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História Sessão privada - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Aproveitando o horário para fazer repostar indecentes, mesmo sabendo que eu realmente só posto a essa hora, seja angst ou pwp.
Bem, estava eu na quarentena sem nada pra fazer e decidi reformar boa parte do meu perfil. Refiz muitas capas, corrigi muitas histórias, comecei e terminei outras, mas... com essa eu tinha que fazer diferente. Bem, pra quem não sabe, Sessão Privada foi postada há fucking 3 anos atrás. Nesse meio tempo minha escrita mudou muuuito mesmo, e, como eu já não gostava tanto do conjunto da obra, decidi não revisar, mas sim rEESCREVER Sessão Privada. Ela foi escrita praticamente do zero: eu usei o que eu tinha como uma ideia base e mudei muitas coisas, desde as personalidades à música dançada pelo Johnny e muito, mas muito do sexo em si, que continua curtinho mas pelo menos tá bem escrito — não é a toa que a história aumentou em quase 2K de palavras. Fora isso, temos uma capa nova e um banner (ambos feitos por mim rsrs).
Eu poderia enrolar mais e ambientar vocês bem, mas vou me conter e dizer que a fic agora se passa em 2011, época onde as locadoras de vídeo já começavam a capengar devido à nova era digital. Boa leitura!

Capítulo 1 - Pay Per View - repost


Fanfic / Fanfiction Sessão privada - Capítulo 1 - Pay Per View - repost

「sábado, dezoito e vinte e nove」

 

Alguns poucos raios de sol ainda despontavam no horizonte longínquo enquanto Johnny, com o resto de paciência que lhe sobrara, esperava o namorado em frente à locadora de vídeos na qual trabalhava. Seo tamborilava os dedos na porta de vidro entreaberta, o sininho que encimava-a vez ou outra soava acidentalmente e assustava o jovem apreensivo, que ansiava pela chegada de Jaehyun antes que as ruas ficassem escuras e desertas — perigo tanto para si quanto para Jung.

Entre um suspiro frustrado, desviou o olhar da rua para o relógio em seu pulso, que marcava dezoito e trinta e pouco — Johnny nunca havia desenvolvido a habilidade de ler com exatidão relógios de ponteiros, e também não gostava muito da pulseira que apertava-lhe o pulso, mas aquele relógio, que havia sido presente de sua mãe, era um item de valor sentimental incalculável. Bastaram alguns poucos minutos distraindo-se com reminiscências acerca de sua vida em Chicago para que Jaehyun surgisse dobrando a esquina, as mãos descansando nos bolsos da jaqueta jeans enquanto caminhava tranquilamente na direção do namorado.

— Você disse que chegaria antes das seis! — Seo exclamou assim que a calma em pessoa parou em sua frente.

— Perdi o ônibus. — justificou simplista ao que deu de ombros — Estou aqui agora, não? — questionou em tom de deboche, exibindo um sorriso convencido.

Sem esperar pela réplica do namorado, aproximou-se do sujeito e escorregou para dentro da loja pelo pequeno espaço entre o batente da porta e corpo do americano, aproveitando os poucos segundos que viu-se colado ao moreno para roubar-lhe um beijo.

— Vai provocando, vai… — resmungou enquanto um sorriso ladino brotava em seus lábios.

Após dar uma boa olhada em cento e oitenta, apenas confirmando se não havia ninguém de tocaia numa esquina escura, esperando a chance para sacar o canivete e colocar em seu precioso pescoço, Johnny fechou a porta, baixou a cortina e trancou todas as travas de segurança. Quando enfim terminou o serviço, encontrou Jung carregando a jaqueta nos braços enquanto passeava curiosamente por entre as diversas prateleiras. Jaehyun nunca havia visitado o namorado no trabalho por conta dos horários da faculdade — e aos sábados por estar cansado demais —, mas bastou adentrar a locadora para entender porquê Seo nunca chegara no apartamento que dividiam reclamando de seu trabalho: o ambiente preenchido pelo som de uma rádio Bossa Nova era acolhedor por demais.

