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História Sete de Maio - Capítulo 13


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Capítulo 13 - Beijo


Fanfic / Fanfiction Sete de Maio - Capítulo 13 - Beijo


~ ♤ ~


Levi assistiu a luta de Mikasa e Aurora de longe, ficou um pouco chateado pela Ackerman ter perdido mesmo que soubesse qual seria o resultado final. De braços cruzados, próximo à entrada do alojamento, ele observava a princesa vir em sua direção. As pessoas de Schäfer prestavam os parabéns para a mesma, já as de Trost possuíam um olhar incrédulo. Aurora caminhava como se estivesse fugindo de algo, ela olhava para a palma da mão esquerda, enquanto a outra mão segurava o pulso contrário. O capitão permaneceu imóvel até a princesa passar por ele, fingindo que não o tinha visto, adentrando ao alojamento. O baixinho a acompanhou levantando um questionamento.

— Qual o problema?

Aurora logo parou de andar em meio às mesas do corredor, e de costas para ele, respondeu.

— Nenhum.

A morena se permitiu caminhar adentrando imediatamente o corredor dos quartos, o baixinho seguiu aquelas passadas rápidas com facilidade.

— Você está andando como se fosse uma criminosa — Disse o capitão.

Aurora não o respondeu, ela estava prestes a entrar no próprio quarto quando Levi a impediu puxando-lhe pelo ombro. O baixinho a girou para que a mesma ficasse de frente para ele, os olhos cinzas de Levi bruxulearam ao ver a raiva estampada nas íris azuladas da jovem a diante. O cenho dela estava tão franzido que o deixou surpreso.  E esta era a terceira vez que Levi não a via sorrindo.

— Ouça, eu não sei o que deu em você. Mas você está agindo estranho desde o que aconteceu na muralha — Falou Levi — eu provavelmente estaria pouco me fodendo para o que você sente, porém isto pode trazer futuros problemas. Então, o que está acontecendo?

Aurora depositou um tapa na mão de Levi fazendo o membro voar para longe de seu ombro ossudo.

— Como você pôde...? — A voz de Aurora estremecia.

Levi arqueou a sobrancelha.

— Pude o quê?
— Como você pôde pedir ao Eren para se transformar em titã na minha frente? — Esbravejou a morena.

Levi respirou fundo, e em seguida tentou contê-la.

— Fale baixo.
— Vai se foder. – xingou Aurora — Eu entrei aqui neste reino, fui atacada, fui humilhada, as pessoas tem medo de mim porque pensam que eu sou um titã — apontava para si mesma após cada fato — para no fim o Eren ser um titã? Você sabe como estou me sentindo?!
— Sei.
— Não, você não sabe. Seu merdinha!

O capitão agarrou Aurora pelo braço. Ignorando os protestos da moça, ele a arrastou para seu próprio quarto, depois empurrou a morena contra a porta a fim de fechar a passagem. Aurora só parou de se debater quando ouviu o barulho das mãos de Levi apoiarem-se bruscamente no objeto de madeira, um pouco acima da cabeça da mesma. O moreno a encarava nos olhos, parecia que conseguia enxergar-lhe até a alma. Ele estava acima dela. Era tão prazeroso olhar alguém do alto. O cenho de Aurora fora relaxando aos poucos, com aquele silêncio, era capaz de apenas ouvir a respiração acelerada da princesa.

Os rostos de ambos tão perto deixava a morena afetada, Levi naquele momento, conseguiu faze-la ficar indefesa.

— Não vou permitir que você fale comigo desse jeito, projeto de princesa. — disse ele com um tom calmo.

Aurora depositou a mão direita no peitoral de Levi o empurrando de leve para que o moreno se afastasse, ela sabia que se o mesmo continuasse a falar daquele jeito, tão próximo, ela cometeria uma loucura. Após o baixinho obedecer, Aurora virou o rosto para um ponto específico no chão ao seu lado direito. Levi já ereto, se pôs a falar.

— Eu imagino o quão irritada você deve estar, eu no seu lugar me sentiria da mesma forma — falou o capitão controladamente — há muita merda enterrada por trás deste negócio do Eren ser um titã.
— Você podia ter contado desde o começo — Aurora falou em um sussurro abraçando um dos braços pelo cotovelo, ela permanecia sem encarar Levi.
— Lamento, mas isto está fora de cogitação — O moreno respondeu formalmente para que a outra não se irritasse — além do mais, se alguém tivesse que te contar algo sobre isto era o Eren. Só que eu revelei tudo apenas por um objetivo pessoal.
— E qual era?
— Eu já falei. Você consegue derrubar um titã com facilidade e maestria, fiquei impressionado e isto sem o DMT. Confesso que, me deixou um pouco puto este fato, mostra o quanto ainda preciso aprender.

 Aurora mordiscou o interior da bochecha ao ouvir aquela frase, Levi depositou seus dedos delicadamente no queixo da menor, virando o rosto dela em sua direção. Institivamente a morena entreabriu os lábios. O capitão prosseguiu.

