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História Serviço de Conselhos Moon Taeil - Capítulo 5


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Notas do Autor


Olá pessoas! Voltei com mais um capítulo dessa belezura.
Só quero avisar que este capítulo será narrado pelo Johnny.

Enfim, boa leitura.

Capítulo 5 - Peek a boo dos namorados


Eu queria que as coisas fossem mais simples, mas eu tinha um péssimo costume de complicar as situações.

Naquele momento eu estava sentado no chão do campo de futebol, derramando toda a água que tinha na minha garrafinha, na minha cabeça. O treino de hoje havia sido pesado e Jaehyun, o capitão, parecia que tinha chupado limão. Acho que Lee Taeyong havia — novamente — rejeitado mais um de seus pedidos de namoro.

Jaehyun não era o único que tinha azar no amor. Eu tinha muitos planos para minha vida e nenhum deles envolvia relacionamento sério, mas adivinha? Eu, John Suh, estava perdidamente apaixonado por uma pessoa que não queria me ver nem pintado de ouro. Infelizmente, não consegui evitar, afinal a gente não escolhe por quem se apaixona.

De qualquer forma, eu estava disposto a fazer o possível — e quem sabe o impossível também — para conquistar aquele coração de pedra porque eu, Johnny, não sou um homem de desistir.

— Que tal uma festa pra melhorar o humor do Jaehyun? — Yuta Nakamoto, um colega meu, perguntou sentando ao meu lado. — Acho que podia ser na sua casa, não é?

— Pode ser. — respondi, mas só percebi o que ele havia dito alguns segundos depois — Espera aí, uma festa? Na minha casa? Por que essas coisas sempre tem que acontecer na minha casa?

— Porque sua casa é grande e todo mundo iria em uma festa na casa de John Suh. — ele respondeu em um tom óbvio, mas aquele japonês ainda não tinha me convencido — Esse é o papel do hyung; ajudar os mais novos.

— Sei não hein...

— Qual é Johnny? Uma festinha pra descontrair. Todo mundo anda estressado com trabalhos, provas. A gente merece um pouco de diversão não é?

Algo dentro de mim me dizia para não fazer aquilo. Eu que devia estar me importando com outras coisas, mas seria só uma festinha, certo? Não iria matar ou tirar pedaço de ninguém.

— Tá bom então. — me levantei e dei a mão para ele se levantar também.

— É isso aí. — Yuta parecia animado — Esse é o Johnny que eu conheço. — disse dando tapinhas no meu ombro. — Vai ser nesse fim de semana, não se preocupa que eu e os garotos vamos cuidar de tudo.

Apenas confirmei e em menos de um minuto, Yuta já andava pelo campus gritando para Deus e o mundo que iria ter festa nesse fim de semana. Eu estava tão cansado devido ao treino, tão cansado pelas aulas, tão cansado por tudo. Mas havia algo — na verdade alguém — que por algum motivo me relaxava.

Moon Taeil estava sentado nas arquibancadas, lendo um livro enquanto tentava ignorar as discussões entre Doyoung e Taeyong, que estavam sentados ao seu lado. Ele estava pleno e sereno, que nem parecia aquele serzinho que adorava me humilhar. Parecia bem calmo.

Mas aquela calmaria toda estava prestes a acabar, pois Moon ainda me deve um favor e eu não era nenhum trouxa de deixar tudo aquilo barato.

(...)

Sempre odiei correio doce, mas conseguiram piorar esse negócio de uma forma absurdamente hilária.

Tudo começou quando cinco garotas — que não tinham nada melhor pra fazer da vida — tiveram a brilhante ideia de criar um projeto “revolucionário” para o dia dos namorados. A ideia de Bae Joohyun, Kang Seulgi, Son Seungwan, Park Sooyoung e Kim Yerim consistia em entregar uma carta, colada em um bombom de chocolate, onde estaria escrito uma declaração para seu amado/amada. E a lógica era você entregar a carta e o bombom para seu namorado, correto?

Errado. Quem disse que nessa universidade trabalhamos com lógica? — Talvez o pessoal de ciências exatas.

O esquema era esconder o bagulho e deixar seu namorado/namorada procurando como uma barata tonta pela carta com o bombom. Era como se tivessem misturado a páscoa com o dia do namorados, resultando no carnaval.

Admito que foi até criativo e a intenção era boa, porém muitas pessoas — inclusive eu e alguns colegas — aproveitaram essa oportunidade para enganar as pessoas. Escrevendo falsas cartinhas, iludindo um pessoal, quebrando corações e estragando casais — o importante era ver o circo pegando fogo.

