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História Servant (TRADUÇÃO) - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Oioi pessoal!! Espero que gostem ^^.
Eu disse que as traduções iriam demorar haha, então se acostume, não sei as próximas mas só esse segundo capítulo já tem nove mil e duzentas palavras :")

Bem, boa leitura!
Obrigada @sopelyric pela capa! Eu amei <3

Capítulo 2 - Quarto;


“ Se eu sou um anjo, me pinte com asas negras" – 
O vampiro Armand, Anne Rice.


Eu estava passando pela longa estrada escura, entre os prédios de pedra; andando sob o céu sombrio e a brisa fria, sentindo que não poderia fazer nada além de caminhar. Enquanto a enorme lua cheia brilha através dos galhos de árvores, sua redondeza parecia fascinante. Era como a luz refletisse no meu sangue, penetrando minha pele e alcançando suas camadas.


O corpo que sombreia o luar, estava se movendo vários comprimentos  à minha frente, deixando sua capa balançar na brisa. Quando seus calcanhares moveram em seus próprios passos, vi a sujeira e as cicatrizes em seus pés – desde que ele estava descalço; eu estava me sentindo obrigado a andar atrás daquele jovem estranho, a quem não entendia o porquê de estar andando sem sapatos. Eu estava me sentindo seduzido e inofensivo como um piolho pequeno sendo esmagado entre os dedos.


Assim que seus passos pararam, os meus também fizeram o mesmo. Enquanto um silêncio absoluto dominava a rua estreita, ele virou a cabeça sobre os ombros para mim lentamente; quando o sangue que cobria sua boca, como se penetrava em seus lábios, sua cor de olhos tinham tinham ficado um vermelho miserável que eu podia jurar que eles eram cinza desbotado antes. 


Meu coração começou a bater mais rápido, soltei um arfar surpreso e recuei apenas um passo, mas fiquei preso no local como se houvesse um penhasco atrás. 


Um medo surgiu dentro de mim, era como se eu desse apenas mais um passo para trás, encontraria a minha morte.


Enquanto eu não conseguia tirar os olhos de suas íris vermelhas, ele virou seu corpo de um modo lento ficando completamente virado em minha direção, olhando para mim em poucos passos.


 Sua capa balançava mais com a brisa forte e sua camisa se encontrava ensopada de vermelho e durante o tempo que minhas mãos pareciam acorrentadas, fechei o punho, incapaz de mover-me.


Por trás do meio sorriso que capturou seu lábios, eu tinha visto seus dentes caninos parecidos como punhais, maiores e mais afiados do que o habitual e mesmo que eu quisesse gritar e fugir, meus olhos se encheram de lágrimas em desespero, não demorando para ficar com a visão embaçada.


Era como olhar um demônio a olho nú. Enquanto todas minhas células me davam essa sensação terrível , meu corpo tremia e  lágrimas escorriam pelas minhas bochechas.


E ele, por outro lado, estava me observando com seu olhar sem alma, sem emoção e deprimente.


Mesmo implorando a Deus, Jesus e ao Espírito Santo por um milagre que me afastasse daqui, como se eu fosse amaldiçoado, eles me deixaram nesse destino infeliz.


 Enquanto minha respiração rápida me deixava com sede, depois tudo aconteceu em uma velocidade sobrenatural;


Esse animal amaldiçoado, que eu só tinha visto um passo dele, apertou meu corpo rápido e cravou suas presas em meu pescoço, meus olhos se abriram e chegaram a revirar assim que aquela corrente quente e assustadora correu por todas minhas células, me fazendo soltar um grito sofrido que causou um eco na rua vazia.


E então acordei.


Meu suor escorria pelo meu rosto, e eu estava respirando descontroladamente, como se ainda estivesse no sonho. Minhas mãos estavam apertando o cobertor branco entre os punhos, enquanto eu olhava para a fumaça cinza das velas assopradas.  Quando a luz da lua que entra suavemente indicando que é noite, a campainha ao lada de minha cama tocava insistentemente, também irritantemente, e me dava dor de cabeça.


Eu tentei sair da cama rapidamente, respirando fundo, consertei o fundo da minha túnica solta. Quando minha mão alcançou a corda do sino e a puxei, quem tocou parou. 


Enquanto eu estava recuperando o efeito do sono, eu coloquei minhas mãos em minhas bochechas molhadas, cheirei dificilmente e me arrumei. 


Apenas quando eu pensei que estava relaxado, outra verdade atingiu meu rosto.


A julgar pelo relógio, eu tinha acordado muito tarde e era uma razão para ser acordado por estar atrasado no primeiro dia de trabalho. E, pior ainda, quem tocou a campainha foi a conta que estou servindo e provavelmente ele precisou de mim por algum motivo. Há quanto tempo ele tocou…? E quanto tempo eu dormi?!


Enquanto tentava me recuperar, eu tinha chegado perto das roupas que eu coloquei no cabide ontem, me livrei do meu robe largo e comecei a usar minha camisa. Essa roupa, que se parece apenas com os criados, consistia em uma camisa branca, um colete vermelho embutido, uma gravata e uma calça.


Quando coloquei minha mão no pescoço por conta do efeito daquele sonho, a campainha começou a tocar novamente me fazendo pular do lugar, usei minha gravata e abotoei minha camisa mais rápido o que a anterior.


— merda, merda, merda! — enquanto exclamava, eu usava mal a gravata e a calça; durante esse período, tropecei no chão e corri o risco em cair algumas vezes. 


Eu não podia acreditar que cometi um erro tão terrível dormindo até esse momento. Quando passei na frente do pequeno espelho quebrado, eu já estava completamente vestido e com meu cinto.


Meu cabelo, por causa da curvatura e também de acordar há pouco tempo, era como um monte de espinhos. Embora o corvo do conde Jeon pudesse aprovar ele, eu não tinha tempo nem capacidade de consertar.  Aparentemente, eu tinha começado um dia horrível de cabelo ruim. Então deslizei meus dedos através deles, tentando me deixar com uma aparência mais humano.


Um pouco de olheira, mostrava meu cansaço. Na verdade, não havia nada que eu pudesse fazer sobre isso, porque quase sempre estava assim.


Quando saí da sala ainda com a campainha tocando, vi outros criados se movendo rapidamente no corredor, passando por mim. No primeiro dia, era como eu e Hoseok, mas agora parece que temos mais pessoas aqui. Na verdade, ser surpreendido seria um grosseria minha, afinal, este castelo foi construído para cerca de 100 empregados para trabalhar. Era um castelo elaborado, rico e luxuoso, desde o artesanato italiano nas paredes até a arte oriental no teto.


Enquanto meus passos avançavam para o quarto do conde Jeon, que eu pratiquei para memorizar na noite passada, as frases do Sr. Jung começaram a ressoar em minha mente; " Primeira regra: você tem que falar com eles respeitosamente. Você pode chamá-lo de meu conde, ou senhor. Desrespeito é a atitude que eles mais odeiam. O último servo foi expulso do castelo por insultos devidos a sua imprudência; segunda regra: fazem o que querem. Não questione. Não julgue suas decisões. Seus pedidos são geralmente pessoais e possíveis. Trata-se de tirar algo, trazê-lo, lavá-lo, lavar roupas, limpar, ajudar e assim e assim. Tente fornecer tudo o que eles querem e, se você tiver problemas para fazê-lo, poderá me encontrar no corredor."


