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História Serva Infiel - SasuSaku - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Hello my angels!
Primeiramente, gostaria de agradecer pelos comentários e pelos favoritos, vocês me motivam!
Segundamente, gostaria de pedir desculpas pela demora, sei que demorei um pouco e o culpado disso se chama Tales Of Wind kkk perdão :')
Bem, sem mais delongas, vamos para a fic. Boa leitura!

Capítulo 2 - Desejo


Fanfic / Fanfiction Serva Infiel - SasuSaku - Capítulo 2 - Desejo

Acordei no meu horário habitual,  eram por volta das cinco e meia da manhã e o sol ainda não havia nascido. Me levantei e rapidamente vesti meu kimono, era um kimono simples, digno de uma serva. Prendi meus cabelos em um coque e fiz as minhas higienes matinais antes de sair para tomar meu café da manhã e iniciar mais um dia de trabalho.

Eu sabia que seria mais um dia extremamente difícil para mim. No dia anterior, o senhor Hiashi pediu para que o noivo da minha senhora passasse três dias com a família Hyuuga para que ambos pudessem se acostumar aos poucos com a mudança, isso não era algo comum, mas ainda assim, foi um acordo que a família Uchiha aceitou fazer.

Os servos dele trouxeram algumas de suas coisas para que ele pudesse ficar mais confortável enquanto o senhor Hiashi deu a ele a opção de escolher uma das servas para o atender durante sua estadia na casa, e infelizmente, mais tarde fui avisada que de a escolhida era eu, e que Kurenai ficaria no meu lugar, servindo a senhorita Hinata enquanto isso.

Segundo a senhora Hiromi, seria ótimo que eu o servisse, já que eu era a serva de sua futura esposa, e me encarregou de falar coisas boas sobre a senhorita Hinata para ele durante esse tempo. Eu não podia recusar, não tinha escolha a não ser seguir as ordens que me eram dadas, visto que eles eram os senhores e eu apenas uma serva.

Eu confesso que me senti muito desconfortável com a situação. Eu nunca havia servido uma pessoa do sexo oposto, não sabia o que deveria fazer ou como me portar. Durante todo o meu tempo como uma serva, eu servi somente a senhorita Hinata, e uma vez ou outra, outras mulheres da família.

Fui com medo. Com medo do que ele me pediria. Com medo de cometer erros. Com medo de me aproximar mais do que deveria. A ideia de ficar perto demais dos olhos ônix que me tiraram o fôlego durante o banquete era assustadora. Assustadora, mas não da forma convencional. Eu não o temia. Ele não era um homem assustador do tipo que manda olhares indecentes e sugestivos. Era mais um olhar puro e doce, tal olhar que eu nunca havia visto e que por alguma razão, me desconcertava.

No primeiro momento em que me vi sozinha com o Uchiha, fora o momento em que eu notei que havia algo de diferente nele. Ele não era como os outros senhores que mal olhavam para os servos, que apenas davam ordens e depois agiam como se os servos não existissem. Ele sorria, ele conversava comigo, se esforçava para manter longos diálogos enquanto eu estava na presença dele. Não demorou mais que uma hora para que eu me acostumasse e me sentisse bem ao servi-lo.

O problema era que a beleza que ele possuía, somada à sua personalidade simpática, juntamente com o olhar marcante e profundo de seus olhos negros, mexiam mais e mais comigo a medida que as horas passavam. Eu me sentia infiel à minha senhora por me sentir atraída pelo seu noivo, mas eu não conseguia controlar aquilo. Qualquer mulher se sentiria atraída por aquele rapaz, eu não poderia ser a única.

Fazia apenas um dia que o Uchiha estava na mansão Hyuuga e eu já estava mais próxima dele do que de Hinata. Eu me sentia errada. Me sentia impura por tal ato de aproximação que não partia somente dele, mas também da minha pessoa. A minha sorte era que em dois dias ele iria embora e eu poderia voltar a minha rotina normal. Eu havia acabado de o conhecer e sabia que bastava um afastamento para aquelas sensações irem embora. Eu só precisava manter a calma até la.

Nunca havia me sentido atraída por ninguém, nem mesmo tive amizade com pessoas do sexo masculino. Os únicos homens que tive maior contato na minha vida foram meu pai, o senhor Hiashi e o senhor Neji, primo de Hinata, e eu sabia que justamente por Sasuke ser o único homem além deles que eu estava tendo contato, eu poderia estar sendo imatura por sentir atração. Isso poderia ser apenas a minha carência por ter aceitado meu destino como uma serva eterna. Eu nunca me casaria e ja havia me conformado com tal coisa, talvez fosse por isso que Uchiha Sasuke estava mexendo tanto comigo em tão pouco tempo.