Talvez por isso e mais alguns motivos, Taeil não ia com minha cara e chegava até mesmo a me odiar.

Mas naquele ano tudo parecia ir bem. O peek a boo dos namorados parecia ter conquistado todo mundo, inclusive meus parceiros de crime. Estavam todos empenhados em desencalhar.

— Sério isso? — perguntei, vendo Mark Lee se esforçando para escrever uma frase, que não soasse sem noção.

— Eu preciso me confessar para ela antes que eu perca a coragem. — disse ele pensativo — Acho que vou escrever uma carta para o Yuta hyung também, ele parece tão frustado esses dias.

Olhei para trás e vi Yuta Nakamoto sentado ao lado de Dong Sicheng, conversando sobre alguma coisa agradável, pois não paravam de trocar sorriso. Tudo parecia bem, mas eu tinha quase certeza que o Yuta havia falado alguma merda, pois em frações de segundos foi agraciado com um tapão de Winwin — apelido carinhoso de Sicheng —. Esse saiu bufando com ódio no olhar.

— Depois dessa até eu ficaria frustrado — comentei, voltando a olhar para Mark, que segurava um cartão na minha frente — O que foi?

— Por que você não escreve um?

— Acho melhor não...

— Você não tem nada a perder.

E ele estava certo, eu não tinha nada a perder. O único problema é que eu não conseguiria escrever uma carta romântica — na real, eu não consigo nem escrever uma carta normal — sem falar alguma burrada. Mas eu conhecia alguém que poderia me ajudar e se eu bem conheço essa pessoa, ela deve estar na biblioteca.

(...)

Eu esperava entrar na biblioteca e encontrar Taeil sozinho, falando novamente com os livros, mas ao contrário disso, ele estava correndo pelo local, sorrindo enquanto Doyoung o perseguia, com um livro nas mãos. Eu estava quase pensando em desistir e dar no pé, porém não vi que tinha uma pilha de livros atrás de mim, acabei por tropeçar, fazendo todos os livros caírem no chão. O barulho então fez com que aqueles dois parassem o que estavam fazendo e olhassem para mim, tentando arrumar os livros no lugar.

— Johnny? — Taeil foi o primeiro a se pronunciar — O que houve? O que está fazendo aqui?

— Eu? Ah, é que... Bom, eu...— Eu não sabia o que falar e nem precisei porque logo Taeil bateu com a mão na testa, como se tivesse lembrado de algo.

— Eu estou te devendo um conselho, não é? Desculpa eu me esqueci. — ele disse e logo fitou Doyoung. — Vai ter que me matar outro dia, eu preciso ajudar o Johnny.

— Então é pra ele que você está devendo um conselho? — o Kim cruzou os braços. — O que você anda aprontando com ele, Moon Taeil?

— Nada que seja da sua importância Doyoung. — ele respondeu ao outro, logo o arrastando para fora da biblioteca e antes que fechasse a porta, olhou novamente para Doyoung — Por que você não aproveita esse seu tempinho livre para escrever uma carta, declarando seus sentimentos para o Taeyong?

Doyoung corou bruscamente, estava vermelho como um tomate.

Quando dei por mim, estávamos apenas nós dois na biblioteca. Taeil parecia alegre, então seria bom eu aproveitar esse bom humor dele porquê não é todo dia que ele está assim.

— Cheguei em péssima hora? —perguntei, vendo ele organizar os livros que eu tinha derrubado.

— Na verdade você chegou em boa hora. — disse descontraído — Se não tivesse aparecido provavelmente Doyoung teria me jogado da janela. — ele me encarou — Então como anda seus planos amorosos?

— Bem, digo... até que ela não anda me xingando tanto.

— Sei... mas enfim como eu posso te ajudar agora?

Remexi meu bolso, atrás do cartão vazio que Mark havia me dado. Assim que eu o encontrei e mostrei para Taeil e adivinha? Fui recebido por série de gargalhadas

Ele realmente estava risonho hoje. E pelo que parece eu era o palhaço naquela história.

— Eu não acredito. — disse sem fôlego — É sério que você quer que eu te ajude nisso? Logo você que dizia que esse negócio de peek a boo dos namorados era para pessoas retardadas. Você está me surpreendendo muito esses dias.

Ok, Moon Taeil. Sou uma piada pra você?

— Vai me ajudar ou não!? — eu já estava começando a ficar aborrecido.

— Tá, tá, me desculpa. — ele se levantou e me ajudou a levantar também. Muito cavalheiro esse cara — Vamos começar então.