— Jae — o moreno chamou pelo mais novo, que encarou-o curioso por sobre uma das prateleiras —, preciso terminar de organizar a sessão infantil. É rapidinho, pode ficar a vontade. — explicou-se, logo recebendo um joinha como resposta.

Enquanto Johnny realizava os últimos afazeres da noite, Jaehyun apossou-se do banquinho atrás do balcão, sobre o qual largou sua jaqueta, e passou a distrair-se com o sistema da loja instalado no computador antiquado de tela gorda, rolando o scroll do mouse e passeando os olhos pelos mais diversos títulos, suas sinopses, gêneros e preços.

— Vocês alugam filmes adultos! — Jung exclamou surpreso, chamando a atenção de Seo, que acabara de terminar a reposição dos títulos infantis. O moreno logo seguiu para a frente do balcão, apoiou os cotovelos sobre a jaqueta alheia e encarou o namorado, que tinha os olhos vidrados na tela e um sorriso travesso pintado nos lábios, que passaram a listar os últimos títulos alugados — As vadias de Beverly Hills, Gaiola das Vadias, Vadias no Cio... A criatividade pelo visto não é o forte desse pessoal. — comentou meio desgostoso ao que ajustou a postura.

— Os com Vadia no nome são os que mais saem. — Johnny justificou entre um dar de ombros, rindo da expressão de concentração do acastanhado — Sei bem o que está procurando, mas o máximo de material gay que vai achar aí é uma dupla penetração, e provavelmente nem são no mesmo buraco. — esclareceu, divertindo-se mais ainda com a expressão de pura indignação que Jung exibiu.

— Porra, nenhum Corbin Fisher? Lucas Entertainment? — questionou encarando o namorado, que apenas negou com a cabeça, ainda risonho — Que lástima! — exclamou, por fim largando mão do mouse.

— Parece até aqueles caras solitários que vivem à base de pornô que parece caseiro, creme hidratante e uma meia velha escondida debaixo da cama que tá dura de tanta porra. — comentou como quem não quer nada, arrancando uma gargalhada gostosa do acastanhado.

— Talvez, mas muito talvez, eu fosse um desses caras solitários — disse ainda sorridente ao que girou no banquinho e apoiou os cotovelos no balcão, ficando cara a cara com Seo —, mas hoje eu tenho você, seu belo corpo e… é, acho que a gente ainda usa meias velhas pra limpar porra. — comentou com os lábios perigosamente próximos aos semelhantes.

— Sim, usamos. — o moreno concordou sério enquanto projetava-se para frente. Estava prestes a beijar o namorado, mas parou abruptamente ao que teve uma ideia maluca, porém tentadora — Jae, você já foi na sessão adulta de uma locadora? — questionou sacana, recebendo um riso soprado como resposta prévia.

— Não, minha mãe nunca me deixava passar pelas famigeradas cortinas de miçangas… — confessou antes de umedecer os lábios com a língua de forma provocante.

Contrariando o Anjinho e o Diabinho em seus ombros, que gritavam em uníssono “Vai que é tua, Taffarel!”, Johnny deixou apenas um breve selar nos lábios do namorado antes de afastar-se. Mas aquele não havia sido um ato insensato; Seo apenas queria dar a volta no balcão para abraçar Jung por trás, descansar as mãos sobre as laterais da cintura do acastanhado e sussurrar travesso ao pé do ouvido alheio.

— Bem, hoje iremos realizar o maior sonho de um adolescente punheteiro — disse baixinho entre beijos e mordidas leves no pescoço de Jung, que logo arrepiou-se todo —, e muitos outros mais.

Entre risos, Jaehyun logo abandonou seu lugar e retribuiu alguns dos beijos antes de ter a destra agarrada pela canhota do namorado, que puxou-o para fora do balcão e passeou por entre as prateleiras de catálogos e lançamentos até ambos pararem em frente às famosas cortinas de miçangas cor de areia. Cavaleiro como era, Seo largou a mão do acastanhado, afastou algumas cordas e, com um gesto teatral, deu passagem a Jung.