Afastei meus pensamentos e saí do meu quarto, fechando o fusma de entrada dele em seguida, e me dirigindo até a sala de refeições das servas para tomar meu café da manhã.

 

•| ⊱✿⊰ |•

 

Algumas horas após tomar meu café da manhã, meus senhores, pouco a pouco começavam a se levantar e rapidamente fui encarregada de levar o café da manhã até os aposentos do Uchiha. Prometi para mim mesma que me manteria o mais afastada possível para impedir que aqueles pensamentos pecaminosos dominassem a minha mente outra vez.

Preparei a bandeja com algumas frutas, café, leite e pães. Em todos esses anos em que eu servia a família Hyuuga, eu pude notar como as realidades das pessoas do império eram extremamente diferentes. Enquanto alguns tinham fartura de comida, ropas e luxo, outras quase não tinham o que comer, e o que diferenciava isso, era apenas o status e a classe social. Eu nunca havia chegado a passar fome quando vivia com meus pais, mas nossa realidade não era uma das melhores, minha sorte era que agora eu tinha comida e conforto, e minha mãe estava nas mãos dos melhores médicos do império graças à gentileza de Hiashi Hyuuga.

Saí da cozinha e caminhei calmamente em direção à ala dos quartos de hóspedes. Uchiha Sasuke estava no maior e melhor quarto vago da casa, o que era justo, já que ele era o futuro marido da primogênita dos Hyuugas. Como ela estaria? Eu não vi mais a minha senhora desde o banquete do dia anterior, sabia que ela estava muito mal com a situação e era impossível não me preocupar.

Parei em frente ao shoji do quarto dele e dei uma leve batida no fusma antes de ouvir sua voz dizendo que eu poderia entrar. Abri o fusma lentamente com uma mão enquanto segurava a bandeja com os alimentos em outra.

— Ohayo, Uchiha-sama. — eu fiz uma reverência para ele, evitando olhar para seus olhos negros que me fitavam. — Trouxe o seu café da manhã, espero que seja de seu agrado.

Caminhei até a mesa baixa que ficava ao centro do quarto e coloquei a bandeja sobre ela. Em seguida, depositei o café dentro da xícara branca de porcelana antes de colocar um pouco de açúcar para adoçar o líquido.

— Arigato, Haruno-san. — ele sorriu se aproximando da mesa e se sentando no chão próximo à ela.

Era estranho ouvir alguém me chamando de um jeito formal, não ruim, apenas estranho. Eu não estava acostumada a ser tratada daquela forma, desde sempre, eu era apenas a serva de cabelos rosados, aqueles que gravavam meu nome, me chamavam apenas pelo primeiro nome, como se eu não merecesse respeito. Ouvir alguém me tratar de forma educada era algo novo.

— Bom apetite, Uchiha-sama. — fiz uma segunda reverência e me afastei dele, caminhando em direção ao fusma para sair do quarto.

— Espere. — sua voz era calma e baixa, com certeza a voz mais bela que eu já tinha ouvido em toda a minha vida.

Me virei para conferir se ele precisava de mais alguma coisa, e mais uma vez, fui hipnotizada pelos olhos negros que me fitavam, era como se eles me penetrassem a alma e me impedissem de olhar para qualquer lugar que não fossem eles. Como alguém que eu acabara de conhecer podia ter tanto poder sobre mim?

O sorriso doce logo nasceu nos lábios do Uchiha, realçando ainda mais a beleza natural, e o lindo contraste que a pele clara fazia com os olhos e cabelos negros. Ele era belo como as lindas pinturas ocidentais do palácio do imperador, não que eu já tivesse as visto de perto, mas eu sabia que era assim.

— Fique e tome café comigo. — a voz dele saiu rouca e sedutora, por mais que fosse natural. — Eu detesto comer sozinho, é meio triste.

Arqueei minhas sobrancelhas involuntariamente com o pedido e rapidamente desviei o olhar, eu não queria soar mal educada, mas era um pedido que eu não poderia aceitar. Eu tinha prometido para mim mesma que me manteria o mais longe possível.

— Perdoe-me, Uchiha-sama, mas eu não posso aceitar seu pedido. — fiz outra reverência para ele, em um ato de desculpas. — Eu posso chamar Hinata-sama para tomar café com o senhor, assim podem aproveitar para se conhecerem melhor. — forcei o meu melhor sorriso.

Por mais que ele me atraísse como se lançasse um feitiço sobre mim, ele ainda era o noivo de minha senhora, a quem eu devia fidelidade.

— Não. — ele desviou o olhar para o lado e sua voz ganhou um tom de desânimo. — Ela não gosta da minha companhia.

— Por qual motivo acha isso, meu senhor? — perguntei deixando a curiosidade falar mais alto.