O bom humor dele durou pouco, muito pouco mesmo. Eu era uma pessoa que demorava para aprender e ele era uma pessoa que não tinha paciência, e quando se tratava de mim as coisas pioravam. Foi uma sessão de broncas e algumas farpas trocadas, o tempo passava voando lá fora e após muitas tentativas, a minha vontade era deixar aquilo tudo para lá só aumentava.

Mas ele me dava esperanças.

— Hum, vamos ver... — Taeil olhava atentamente a cartinha, com uma expressão séria, porém cansada.

— Ficou bom? — perguntei tentando não transbordar de frustração.

— Sendo sincero... — ele olhou seriamente, mas logo sorriu — Depois de umas oitenta e quatro tentativas, você conseguiu.

— É isso aí, eu sou demais mesmo.

Ele balançou a cabeça negativamente e começou a arrumar as suas coisas. Olhei para a janela e percebi que o sol já tinha ido embora, provavelmente o ônibus, que ele pegava todos os dias para ir pra casa, também já tinha ido. Apesar de poder receber um não como resposta eu decidi me arriscar.

— Ei, Moon. — O chamei quando ele estava prestes a abrir a porta e sair da biblioteca — Quer uma carona?

E por incrível que pareça, ele não negou meu pedido.

(...)

O trânsito estava calmo e quase não tinha veículos andando pela rua. Vez ou outra eu olhava para o baixinho ao meu lado, ele parecia se segurar para não cair no sono. Achei que seria uma ótima ideia colocar uma música para tocar, mas eu percebi que ele já estava cantando baixinho. Moon Taeil conseguia ser a coisinha mais fofa do mundo, se quisesse.

— Fazia tempo que eu não te ouvia cantar — eu disse calmamente, dando um leve sorriso.

— Você já me ouviu cantar? — ele se ajeitou no banco e olhou para mim, um tanto curioso.

— De vez em quando eu passava pela biblioteca e via você lá, cantarolando. — comentei e ele parecia assustado — Ei, juro que eu não estava te espiando! — O desespero era real.

Ele sorriu. Não foi um sorrisinho debochado ou sua típica gargalhada que usava para rir das minhas bobagem. Foi um sorriso satisfeito, singelo e muito bonito por acaso.

— Durante todo este tempo eu tinha uma plateia me assistindo.

Eu apenas dei um sorriso bobo e ele voltou a cantar, só que dessa vez mais alto e nenhum pouco sonolento.

Ele continuou cantando até chegarmos no condomínio onde ele morava e eu apenas aproveitei, bastante admirado, aquela voz tão angelical. Subitamente, minha única reação foi bater palmas por aquela maravilhosa performance — já poderei dizer que conheci antes da fama.

— Incrível.

— Fazia um bom tempo que eu não cantava para alguém — disse um tanto tímido — É bom essa sensação.

Eu devia ter dito alguma coisa depois disso. Novamente ficamos em meio àquele típico silêncio costumeiro, mas dessa vez foi bem mais agradável que os outros. Quando acordei daquele transe, Taeil já estava tirando o cinto de segurança.

Antes que pudesse sair do carro, algo veio em minha mente.

— Nesse sábado eu vou dar uma festa. — Eu não olhei diretamente para ele, mas observava todas as sua reações. Ele me encarou confuso, mas logo voltou a ajeitar suas coisas.

— E o que tem? — perguntou simplório.

— Sei lá, você não que dar uma passadinha por lá? Só pra se divertir sabe.

Ele parou. Pareceu pensar em alguma coisa enquanto mordia a boca — e eu fiquei hipnotizado por aquilo.

Eu estava esperançoso. Se ele aceitasse, significava que eu teria uma chance de fazer aquilo dar certo e também ainda conseguiria acabar com aquela situação que eu mesmo havia criado.

— Foi mal, Johnny. — ele abriu a porta do carro e saiu — Acontece que eu já tenho planos para o fim de semana.

Uma facada teria sido menos dolorida.

— Certo... — eu passei a mão pela nuca, frustrado — Boa noite então.

— Boa noite e obrigado pela carona. — ele fechou a porta e saiu em direção à sua casa.

Suspirei tristemente. Nunca pensei que chegaria em uma situação dessas, mas agora não tinha mais como voltar. Talvez eu devesse abandonar aquela ideia de uma vez, afinal estava mais que na cara que eu não teria chance. Eu pisei fundo no acelerador e por um momento até pensei em ter ouvido o meu nome ser chamado, mas eu decidi deixar para lá e seguir em frente.

Não fazia nem sentindo eu ficar daquele jeito, até porquê fui eu quem disse, anos atrás, que nós dois não dávamos mais certo e que separados ficaríamos bem melhor.

A real é que sou um tremendo de um mané, que acabaria tendo o coração partido.


Notas Finais


💔💔💔


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