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História Série Pop Kids - Pop Kids e o Incendiário - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Essências


Sindy

Pela primeira vez nesse ano, nunca me senti tão bem. Sério! Quem diria que lutar contra um exército de goblins, uma bruxa de cristais, um tigre e o Incendiário pudesse ser tão emocionante (só não conta pra Ash. Não quero que ela ache que eu mudei de ideia quanto a isso).

Depois que os meninos nos deixaram em casa, eu só queria saber de dormir. Quando acordei de manhã, vi Ashlee cozinhando alguma coisa (Medo!) e a televisão ligada nas notícias. Estavam falando do prédio velho no centro que caiu devido a erosão do solo. Não foi citado nenhum incêndio, aquela aura roxa do Nekro foi realmente poderosa (Aliás, queria entender como aquilo apagou aquele fogo).

– Bom dia criatura! – Ashlee se virou pra mim. Estava no fogão fazendo tapioca – Pronta para mais um dia de luta?

– Para de falar como o papai, dá medo – Eu disse sorrindo e me sentei à mesa – Milagre você antenada no jornal local.

– Engraçadinha! – Ash vinha me servir uma tapioca. Eu logo pus leite condensado e fechei, como uma panqueca – Você vai no café depois?

Aquela conversa de novo. Ontem tínhamos combinado de ir no café Paradisum falar a respeito da nossa situação e entender quem é essa tal de Tormenta que quer tanto da gente.

– Por que está me perguntando? Já não tínhamos acertado?

– É-é… Mas vai que você mude de ideia

– Ash – Eu termino de pôr o leite condensado e olho para ela – Eu não vou dizer que gosto dessa história de "super poderes" e o caralho a quatro, mas aceito que você queira participar disso. 

Ashlee não disse muita coisa, apenas se sentou e comeu sua tapioca em silêncio.

– Ah… Claro que vou participar com você

– Jura? – Ash parecia um cãozinho feliz

– Mas com minhas condições, entendeu?

– Sim sim sim! Tudo o que quiser maninha! – Ash pulou em mim e venho me abraçar

– Tá Ash tá! Não precisa de tanto!

– Foi mal, hihi!

Logo em seguida, ouvimos a porta bater. Era nossa mãe, com um bebê no colo. Todo carequinha, moreninho e de olhos azuis clarinhos.

– Oh! Já acordaram? – Disse nossa mãe – Como estão hoje?

– Estamos bem mamãe! Quem é o bebê? – Ashlee pergunta

– É o Davi, filho da Cláudia, nossa vizinha, pediu para eu cuidar do bebê, mas daqui a pouco tenho que sair

– Ah não mãe! Você não vai pedir pra cuidarmos dele? – Eu disse

– Que bom que entendem! Aqui está a bolsa de fraldas e mamadeira – Minha mãe mal deixou eu terminar de dizer e já colocava o bebê nos meus braços e a bolsa pendurada em meu ombro – A vizinha volta de tarde para buscá-lo. Já disse que está com vocês. Até!

Mamãe nos deu um beijo e no Davi também e já saiu. Odeio quando ela faz isso

– Oh que bebê fofo! – Ashlee disse se levantando até nós. O pequeno bebê não expressava nenhum sorriso. Estava mais quieto que bebê de brinquedo – Posso pegá-lo?

– Tá bom, mas cuidado – Eu entreguei Davi em seus braços. A criança imediatamente começou a chorar. Ash me devolveu a criança às pressas

– Mudei de ideia! Não é mais fofo!

– Hihihi! Deixa que eu cuido dele – Peguei a criança de volta fiquei acalmando-a balançando para os lados até parar de chorar e acabar dormindo nos meus braços

– Puxa, você é melhor com bebês do que eu – Ashlee cruzou os braços – Vish! Como vamos sair agora?

– Não vamos! Vamos esperar a vizinha voltar e cuidar do bebê até lá.

Então escutamos a porta bater. Ashlee foi olhar pelo orifício da porta.

– Ue, não tem ninguém

A porta insistia em bater

– Ash abre logo a porta!

Quando Ashlee abriu, uma garota de cabelos brancos curtinhos amarrava o sapato. Ah espera, era o Arthur.

– Arthur? – Ash o olhou intrigada – O que faz aqui?

– Espera um pouco! – Arthur terminava de amarrar seu sapato. O vendo assim, ele era muito parecido com uma garota que se veste como menino. O que entregava era a voz, mas mesmo assim tinha minhas dúvidas. Eu ria do meu próprio pensamento – Pronto! Eu vim buscar vocês!

