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História Servindo ao Fracasso - ATEEZ - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


oi, fiz isso aqui pensando na @kidol... então seria essa... minha primeira fic... dedicada a ela?

não sei, mas espero que gostem!
é algo MUITO aleatório ok owo

Capítulo 1 - Totalmente derrotado e despedaçado


Fanfic / Fanfiction Servindo ao Fracasso - ATEEZ - Capítulo 1 - Totalmente derrotado e despedaçado

Faziam dois meses em que Park Seonghwa estava trabalhando em uma cafeteria, no centro da cidade.

Lá era um local onde haviam aqueles caprichos que chamavam a atenção só pela aparência, onde os funcionários sempre estavam servindo com um sorriso no rosto, apesar do cansaço da vida monótona ou da dor no braço de tanto fazerem os pedidos na hora.

O salário também não era um dos melhores, mas quem não tinha escolha estava ali. 

Porém, hoje, todos os funcionários receberam a trágica (boa) notícia de que seu querido (terrível) chefe havia sido demitido. E nem foi pela petição que eles fizeram sem Song Mingi saber não, o chefe do chefe na verdade já estava de olho no grandão de cabelos vermelhos faz um tempo.

Não é como se Mingi fosse um chefe terrível, na verdade ele é muito simpático e brincalhão. 

Brincalhão até demais.

E justamente isso que foi o problema principal, pois Mingi só podia achar que o trabalho deles era moleza, pois vivia indo lá para comer de g-r-a-ç-a, enquanto papeava com o vento, já que todos ali trabalhavam e tentavam ouvir algo que o ex chefe falava, sempre falhando nessa missão. Fora que Mingi também não entendia nada sobre o lugar, sempre comprando coisas erradas e dando mais prejuízo para a empresa de seus tios.

Sendo assim, o próximo sucessor era o próprio filho dos Kim. 

Boatos dizem que ele não havia herdado antes pois planejava construir seu próprio café, mas falhou quando soube que o único local acessível onde ele queria era onde ficava uma árvore de Osmanthus.

Sim, ele é um verdadeiro bobão louco por plantas, principalmente a citada, e tem um coraçãozinho muito grande e bom (é o que dizem), tanto que estava a um bom tempo tentando achar um terreno onde não havia nada, de preferência ele compraria onde já haviam coisas construídas.

— O chefe ainda não está na cidade, mas mesmo assim fiquem atentos e não decepcionem o meu filho. — o velho olhava no fundo da alma de todos. — Jongho, conto com você.

Enquanto ele falava, o sininho da porta ecoou, tlililim, cativando os olhares de alguns para verem de quem se tratava. 

Seonghwa foi o primeiro a perceber, já que se distraía fácil e estava nervoso demais com a presença do velhote ali, porém não conseguiu olhar para o rosto do novo cliente, que poderia ser um adolescente pelo seu tamanho, já que estava de cabeça baixa.

O homem deve ter percebido que estava atrapalhando e se virou, indo embora.

— Seonghwa, atenda o novo cliente — Jongho, o novo responsável que era mais novo que o Seonghwa, porém que estava a mais tempo ali, pediu para o amigo — o velho enrolou tudo nóis aqui. 

Seonghwa riu pelo jeito descolado-adolescentístico que o Choi falava.

— Tudo bem. — ele sorriu antes de pegar a caderneta e ir andando com passos leves até o cliente que estava de costas. 

Seus cabelos eram vermelhos paixão igual de seu antigo chefe, porém um pouco mais gritantes. 

"Engraçado, será que é moda essa cor?"

— Boa tarde, em que posso ajudar? 

— Boa tarde! — o homenzinho percebeu a presença do Park, tratando logo de guardar seu celular iPhone 11 pro max plus... — não estou familiarizado com este lugar, então poderia me recomendar algo? 

Quando o moranguinho terminou de falar, Seonghwa estava paralisado. Na verdade, paralisado desde quando o ser se virou para falar com ele.

Seonghwa é o tipo de garoto que acredita em superstições e coisas do tipo, e por ele estar reclamando antes do chefe chegar de que queria alguém para mimar, acreditou que o novo cliente seria esse alguém.

