História Serene eyes - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Yuri!!! on Ice
Tags Aluno, Professor, Romance, Yuri!!! On Ice Yaoi, Yurixviktor
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Palavras 2.792
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá amores, tudo bom? Mais um capítulo para vocês *-*
Boa leitura 📖

Capítulo 9 - Capítulo IX


Senti dedos gentis acariciarem meus cabelos de um modo carinhoso e logo em seguida me movimentei na cama, sentindo a maciez do cobertor que está sobre meu corpo. O cobertor se encontra em contato com minha pele nua e por conta disso, sinto perfeitamente e a textura da fronha do colchão. Abri meus olhos lentamente, sentindo eles arderem e logo em seguida os cocei, piscando-os para se acostumarem com a luz do ambiente. Levantei o meu olhar para poder ver a pessoa que acaricia minhas madeixas e logo em seguida sorri ao ver Viktor me fitando com uma feição tranquila e serena. 

— Bom dia, levante e se arrume que daqui a pouco vamos ter que ir à escola. – Disse-me, me fazendo esconder o rosto contra o travesseiro. 

Logo, flashes de expressões excitantes de Viktor enquanto murmura palavras de baixo calão, invadiram a minha mente. Ele me chamando enquanto geme, feições contorcidas pelo prazer, a textura de seu corpo contra o meu enquanto o corrompo de um modo intenso, isso tudo invadiu a minha mente em questão de poucos segundos. 

Imagens essas que são incríveis e raras, dele que é um homem tão sério.

Instantaneamente senti meu rosto esquentar e algo muito íntimo do meu corpo, endurecer. 

Arregalei os olhos, ainda com a cara contra o travesseiro e agradecendo por isso.

— Não quero ir. – Respondi desanimado e muito envergonhado. 

Viktor riu.

Se ele descobrir o meu "probleminha" não sei o que faço, isso é constrangedor.

— Sua voz ficou muito engraçada contra esse travesseiro. – Falou, ainda com a voz um pouco carregada. Acho que ele está segurando o riso.

—Hm – Respondi não me movendo.

— Vamos, levante daí! Eu já tomei banho e me arrumei, tem comida na mesa e só falta você. – Viktor disse de um modo manhoso. Me remexi e logo em seguida me sentei, ficando ao seu lado com os olhos entreabertos pelo sono e a coberta cobrindo muito bem o meu "probleminha".

— Okay, estou indo. – Falei me levantando e amarrando a coberta na minha cintura.

— Está se cobrindo por quê? Eu já vi tudo isso aí muito bem e até coloquei na boca. – Comentou Viktor com uma voz pervertida, fazendo-me virar de um modo brusco para fitar seu rosto que agora está com uma expressão sapeca.

— N-Não diga isso assim! – Desviei o olhar e voltei meu corpo para frente, voltando a andar em direção à porta de um modo rápido.

— A roupa que você trouxe ontem já está no banheiro. – Gritou o mais velho atrás de mim, assenti positivamente com a cabeça.

Logo que saí do lugar e fechei a porta, senti meu rosto arder de vergonha e caí de joelhos no chão, colocando as mãos contra meu rosto e tentando me esconder de mim mesmo. Não acredito, simplesmente não consigo acreditar que fui até o fim com Viktor ontem, que perdi completamente a minha virgindade eterna com ele. Borboletas voam livremente pelo meu estômago. Botei uma das minhas mãos contra a barriga e senti meu peito arder levemente por conta das batidas intensas que ele suporta do meu coração. Só de lembrar que entrei mesmo dentro dele daquele jeito faz eu me sentir tão envergonhado que não sei nem como consegui agir normal agora a pouco e não surtar na sua frente. Para Viktor pode não ter significado nada demais mas para mim, foi algo inesquecível e muito importante. Foi a primeira vez que fiz sexo até o final, a primeira vez! Nunca na minha vida vou me esquecer de com quem foi a minha primeira vez, sempre irei me lembrar de Viktor.

Suspiro.

Me levantei rapidamente do chão para Viktor não desconfiar do meu momento patético e logo em seguida segui até o banheiro.

(...)

Depois de acalmar o meu "probleminha" e fazer minhas higienes pessoais, saí do banheiro e fui em direção à cozinha. Vi uma mesa recheada com café da manhã e sorri por isso.