– Olha Arthur, desculpa mas nós…

Eu mal tinha terminado de falar quando Arthur jogou alguma coisa no chão. Ela fez um barulho de explosão e soltou fumaça para todos os lados. Quando abrir os olhos, estávamos no Paradisum Coffee. Chris, Jacob e Dante estavam nos olhando, sentados em uma das mesas do café O Davi acordou com o barulho da explosão, mas ele não chorou, estava rindo do próprio susto.

– Mas o que é isso? – Chris olhou para mim e depois para o bebê

– Ah! Isso aqui se chama Davi – Disse a Ashlee e tom de sarcasmo – Mas também pode chamar de "filhote de cruz credo"

– Ash! – Eu disse retrucando-a e depois me dirigindo a Chris – Estávamos cuidando do bebê da nossa vizinha, até o Arthur nos trazer a força pra cá

– Eu só cumprir ordens! – Disse o Arthur, colocando a mão nas costas da cabeça – E depois, é só usar outra pastilha de portal e pronto! Estarão de volta em casa

– Sério? Dá pra ir pra qualquer lugar com isso? – Pergunta Ash

– Claro que não! Pastilhas de portal só funcionam para curtas distâncias, e tem que ser para lugares que você já foi antes – Eu a respondi, e depois me olhei pasma por saber tudo isso

– Parece que alguém fez o dever de casa – Disse Dante rindo de mim – Só toma cuidado com informação de mais. 

– Do que ele está falando? Não entendi? – De novo Ashlee pergunta

– Agora não! Vou falar logo do assunto em pauta senão não vamos a lugar nenhum – Disse Dante, ele ainda estava com aquele moicano azul (honestamente eu acho que fica melhor nele) – Primeiro, deixe-me me apresentar formalmente. Eu me chamo Dante Saturn, sou membro da família Saturn, mesma do Nekro, meu irmão

– Err… perdoe-me a ignorância – Eu disse. Davi havia voltado a dormir – Mas eu me lembro de você se apresentar como mordomo ontem

– Eu fui criado como mordomo para os Saturns. Nekro acabou me chamando de irmão e virou uma verdade universal para os demônios

– Aliás, onde está o Nekro? – Ash disse olhando para os lados

– Ele está lá nos fundos, com o Incendiário. De repente ele tira algumas informações dele – Disse Jacob

– Depois falamos disso – Dante interrompe – Vamos falar de seus poderes. Isso é muito sério

– Falar mais o quê? – Falou Ash, com aquela cara de interrogação de novo

– Humanos nascerem com habilidades mágicas é raro, atualmente – Disse Dante – Na maioria dos casos, a origem dos poderes é hereditária, de pai para filho, avô para neto, e por aí vai. E, imagino eu, que vocês não tem casos de parentes com poderes na sua família

– Nossa avó sempre dizia que o vovô era um mago com as mãos

– Não foi isso que ele quis dizer Ash – Eu disse batendo na cuca dessa jumenta

– Ai! Eu sei! Eu tava brincando

– Cof cof… como eu dizia – Voltou Dante – Como imaginava, vocês não tem casos místicos na família. Então vocês entram no segundo grupo da categoria de humanos habilidosos. 

– Deixe-me adivinhar, experiência genética?

– Ash!

– Eu ia dizer experiência com algum evento místico, como um artefato mágico que tocaram, ou alguém ou algo lhe deram poderes. Ou então, uma terceira opção

– Não to gostando de ser catalogada

– Ash, quieta!

– Assim como o Arthur, vocês nasceram com essa magia, mas devido a um dano causado no ciclo das almas

– Nani? – Ash e eu dizermos ao mesmo tempo (mas eu disse "O quê?")

– Fala devagar que eu não entendi – Comecei a falar – Que ciclo de almas é esse? E que dano você está falando? Isso existe?

– Também fiquei boiando quando ele falou pra mim – Disse Arthur

– Calma! Eu vou explicar! – Continuou Dante – Mas pra isso, preciso lhes contar da origem da criação

– Já vi que esse papo vai ser chato – Jacob se levantou – Melhor eu ir ver o Nekro

Chris o puxou de volta a mesa sem dificuldades e sem dizer uma palavra

– Pensando bem, vou ficar pra ouvir

– Adoro histórias! – Falou Ashlee – Som de efeito para Flash back. Uhhh…

– Ash quieta! – Eu bati na cabeça dela mais uma vez (incrível como o bebê no meu colo não acordou com tanto barulho)

 

No início dos tempos, não existia nada. Nem luz, escuridão. Absolutamente nada. Até que então, o nada passou a ser alguma coisa. Esse alguma coisa se tornou um ser, um ser de pura luz, de pura vida. Era o Primeiro ser.