— Os últimos serão os primeiros. — Johnny disse todo pomposo, recebendo do namorado uma exagerada reverência em resposta antes de adentrar o corredor escuro que dava na sala de conteúdo adulto, logo sendo seguido pelo moreno.

Diferentemente da área comum, a sessão adulta tinha poucas, porém altas prateleiras, bem como as embutidas na parede, que davam a impressão de irem do chão ao teto.

— Achei que a ambientação seria melhor; faltou um pornô em looping pra instigar o consumidor. — Jaehyun comentou risonho ao que deu uma volta na pequena sala.

— Vou anotar sua sugestão e encaminhar aos meus superiores, senhor. — Johnny respondeu brincalhão, recebendo um tapinha amigável de Jung no antebraço.

— Nota Dez. — leu o título do primeiro DVD que retirou aleatoriamente de umas das prateleiras. A capa exibia uma “estudante”, cuja os botões da camisa quase explodiam pelo tamanho avantajado de seus peitos, apoiada numa carteira observando o indiscreto volume de seu “professor” enquanto o sujeito levantava a saia da loirinha com uma régua — Os caras realmente acham isso excitante? — questionou de cara feia.

— Lá vem Jung Jaehyun, o militante problematizador da indústria pornográfica. — Seo disse risonho ao que tomou o filme da mão alheia para que pudesse ler a descrição no verso — Quando se trata de sexo, Jae, os homens que são clichês: sentem prazer nas ridículas e mínimas coisas que nunca poderão ter ou fazer; tipo foder uma colegial loira e peituda que geme yeah, teacher, fuck me harder, please! enquanto finge estar gostando disso.

— Que horror! — Jung exclamou, surpreso com a sinceridade alheia.

— Não é horrível, Jae, é só… comum; já atendi muitos assim. — comentou entre um dar de ombros antes de devolver o DVD à prateleira.

Sem titubear, Jaehyun precipitou o braço até a cintura do namorado, confortando-o em um abraço de lado com direito a tapinhas na lateral da cintura.

— Na boate em Chicago ou aqui? — perguntou entre um leve aperto.

— Em ambos — confessou ao que retribuiu o gesto carinhoso antes de virar-se, ficando de frente para Jung —, mas aqui ao menos não preciso transar com eles. — completou com um sorriso satisfeito antes de aproximar-se e tomar os lábios do acastanhado em um beijo voluptuoso.

— Sabe — Jaehyun disse entre um beijo e outro, chamando a atenção do namorado que logo findou o ósculo —, é muito estranho te beijar na frente de vários e vários DVDs pornôs. — confessou divertido, arrancando uma gargalhada gostosa de Johnny.

— De acordo. — concordou quando acalmou o riso, por fim deixou um selar breve nos lábios do namorado antes de afastar-se e puxar o sujeito consigo em direção a uma porta meio escondida nos fundos da sala — Vamos para outro lugar.

— Afinal, qual o tamanho dessa loja? — Jaehyun questionou incrédulo; para uma simples locadora de bairro aquele lugar até que era bem grande.

— Bem, a loja em si tem um tamanho regular; essa porta é uma ligação com a antiga cantina ao lado, que o Sr. Kim conseguiu comprar algumas semanas atrás. — Seo explicava despreocupadamente enquanto guiava Jung pela escuridão do cômodo qual haviam entrado, iluminado apenas pela luz que esgueirava-se pela porta entreaberta — O motivo de estar ligado à sala de vídeos adultos é que — dizia enquanto tateava uma parede, enfim achando o interruptor e iluminando o local — planejamos tornar o entretenimento mais real. — completou sorridente.