— Tem suco de laranja, pão, manteiga e geleia de morango, também tem algumas frutas se você quiser. – Disse o mais velho distraído, enquanto passa manteiga em sua torrada com uma expressão levemente cansada. Me sentei na mesa à sua frente e me servi com um sorriso.

— Está com uma cara muito boa. – Falei e comecei a me servir.

Logo após acabar o café, fomos para a escola no carro de Viktor e o caminho todo foi silencioso, nenhum de nós comentou nada sobre a noite de ontem e eu também não tive a coragem de falar sobre, é muito para mim.

Então chegamos rapidamente em frente à escola.

Quando saí do carro, percebi que algumas pessoas olharam diretamente para mim e para Viktor mas como sou um homem, logo essas pessoas não ligaram muito. Se fosse uma garota à sair do carro de Viktor, as coisas seriam muito diferentes. Acenei para Viktor e então segui para dentro da escola lotada.

Logo que entrei, avistei Yurio encostado em frente ao seu armário, ele está conversando com Ota-Senpai. Eu ia me aproximar mas quando percebi que eles estavam conversando de um modo descontraído, não quis me intrometer e acabei não indo até eles. Segui pelo corredor lotado e percebi que eu não conheço quase ninguém da escola, diferente de Yurio que tem muitos amigos. 

— E então eu fui e fiz um gol! Acredita nisso? Hahaha – Escutei uma voz aleatória e barulhenta enquanto ando, logo em seguida tampei um de meus ouvidos. Phichit Chulanont, ele era um colega meu da infância quando éramos do presinho mas com o tempo acabamos nos afastando. Atualmente gosta bastante de esportes e é muito bom no atletismo aqui da escola, todos gostam dele e da sua espontaneidade, ele é o completo oposto de mim. Por esse motivo, não gosto muito de ficar perto dele e da sua rodinha de amigos.

Continuei andando normalmente.

— Yuri! – Escutei uma voz aguda e masculina me chamar e logo identifiquei a voz por ser de Minami. 

Me virei, ele está vindo em minha direção. 

Minami não é um "amigo", ele é um colega da escola já que não nos falamos muito mas eu não desgosto de ficar perto dele, ele é legal e vive tentando conversar comigo para fazer amizade quando me vê. 

— Sim? – O respondi.

— Eu preciso de uma ajudinha em matemática! – O fitei com um olhar de dúvida. 

— Por quê? 

— Ué, hoje tem trabalho e eu não sei nada... – Disse ele cabisbaixo. O fitei com os olhos arregalados. 

— Como assim? Eu achei que as provas já tivesses acabado. 

— E acabaram, hoje é só um trabalhinho de meio ponto, ela explicou na última aula... você não viu? – Perguntou com uma sobrancelha erguida. Abaixei a cabeça me amaldiçoado mentalmente. As vezes sou muito viajado nas aulas e não presto atenção. 

Minami sorriu. 

— Bom, parece que o trabalho é fácil... o problema é que eu não sei nada mesmo, tipo, nadinha de nada e eu preciso de nota – Disse o menor com um suspiro derrotado. 

Por um momento eu me vi nele, ele parece que se encontra na mesma situação que eu me encontrava em química a poucas semanas atrás. Resolvi ajudar pois sei muito bem como é ficar desesperado por nota, sou um pouco bom em matemática e não custa nada tentar ensinar o que sei. Já que esse parece um trabalhinho fácil, vou tentar ensinar o básico.

— Então venha comigo até o pátio que vamos tentar estudar um pouco. – Disse a ele que me fitou com brilho no olhar. 

— Sério que vai me ajudar? Muito obrigado! – Começou a dar pulinhos de alegria pelo corredor lotado, sorri de canto nos lábios.

Então, seguimos em direção as mesinhas do pátio e quando chegamos, comecei a explicar matemática para Minani. Percebi que ele está com muita dificuldade mesmo e por conta disso, disse para ele se sentar mais próximo, assim eu posso explicar melhor e ele entende mais fácil a minha explicação.

— E aqui, como é multiplicação no segundo termo, você passa dividindo. Entende? – Olhei para o lado para ver se ele entendeu e ele estava fitando o caderno com cara de taxo, como se não estivesse entendendo nada.

Soltei um suspiro frustado.