Com o passar das eras, o Primeiro ser se sentia solitária, nadando em meio ao espaço. Então ela aprendeu a se multiplicar, e fez dele mais um ser a sua imagem, o Segundo ser

Não satisfeitos, o Primeiro e o Segundo seres se multiplicaram mais e mais vezes. Até toda a sua luz se espalhar por todo o espaço e por todo o tempo, essas luzes se passaram a serem denominadas de "Imortais", seres de pura energia e vida.

Eras passavam. Os Imortais criados pelo Segundo ser estavam cansados de seres iguais aos outros Imortais criados pelo Primeiro ser, então abriram mão de sua luz e criaram corpos, corpos de diversas formas. Os outros Imortais não gostaram, pois acharam que essas novas formas estavam menosprezando os seus criadores, e decidiram os destruir. Foi o início da Primeira Guerra Mágica

A batalhas durou eras, tantas que nem dá para contar. O Primeiro e o Segundo seres não gostaram de ver suas obras se digladiando até perecerem. Para acabar com essa briga, Os seres se juntaram, como demonstração de paz entre eles, e criaram uma nova forma de vida, conhecida até hoje como "o Criador".

Para manter a paz entre as novas raças que se formaram, o Criador selecionou e unificou as principais raças em um grupo especial, conhecidos como "as Vontades dos deuses"

Não eram exatamente deuses, mas conhecidos como: O Deus Demônio, a vontade da sabedoria; O Deus Rei Alado, a vontade da justiça; o Deus Dragão, a vontade da paixão; O Deus Abissal, a vontade da prudência; O Deus Bestial, a vontade da bravura; A Deusa Fada, a vontade da esperança, O Deus mortal, a vontade do destino; E, claro, O Criador, representando a vontade da vida.

 

– Essa historinha foi muito bonitinha – Disse Ash – Só não entendi o que tem haver conosco

– Bom… – Continuou Dante – Os Imortais queriam destruir os novos seres com um tipo de arma divina. De acordo com os estudos na biblioteca dos Saturns, se tratava de uma essência.

– Essência? – Eu disse – Que tipo de essência estamos falando?

– Funcionava como uma bomba. Dizem que poderia desencadear a extinção das raças e a destruição da ordem natural da vida. Mas, não sei se devido a interferência do Criador ou algo assim, nunca foi usada.

– Mas então por que estamos falando dela?

– A história diz que nunca foi usado, mas a história não conta o que fizeram com ela. Eu acredito que ela explodiu e causou uma interferência no ciclo de ressurreição das almas

– Ah eu entendi! – Ash disse – Quer dizer que a gente pode morrer e voltar em uma outra vida, certo?

– Exato! Mas, se essa essência causou algum dano, provavelmente seus resíduos se impregnaram nas almas lhes dando poderes que não devia ter, ou afetando sua forma como deveria nascer

– Isso parece assustador vindo de você – Eu dizia – Faz até achar que somos um acidente

– Desculpa! Não foi minha intenção assustá-las – Continuou Dante – E também não disse que seria o caso de vocês. O único que confirmei que possui vestígios de essência foi o Arthur

– Ai! Que dor de cabeça! – Exclamou Ash – Eu não estou entendendo nada

– Bem vinda ao clube! – Disse Arthur – E então Dante? Qual o próximo passo?

– Bom… – Dante tirou do bolso um livrinho pequeno, que logo se expandiu eu um grande livro de capa preta com algum tipo de gravuras que não conseguia ver de longe – Eu queria saber o limite de seus poderes. De repente podemos até descobrir a real origem deles e…

– É ele! – Exclamou Ash mais alto ainda. Isso fez o bebê Davi acordar e começar a chorar – Eu já volto

Sem dizer mais nada, Ash levantou da cadeira e saiu da cafeteria

– Quê? Ash, volta aqui! Calma, calma bebê!