O rostinho pequeno e com traços bem desenhados cativaram logo de cara a atenção do Park. Seu nariz fininho e sua voz de um tom gostosinho demais de se ouvir, acompanhados de um sorrisinho que carregavam dentinhos perfeitamente alinhados, encantaram de vez Seonghwa.

— Está tudo bem? — o rapaz que até agora ele não sabia o nome, perguntou. 

— Oi? Ah! Sim, sim, sim… — o de cabelos castanhos-amendoim respondeu — que tal o famoso rainbow-crepe-cake? É bem popular, apesar de não ser tudo isso que falam pois é literalmente só uma massa colorida com corante e… — Seonghwa percebeu que estava falando demais. E se o menino pensasse que ele estava recomendando algo ruim para ele? — Acho melhor o senhor ficar com o bolo de Oreo! É uma delícia, sim, sim, uma delícia… — parecia mais que o coitado estava falando consigo mesmo de tão nervoso que ficou.

— Ah, tudo bem então. — Seonghwa ouviu a risadinha gostosa do homem, fazendo com que ele quase se derretesse ali mesmo. — Vou querer um café para acompanhar então.

— Ok, já iremos trazer o seu pedido, senhor! — Seonghwa se curvou em um ângulo exato de noventa graus, quase batendo a cabeça na mesa. 

— Kim Hongjoong. — o tal morango que agora é Hongjoong, revelou o nome quando Seonghwa estava prestes a dar o segundo passo para sair dali.

Ele sorriu, sorriu mesmo. Um sorriso de orelha a orelha que não tinha como quem estivesse em sua frente não olhar. 

— Seonghwa, Park Seonghwa. — ele se virou e sorriu, menos exageradamente, para Hongjoong.

E tornou a caminhar em direção ao balcão, recebendo olhares desconfiados e divertidos dos outros funcionários. 

Eles até queriam zoar Seonghwa, mas, sem tempo irmão.

Seonghwa tirou um pedaço considerável do bolo de Oreo e deixou separado, indo em seguida no balcão para preparar o café comum.

Mas enquanto ele colocava o líquido na xícara e ia pegar o açúcar, ele notou que Hongjoong estava observando o lugar, balançando suas perninhas como quem estava animado. 

Mas algo melhor (ou pior) ainda destruiu Seonghwa. 

As roupinhas folgadinhas que deixavam Hongjoong ainda mais pequenamente-tiny e amável, com as mangas do casaquinho moletom quase cobrindo as mãos que eram proporcionais a ele. Fora a touquinha branca que estava sobre a mesa. 

Ah, como Seonghwa gostaria de vê-lo usar aquela touquinha!

— Seonghwa! — Jongho, o dito cujo de antes, cutucou sua cintura, fazendo o mais velho ir para o lado oposto e acordar. — Quando 'cê vai dar o pedido do cara?

— Ah verdade! — o sonhador pegou a xícara e a equilibrou na bandeja com o bolinho que estava a um tempinho ali.

Ele foi andando a passos apressados – apesar do local nem ser tão grande assim, capaz até que Hongjoong pudesse vê-lo fazendo seu trabalho – até a mesa onde o vermelhinho estava o esperando enquanto lia algo no celular.

— Aqui está! Desculpe a demora. — Seonghwa se desculpava, tímido por ser tão no mundo da lua.

E romântico demais. 

— Sem problemas, obrigado. — Hongjoong agradeceu enquanto pegava a xícara para degustar seu precioso cafézinho.

Porém esse precioso cafézinho não era tão precioso não. Ele estava morno (ok, isso não é algo tão ruim assim, mas o baixinho gosta de café quente) e… Doce demais! 

Foi preciso apenas um gole para o dedo de Hongjoong ficar paralisado por conta da diabete que desenvolveu ali..

— Algum problema? — Seonghwa perguntou, por sorte ou azar, ele ainda estava ali admirando o biquinho que Hongjoong fazia quando ia tomar algo que esperava que estivesse quente.

— Isso — ele tossiu, apenas para dar ênfase no seu desgosto — está muito doce! Céus! — ele encarou Seonghwa, com seus olhinhos gritando: água! Por favor, água!