— Olha, segura aqui o lápis que eu vou te ajudar. – Me aproximei mais do corpo dele e coloquei minha mão sobre a dele, o instruindo enquanto resolvo as equações com sua mão. 

Ficamos tão próximos que nossos ombros se tocaram e eu percebi que Minami ficou um pouco estranho, seu rosto ganhou uma coloração mais rosada e ele ficou meio inquieto. Porém, não liguei muito para isso, me concentrei em tentar ensinar ele. 

— Olha, está vendo que aqui é ao quadrado? Então, já que está antes do sinal, passa virando raiz quadrada já que é seu inverso. – Disse e escrevi utilizando sua mão. 

— Ah! Entendo... – Minami desviou o olhar, ainda com o rosto corado. 

Fiquei vários minutos ensinando Minami desse modo, resolvi fazer isso de um jeito mais próximo dele pois toda vez que eu pergunto para ele se ele entendeu, ele diz que sim e desvia o olhar. Como ele diz que entendeu, presumo que assim é o modo mais eficiente de ensinar Minami. Foi quando comecei a escutar várias meninas conversando.

— Sério? Hahaha – Escutei uma voz feminina de longe e então vi várias garotas próximas de Viktor que está olhando fixamente para cá com uma expressão séria, porém, ele não faz nada. Só está encostado na parede me fitando de longe em silêncio, enquanto algumas garotas conversam com ele animadamente. 

Meu coração começou a palpitar forte dentro do peito. Rapidamente desviei o meu olhar do lugar onde Viktor se encontra para Minami, senão é perigoso Minami perceber que fiquei estranho de uma hora para a outra. 

—E-Então, você entendeu? – Disse ao mais baixo que está todo corado enquanto olha fixamente o seu caderno. Ele assentiu positivamente com a cabeça e logo em seguida o sinal para o início das aulas tocou.

Me desencostei dele e logo em seguida sorri para o mesmo.

— Se você entendeu mesmo, acho que vai bem no trabalho. – Falei.

— Sim, obrigado. – Desviou o olhar. Percebi que ele começou a falar menos do que antes e parou de olhar fixamente nos meus olhos mas nem dei muita importância para isso. Ele deve estar com vergonha de ter pedido ajuda para mim e eu ter ficado o ensinando, sendo que ele é tão ruim em matemática que eu tive que repetir a mesma coisa várias e várias vezes. — Se o trabalho for em dupla, você faria comigo? – Começou a brincar com os próprios dedos. Sorri sincero. 

— Claro! – Nunca deixaria de ajudar a quem precisa. Minami me fitou com brilho no olhar, sorriu mostrando os dentes e logo em seguida me abraçou. 

— Muito obrigado Yuri, você salvou a minha pele! – Disse com a cara contra meu peito, o abracei de volta, passando meus braços em volta de sua cintura. É bom fazer uma boa ação.

Logo, decidimos ir juntos para dentro da escola. Ao passarmos pela porta, percebi que Viktor não se encontra mais no local, suspirei aliviado por não ter que olhar para ele e sentir meu corpo ficar estranho. Não esqueci de nada da noite de ontem e simplesmente não sei como agir na frente dele ainda, não sei nem como vou conseguir olhar para ele na sala já que a primeira aula é de química.

Chegamos na sala e fomos em direção aos nossos lugares. Não olhei em nenhum momento para Viktor que sei que se encontra em pé, na frente da lousa pois passei por ele. Percebi que Yurio está me chamando no fundo e quando me sentei em meu lugar, me virei para ele.

— Onde você passou a noite ontem? – Ele perguntou de imediato, com um olhar que transmite curiosidade.

— Longa Historia, depois de conto. – Falei, escutando barulho de bolsas se chocando contra mesas e cadernos sendo abertos pela sala, as pessoas continuam chegando.

— Você não vai acreditar, sua mãe foi na minha casa para te entregar uma marmita e eu menti pra ela, falando que você estava no banho. – Ele disse de um modo simples e desinteressado, arregalei os olhos. 

— E aí? 

— Daí ela foi embora, acho que acreditou. – soltei um suspiro de alívio. — Como você não estava mesmo, eu comi a marmita. – Levantei uma sobrancelha e Yurio deu de ombros. — Sua mãe cozinha muito bem, não vai se importar né? 

— Deixa pra lá, obrigado por me encobrir. – Falei e logo em seguida me virei para frente pois Viktor começou a fazer a chamada.