O acastanhado demorou um pouco para acostumar-se com a claridade repentina, mas logo conseguiu atentar-se à bagunça meio organizada pela sala: balcões, cadeiras e prateleiras em um canto, um conjunto de sofás circulares ainda protegidos por plástico em outro e, posicionado bem ao centro, um palco circular e um mastro de aço que estendia-se do chão ao teto. Jaehyun encarou o pole de cima a baixo, exibindo um sorriso nervoso; sabia exatamente para o que servia aquilo.

— Eu não sei fazer isso. — anunciou entre um riso soprado.

— Me surpreenderia se soubesse, Jae — Seo comentou sorridente ao que conduziu ambas as mãos até os ombros do namorado, massageando a área meio tensa —; mas eu sei. Que tal um showzinho particular? Afinal, nunca te deixei a par de todas as minhas habilidades… — sugeriu em um sussurro sedutor próximo ao ouvido alheio, recebendo um suspirar pesado e o relaxamento dos músculos como uma prévia confirmação.

— Seria estranho eu dizer que estou muito excitado para esse espetáculo? Tipo, literalmente? — Jung questionou meio rouco, de olhos fechado, ao passo que pendeu a cabeça para trás, encostando-a no peito do moreno, que logo desceu suas mãos até a cintura do acastanhado.

— Nada estranho — disse ao que precipitou os dígitos para dentro da camisa alheia, pressionando-os contra a pele em brasa do namorado, aproximando-se cada vez mais, até ter a ereção pressionada contra o início das costas de Jung, que suspirou desejoso —, até porque também estou bastante excitado. — verbalizou enquanto fazia leves movimentos contra o cós alheio, por hora tendo de contentar-se com aquele mínimo contato.

Após um demorado beijo no pescoço do acastanhado, Johnny afastou-se e seguiu em direção ao pequeno palco. Sem cerimônias sentou-se na beira do tablado e retirou tênis e meias antes de enfim subir na estrutura não muito alta, passando a deslizar as mãos e circular o mastro gelado enquanto acompanhava os movimento de Jung, que logo sentou-se confortavelmente no sofá mais próximo ao palco, tendo uma vista privilegiada do moreno, que provocava-o com olhares e sorriso ladinos. De pernas bem abertas, o acastanhado segurava com firmeza o cinto enquanto resistia ao desejo latente de descer o zíper e retribuir as provocações alheias enquanto satisfazia-se com as próprias mãos — apenas continha-se pois sabia que, no fim das contas, a recompensa valeria a pena.

Sem pressa, Johnny desceu do palco e ajoelhou-se, passando a revirar a caixa de CDs que havia deixado atrás do elevado. Em questão de minutos o escolhido já se encontrava rodando no antigo rádio bolinha da loja, ligado à tomada mais próxima e colocado sobre uma banqueta com o volume no máximo. Aproveitando-se dos segundos de silêncio durante a leitura do disco, Seo subiu novamente ao palco, recobrando de imediato a atenção do acastanhado, que aguardava ansioso enquanto assistia o moreno aquecer os músculos.

Não demorou muito e os acordes do baixo ecoaram imponentes pelo cômodo, logo sendo acompanhados pelo estalar de dedos ritmado e por Johnny, que tomou impulso para girar com um dos braços e uma perna entrelaçados na barra. Enquanto Beyoncé suspirava e cantava sobre sentir o mais puro e carnal tesão, Seo executava o que lembrava de sua antiga coreografia, improvisando com giros e deslizadas de mão pelo corpo quando se perdia entre os movimentos mais complexos, dando sempre o melhor de si para entreter e manter o fogo do namorado, que não ousou desviar os olhos do moreno por um segundo sequer — quase não piscava tamanha fascinação.

Jaehyun contemplou cada mínimo movimento executado por Seo do começo ao fim, quando o moreno tomou impulso para subir alto no pole e escorregar lentamente pelo metal já quente, isso tudo de cabeça para baixo. Quando suas mãos tocaram a base, Johnny girou até ficar de costas para o namorado e soltou as pernas, que penderam no ar até que seu pés descalços tocarem o palco e, um de cada vez, estabilizaram sua postura em ponte para que pudesse subir o torso e parar em pé, encarando Jung no exato momento em que a música chegou ao fim.