Eu queria ir atrás dela, mas o bebê estava muito agitado

– O que deu nela? – Pergunta Arthur

– Eu não sei, mas… Acorda Jay! – Disse Chris dando uma cotovelada no Jacob que debruçava a cabeça na mesa (Ele dormiu esse tempo todo?) – Vamos arrumar o café! Arthur, prepare os cardápios

– Ahm!? Quê! – Disse Jay coçando os olhos

– Bom, o-ok! – Falou Arthur com a voz engasgada

– Pronto bebê, já passou! Já passou! – Tentava acalmar o bebê de todas as formas, mas em vão (Porcaria! Quando o mundo cai ele nem tchum, mas basta uma garota gritar do lado dele pra abrir o berreiro?)

– Posso tentar? – Disse Dante me olhando preocupado. Não tinha notado como os olhos dele são brilhantes

– Todo seu! Eu desisto! – Eu entreguei o Davi para ele. Sei que pode soar estranho entregando um bebê pra quem mal conheço direito. Fiquei pensando nisso ao entrega-lo, mas esse bebê não parava de chorar

Dante ficou balançando gentilmente a criança para os lados. Então ele começou a cantar para o bebê. Não entendia o que cantava. Parecia palavras mágicas saindo de sua boca. Imediatamente a criança caiu no sono. Fiquei perplexa

– Você cantou o que pra ele dormir?

– Err… Uma canção de ninar – Disse Dante. Ele continuava a balançar o Davi – Achei apropriado. Eu cantava para o Nekro quando jovem

– Puxa! Quantos anos vocês tem? Parecem ter a mesma Idade

– Ah! Muito mais que qualquer ser humano. Mas eu não sou como o Nekro. Ele é um demônio puro, já eu...

Notei um olhar triste nele, mas não quis entrar em detalhes (Vai ver era algo que ele não goste de falar). Dante me devolveu o Davi e foi para dentro do café

– Vou ver o Nekro. Está muito quieto lá dentro.

– O-ok – Eu disse e fiquei sentada observando Chris, Jacob e Arthur abrirem o café. Fiquei pensando onde a Ash teria ido com tanta pressa.

 

Nekro

Faz um tempo desde que vi o Dante pela última vez, só não gostaria que fosse dessa maneira.

– Você está bem? – Perguntou Dante, logo após termos pego o Incendiário

– Estou, mas o que te trás aqui? – Tentei desviar do assunto, mas com o Dante é impossível

– Como bem? Olha pra você! Se eu não tivesse chamado sua atenção você teria…

– Shh! – tapei a boca de Dante com o dedo, olhei para trás e vi Arthur nos encarando – Não vamos falar mais sobre isso, não aqui, ok?

– Ahh… Ok! – Dante suspirou pesadamente vendo que a conversa não iria a lugar nenhum, mas certeza que ele vai querer falar sobre isso

– Então, você não me disse o que venho fazer aqui?

– E que pergunta é essa? – Dante tira um livrinho do bolso, revelando ser o codex Gigas. 

Faz tanto tempo que não o via mais que tinha esquecido como era. Uma capa maciça negra com gravuras douradas escritas ao lado no idiomas antigo dos demônios, significando "Onde existe trevas, a luz também estará presente". A capa tinha três aros dourados esculpidos, que se alinhavam como anéis envolta de uma grande esfera vermelha, iguais aos anéis de Saturno. 

De dentro do livro, Dante tirou uma mochila pequena feita de couro cinza e me entregou. Continha alguns frascos com líquidos brilhantes nela. Eu odiava aquelas coisas

– Vim trazer suas coisas – Disse Dante, depois olhou de canto com repulsa – Embora acham que sou uma coisa também

– Vish! Papai?

– Não! Dessa vez foi sua mãe – Dante me olhou de volta – Ela está preocupada com você, todos estamos. E, pelo visto, você não anda tomando seus remédios

– Você sabe que não gosto deles – Devolvo a bolsa para ele – Estou cansado! Vamos embora?

– Nekro…

Talvez Dante tinha razão para se preocupar, talvez eu devesse voltar para o Mundo dos demônios, talvez eu devesse voltar às minhas ocupações. Só talvez, mas não desejava isso para mim

 

No dia seguinte, e igual a todos os outros dias, não estava me sentindo disposto, então pedi para ficar de vigia do Incendiário. Meu irmão queria falar com as gêmeas, para comprovar suas suspeitas delas serem portadoras de essências divinas ou sombrias, como foi com Arthur.

Blaze, como Ashlee disse que ele se chamava, estava trancado no quarto de hóspedes que sobrava. Metade do quarto estava separada por uma parede de anti magia. O quarto não tinha muito, só uma cama, uma escrivaninha e a janela dando de frente para a rua. Com os prédios altos, a pouca luz natural do sol entrava. Sempre falei para arrumarem esse quarto, me deixava com um sentimento ruim, imagina quem dormisse alí?