Percebi que quando chegou na vez de Minami, Viktor olhou para ele com a testa levemente franzida e com isso percebi que ele não gosta muito do Minami. Não que ele tenha o olhado com cara feia, porém, com o pouco que conheço dele, eu percebo quando Viktor muda suas feições indiferentes e isso é coisa que quase ninguém em volta percebe, tenho certeza que ninguém aqui da sala percebeu. Não entendo o motivo de Viktor não gostar de Minami já que ele é legal e pelo que eu saiba, nunca fez nada para Viktor. Estranhei.

A aula seguiu e eu não consegui olhar uma vez se quer na direção da lousa, somente fingi que estava anotando as explicações no caderno. Tudo isso porque não faço a mínima ideia de como olhar para a cara de Viktor e tenho medo de que ele perceba e me ache patético.

No meio da aula de química, eu percebi que alguém jogou uma bola de papel amassado na minha cabeça. Olhei todo o ambiente e encontrei Minami me fitando com uma feição levemente desesperada, fiz um sinal para ele esperar e logo em seguida acabei os exercícios que estava fazendo de química. Então me levantei para levar o meu caderno até a mesa de Viktor para ele me liberar e deixar eu conversar. 

Cheguei em frente a sua mesa e logo em seguida coloquei meu caderno em cima, na frente de Viktor. Percebi que ele parou de escrever algo em seu caderno e olhou diretamente para mim mas eu não olhei para ele, somente para meu caderno. Sinto que se eu olhar para ele agora, nesse momento em que a sala toda praticamente está olhando para mim, vou desmaiar e isso me deixa nervoso.

— Eu terminei a atividade. – falei, apontando para meu caderno em cima da sua mesa. Percebi que ele pegou sua caneta, leu minhas atividades e logo em seguida vistou. 

— Está muito bom Yuri, continue assim. – Disse ele com sua voz grossa e cortante. Senti meus pelos se arrepiarem levemente ao lembrar que essa mesma voz estava gemendo meu nome noite passada. Desviei o olhar, sentindo meu rosto esquentar levemente. Não sei se é por conta dos hormônios da idade mas está tão difícil não pensar sobre isso que não sei mais o que fazer. 

Lentamente, peguei meu caderno e segui para minha carteira, guardando meu material de química na bolsa. Logo em seguida fui até a mesa de Minami que estava me chamando e arrastei uma cadeira para me sentar ao seu lado.

— O que houve? – Perguntei ao menor que me fitou com uma feição entristecida.

— Yuri, essa atividade aqui está muito difícil, não sei o que fazer para resolver isso. – Disse. Então me aproximei mais dele e peguei sua mão para tentar o explicar novamente já que eu já tinha explicado essa atividade para ele no pátio mas parece que ele não entendeu. 

— Então aqui, nessa parte... – Arrastei a cadeira para ficar mais próximo dele, até nossos ombros se tocarem e me inclinei levemente para ficar mais próximo do caderno. 

Fiquei alguns minutos explicando novamente a atividade para Minami enquanto a maioria dos alunos da sala estão conversando normalmente, foi quando senti a presença de alguém na minha frente. 

— Senhor Katsuki e senhor Kenjirou, nada de fazer atividades de outras matérias na minha aula, pode guardar isso aí. – Escutei a voz de Viktor e levantei o meu olhar para fitá-lo. — Na aula de química eu quero os senhores fazendo atividades de química. – Disse com uma voz firme, bem próximo a nós.

Percebi que Minami imediatamente abaixou o olhar e começou a guardar o material de matemática adiante da ordem do professor. Porém, acho que sou o único que consegue ver um certo rubor de incômodo no rosto de Viktor enquanto nos encara agora, já que todos da sala estão distraídos e conversando enquanto Minami não o olha diretamente por respeito. 

Fitei Viktor com um olhar de curiosidade e o vi desviar o olhar. Não é sempre que ele mostra essas feições em público, algo deve estar acontecendo. 

— Mesmo que Katsuki já tenha terminado a atividade que eu mandei, Kenjirou ainda não terminou então volte já para seu lugar, senhor Katsuki. – Viktor disse e logo em seguida voltou para sua mesa.

Suspiro.

Me levantei para voltar ao meu lugar obedientemente.


Notas Finais


Yuri é meio lento, não? Haha


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