— Meu pai! Me desculpe! — Seonghwa berrou, berrou mesmo, e saiu correndo, quase atropelando uma mesinha que estava atrás dele.

O Park veio com uma garrafinha e um copo, na bandeja, servindo o moço de cabelos vermelhos. 

Hongjoong pegou o copo de imediato – todos do local estavam olhando a cena, como se estivessem vendo um filme – e bebeu como se não houvesse amanhã. 

— Obrigado. — ele sorriu após terminar, deixando Seonghwa mais aliviado. — Isso realmente me pegou de surpresa. 

— Novamente, me desculpe. — o moreno se agachou novamente no ângulo de noventa graus.

— Está tudo bem. — Hongjoong ria, tentando deixar o garoto mais confortável. 

Seonghwa não demorou em sair dali para deixá-lo em paz, pelo menos para degustar o bolo que até então estava intocado. 

Não demorou muito e logo Hongjoong se levantou, indo para o caixa pagar pelas coisas, e em seguida sair pela porta do local, dando um aceninho com sua mãozinha pequenininha esquerdinha para o altão.

[...]

Por incrível que pareça, Hongjoong voltou no estabelecimento após três dias, dando de cara com Seonghwa que estava correndo para lá e para cá como sempre.

Ele disse um "boa tarde", indo para a mesma mesinha de antes, olhando para trás como quem estivesse esperando que o cachorrinho o seguisse. 

E foi o que Seonghwa fez. Ele o seguiu para anotar seu pedido, que felizmente já estava decidido. 

— Um crepe-cake de matcha e café, sem açúcar, por favor. — o Kim riu divertido, e Seonghwa também, apesar de ficar vermelho igual o cabelo do amante de café.



— É a sua chance, cara. — Jongho, que sempre está metido nos assuntos de Seonghwa, o alertou quando viu ele voltar.

— Ok, espero que ele não guarde rancor. — Seonghwa riu sem humor algum, pegando um biscoitinho de gengibre, que ele havia separado para dar como pedido de desculpas, pique natalino – a data estava próxima – com suas mãos suadas. 

Eww…

Ele separou as coisas e deixou três sachês de açúcar na bandeja, coisa que ele deveria ter feito desde o primeiro dia que Hongjoong ordenou o café, e carregou o biscoitinho pelo plástico, na mão mesmo.

Hongjoong o avistou, quiçá ele sempre esteve o observando, e sorriu. 

Seonghwa deve ser muito trouxa mesmo, a ponto de achar que aquele sorriso era diferente como os outros, sendo que ele estava sorrindo para a comida. 

Mas Seonghwa sendo Seonghwa, foi inventar de jogar os cabelos para trás, para dar um charme (eles também estavam o incomodando, em sua defesa), e acabou por derrubar o bonequinho em forma de biscoito. 

Foi a típica cena em câmera lenta, mas para não deixar você, leitor, agoniado com o exibicionismo e estupidez de nosso querido Seonghwa, posso dizer que ele QUASE derrubou a bandeja inteira. Por sorte dos deuses e anjos, eles apertaram suas mãos nos dois lados da travessa.

Hongjoong se levantou assustado, indo catar o biscoitinho despedaçado igual o coraçãozinho de Seonghwa, pois ele queria poder se agachar também para pegar na mão de Hongjoong, como desculpa de que era o biscoito. 

Uma funcionária que estava por perto foi mais rápida que Hongjoong, que agradeceu a ela com seu sorriso que, na mente de Seonghwa, só ele podia ver.

— Seonghwa, Jongho está te chamando. — a menina avisou, vendo o baixinho bombadinho fazer um sinal a ela.

— Me desculpe, pode escolher o que quiser, eu pago. — o de cabelos-achocolatado dizia triste, pois pensava que nesse ritmo ele iria afastar seu soulmate.

O que não deixava de ser verdade também.

— Tudo bem, coisas assim acontecem, sério. — o Kim colocou sua mãozinha no ombro de Seonghwa, dando um sorriso que fizeram os olhos de Seonghwa enxergarem estrelinhas, de tão brilhante que eram os dentinhos do pequenino.