Enquanto eu subia dois degraus de uma vez da escadaria, o sons de meu sapato ecoava na grande área, e novamente me virei e subi mais degraus no meu máximo de agilidade. Se eu não praticasse na noite passada provavelmente me perderia, apenas pude reconhecer a direção certa por conta dos cavaleiros de ferro. Eu tinha mantido isso em mente. E o quarto do conde Jeon era o único com uma porta arranhada.


" Terceira regra: o castelo é composto por duas alas e trezentas salas. Nenhuma delas está fora de uso e os condes para outra ala uma vez por dia. Apenas os acompanhamos. Deixamos à porta no outro lado da ala, espere-os até que voltem, já que essas áreas são proibidas entrar qualquer criado. Então, sugiro que você não seja curioso e não se intrometa em nada."


— O que têm atrás das portas? — enquanto eu me perguntava isso, estava passando rapidamente pelo corredor, passando pelas janelas e portas embutidas. Ao mesmo tempo, eu examinava cuidadosamente as portas.


" Quarta regra: você não se preocupará com serviços comuns, jantares ou documentos, porque servo é pessoal, mas precisa ser pontual. Tudo acontece na hora correta."


Com a última regra que eu me lembro, quando entrei na porta do quarto do conde Jeon, respirei fundo e pisquei os olhos lentamente para me preparar para levar um tapa na cara, um insulto ou talvez até ser dispensado. De repente,  cheguei a um beco sem saída e pensei no pior. Era possível que eu começasse a me comer por ter cometido um erro tão terrível logo no primeiro dia.


Então limpei minha garganta e bati na porta levemente.


— conde Jeon. — eu disse com a voz mais forte e diplomática. Ao mesmo tempo, abri a porta lentamente.


Era a mistura da voz do conde dizendo "entre", misturando com a porta rangendo. Assim entrei inclinando a cabeça e fechei a porta, assenti enquanto colocava minhas mãos atrás das minhas costas. 


Quando levantei a cabeça, vi o mesmo conde mais jovem, cujas costas estavam encostadas na cabeceira da cama, cobertas até a cintura e uma mão na campainha — que tirou levemente em seguida, pousando em seu colo junto com a outra. E então me olhou cansado, que instantaneamente sua expressão facial fora por um olhar crítico e meio zangado, capturando suas íris cinzas e frias. Seu rosto era como um muro de pedras.


— Peço perdão, senhor. — digo — devo ter mantido você esperando por um longo tempo e acredite em mim, não queria que fosse assim. Acho que estou tendo algum problema de saúde e não consegui levantar da cama. Irei compensar.


— o que você está dizendo? — assim que ele disse, fiquei boquiaberto — acabei de acordar minutos atrás, mas seria bom você viesse no momento que eu acordasse. 


— Então..— inclinei minha cabeça para o lado.


Obviamente, o jovem que estou olhando, era tipo mimado e sem jeito. Mas, a coisa mais estranha que isso, foi que, apesar de já ser quase noite, ele acordou quase ao mesmo tempo comigo.


— Eu me torno ativo apenas nas noites. — disse ele, sem me deixar perguntar. — nas noites, fico mais produtivo, equilibrado e em forma. Apenas aos domingos acordo um pouco mais tarde, por isso durmo de manhã. 


Balancei a cabeça lentamente e então perguntei:

— Tudo bem senhor, o que quer que eu faça? — era melhor não questionar nada, como Sr Jung havia me dito.


O conde Jeon ergueu as mãos dos dois lados, e sem tirar os olhos de mim, disse numa inocência infantil: — lave-me. — não vi nada malicioso em seus olhos, e ele não estava brincando comigo.


Ontem eu pensei que ele estava apenas zombando enquanto dizia isso, mas aparentemente o que ele queria era realmente um banho.


— Sim senhor. — digo enquanto fingia não expressar minha angústia.


Eu me aproximei da cama dele, enquanto puxava a capa de seu corpo. 


Mesmo que as unhas compridas de suas mãos chamaram minha atenção, elas não pareciam ásperas desde que eram esbeltas. Elas não eram totalmente enormes, apenas um pouco a mais que o habitual em pessoas, além de parecerem garras; seu anelar tinha um anel de ouro com um rubi, que aninhava-lhe os dedos longos. Sua mão era demasiado interessante. Então ele levantou o indicador silenciosamente e mostrou algo logo atrás de mim.


— A banheira está lá — disse  — seria mais adequado você preparar a água antes. Eu irei sozinho.


Concordei, deixando o conde onde está e me direcionando ao banheiro. Logo após abrir a porta pesada, entrei no local mal iluminado, então peguei a vela acesa em cima do armário e acendi as que estavam apagadas de dentro do banheiro deixando mais claro e brilhante.


Tirei minhas abotoaduras e arregacei a manga e assim mergulhei minha mão na água cheia suavemente, notando estar fria. Tentei descobrir isso de onde a água quente flui por um bom tempo. Peguei as flores arruinadas e desbotadas, guardando-as.


Quando a água quente começou a fluir, peguei um balde fundo e coloquei embaixo da torneira, esperando ela encher. E então, percebi que não sabia como o conde gosta da água. Tolo. Eu devia ter perguntado. Quente ou morno? Não faço ideia. 


Então, pensei em improvisar, comecei a encher alguns baldes com água morna e um ou dois a menos com água fria. O vapor que enchia o banheiro era relaxante e eu estava tentando fazer meu trabalho profissional, aparentemente não havia nada muito particular entre condes e criados, e estar nu na minha frente não deixava Jeon nervoso.


Quando os baldes terminaram de encher, olhei em volta sem saber o que fazer, então me direcionei ao armário espelhado. Havia toalhas de cor escura na primeira gaveta, vários perfumes na segunda, alguns pós na terceira,  e na quarta havia vários pacotes.


No momento que desempacotei uma delas, encontrei algumas folhas secas de flores; pela lógica, coloquei de volta no lugar das outras, deixando na água e espalhando, logo depois guardei onde encontrei e fechei a gaveta.


— Conde Jeon, seu banho está pronto. — quando o chamo, peguei uma toalha na primeira gaveta e coloquei próxima das velas. 


Enquanto eu arrumava as outras toalhas, a porta se abriu e o conde entrou vestindo uma túnica roxa escura e segurando um livro encadernado em couro na sua mão. Enquanto olhava atentamente para as linhas, ele se aproximava da banheira e, vendo seus pés nus, me fez franzir as sobrancelhas. Olhava para eles com algumas partes dos meus pesadelos que me vieram à mente, eu senti arrepios e minhas mãos ficaram úmidas.


— o que você está olhando? 


No momento em que voltei ao mundo real ao ouvir sua pergunta, vi suas sobrancelhas erguidas. Meus lábios ficaram tensos e balancei a cabeça dos dois lados, piscando os olhos.


