio do corredor, sem saber para que lado ir, retiro o celular da bolsa com a intenção de mandar uma mensagem para os meus pais. O aparelho vibra em minhas mãos conforme pressiono o botão de ligar, é então que uma mão toca o meu ombro me fazendo derrubar o celular no chão. Me abaixo recolhendo o mesmo, notando que pelo menos não quebrou nada.

Okay, eu não precisava ser tão desastrada.

Assim que pouso os olhos na mulher sei exatamente quem ela é, os olhos avelã continuam os mesmos, ainda contém aquele tipo de brilho que eu era acostumada a ver em suas visitas, um sorriso se abre em seus lábios, ela não parece ter envelhecido muito, por sua aparência eu diria que tem uns 30 anos, os cabelos castanhos caem sobre os ombros em leves ondas, parada atrás de mim está Elorea Connolly, minha tia.

– Sei que parece clichê de tia… – Ela enquanto me puxa para um rápido abraço, logo se soltando e me olhando novamente. – Mas garota, você cresceu!

– Só um pouquinho, talvez.

Caminhamos em direção ao seu carro e aproveito para observar o máximo que consigo, dá para se entender toda a admiração que meus pais possuem com a cidade, apesar de ser uma cidade pequena, Aldannia parece ter uma beleza singular, como se cada mínimo detalhe se encaixasse.

– Na última vez que te vi, você devia ter uns 8 anos e ainda tinha um dente faltando, então sim, você cresceu bastante.

– É, não tenho nenhum dente faltando dessa vez.

Mostro os dentes como uma criança que mostra o novo dente que está nascendo após ficar algum tempo com a “janelinha”, exatamente como provavelmente fiz na última vez que a vi.

– Realmente, estão todos aí desta vez. – Ela balança a cabeça rindo e então pega minha mala a colocando no carro. – Agora só precisa conhecer sua nova casa, bem vinda a Aldannia.

 


Notas Finais


Eu volto com o próximo capítulo assim que possível, não desistam de mim caso eu demore um pouquinho...
Também quero agradecer à todas as pessoas que sabiam sobre a história e me encorajaram a escrever mesmo eu não sendo tão confiante quanto a isso.


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