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História Série Amores improváveis - Taegi - Capítulo 151


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Capítulo 151 - Toque sombrio


Fanfic / Fanfiction Série Amores improváveis - Taegi - Capítulo 151 - Toque sombrio

Eu estava trabalhando no hospital quando Taehyung chegou, dessa vez não estava acompanhado de Vishous e parecia ainda mais lindo que antes. - O que tá fazendo aqui Taehyung? — Perguntei assim que ele se aproximou.



- Eu disse que devíamos ficar perto e você simplesmente some? — Ele acenou pra Júlia que estava do meu lado. 



- Taehyung, você precisar lembrar que eu tenho que trabalhar pra viver.



- Nossa, isso deve ser muito desagradável, mais não é meu problema, você fez um pacto.



- Em minha defesa eu não fazia ideia do que tava fazendo.



Ele respirou fundo, pela primeira vez parecia está pensando se devia ou não dizer algo, isso despertou minha curiosidade. - Podemos falar a sós Yoongi?



- Vamos até minha sala. — Caminhei em sua frente em silêncio, sua presença mesmo que silenciosa me deixava inquieto. Eu entrei e sentei na mesa o olhando. - Que pacto eu fiz acidentalmente com você dessa vez?



- Terminou com seu namorado?



- Não acho que isso seja assunto seu, queria apenas perguntar isso?



- Não, eu não vim aqui pra brigar, estou disposto a me comportar em troca da sua ajuda.



- O que isso significa Taehyung?



- Sem incesto ou outros pecados desse tipo enquanto convivo com você.



Surpreso eu fiquei de pé o olhando com atenção. - Porque isso agora?



- Você se ofereceu pra me ajudar de bom grado, só estou tentando fazer por merecer. — Ele deu de ombros como se não fosse nada, como se ser gentil fosse algo comum pra ele.



- Eu devia acreditar em um demônio?



- Não, não devia. — Sorrimos um para o outro enquanto ele caminhava até a porta sem desviar os olhos dos meus. - Farei um excelente jantar de reconciliação hoje.



- Sabe que se o Vishous fazer os créditos e elogios não serão seus não é? — Questionei sorrindo ainda mais.



- Terei que me esforçar então. — Me lançando um último olhar divertido ele fechou a porta da sala me deixando sozinho com o coração a mil.



Pov Taehyung 



Depois de queimar uma ave, uma vassoura e quase colocar fogo na cozinha ficou evidente que cozinhar pra tentar impressionar Yoongi tinha sido uma péssima ideia, nunca tinha visto Vishous rir tanto.



- Você pode só pedir pra mim e eu farei. — Ele disse olhando o pequeno desastre que fiz sozinho.



- Yoongi vai elogiar você, não eu, então preciso fazer.



- Então tudo isso é pelo humano, eu devia imaginar. — Ele deitou de forma preguiçoso na bancada. - Ele tem poder sobre você.



- Ele é só um humano Vishous, não tem poder nenhum. — Tirei do fogo a única coisa que parecia comestível naquela cozinha.



- Não falo de poder como os que vocês demônios tem, falo poder sentimental, sempre o viu de forma especial.



- Talvez eu deva cozinhar sua língua, será um favor a todos.



- Você provavelmente queimaria ela também.



- Seria trágico pra Butch. — Consegui toda sua atenção com quatro palavras. - É por causa dele que está tão feliz não é Vishous? 



- Dessa vez nada pode nos afastar Taehyung, Butch é um humano livre, não é mais um concubino.



- Sim, ele uma alma livre, você um demônio condenado as profundezas do inferno, que só ficará na terra pelo tempo que eu ficar.



- Você adora se divertir as custas da minha infelicidade.



- Muito pelo contrário, eu estou te ajudando, te preparando para o que pode acontecer, será muito pior ignorar a verdade.



- Quem te ver falando assim até pensa que se importa comigo Taehyung.



- Não me importo.



Yoongi chegou pouco depois, cabelos molhados e roupas limpas, eu sabia que ele gostava de tomar banho no hospital assim que seu turno acabava, mais só fazia se estivesse sozinho, era tímido demais pra usar o vestiário junto com os colegas.



Eu já tinha colocado a mesa o único prato que sobreviveu a pequena zona de guerra que a cozinha se tornou, Butch se juntou a nós e começamos a comer, era meu primeiro jantar com humanos, foi surpreendentemente agradável e divertido, Vishous parecia feliz mais preocupado.



Quando o jantar terminou Butch e Vishous sumiram, eu peguei duas taças de vinho e fui até o segundo andar, Yoongi estava na janela olhando de forma destraida o mundo lá fora, lhe estendi uma das taças e ele aceitou sem dizer nada.