— Nada, senhor. Nada…


Como se ele não estivesse interessado, fechou o livro e deixou perto da banheira e em seguida começou a tirar a túnica dos ombros largos e passou para mim. Meus passos se moveram rapidamente, pegando o pano de veludo e, enquanto ele tirava sua roupa, eu virei as costas e tentei colocar o roupão ao lado da toalha, perfeitamente.


— Cuidado com essa túnica. Tem duas centúrias de idade. — falou cansado.


Eu dobrei sem problemas, e quando virei, vi que ele estava na água lendo seu livro. A água estava cheia sob o peito,– dava para ver que não tirou seu colar de crucifixo, – e mantém seu livro em uma distância que não daria para molhá-los.


— Você tem outros pedidos meus? — segurei minhas mãos juntas na frente.


— Sim. — respondeu enquanto não tirava os olhos do livro. — Sua voz é linda? — virou a página.


— uhmm. — soei timidamente. — eu acho que não.


— então você não canta? — quando ele olhou nos meus olhos depois de pousar seu livro lentamente, balancei a cabeça com a deglutição e apertei meus lábios. Ele soltou um suspiro sarcástico e amargo pelos lábios e voltou ao livro. — bem, e se eu quiser que leia esse livro para mim? 


Enquanto meus passos aproximavam timidamente da banheira, ele olhou em minha direção e entregou seu livro. Quando virei a primeira página, vi algumas frases de um idioma sobre qual eu não conheço nada. Lendo esse livro em voz alta, eu nem sabia como lê-lo corretamente.


— Você não sabe ler e escrever ? — quando ele perguntou, eu virei meus olhos e mordi nervosamente.


— Eu posso… — murmurei. — mas senhor, eu não conheço esse idioma.


— Hmm.. — com seu murmúrio, ele pegou o objeto de volta e olhou para mim — você não canta, não conhece o idioma. Que servo inútil é você? Existe algo que possa fazer? — perguntou arrogantemente.


Eu fiquei preso entre ser menosprezado e uma sede de me provar; queria provar a ele que não sou inútil, que sei alguma coisa. Mesmo me sentindo envergonhado, não queria mais que ele me humilhasse sobre minhas habilidades.


— Faço tecelagem há um tempo.


— Inútil para mim.


— Eu posso cozinhar.


— Chefes também podem. Não é útil para mim.


— Eu sei tocar violino.


A última citação chamou a sua atenção, que sua atitude descuidada mudou para interessada, fez com que ele deslizasse um pouco o corpo na água, colocando o braço na lateral da banheira e se aproximasse de mim.


— Você pode? — ele perguntou. — você está bem?


— Perdoe-me..?


— Ao tocar violino, está bem? — ele perguntou apertando os olhos. Dessa forma, com autoconfiança que me chamou atenção e também o estresse que me livrou um pouco, pude responder a ele com mais facilidade.


— Eu sou muito bom, eu acho. Toquei uma vez na feira da cidade e ganhei o segundo lugar. Infelizmente, apenas não consegui o primeiro porque a família do vencedor foi patrocinador. — digo com orgulho.


— Que pena. Quão injusta é a vida. — enquanto falava, voltou seu corpo para o antigo local e reabriu seu livro. Mesmo eu ter ficado decepcionado por perder sua atenção, o que disse em seguida mostrou-me que estava errado: — Da próxima vez, venha comigo com seu violino. — virou à outra página. — Agora lave minhas costas, os sabonetes estão lá. — apontou e se virou de costas para mim.


Me levantei e fui para o local que ele apontou, eu tinha visto o sabonete em uma pequena cesta. Os armários estavam cobertos de guardanapos e essa cesta estava naquele armário. Peguei um dos sabonetes brancos e encontrei uma pequena toalha para esfregá-lo.


Quando voltei à banheira e me ajoelhei, abstive-me um pouco de colocar a toalha na água. Mas quando percebi que ele não se importava, eu mergulhei o tecido e ensaboei-o. 


Então fiquei com a língua presa.


O corpo nu na minha frente pertencia a um jovem com um porte bem… Forte. E estávamos em um local onde estava completamente sem roupas. Eu estava tentando ser profissional, mas estava surpreendendo a situação em que estávamos proibidos e insolentes.


O sangue é mais intenso que a água, e o sangue nos torna quem somos. Enquanto o sangue fazendo dele um nobre, por outro lado, me torna um escravo e eu tinha certeza disso, ele nunca ficaria nervoso comigo por nada, porque eu não valia a pena por ele. Quando eu era jovem, minha mãe nem me deixava olhar nos olhos de pessoas como ele. Nobres, não eram as pessoas que você pode olhar diretamente.


Especialmente se ele fosse um conde. Não deve ser tão fácil de tocar. Eu estava escondendo meus hábitos de infância do fundo da minha mente, por esse motivo, eu ainda estava dormindo com uma túnica solta. Não importa menino ou menina, todas crianças estavam vestindo isso na minha geração. E eu estava tendo dificuldade de lidar com meus hábitos de infância.


— o que você está esperando? — quando ele perguntou, tirei os olhos dos seus ombros. Ele virou outra página e o som da folha, misturou com a minha respiração no banheiro vazio. Não havia nada que eu pudesse fazer, obviamente esse era o meu trabalho e eu tive que seguir minhas ética.


 Então lave minhas mãos que o tocaram com a água benta e limpe-as. 


No primeiro segundo em que coloquei a toalha em sua pele, enquanto a espuma escorria pelo seus ombros eu me encolhi com o frio que sentia em minha mão. Sua pele estava fria como gelo, como um pedaço de ferro deixado lá fora no inverno. Tricotei minhas sobrancelhas quando toquei diretamente, me arrepiando.


— Senhor,você está com frio? — perguntei, e ele balançou a cabeça em negação ainda lendo seu livro. Quando coloquei minha mão na água, para testar a temperatura, senti ela quente. 


Como ele poderia estar tão frio? Mesmo que ele não esteja com frio, sua pele pálida estava muito gelada. Resolvi ignorar e então esfregar seu corpo, e isso que estava fazendo até que algo a mais me chamou atenção o que me fez estreitar os olhos e pousar a mão para sentir melhor. Ele não estava respirando.


— Conde Jeon! — gritei em pânico. 


Jeon virou sua cabeça por cima dos ombros, olhando desconfiado para mim.


— O quê? — ele perguntou, erguendo uma de suas sobrancelhas e olhando entediado para meu rosto.


— Não… Nada. Eu só..— tentava procurar algo para dizer, enquanto apertava a toalha entre meus dedos. — Eu pensei ter visto um rato. — menti.


— Oh.. Você tem medo de ratinhos? — falou sorrindo sarcástico.


Quando ele se virou, ficando novamente de costas para mim. Eu resolvi esperar um pouco e observar suas costas, para ver se o corpo se moveria devida a respiração e na hora que ele respirou fundo e moveu os ombros para cima e para baixo, meu peito encheu de alívio, soltando a respiração que nem havia percebido ter guardado. 