Ofegante, o moreno desceu do palco e caminhou a passos leves na direção do acastanhado, por fim sentando-se no colo do mais novo, apoiando os joelhos sobre o estofado plastificado.

— Estou meio enferrujado pra isso — comentou meio tímido, pendendo a cabeça em direção ao mastro enquanto encarava os olhos famintos que lhe devoravam; não conseguiu evitar morder o canto do lábio inferior —, mas há certas coisas que nunca se perde a prática. — disse entre um sorriso divertido ao que rebolou sobre o volume indiscreto de Jung, que não demorou a precipitar as mãos até a cintura alheia e apertar-lhe a área em um pedido mudo, que foi atendido de prontidão.

Sem enrolar, Johnny inclinou-se para trás e retirou a própria camiseta antes da do namorado, embolando e atirando ambas em um canto qualquer. Com o indicador da canhota percorreu o caminho entre os lábios entreabertos e o cinto já meio frouxo do acastanhado, demorando-se no abdômen que sempre lhe arrancava suspiros pesados. Bastou Jaehyun piscar e seu cinto, bem como o botão e zíper de sua calça, já se encontrava aberto. Após um beijo demorado e uma leve mordida no lábio inferior de Jung, Seo levantou e despiu-se quase que por completo, mantendo apenas a box vermelha que marcava sua ereção. Exibindo um sorriso sacana, Jaehyun também abaixou as calças e chutou-a para longe, não perdendo a oportunidade de apertar o próprio volume antes de dar dois tapinhas na coxa, convidando o namorado a sentar-se novamente. E Johnny foi sem titubear, tomando os lábios de Jung em um ósculo desejoso antes mesmo de, de fato, alcançar o colo do acastanhado, que não demorou em precipitar a destra até o pescoço do moreno enquanto a canhota masturbava-o ainda por cima da cueca já melada.

Sem um aviso prévio, Johnny findou o beijo e deslizou pelas pernas de Jaehyun até seus joelhos baterem contra o chão gelado. Sem tirar os olhos dos semelhantes, Seo traçou uma trilha de beijos pelo peitoral e abdômen do acastanhado, descendo pelo caminho do paraíso até encontrar a glande marcada pela cueca branca. Passou então a provocar o namorado com mordidas leves pela extensão do membro de Jung, que ofegava enquanto seu pênis pulsava por baixo do tecido, ansiando por um contato mais concreto.

Johnny era um amante de preliminares provocativas, Jaehyun sabia muito bem disso — e gostava de ter seus limites testados pelo namorado —, mas, somando o show prévio aos apertos e mordidas que recebia, Jung concluiu já ter sido paciente demais naquela noite. Por isso não tardou a chamar a atenção de Seo com um aperto indiscreto em seu ombro, logo precipitando os dedos para os lábios entreabertos do moreno, que encarou-o com um olhar curioso, mas não tardou a decifrar o sorriso ladino e o olhar certeiro do acastanhado na direção de seu membro.

Em um ato de complacência, Johnny dispensou a espera por um pedido verbal, levantou-se e logo despiu sua última peça de roupa antes de, sem vergonha alguma, tomar em mãos o próprio pênis e iniciar uma lenta e prazerosa masturbação, que logo foi interrompida pelas mãos intrometidas de Jaehyun, que não demorou-se em chegar mais perto e passear a língua por toda a extensão do membro, subindo da base até a glande e circulando-a com devoção, intercalando o ato com longas e profundas chupadas findadas com sucções e estalos molhados que acompanhavam os gemidos roucos de Seo.