— Por favor, não precisa me chamar assim, sou apenas um ano mais velho que você, Haruno-san. — sorriu voltando a me encarar com os lindos olhos negros. — Mas é apenas a verdade, Hyuuga Hinata me rejeitará para sempre, por mais que nos casemos em breve, nem ela e nem eu estaremos felizes com isso.

Deixando de lado todas as promessas que eu fiz para mim mesma de evitar muito contato e me manter o mais longe possível, me aproximei, me sentando no chão perto da mesa à frente de Sasuke. Ele deu um sorriso meigo de canto ao notar meu ato e logo continuou a falar.

— Ontem a noite eu a convidei para jantar comigo, mas ela foi ríspida e acima de tudo, foi clara ao dizer que só aceitara nossa união para agradar os pais, e que jamais que amaria. — ele suspirou em desânimo. — E disse que se eu tentasse algo com ela, eu me arrependeria.

Era normal, minha senhora amava o herdeiro dos Uzumakis e era doloroso demais ter de se casar com alguém que não amava. Porém, eu nunca imaginei que alguém doce como ela, enfrentaria alguém da forma que ele descrevera, mesmo assim, eu não duvidava de suas palavras. Seu tom de voz transparecia sinceridade.

— Ela está apenas triste por ter que se casar por conta de uma união política, mas eu tenho certeza que ela irá mudar de ideia quando o conhecer melhor, Uchiha-sama. — sorri. — O senhor é gentil e muito bonito, ela será feliz.

Me arrependi de minhas palavras no exato momento em que as mesmas saíram da minha boca. Eu acabara de admitir o achava atraente em voz alta e na frente dele. Senti minhas bochechas formigarem ao ver o sorriso que se formou no rosto dele, certamente eu estava ficando corada.

— Gentileza sua, Haruno-san. — seus olhos negros estavam fixos em mim, enquanto sua cabeça estava apoiada em sua mão direita, que era sustentada pelo cotovelo sobre a mesa entre nós. — Também é uma moça muito bonita, a cor dos seus cabelos faz um lindo contraste com o verde de seus olhos.

Senti meu rosto ferver. Eu certamente deveria estar parecendo um tomate, o que fez Sasuke soltar um riso nasalado.

— Ob-obrigada... — gaguejei olhando para baixo e sentindo meu coração bater acelerado.

— Mas me diga, por que se tornou uma serva?

Respirei fundo e contei a ele toda a história. Desde a morte de meu pai, até os dias atuais, durante todo o tempo, os olhos negros se mantinham fixos nos meus, me impedindo de desviar o olhar. Ele parecia realmente interessado na minha história. Depois, ele começou a falar sobre ele, sobre a infância, as brincadeiras com o irmão mais velho quando eram mais novos, o casamento do irmão, o nascimento do sobrinho. Em poucos minutos, estávamos conversando como se nos conhecêssemos há anos.

Com muito esforço, ele me convenceu a tomar café com ele. Eu já havia me alimentado mais cedo, mas aos poucos a fome voltou e eu acabei cedendo, comendo um pouco de pão. Mesmo que o momento fosse descontraído, eu me sentia nervosa, meu coração batia freneticamente e eu não conseguia desviar meus olhos dos dele. Um desejo enorme crescia em mim. Eu me sentia uma pecadora, mas não tinha controle.

— Sua boca está com um farelo de pão. — ele se aproximou, se sentando ao meu lado e quebrando a distância segura que eu havia colocado entre nós, levando seu polegar direito até o canto da minha boca para limpar o farelo de pão. 

Senti um choque de emoções ao sentir o contato de seu dedo com meus lábios. Minha respiração ficava cada vez mais pesada, minhas mãos suavam e meu coração batia freneticamente ao ver o Uchiha com o rosto tão perto do meu. Pensei em afastá-lo, mas eu estava sem reação. Estava hipnotizada por aquele olhar.

— Eu quero que venha para a minha casa, quero que sirva a mim. — sua voz era baixa e rouca e seu hálito quente batia contra o meu rosto enquanto ele falava, o que fazia o desejo em mim crescer mais e mais. — Irei falar com os Hyuugas e te levar comigo quando eu voltar.

Antes que eu pudesse reagir, ele se aproximou mais, tocando seus lábios macios nos meus, o beijo era calmo e suave, mas se tornou mais intenso quando fechei meus olhos e dei espaço para que sua língua invadisse minha boca e explorasse cada canto dela. Um calor latente crescia entre minhas coxas enquanto eu apreciava o doce gosto daquele beijo. Pecar nunca parecera ser tão certo quanto naquela manhã.


Notas Finais


Antes de mais nada, quero deixar claro que o Sasuke só tem uma personalidade fria e indiferente no anime por causa do massacre do clã Uchiha, ou seja, na fanfic isso nunca aconteceu e por isso o Sasuke é um cara legal e doce aqui :3


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