Mas antes mesmo que ele pudesse se afundar nos próprios pensamentos, ele sentiu a aura negra atrás dele, vinda diretamente de Jongho. 

Ele tratou de se despedir e foi andando até o balcão, onde o responsável temporário o olhava com uma sombrancelha arqueada, esperando a justificativa dessa vez.

— Jongho, olha, é que eu vi um bicho-

— O menino se chama bicho agora? — Jongho riu da própria piada. — Qual é, Seonghwa! Não me importo se você acha que ele é o amor da sua vida e quer se aproximar dele, mas pelo menos faça as coisas direito! 

O mais velho murchou, triste, pois contra fatos não há argumentos. 

— Me dê mais uma chance, por favor. — ele disse pidão, como se Jongho fosse o mais velho e responsável dali.

Jongho não era o mais velho, mas era o mais responsável.

A única coisa que confortava seu coraçãozinho era que pelo menos não havia nenhum chefe para puxar sua orelha, só o bebezinho gótico.

Realmente, ele tinha sorte. 

[...]

No outro dia, ninguém esperava que Hongjoong fosse aparecer, pois qualquer ser de mente saudável não voltaria mais naquele local. 

Mas ele apareceu, e para melhorar; com o mesmo sorriso de sempre e suas roupas largas e confortáveis. Hoje em especial ele parecia mais confortável ainda, podendo ser facilmente cofundido com um travesseirinho soft-fluffy (lê-se: macio).

Talvez ele estivesse tentando dar mais uma chance ao café, ou a Seonghwa mesmo.

Jongho havia deixado Seonghwa participar do atendimento dele, mas seria no preparo da comida e que ele não iria falar com o menino caso ele aparecesse. 

E assim o fez; Seonghwa preparou o sanburguer que Hongjoong pediu, só não preparou o café pois aquilo estava virando sinônimo de azar para ele.

O Park estava fazendo com tanto carinho, parecia tudo perfeito naquele dia até.

Quando terminou, ele entregou a Jongho, que iria servir o cliente azarado e aproveitando, se desculparia em nome de todos também. 

Seonghwa observava de longe, escondido com os outros funcionários. Pareceu que deu tudo certo pelo olhar calmo de Jongho, e tiveram certeza quando ele confirmou.

Eles voltaram ao trabalho, Seonghwa meio afastado, só na cozinha lavando louça para não causar nenhuma cena pela terceira vez.

O menino pensou que iria ter sossego hoje, como qualquer dia, mas só foi lavar a quinta louça que ele ouve seu nome. 

— Oi? — ele perguntava com um misto de emoções de: felicidade e medo. 

— Hongjoong quer conversar com você, ele está lá na mesa de fora. — Jongho avisou, sorrindo. 

Todos os outro colegas de trabalho zoavam Seonghwa, gritando no modo sussurro alguns: "Boa Seonghwa!" "Hoje tem, ein!" "Finalmente!"

Ele foi todo feliz encontrar Hongjoong, que sorriu ao vê-lo, dando espaço para ele sentar  na cadeira vaga. 

— Park Seonghwa, certo? — ele questionou, vendo o coitado abrir um sorriso só pelo fato dele lembrar de seu nome.

Se bem que, com esses acontecimentos, era quase impossível esquecer. 

— Sim. — ele tentava não transparecer que estava alegre e apaixonado. 

— O sanburguer estava sem maionese. — Hongjoong revelou, desfazendo o sorriso do homem a sua frente — E sabe, ando observando todos e você é o que mais erra. Principalmente comigo. — Seonghwa estava entendendo a situação, mas ao mesmo tempo não — Demitido. — e por fim, fez uma cara séria, uma feição que Seonghwa nunca imaginaria ver no rosto que tanto cobiçava. 

Ele era Kim Hongjoong, o sucessor daquela cafeteria e o famoso cliente azarado.

E Park Seonghwa, agora, era o desempregado que havia vacilado com seu chefe três vezes. 

E essa foi a história de amor que Seonghwa suspira cada vez que se lembra.

Um suspiro pesado...


Notas Finais




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