Repentinamente, Jaehyun teve as madeixas agarradas com brusquidão por Johnny, que não tardou a empurrar a cabeça do acastanhado para trás. Enquanto encarava-o fundo nos olhos, Seo retomou sua lenta masturbação, o prazer dessa vez sendo intensificado pela generosa quantidade de saliva deixada por toda a extensão do membro por Jung, que dessa vez era quem observava a cena boquiaberto, os olhos pingando desejo.

Para Seo, Ter Jaehyun totalmente entregue e dependente, a mercê de suas decisões e ações, só não era mais prazeroso do que estava por vir.

— Acho melhor tirar isso... — Johnny disse provocante ao que deslizou a mão do cabelo até a bochecha de Jung, deixando um carinho breve na pele rosada antes de apontar a box branca e afastar-se. Seguiu até a pilha de roupas e passou a revirar o bolso da própria calça — E colocar isso. — completou ao longe, atirando na direção do acastanhado a camisinha que deixava escondida entre os bolsos de sua carteira para situações como aquela.

Rindo da péssima pontaria do namorado, Jaehyun inclinou-se para deslizar pelo corpo a peça remanescente e alcançar o pacotinho no chão. Sem demora abriu e vestiu a camisinha, ajustou a postura no sofá — o plástico já colava nas costas e bandas do acastanhado devido ao suor — e adicionou um um pouco mais de lubrificante natural — o famigerado cuspe — pela extensão de seu pênis, masturbando-o lentamente enquanto aguardava por Johnny, que não demorou a retornar ao conforto das coxas de Jung.

Após uma breve e significativa troca de olhares, na qual Jaehyun questionou por meio das sobrancelhas franzidas se Seo estava certo daquilo e logo fora respondido com um simples menear de cabeça e um sorriso de canto, o moreno firmou os pés no chão e levantou para posicionar-se acima do membro do namorado, que o segurava firmemente pela base com a canhota enquanto a destra apertava um dos mamilos de Johnny, que passou a masturbar-se em uma tentativa de desviar o foco da dor que sabia que sentiria nos primeiros minutos. Apesar do breve momento de desconforto, Seo logo se viu preenchido pelo pênis de Jung, as bandas prensadas contra as coxas do acastanhado, que não tardou a puxar o moreno para outra sessão de beijos, chupadas, mordidas e apertos, alguns gestos relaxantes, outros excitantes. Jaehyun aguardou pacientemente o tempo de Johnny acostumar-se com a invasão e começar a movimentar-se por conta própria, logo dando sinal verde para que o namorado o fizesse também.

Em seu próprio ritmo, lento e provocante, Johnny cavalgava no pau de Jaehyun enquanto trocavam carícias e perversões sussurradas entre beijos e gemidos despudorados, os quais nenhum dos amantes fazia questão de conter ou controlar; queriam mais que os vizinhos e transeuntes ouvissem e invejassem a lascívia que ressonava de seus corpos em brasa.

Há tempos o casal não invertia as posições ou ousava uma sacanagem em lugares incomuns e impróprio — gostavam da adrenalina misturada ao tesão e medo de serem pegos; com quando transaram em um dos desvios da trilha do parque principal. Seo era demasiado apertado e macio para Jung que, desacostumado a ser o ativo, não demorou a sentir o ápice do prazer aproximar-se. Enquanto Johnny ocupava as mãos apertando os cabelos e mamilos do namorado, Jaehyun levou a canhota às fartas coxas do moreno e a destra ao membro menosprezado que pingava desejoso, indicando que Seo também estava prestes a desmanchar-se no mais puro deleite. Juntando dois mais dois, o moreno logo compreendeu as intenções do acastanhado e intensificou o ritmo das sentadas, vez ou outra alcançando aquele ponto específico que o fazia revirar os olhos e desejar por mais.

E foi entre metidas impetuosas e uma grosseira mão-amiga que Johnny desmanchou-se com fartura sobre o abdômen de Jaehyun, que investiu contra Seo algumas vezes antes de também gozar entre suspiros pesados e gemidos roucos que logo foram interrompidos por um ósculo voluptuoso iniciado por Johnny. Por fim, Jung findou o beijo e recostou-se ao estofado ao passo que Seo repousou a cabeça sobre o ombro do namorado, que ainda respirava ofegante.