— Desculpe por hoje, foi imprudência minha revelar o que era então um segredo. Eu nunca deveria ter feito o que eu fiz, foi algo arriscado, afinal eu não confio em você. E nem em ninguém do seu povo. Terei que reportar tudo ao Erwin, é capaz de alguém ter ouvido o escândalo que você fez lá fora...

O moreno sabia que todo mundo havia visto Eren em forma de titã sob a muralha, mas ninguém fazia ideia do que se tratava aquilo. Mas após o acesso de raiva de Aurora, seria ruim para o mesmo se alguém tivesse ouvido e por maldade, reportar a Erwin que agora vive enfurnado no palácio. O comandante deve tomar conhecimento de todos os detalhes apenas pela boca de Levi. Falar aquilo para Aurora retirou um peso ENORME de seus ombros.

A princesa franziu o cenho novamente.

— A culpa é minha? — ela questiona.
— Eu não disse isso.
— No fim de tudo, você só se importa com o que lhe convém. Me diz, você só me usou para dar informações para o seu superior, certo? — Aurora sentia a ira sucumbir no seu interior.
— Não era a minha intenção inicial, mas toda informação é válida. E sim — retrucou Levi secamente — Se você se queixa por eu me interessar com o que me convém, é verdade. Eu não me importo em como você se sente, e sabe por quê? Porque desde o começo você se comportava como uma pessoa falsa, sempre com um sorrisinho ridículo no rosto. Parecia uma boneca sem emoção alguma. Mas hoje, pelo menos hoje, você demonstrou algum sentimento. Já estava na hora, projeto de princesa. Você não tem ideia do quão irritante era olhar pra sua car—

Repentinamente, um estalo. Aurora acabara de estapear o rosto de Levi com força. Tanta força que deixou sangue em sua bochecha, sangue este que saíra do corte mal cicatrizado na mão da morena. Levi sentiu o ardor no local. Aurora sentiu o ardor em sua mão. Levi permaneceu calmo, lentamente ele tornou a mirar a princesa que trincava os dentes. Ela logo partiu para cima do mesmo lhe distribuindo vários tapas em diversos locais.

— Você é o pior ser humano do mundo — dizia Aurora enraivecida — eu odeio você!

Levi soltou um muxoxo agarrando os dois pulsos da mesma os levando até o alto e os prendendo na porta, bem acima da cabeça da morena. Aurora debatia-se e protestava para que fosse solta, ela tentava se livrar das mãos de Levi de todas as maneiras. Logo lembrou-se que poderia golpeá-lo com as pernas, todavia, o baixinho colocara a própria coxa entre os membros da princesa, os separando e imobilizando-a.

Ele deixou Aurora se debater até cansar, constatou que a morena era forte. Mas não mais forte que ele.

— Não haja como se fosse uma garotinha mimada — alertou o capitão aproximando o rosto da outra.

Aurora ofegava com a boca entreaberta, ela notou que Levi não parava de encarar seus lábios. A princesa encolhera-se um pouco, o coração disparava dentro de seu peito.

— O que você vai f—

Levi selou os lábios de ambos delicadamente, houve um breve protesto de Aurora com aquele ato. Ela permanecia de olhos abertos, um tanto sobressaltada. Quando vira que seus movimentos eram inúteis, a garota decidiu não resistir mais a aquele desejo. Aos poucos, a morena fora relaxando, até então fechar os olhos.

O capitão ao notar o desleixo da outra, a afrouxou nos pulsos. Ele pediu passagem com a língua, e quando fora permitida, notou que Aurora estava entregue a aquele momento. Ambas as línguas dançavam em um ritmo lento, mas ao mesmo tempo quente. Era uma dança que ali mesmo eles haviam criado. Levi soltou os pulsos de Aurora, dando total liberdade para ela fazer o que quisesse. Sem perder tempo, a morena os posicionou no pescoço do capitão entrelaçando as mãos. Já o outro, a puxou pela cintura para mais perto. Sentiu a intimidade da morena roçar por completo em sua coxa.

Quero que ela seja minha, pensava o capitão. Agora. No meu quarto. Na minha cama.

O moreno sentia um calor subindo por dentro, um desejo superior a qualquer outro que ele tenha tido em algum momento da vida. Entretanto, ficou decepcionado quando a princesa parou o beijo em busca de ar.

Ela ofegava enquanto observava Levi a sua frente. O olhar do capitão era lascivo. Aurora engoliu um pouco de saliva e o empurrou de leve novamente para que o mesmo se desaproximasse. O capitão obedeceu sem hesitar, então ela saiu pela porta em silêncio.

Levi passeou as mãos pelos cabelos após cinco segundos desde que a porta fora fechada o deixando sozinho. Em seguida, ele depositou a mão sobre a área que ainda ardia em seu rosto. Estava úmida. Após ele retirar a palma, constatou que havia um pouco de sangue.

Dela.



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