Talvez o pesadelo tivesse explodido minha mente e se espalhado pelo meu cérebro tanto que estava me deixando alucinado e paranóico o suficiente. Eu tive que me recompor imediatamente.


— você terminou ? — perguntou, como se ser paciente fosse uma tortura para ele, que acabou ficando irritado.


Eu apenas concordei 


— Tudo bem, agora vá ao quarto e espere por mim. Estarei lá daqui a pouco. — falou com um tom de voz duro, eu então coloquei a toalha ao lado da banheira, assenti e saí do banheiro.


Quando saí do banheiro, enquanto minha mão ainda estava na maçaneta da porta, deitei minha cabeça no mármore e com a outra mão belisquei de leve meu nariz.


— Estou ficando louco? — murmurei preocupado, porque eu estava realmente preocupado comigo mesmo.


Histórias horríveis da maldita cidade deixaram uma impressão tão grande em mim que tive pesadelos terríveis e atitudes desiguais. E agora, estava ficando paranóico. Se eu continuar assim, serei expulso, eu apenas tinha que me concentrar e terminar meu trabalho, isso é tudo. Não deveria pensar muito sobre como ele é pessoalmente, ou o que ele quer em base de seus pedidos. Estes pertenciam a ele, eu não tinha valor nem mesmo por me envolver.


Esfreguei o rosto, afrouxei a gravata e logo ajustei novamente. Quando cheguei na frente do guarda-roupa, vi o conde Jeon com seus cabelos encaracolados e molhados. Usava apenas o roupão de veludo e secava seus fios com uma toalha. 


Quando ele sentou na poltrona, eu abri a porta do armário e exibindo o interior para ele escolher. Talvez eu tenha ficado um pouco fascinado, pois ele tinha diversas roupas e figurinos, todos eles eram tecidos de qualidade boa e bonitas.


— Aquele, preto. — apontou o dedo.


Eu fiquei um pouco confuso quando olhei, porque a maioria de suas roupas são pretas. Por isso, peguei um do cabide e esperei que ele aprovasse. Quando ele assentiu, tomei uma respiração relaxante e a coloquei na cadeira, tentando mantê-la pressionada. No entanto, algumas roupas estavam empilhadas e dispensas. Eu sabia que cabia a mim limpá-los e arrumá-los. Provavelmente ele não conseguia lidar com isso antes de eu trabalhar aqui.


A parte superior que tirei do armário, era um poncho com manga de dólmã, tinha quatro botões na frente. Ele também havia escolhido uma calça de cintura alta e um cinto grosso. Ao sair da cadeira e abrir a gaveta ao lado, tirou uma cueca e vestiu em seguida. Enquanto ele colocava o restante das roupas atrás de mim, eu abria as caixas com chapéu dentro.


— Aperte o cinto. — mandou.


Me aproximei de si e ajoelhei-me, começando a deslizar o cinto pela botoeira do poncho. Durante esse tempo, ele levantou os braços e me ajudou ao menos um pouco. 


Passei para o terceiro buraco e comecei apertar um pouco na cintura do conde. 


— Não, mais apertado. — mandou.


Enquanto eu tentava manter um bom aperto, ele pelo contrário bem se mexia, apenas estica as mangas até a palma da mão.  Para ser sincero, ele tinha uma cintura muito fina, que se eu colocasse minhas mãos no local, era possível meu dedos se unirem.


Quando voltei para caixa de chapéu novamente, conde Jeon apontou para o de seda com uma fita preta, então entreguei o chapéu. Logo em seguida, abri a gaveta onde tinham meias, algumas eram pequenas e outras bem altas. Conde às pegou uma delas e vestiu, sem me dar chance alguma, e então disse:

— Tire os sapatos de amarrar, de lá. — mandou apontando o indicador no segundo gabinete.


Quando abri a porta, vi alguns sapatos de cadarço de salto baixo, mas um deles eram sapatos de inverno, então eu tirei e coloquei em frente ao seus pés.


Assim que fechei novamente a porta, o vi acenando com a mão para me aproximar enquanto mexia de leve os sapatos com cadarço solto. Ao entender o que ele queria, soltei um suspiro e me aproximei e tentei colocar os cadarços. Embora estivesse um pouco perdido, ele me observava encostado na cadeira e com os braços e pernas cruzados. Eu estava me sentindo como se estivesse em um teste enquanto ele estava me olhando assim. No final, quando amarrei os dois sapatos, levantei-me e ele também fez o mesmo.


— As luvas estão nas gavetas superiores. — disse.


E então eu abri a primeira gaveta, vendo-o negar com a cabeça, e com esse gesto fechei e arrisquei-me abrir a segunda. Bingo. Ele realmente tinha muitas luvas de diversas cores, quando eu vi a luva que mais combinava com aquelas vestimentas peculiares, alcancei e entreguei.


Ele ficou em silêncio quando usava essas luva preta de couro rapidamente, apenas cantarolava com satisfação ao encaixar em seus dedos. E então começou a esfregar os seus dedos de uma maneira, primorosamente e mandou: — pegue o pente. — e se sentou novamente, mas agora, no sofá.


Olhei rapidamente em volta, procurando por um, ao encontrar, peguei e me posicionei atrás de si enquanto ainda estava sentado.


— Separe meu cabelo no meio, escove o lado esquerdo para trás e deixe o outro lado para si.


No começo, eu escovei seus longos cabelos encaracolados simplesmente com seus comandos. Apesar de longos, seu cabelo era macio e o pente desliza entre cortes brilhantes como um óleo. Até o cabelo desse jovem demonstrava sua nobreza.


— Qual seu nome? — quebrou o silêncio.


— Taehyung. Kim Taehyung  — respondo separando seu cabelo e os colocando para o lado.


Ele balançou a cabeça lentamente.


—  Bem, Kim Taehyung.—  Ele disse lentamente. —  Quantos anos você tem?


— Vinte cinco… — digo penteando seu lado esquerdo do cabelo para trás, como ordenou.


 —  Vinte e cinco.— Ele murmurou para si mesmo. Eu

posso jurar que vi seus lábios se curvarem por um momento. — Deve ser legal. —  disse por fim, com um suspiro profundo.


Tricotei minhas sobrancelhas quando ele falou como se estivesse ansioso por uma era que ele havia vivido. Onde eu poderia jurar que ele era mais novo que eu. Talvez ele só quisesse crescer? Às vezes, as pessoas não ficariam felizes com a idade e perderiam outra, ou período de suas vidas.


Reunindo minha coragem, perguntei nervosamente:

— E você senhor? Quantos anos tem?


Ele ficou quieto por um tempo. Quando esse curto período de silêncio valeu uma vida inteira para mim e me fez engolir quase de uma vez, ele me salvou desses segundos eternos conversando.


 — Vinte e três.—  disse endireitando-se. Ele levantou a cabeça e eu dei um passo para trás porque eu tinha acabado com o cabelo dele. — Jovem e ingênuo —, ditou com um sotaque estranho. — Foi assim que ele me chamou.


 — Quem…? — Minha curiosidade tomou conta de mim, então perguntei, mas estava preparado se ele iria me repreender. Eu não me sentiria degradado, desta vez eu estava pronto para seus comportamentos inesperados.