— Isso foi… — Jaehyun até tentou, mas não conseguiu mensurar tudo o que sentia, então contentou-se em sorrir ladino enquanto desenhava com o indicador padrões imaginários no cós da cintura alheia.

— Foi intenso pra caralho. — Johnny, que não tinha vergonha em momentos como aquele, verbalizou os pensamentos do namorado antes de desvencilhar-se dos braços confortáveis do sujeito para então levantar-se — Sinceramente, eu poderia deitar e dormir nesse sofá meia-boca agora, mas…

— Mas…? — Jung incitou Seo a continuar, mesmo sabendo que não seria respondido tão cedo. Enquanto Johnny alongava os músculos e juntava as roupas jogadas ao chão, Jaehyun retirou a proteção de seu membro já meio mole — Onde eu jogo isso? — questionou após um nó no invólucro, varrendo a sala com os olhos em busca de um lixo que não existia.

— Ah, sei lá, guarda na jaqueta e joga quando chegar em casa. — Seo disse travesso, mas acabou por abrir um largo sorriso ao que virou e deparou-se com Jung encarando-o emburrado, ainda sentado e com a camisinha entre os dedos — Segura aí, a gente joga com o lixo da loja depois.

— E essa sujeira aqui? — resmungou ao que notou a porra do moreno começar a escorrer por sua virilha e coxas, apontando-a com o queixo.

Após pensar por alguns segundos, Johnny simplesmente largou as roupas novamente no chão, retirou suas meias e jogou uma na direção de Jaehyun — na cara, para ser mais exato —, que sorriu divertido antes de também começar a limpar-se. Quando enfim conseguiu levantar-se, Jung vestiu a box antes abandonada ao seus pés e seguiu na direção do namorado, pegando-o de surpresa com um abraço por trás enquanto o moreno já subia as calças.

— Já quer mais uma? — Johnny questionou em um tom duvidoso, rapidamente abrindo o zíper recém fechado — Mas dessa vez eu sou o ativo.

— Mas nem fodendo; eu estou esgotado. — Jung resmungou, arrancando risos soprados de Seo ao que dirigiu as mãos para zipar a calça alheia por conta própria — Mas quem sabe quando chegarmos em casa… — comentou como quem não quer nada, deixando tapinhas na cintura do namorado antes de virá-lo para que ficassem de frente um para o outro.

— Você pode ser a sobremesa depois do jantar. — Seo disse simplista, intercalando o ato amoroso que era deixar um beijo na testa de Jung com um belo e sacana aperto na bunda do mesmo.

Afinal, tudo na vida é uma questão de equilíbrio, certo?


Notas Finais


Mudei o final pra uma situação engraçada totalmente sem graça... choices.
Enfim, como eu disse, a história é ambientada em 2011 (mais especificamente 27/08/2011; sim!, eu sou o louco dos planejamentos0, então boa parte das coisas que eu citei já existia até essa data: as gravadoras citadas pelo Jae existem e são clássicas, e a música eu deixei meio claro mas é Fever da Beyoncé (link logo abaixo). Meus únicos deslizes foram o meme do Taffarel e o termo militante que não era usado com esse sentido, mas relevem.
✩ Fever (ou no bom português: Tesão) da Beyoncé: https://www.youtube.com/watch?v=GOmHhKMpY24

Já fiz um textão nas iniciais, então não vou me prolongar aqui. Obrigado por ler — ou reler, não sei —, se cuidem, usem máscara e até mais♡♡♡

✩ Divulgação básica de Clube do Gelo, minha maior e melhor história até o presente momento. Dream Team, comédia romântica+colegial+gangues+mistério, markhyuk+norenmin+jaeyong e uma caralhada de outros couples: https://www.spiritfanfiction.com/historia/clube-do-gelo-12474173


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