Blaze estava sentado na cama olhando para o chão quando entrei. Ele não desviava o olhar por nenhum momento. Arrastei a cadeira perto da porta até mais próximo dele e sentei

– Então – Eu disse a ele, esperando que me respondesse – Está pronto para falar?

Como previsto, ele não dizia nada. Precisava de outra abordagem. Ele já me conhecia, provavelmente deve saber como eu trato os interrogados

– Olha, podemos ficar aqui sentados esperando que você fale por conta própria, ou eu termino minha paciência e te faço falar, goste ou não

– Você quer que eu diga o quê? – Ele finalmente abriu a boca – Não importa o que diga, vão me levar pro ministério de toda forma

– E o que te faz pensar isso?

– Você é como eles! E ainda trabalha para eles – Ele se vira na minha direção – Por que eu deveria achar que vocês vão me soltar assim que eu falar tudo o que sei?

– Se você colaborar, posso convencê-los a te deixar ir.

Ele novamente virou o olhar para baixo. Decidir usar meu poder sensitivo nele, vendo que simplesmente conversar não estava indo a lugar nenhum

– Está com raiva do ministério ou de si mesmo?

– Hum! Do que você está falando? – Ele continuava de cabeça baixa

– Sinto arrependimento e mágoa em você. Perdeu alguém importante não foi?

– O que você… Saía da minha mente! – Blaze tapava os ouvidos, mas nada adiantava mais, já estava no consciente dele

 

Eu não gosto de usar esse meu poder, me deixava muito mal, mas Blaze não me deu escolha. Quando me dei por mim, meus olhos lacrimejavam líquido negro, sentia minha pele queimando. Eu podia olhar pelos olhos de Blaze agora. Ele era das Terras Abraçadas, lar dos meio-dragões, no sul do Chile. Seu nome era He Yang Duel, um camponês e monge do templo do Deus Dragão. Ele tinha uma namorada, Arari, sacerdotisa do templo. Eles eram muito apaixonados.

Mas, em um dia, voltando para a vila após a pescaria, ele viu toda sua aldeia arrasada, corpos pelo chão de monges, amigos, família e de Arari. Ele então se viu cercado de guardas do ministério, eu sei disso porque já os conhecia bem, trajando grandes armaduras de ferro negro e capacetes com plumagem amarela no topo da cabeça, como colossais cavaleiros feudais. He Yang lutou contra eles para fugir. Eu já estava ficando com dor de cabeça para continuar a ligação psíquica e resolvi parar

 

Quando retomamos os sentidos, vi Blaze chorando ancorado na cama. Meu corpo estava muito fraco e caí da cadeira no processo. Quando Blaze terminou de enxugar os olhos, ele me olhou por um momento e se assustou

– O que você fez comigo? Ahh! O que ouve no seu rosto?

– NÃO ME OLHE! – Rapidamente me levantei cobrindo meu rosto. Depois de me recompor, voltei a olhar para ele – O ministério destruiu seu clã…

– Você… Não queria lembrar disso de novo – Disse Blaze – Eu devia ter estado lá… Depois que fugi do ministério, passei meses tentando descobrir porque fizeram o que fizeram. Foi no mesmo momento que me encontrei com Tormenta, me prometendo vingança.

– Mas, obviamente, você mudou de ideia – Voltei a me sentar – Por quê?

– O ministério pode ser cruel, mas Tormenta é mais. Antes eu não entendia o que ela queria com as runas do Deus Dragão, mas depois que ela mandou Korina e Lion pegar as garotas…

– Espera! Que runas? – Fiquei intrigado, e ao mesmo tempo assustado

– Ela me pediu para ativar as runas do Deus Dragão espalhadas pela cidade toda. Falta duas ainda. Ela disse que incendiaria o ministério inteiro. Pensei se os discípulos do Deus Dragão me visse, poderiam me impedir… Você está bem?

– O Deus Dragão? Vindo pra cá? – Esse pensamento me gelava a alma – Onde estão as últimas runas?

Nesse momento, Dante entra no quarto. Depois de olhar o quarto todo e para nós dois, ele voltou para mim com um olhar preocupado

– Tudo bem Nekro?

Eu não disse nada, apenas levei Dante para fora e fechei a porta

– Nekro, o que houve?

– O Deus Dragão que houve. Reúna os outros!



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