Mas ele não fez isso.


 — A pessoa que possui este livro.— disse e virou seu corpo para mim ao sair da cadeira.


Ele usava as luvas de couro e colocava o chapéu no cabelo, que eu fiz melhor do que eu esperava, depois me aproximei do armário com portas de vidro, peguei uma bengala com cabeça de cobra e bateu no chão com ela levemente. Quando ele levantou a cabeça com arrogância.


— me acompanhe até a outra ala. Eu tenho que conhecer minha família. — Ele disse.


[ … ]


Quando nos dirigimos para a outra ala do castelo, não era como se eu o estivesse escoltando, mas como se ele estivesse fazendo isso comigo. Enquanto ele caminhava à minha frente, e eu o seguia depois, ele liderava o caminho neste castelo que não conheço em nenhum lugar, e os servos que passavam por nós assentiram e continuavam. O som de sua bengala soou rotunda quando ele a atingiu no chão enquanto caminhava, e devo admitir que ele estava dando passos rápidos com suas longas pernas, fazendo com que eu o seguisse com dificuldade. Ele parecia estar com pressa.


Assim que entramos na outra ala pela porta, pensei que passamos  de um local vivo para um morto. Era estranho deixar a vida e a existência para trás, apenas passando por uma porta e entrando no lugar que foi capturado por um silêncio mortal. Talvez meu cérebro imaginativo estivesse montando tudo isso dentro da minha mente, mas eu não pude deixar de pensar que mesmo o ar desse lugar estava mais frio e os móveis pareciam mais sem vida.


Enquanto seguia o conde Jeon logo atrás dele, ao ver o Sr. Jung na frente da porta dupla no final da escada, fiquei aliviado por um motivo que não sabia. Ele estava de pé, vestindo o mesmo uniforme que eu vestia, e suas mãos estavam cruzadas atrás dele. 


Quando olhei para o homem atrás dele, vi um cavalheiro parecendo mais baixo que o Sr. Jung, mas mais volumoso. Lembro que ele o chamava de Conde Park. Ele tinha uma roupa mais ostensiva do que o conde Jeon; um monóculo no seu olho, com uma expressão entediada no rosto e a mão na cintura.


O colete preto estava cobrindo a camisa de veludo vermelho, parecendo coordenado pelas cores com o lenço preto no pescoço. Com as calças de couro apertadas na cintura e na capa, ele estava de pé enquanto o joelho estava dobrado e a mão no cabelo preto bagunçado. Brasões e correntes em seu colete o faziam parecer um homem velho com um perfil muito alto, apesar da pouca idade. Quando seus olhos azuis claros encontraram o conde Jeon primeiro, depois eu, ele não disse nada nem fez expressão. 


Ele parecia quase na mesma idade que o conde Jeon e sua pele pálida, combinava exatamente com ele.


Quando virei a cabeça e olhei para o cavalheiro em frente ao outro lado da porta, vi um jovem com rosto de porcelana, que apesar de sua baixa estatura, mostrou fisicamente que ele tem idade suficiente. 


Como seu corpo, sua roupa o fazia parecer velho também.


Quando você olha para o rosto dele, você pode até dizer que ele é fofo com suas feições suaves. Cada detalhe em seu rosto era gentil e fofo. Apenas seus olhos cinza-claros como o do conde Jeon e linhas faciais cercadas por círculos negros o faziam parecer velho. Com sua franja reta e preta, um jabot na camisa e no casaco de cauda longa, ele era mais antiquado. Aparentemente, ele era um dos mais antigos. Ainda com esse olhar, era impossível encontrar qualquer ruga de anos. Ele era tão escultural quanto o conde Jeon e o conde Park e sua cor de pele era clara de ovo.


Não vi nenhum funcionário pessoal ao lado dele.  Bem, ele não parecia precisar de um. Eu virei a cabeça para os dois homens ao lado dele e não pude deixar de olhá-los de cima a baixo.


 Um deles, curiosamente, era moreno em comparação ao outro. Eu tinha olhado a suavidade de seu rosto de bronze pálido por um tempo. Seus cabelos castanhos escuros com algumas mechas amarelas estavam afastados do rosto, e dessa forma sua pele parecia meio estranha de acordo com seus grandes olhos azuis, e bonitas também. 


Era óbvio que ele tinha uma roupa casual. De modo que, da cor marrom escuro de sua capa, combinava perfeitamente com sua camisa café com leite, o pano preto que cobria sua cintura, – juntando a calça e a camisa – formara uma imagem simples, mas adequada. Suas botas de cadarço estavam amarradas, e deixou elas como apoio na parede.


O outro ao lado, deve ser um dos homens estranhos que gostam de tocar, porque ele havia colocado seu braço possessivamente sobre os ombros daquele alto e corpulento. Sua pele pálida e ombros largos, cabelos longos e desarrumados e olhos azuis brilhando como os outros, tinham me chamado a atenção. Ele era um homem bonito, assim como os outros. Era como se eles fossem escolhidos entre o povo e de juntasse, incluindo o conde Jeon. Por outro lado, o homem que gostava de tocar, usava uma camisa colarinho aberto e um grande colar de pedra no peito, acompanhado com um crucifixo, só que pequeno. Eu estava necessariamente recebendo uma aura pirata dele. Essa pessoa era do tipo marginal, com um brinco de argola e calças pretas justas.


— você percebe há quanto tempo estamos esperando por você? — o conde Park perguntou, sem mudar sua expressão facial.


Hoseok logo tirou seu relógio do bolso e disse em direção ao Park: — exatamente três minutos. — e ao afirmar, colocou o objeto novamente em seu bolso da calça.


— Você poderia ter ficado sem mim. — respondeu conde Jeon, como se não tivesse sido repreendido.


Quando ele passou por mim, o som abafado de seus passos ecoou no chão. Fiquei deslumbrado com o brilho do piso de concreto polido. Meus passos o seguiram por um tempo, enquanto observava suas costas. Quando ele ficou em frente da porta, desviei meu andar em direção ao Hoseok e comecei a esperar, cruzando as mãos atrás da cintura.


Outros senhores seguiram o conde Jeon, que abriu a porta enquanto se agachava silenciosamente e logo todos entraram. Parecia que eles não queriam que víssemos o que havia ali, porque abriram a porta um pouco e não disseram nenhuma palavra para nós. Todos os sons desapareceram quando eles entraram. E então, eu e Hoseok ficamos lá sozinhos.


— O que há lá? — perguntei sem hesitar, vendo-o respirar fundo e entreabrir os lábios.


— Uma espécie de reunião… — respondeu. — Particular. Com convidados particulares. — completou.


Virei a cabeça para frente enquanto juntava as sobrancelhas, insatisfeito. Era compreensível, mas não uma resposta satisfatória para mim.


— Tudo bem… Mas o que vamos fez enquanto isso? — quando perguntei, ele encolheu os ombros.


— Nós iremos esperar. — me respondeu sem desviar o olhar da porta.