- O que diz dos meus dotes culinários? — Perguntei bebendo um pouco da taça sem desviar meus olhos dele.



- Não são péssimos. Mais pagará o prejuízo da minha cozinha.



- Justo, talvez eu resolva expandir ela e treinar minhas habilidades como chefe.



- Não ponha fogo na minha casa.



- Está mesmo gozando das minha habilidades?



- Não senhor, de jeito nenhum. — Ele mordeu o lábio inferior numa tentativa fracassada de conter o riso, não pude evitar olhar seus lábios delicados, meu corpo estremeceu. - No hospital estava sem tempo, mais queria perguntar porque resolveu mudar agora.



- Não disse que ia mudar, não posso fazer isso, os pecados são o que me mantém vivo. Mais estou disposto a cortar algumas coisas que te incomodam, por que quero sua ajuda e colaboração total.



Ele tomou sua taça toda de uma vez antes de voltar a falar. - Você vai aproveitar esse momento pra me explicar qual utilidade de um humano nessa história infernal?



- Eu também não sei Yoongi, Jimin não revelou nada além de você.



- Como sabe se pode confiar no Jimin? — Ele não pareceu chocado quando sua taça apareceu novamente cheia, apenas a virou assim como fez com a primeira.



- Meus irmãos e eu não nos odiamos apesar de parecer que sim, eles me marcaram porque eu não posso controlar o poder de sete pecados, ainda não sei como se faz isso. Posso ser um mal necessário mais sem controle, portanto um perigo para a raça humana, sem humanos não há pecados. Sei que Jimin não mentiria pra mim por essa razão, e também pelo fato de que temos uma ligação, somos muito mais que apenas irmãos, Jimin é meu melhor amigo.



- O amor de vocês é estranho, mais toda forma de amor é válida. — E o terceiro copo foi tão rápido quanto o segundo, tirei a taça de sua mão gentilmente.



- No fundo sabemos que amamos uns aos outros, mais é difícil sentir com ira, luxúria, gula ou avareza gritando na nossa cabeça o tempo todo.



- Alguns humanos acreditam que não há felicidade sem amor, se isso for verdade você é muito, muito infeliz Taehyung.



Me pegando totalmente de surpresa Yoongi se aproximou e me abraçou forte, eu respirei seu perfume antes de envolver sua pequena cintura com os braços, luxúria queimava como brasas minha pele, eu estava a muito tempo sedeto por Yoongi, o dia de hoje e nossa aproximação estava me fazendo caminhar para o limite.



- Se você ficar aqui com o Vishous talvez eu possa ajudar com isso.



- Vai me mostrar o que é amor?



- Eu posso tentar.



- Cuidado para não fazer outro pacto. — Ele sorriu levemente antes de ficar sério.



- Você me acha atraente Taehyung?



- Deve estar bebado pra me fazer tal pergunta.



- Não estou, só quero saber se alguém olha pra mim e pensa: "nossa, queria na minha cama" sei que você é sincero, para o bem ou para o mal.



- Sim, eu te foderia Yoongi.



As maçãs do seu rosto ganhou um tom intenso de vermelho enquanto seu olhar fugia do meu. - Não foi assim que perguntei.



- Foi exatamente isso que perguntou.



- Acho que vou dormir.



- Não vai querer nenhuma prova antes?



- Prova de que?



- De que falo a verdade sobre foder você.



Seus olhos cresceram assustado enquanto ele engolia em seco. - E-eu acredito.



- Pensei que tivesse dito a você para não confiar em um demônio. — Puxei seu corpo frágil ainda mais perto de mim.



- Eu não quero Tae.



- Não cansa de mentir pra si mesmo? Eu sinto seu desejo. — O peguei no colo em um movimento rápido, e ele abraçou minha cintura com as pernas em um gesto automático. O Prendi contra parede, sua respiração já ofegante, ele estava ainda mais corado.



- Taehyung, pare. — Ele tentou me afastar, então prendi suas mãos acima da cabeça, com a mão livre eu apertei sua cintura ganhando um gemido manhoso, não pude mais aguentar e finalmente beijei sua boca.



No início ele tentou resistir, mais acabou se entregando, correspondendo ao beijo com o mesmo fevor, apertando suas pernas em minha cintura com mais força e puxando meus cabelos.



Seu gosto era melhor do que tinha imaginado, e nada superava a sensação de posse que me abateu ao sentir seu pequeno corpo submisso aos meus toques, eu tinha desejado aquilo por muito, muito tempo.



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