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História Serquel - Capítulo 18


Escrita por:


Notas do Autor


Rai Lorena
*erros propositais*
Hoje acordei inspirada 😌
Btw este capítulo demorou de + para fazer, embora seja pequeno...
💕

Capítulo 18 - Alive?


*Sérgio a narrar*

Nunca gostei da praia. Odeio a areia e o sal do mar. Não gosto dos peixes nem das algas soltas que chegam na corrente do mar. Detesto apanhar sol e estar besuntado de protetor solar. Mas tudo mudou desde que conheci Raquel. E agora a minha vontade era de voltar outra vez para os tempos antes de virmos para Portugal.

Mas nem sempre podemos ter o que queremos, não é verdade? 

E desta vez não era diferente. Se queria salvar a nossa pele e voltar a viver numa espécie de filme romântico com a minha família, não havia mais nada a fazer. 

Tudo aconteceu numa fração de segundo. O que devia ser uma viagem até ao armazem calma na carrinha transformou-se num verdadeiro pesadelo. 

Era agora ou nunca. 

Ou eu arriscava-me a sacrificar-me por eles ou nunca teria nem uma porção da mínima chance de voltar ao que era antes.

De voltar a dormir metade da noite e fazer amor na outra metade com Raquel, sem pressa, natural...apenas algo tão simples quanto a natureza lhe permite ser...

De voltar a vê-la com um dos seus vestidos brancos simples e soltos com os seus cabelos a reluzirem ao sol e esvoaçando ao vento...

De voltar a observar quando Carolina não conseguia evitar colocar a pontinha da língua de fora quando estava a desenhar... de a ver brincar com o irmão e de lhe relembrar que não deve usar a roupa da irmã mais velha como pano para limpar os restos de tinta das suas pinturas...

De voltar a jogar xadrez com o Murillo, que cismava sempre em mover a torre na diagonal... De adormecer com ele no colo depois de horas seguidas a ver documentários sobre os mais diversos temas... 

E de voltar a ler os textos e histórias que Paula escrevia para ler aos irmãos e também por pura diversão e criatividade...

Então arrisquei-me.

[...]

--Sérgio!-- a voz de Berlim ecoava na minha cabeça, como se eu estivesse debaixo de água. Não conseguia ouvir bem. 

Sentia-me como se estivesse a levar com a maior ressaca do mundo. Como se todas as pessoas tivessem descarregado o seu mal-estar e ressacas em mim. 

--Sérgio!-- eu ouvia agora o tom de voz da minha mulher. O som ecoava na minha cabeça como se fizesse eco e não entrasse no meu cérebro. 

A vontade que eu nutria de responder era enorme, mas a força que eu tinha para o fazer era minúscula. 

Queria abrir os olhos, mas não conseguia. 

--Sérgio, ouves-me?-- desta vez ouvi o timbre de Palermo.

Senti alguém a puxar o meu braço e a abaná-lo.

Eu sentia também sangue. Doía-me o corpo todo e podia jurar que tinha aberto algumas feridas. 

Mas o que tinha acontecido? Onde é que eu estava? Porquê? Como?

Consegui abrir os olhos. Eu estava sem óculos. Não conseguia ver muito bem. Tinha a vista turva. 

Por momentos eu não sabia onde estava. 

Lentamente fui ganhando forças. 

--Raquel?-- disse eu, com a voz fraca. 

Levei a mão à testa e ajeitei o cabelo, que me tapava um pouco os olhos devido ao sangue. 

A minha visão clareou e focou-se. Consegui ver  Andrés, Palermo e Raquel perto de mim.




Notas Finais


Bai Lorena
*erros propositais*


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