Com sua resposta, meus olhos ficaram maiores enquanto virava para perguntar:


— Você está falando sério?! — não conseguia controlar minha voz. — Você sabe quando eles voltarão? — ele balançou a cabeça de um lado para o outro sem mudar sua expressão.


— Depende deles. Às vezes leva duas horas, às vezes trinta minutos.


De repente, a palavra "duas horas" me veio à mente me fazendo sentir dor na cabeça, e o pensamento de esperar que saíssem por esse tempo todo, e também de pé, parecia que ia me deixar louco. Fechei os olhos cansadamente e expirei. 


— Sr. Jung, porque estamos fazendo isso?


— Ora, porque somos servos. — ele disse com um sorriso leve. Não havia alegria em seu sorriso? — Nós aceitamos dinheiro por isso. E ah! A propósito — colocou a mão no bolso e retirou um envelope. — Recebemos nosso salário diariamente, e este é o seu salário diário.— me entregou o envelope.


Eu olhei receoso e peguei gentilmente de sua mão, olhando aquele embrulho de papel. Tinha meu nome nele com uma letra bonita, e então abri para ver a quantidade.


— Oh meu Deus. — um sussurro desacreditado saiu de meus lábios. Era muito dinheiro, e só em ver a quantidade veio o som de caixa eletrônica em minha mente. — Tem certeza que esse é meu salario? — estava sem acreditar, mas ele assentiu.


Por não ter visto tanto dinheiro em toda minha vida miserável, meus lábios estavam meio abertos e soltei um suspiro. Enquanto tocava o dinheiro com o dedo, mordi meu lábio inferior.


Se eles realmente me pagam tanto assim todos os dias, eu esperaria seis horas  para eles voltarem.


— Além disso, seu dia de folga foi determinado; terça-feira. Neste dia, você pode fazer o que quiser e voltar ao castelo às onze, no máximo. Podemos dizer, que é o único dia que você não vai usar uniforme. — disse calmamente.


— Ah, muito obrigado. — agradeci alegre.


— Não me agradeça. São os condes que tomam essa decisão, sobre folgas, salário e até mesmo quarto. — disse dando um passo à frente lentamente, era óbvio que ele fez isso por causa de sua dor no corpo, por estar tanto tempo em um lugar.


— Posso perguntar-te uma coisa, Sr. Jung. — guardei o envelope no bolso enquanto perguntava.


— Depende de sua pergunta, Sr. Kim. — disse olhando em volta.


— Tudo bem, minha pergunta é muito simples e espero que você saiba a resposta por ser sênior; como? Como eles pagam tudo isso até mesmo diariamente? Onde eles conseguem todo esse dinheiro?


— Eles fazem negócios familiares há anos. Seus negócios então na produção de cereal da Romênia. Eles tem um mercado conhecido mundialmente e, certamente, seu trabalho tornou-se lucrativo e simples com a indústria atual. Revolução. Por outro lado, eles têm também uma enorme herança familiar. — Hoseok falou tudo com uma atitude calma, mas então suspirou angustiado. — Eu quero tanto fumar um cigarro agora.


— Oh, você fuma ? — perguntei curiosamente, e ele assentiu.


— Doentio, eu sei. Mas o que é saudável hoje em dia? Também… — respirou fundo. — sinto que estou colocando meus pés no chão.


— O que você quer dizer? — quando perguntei ele balançou a cabeça como se não fosse importante.


— Nenhuma das formas de vida gosta de trazer, afinal de contas  — eu fixei meu olhar nele, juntando minhas sobrancelhas. — Especialmente aqueles que examinam. — adicionou.


— Eu não entendi….— resmunguei.


— Agradável. — disse satisfeito.


Naquela hora, eu senti que Hoseok tinha mais obsessões do que apenas oportunidade, e talvez houvesse muitas coisas que ele sabia, mas era como fazer mais perguntas, não me faria nenhum bem. 


Enquanto eu estava perdido em meus próprios pensamentos, e de repente ouvi uma mulher gritando, meus olhos ficaram maiores, eu levanto minha cabeça e comecei a olhar em volta. Então eu virei meu rosto para Hoseok. Ele estava parado. Enquanto eu me perguntava se era um jogo da minha mente ou não, ouvi aquela mulher gritando novamente e pulei para fora da minha pele, ao mesmo tempo em que minhas bochechas ficaram completamente vermelhas porque esse grito, era tanto um grito de medo quanto um impuro um, se eu posso dizer. Foram os dois.


 — Sr. Jung, você ouviu o grito? — Eu perguntei com meus olhos dilatados e me virei para ele. Ele virou a cabeça para mim e franziu as sobrancelhas como se não entendesse o que eu pedi.


— Que grito? — Ele disse enquanto me olhava nos olhos. Esse olhar me fez sentir como se eu fosse o louco e ouvindo vozes sobrenaturais. Minha expressão horrorizada trouxe minhas sobrancelhas de besouro e lábios entreabertos. Então ele acrescentou: — Eu não ouvi nenhum grito.


[...]


Cerca de uma hora depois, o conde Jeon e os outros voltaram e deixaram a sala em silêncio, exatamente como eles entraram em silêncio. O conde Park e o conde Jeon haviam concordado como se estivessem sinalizando alguma coisa. Mas por não entender nada, não fazia sentido para mim.


 — Vamos lá.


Logo antes de me mudar do meu lugar com o comando do conde Jeon, assenti com Hoseok e comecei a andar atrás do conde Jeon. Minha mente, involuntariamente, procurava uma diferença nele, mas quando não encontrei uma, virei minha cabeça e

desisti. Nosso caminho a pé passou em silêncio novamente. Enquanto eu olhava papéis de parede e obras de arte embutidos na parede, o Conde Jeon havia consertado as luvas e empurrado o cabelo para trás.


Era quinta-feira e eu sabia que havia a recitação de poesia do conde Park amanhã, mas, por não saber como o conde Jeon passava seus dias, obviamente eu ia gastar o meu apenas obedecendo às ordens e aprendendo. Assim que chegamos à outra ala, mudando de direção tão rápido, ele entrou pela primeira porta que apareceu sem problemas. 


Enquanto isso, eu o segui com minhas mãos atadas, ele pegou o candelabro da mesa ao lado da porta e o colocou no interior. Quando olhei para o lugar que iluminava com a vela, percebi que era uma espécie de biblioteca, incluindo livros e cadernos empoeirados nas prateleiras e, aparentemente, era bastante grande.


No mesmo momento que meus passos se moviam entre os armários como se eles soubessem o caminho, me fez estremecer secretamente que estava muito frio e escuro lá e eu fiz uma careta quando ouvi um rato. Era estranho que essa família de amantes de livros não estivesse lá há muito tempo. Parecia condenado e enviado para o inferno.


Quando o conde Jeon chegou à estante que procurava, ele passou o dedo indicador da mão enluvada entre os livros enquanto procurava algo específico, depois alcançou uma prateleira superior e pegou um livro encadernado em couro preto.


 — uhmm, senhor ..—  eu disse docilmente. Na verdade, eu também estava desconfortável com essas maneiras, mas o Conde Jeon era como um muro, um homem difícil de conversar. 


Inevitavelmente, eu estava hesitando em perguntar algo ou conversar com ele e provavelmente todos ao seu lado estavam sentindo o mesmo. Quando ele passou o candelabro para mim quase sem desviar o olhar do livro, eu o segurava com dificuldade.


Ele começou a olhar com cuidado nas linhas das páginas tricotando as sobrancelhas. Foi uma pesquisa rápida. Ele olhou as páginas tão rápido, como se estivesse passando as páginas uma a uma com o dedo indicador, uma a outra tão rápido, e talvez aleatoriamente, eu não conseguia entender como ele iria encontrar o que queria dessa maneira.


Mas no final, aparentemente, ele encontrou o que procurava e acertou uma linha com o dedo indicador, o que eu não conseguia ver, depois fechou o livro rapidamente e virou se para mim. 


— Sim? — disse diplomaticamente. Ele tinha me encarado diretamente e isso me surpreendeu. Eu não conseguia entender se todos no castelo eram muito rápidos, ou eu sou muito lenta e leve em comparação com eles.


 — Está com fome? — Eu perguntei porque tinha esquecido a coisa real que eu ia perguntar.


Eu estava me sentindo tolo o suficiente e não podia mais deixá-lo provar isso.


 —  Não.—  Ele disse claramente.


 — Você gostaria de beber alguma coisa? Gosta de vinho?


 — Eu não bebo — , disse ele, olhando nos meus olhos como se eu tivesse cometido um erro. — Vinho, quero dizer.— Ele acrescentou em voz baixa.


 — Tudo bem —, eu disse com um longo murmúrio.— Há mais alguma coisa que você quer de mim?


 — Sim, me acompanhe ao meu quarto.— Ele disse enquanto passava por mim sem sequer tocar meus ombros. 


Nesse momento, mesmo que eu hesitasse um pouco, eu tive que pegá-lo porque estava segurando o candelabro, de modo que fui superado por ele e segurei a vela na nossa frente. Continuamos avançando no corredor que as velas iluminavam. Uma grande parte de mim ficou aliviada por sair da outra ala e, por conhecer o quarto do conde Jeon de vista, senti como se estivesse indo para um lugar mais seguro


Não conversamos no caminho para o quarto dele. Enquanto ele caminhava rapidamente a minha frente, segurando o livro com um braço, também demonstrava que conhecia o castelo como a palma da mão. Eu, por outro lado, tinha tantos lugares para explorar,tantas estradas para caminhar.


Quando entramos no quarto dele, ele colocou o livro na mesa de trabalho e logo depois colocou o corpo na cama. Enquanto estava deitado de costas na capa de ponta a ponta, Suas pernas estavam fora dela. Seus braços estavam abertos dos dois lados, exatamente

como a crucificação de Jesus.


Enquanto eu o observava de pé, ele observava o teto por um tempo com seus olhos cinzentos. Ele estava assistindo como se houvesse algo tão interessante lá em cima, por um momento que eu olhei pelo canto do olho, quis ver o que ele estava assistindo, mas estava bastante vazio.


— Eu me sinto tão... — ele disse lentamente, com uma voz grave. — Dormente.


Quando eu tricotei minhas sobrancelhas com sua frase, ele olhou para mim da cama.


— Você já sentiu o mesmo? —  Ele se sentou e olhou para o meu rosto com curiosidade. — Você já sentiu que não tinha mais nenhuma esperança ou desejo da vida, gosta de não sentir mais nada e ... entediado?


Enquanto suas frases estavam me deprimindo, seus olhos cansados apoiaram isso e me fizeram respirar fundo.


— Sim, eu disse limpando a garganta e honestamente. — Sim  senhor. Eu também me sinto assim às vezes.


— Hmm...—  Ele inclinou a cabeça lentamente. estava olhando para o meu rosto distraidamente e movendo as mãos na cama. — Bem, o que você costuma fazer para que esse sentimento desapareça?


 — Eu acho ..— disse enquanto pensava. — Eu quero sair. Observando alguma coisa, frequentando algum lugar e ... indo para a beira do lago, como costumava fazer na minha infância.


Ele balançou a cabeça em aprovação e ao deixar seu corpo de volta para a cama.


— Estou cansado o suficiente para tirar a roupa.—, disse ele. — Tire Minha roupa.


Quando meus passos se aproximaram da cama, ele estava deitado de costas para a cabeceira da cama. Enquanto eu colocava meu joelho na cama e tirava o cinto, ele estava olhando como uma boneca. Por um momento, fui ao seu armário e tirei uma calcinha, deixei-a na cama com cuidado. Ele me ajudou a inclinar a cabeça enquanto eu desabotoava seu poncho. Então eu andei pela cama redonda e tirei os sapatos um por um e os deixei no chão. Ele tentou tirar as meias petulantemente esfregando os pés.


 — Se eu tivesse a chance de ficar nessa cama para sempre, eu faria isso — disse ele enquanto eu tirava as calças. Eu não conseguia entender se ele estava falando comigo ou com ele mesmo. — Mais suave que o caixão e é aberto. Ele disse e sorriu cansado. 


Eu sorri também, me sentindo obrigado. Enquanto isso, eu havia tirado a calça e colocado o pijama listrado nele. Ele me ajudou de maneira bem-comportada a levantar os braços e, quando chegou a vez da parte inferior, ele quis dizer que não o queria balançando a cabeça com petulância. 


Era muito estranho que, esse jovem teimoso conde, fosse dócil quando faço o que ele quer. Talvez ele fosse assim por causa do meu primeiro dia no trabalho, mas eu não reclamei com certeza. No entanto, ele não era do tipo tímido e diplomático. Seu pijama comprido estava atingindo seus joelhos brancos, e ele estava em cima de suas mãos e joelhos, colocando a mão embaixo das bochechas sem quebrar sua atitude preguiçosa.


Sua perna estava sob o cobertor e a outra esticada confortavelmente. Ele murmurou um pouco. Na verdade, ele não parecia cansado, pelo contrário, parecia bastante agitado, mas eu não conseguia entender por que ele estava tendo uma atitude como as tartarugas.


Enquanto desistia de pensar nisso, quando tentei cobri-lo com o cobertor, mas ele me parou.


— Não quero.


— Ah sim...— eu o olhei diretamente de novo e perguntei: —  Há mais alguma coisa que você quer de mim? — Eu presumi que ele estava pensando sobre isso, porque ele hesitou e murmurou novamente.


 — Sim.—  Ele disse sem me surpreender, mas desta vez ele se endireitou e ficou sentado. — Eu quero que você me encontre uma bala. —  Com a resposta dele, eu não pude deixar de pensar se o ouvia ou não. — Uma bala de madeira — Ele continuou. — Carvalho, pinheiro ou nogueira, mas absolutamente não é uma árvore frutífera. Talvez um olmo.


 — Senhor, eu não pude entender direito ...— Quando falei, ele agarrou seu cabelo e colocou o dedo na ponta do nariz.


 —  Esqueça isso.—  Ele disse de repente e deu um suspiro. — Já era uma ideia ridícula.


Quando eu assenti, vi a expressão esperta de Aleck em seu rosto novamente. Ele virou o corpo para mim e deitou de costas para a cabeceira da cama. 


— Kim Taehyung — disse ele. — Você tem um amante, noivo ou esposa? — Até a pergunta dele era pessoal, eu não tinha resposta que evitaria responder.


—  Não senhor.— Eu disse.


 — Já teve? 


 — Não senhor.— Eu disse de novo. — Não sou um dos homens que chama a atenção das mulheres, infelizmente. Acho que elas gostam de homens viris que têm bons empregos. 


 — Por que você disse isso? Você é um homem e tanto —, ele disse apertando os lábios. — Além disso, você está trabalhando também, tem um emprego. Você não acha que é hora do casamento para você?


 — É claro que eu também gostaria; esposa, filho e casa, mas estou em um período em que mal posso me alimentar. Como posso andar com meu orgulho se amo uma mulher e não é o suficiente para ela?


Ele deu um meio sorriso. Enquanto isso, seu cabelo bagunçado caía pela testa, mas não conseguia cobrir os olhos brilhantes. Os dentes atrás desses lábios eram perolados e arrumados perfeitamente. Deus deve ser injustamente meticuloso, ele dera todas as partes mais bonitas a esse jovem. Até esse momento, nunca havia chamado a atenção de uma mulher, mas eu tinha certeza de que o conde Jeon tinha muitos pretendentes.


— Acho que não basta trapacear — disse ele, olhando em volta.— Mulheres, nunca esqueceriam isso e nunca perdoariam. Mesmo Deus não perdoaria uma coisa dessas. — Então ele jogou o cabelo para trás com uma atitude de artista. Eu podia ver seu pescoço branco claramente.— No entanto, o conde Park sabe melhor, ele passou por seis esposas, afinal. Ele não pode se livrar apenas de Carmilla. 


 — Um nome tão bonito — digo de repente. — Tem um tom fascinante.


 — Assim como Carmilla —, conde falou com um meio sorriso. —  Ela é uma mulher cativante, tão decisiva. Ela é da alta sociedade — observou suas unhas. — Em breve serei aceito para a mesma associação.


 — Você está falando sério? 


Ele assentiu. 


— Algumas semanas depois, a bola estará neste castelo e eles estarão — ele revirou os olhos. — Me aceitando.


 — Parece uma cerimônia de passagem à masculinidade. 


— Sim, mais ou menos algo parecido. — concordou.


 — Bem, mas e você? — digo para mudar o humor sufocante da sala. — Você atingiu a idade do casamento também. Você tem um amante ou noivo?


 — Você nem sabe meu nome, mas está perguntando, não é? — Ele disse enquanto deslizava seu corpo para a cama. Estava parecendo uma estrela do mar, não estava diferente. Dei de ombros.


 — Eu senti a necessidade de perguntar. — Eu disse. — Você não precisa responder, afinal. — fiz um bico.


— Eu sei, eu sei.—  disse e não respondeu à pergunta. Ele ficou em silêncio por um tempo e logo depois de adicionar.  Quando você souber meu nome, talvez eu responda a essa pergunta.


 — Claro. Como desejar, senhor. — apenas disse, sem me intrometer em nada mais, nem pedir nada  mais. — Eu acho que você vai dormir, eu vou deixar você em paz, se você quiser? — perguntei já me preparando para ir embora.


 — Eu não vou, já estou dormindo o suficiente.— falou e eu parei de me mover e fiquei no meu lugar. — Você mencionou sobre assistir algumas coisas quando se sente como eu. O que você assiste normalmente?


 — Ah...—,  cocei minha cabeça, pensando. — Não sei se há alguma nesta cidade, mas sempre houve óperas e apresentações de teatro na cidade em que nasci e cresci.


 — Ópera ? — ele perguntou curiosamente.


 — Sim, você sabe o que é ópera, certo? — quando perguntei, ele levantou os braços, o que significava: "claro". — Costumávamos ouvir Ópera e assistir teatro com meus amigos. Isso costumava mudar meu mau humor. — continuei Enquanto ele estava perdido em pensamentos e balançando a cabeça lentamente, ele estava olhando em volta. Naquele tempo, aproveitei a oportunidade para procurá-lo de cima a baixo. 


Seus grandes olhos estavam ficando maiores com seus olhares vazios. Eu estava olhando a vista lateral dele. Seu queixo era afiado, seus lábios eram pequenos, mas bonitos. As clavículas e a linha do peito apareciam no pijama. Ele colocou as mãos sem luvas nos lábios, enquanto suas unhas compridas as pressionavam, eu podia ver suas veias. Era uma pele branca com uma base inferior roxa. Pálido e marmoreal. Por causa das pernas esticadas confortavelmente, a ponta do pijama estava enrolada

nas pernas finas, mas musculosas. Era como se uma escultura grega antiga fosse colocada na cama. Com esses detalhes, ele superaria até as esculturas de Michelangelo. Mas por que eu estava olhando para ele assim? Talvez, como humano, meus impulsos em focar as coisas que considero bonitas fossem muito fortes, mas estava errado eu olhar para ele. Não fazia sentido. O que eu estava procurando nele? Quando eu virei meus olhos para ele novamente, ele havia lambido os lábios uma vez, virou-se para mim lentamente e afastou a mão da boca.


 — Vou pensar sobre isso. — Ele disse como se já não estivesse pensando há pouco tempo.


Enquanto eu ainda estava em transe, eu mal conseguia me recuperar, mas ainda tinha esquecido o assunto. Eu senti como se tivesse perdido a cabeça. Eu estava realmente me perguntando sobre a vida amorosa dele e, como servo, mesmo que eu revelasse a minha, era decepcionante que ele não fizesse o mesmo. Não ser apreciado por muitos anos, me fez acostumar-me a não me comparar com outros homens. Eu deduzi as diferenças entre eu e eles, pensando que eles eram mais ricos, mais bonitos e mais viris. E enquanto olhava para o conde Jeon, eu não estava me comparando com ele, mas estava imaginando como ele seria contra uma mulher. Talvez

esse fosse o meu primeiro pensamento mais proibido até agora. Quando adicionamos inteligência, cultura e atitude a esse corpo impecável, devo ser sincero, ela seria uma das mulheres mais sortudas do mundo. Provavelmente ele iria querer uma mulher bonita e culta como ele. Aves de uma pluma voam juntas, no final, e pude sentir que as mulheres nobres, que chamam a atenção de toda a cidade o tempo todo, estavam atrás do conde Jeon.


Quando comparado com ele, eu e os homens como eu, não tínhamos nenhuma importância. Este homem, pode até acabar com uma família. Ele não faria um esforço por isso. Uma mulher, poderia até deixar o marido para tê-lo.


 — Mudei de idéia. Vou descansar.


Quando ele falou e virou as costas, cobrindo-se na cama, eu tinha deixado meus pensamentos irem embora e tive que sair do quarto lentamente.







Notas Finais


Bem, foi isso! Até a próxima atualização. Espero que tenham gostado, e comentem o que acharam sobre algumas coisas.

Xoxo~


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