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História Sete dias - Girafa e Rabia - Capítulo 5


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Notas do Autor


Bom, quem tá acompanhando vai perceber que eu vou fazer uma aproximação bem lenta. Não queria mostrar a Rafa se jogando nos braços da Gi do nada (já que elas são inexperientes).

Capítulo 5 - Sexta-feira (manhã)


Fanfic / Fanfiction Sete dias - Girafa e Rabia - Capítulo 5 - Sexta-feira (manhã)

Assim como no dia anterior, Bianca e Marcela saíram de manhã cedinho para correr. O sol já brilhava no céu e o clima estava fresco.

“Menina, minhas pernas ainda estão doendo de ontem, cê não tá entendendo”, reclamou Marcela.

“Relaxa, é porque você não tem condicionamento”, falou, “mas depois se acostuma.” Bianca se abaixou para amarrar o cadarço do tênis que havia se soltado, fazendo com que Marcela parasse sua caminhada.

Olhando para trás, a loira disse: “Aqui, você conseguiu saber alguma coisa sobre as intenções da Rafa? Você tinha dito que conversou com ela ontem”.

“Bom, sim... mais ou menos”, desconversou. “Não posso te dar todos os detalhes do que ela me falou porque seria muuuito errado, mas...” Parou a frase na metade para se levantar.

“Mas?”, indagou Marcela.

“Mas eu acho que nesse mato tem cachorro”, falou rindo.

“O que te faz pensar isso?”

“Ah, nem foi algo que ela tenha dito, mas o jeito que ela reagiu com o que eu falei.” Elas voltaram a caminhar. “Antes que você me pergunte o que eu falei para ela, eu vou contar”, disse. “Eu fiz todo um discurso sobre liberdade, busca pela felicidade, essas coisas... Parece meio idiota, mas acho que ela precisava ouvir aquilo. Ela deve tá cercada de gente conservadora que acha que é perversão ficar com alguém do mesmo sexo. Falei pra ela se libertar dessas amarras e tal...”

“Que profundo”, zombou Marcela. “E quanto a reação dela?”

“Ah, na hora ela nem disse nada, mas parece ter ficado bem reflexiva. Tanto é que ela nem dormiu direito essa noite. Acordei de madrugada para tomar água e ela estava sentada na cama olhando pela janela do quarto.”

“Não podemos ficar muito animadinhas, porque isso não significa que ela esteja caindo de amores pela Gi, né?!”

“Sim... vamos ver como elas vão se comportar hoje na festa.”

“Hm? Do que você tá falando?”

“Ué, minha filha, tá perdida no tempo, é?”, debochou. “Hoje é sexta, e teremos festinha.”

“Tava sabendo disso, não”, falou espantada. “Pelo jeito eu não fiquei sabendo de nada”, brincou.

“Mas isso nem foi informação repassada pela produção, maluca. Tava no contrato”, disse. Rindo, Bianca continuou: “Tenho certeza que a Gizelly tá sabendo”.

“Nossa, não acredito que deixei passar isso. Pra mim a gente teria que fotografar todos os dias e pronto”, falou Marcela, colocando atrás da orelha os fios de cabelo que caiam sobre sua testa.

“Bom, na prática a gente vai”, contestou Bianca. “Porque teremos que fotografar com os looks da festa... e só depois a gente vai poder curtir.”

Marcela começou a rir por ter sido tão distraída ao ler o contrato. “Gente do céu, eu sou muito lerda”, falou.

“Disseram que os organizadores da campanha vão vir pra participar com a gente. Um pessoal importante.”

“Que chick! Adorei.”

“Maaas enfim...”, falou Bianca, querendo dar outro rumo à conversa, “hoje colocaremos em prática a operação cupido, certo?”

“Certíssimo!”, respondeu Marcela, com um sorriso travesso no rosto.

Ao voltar para casa, Bianca entrou no quarto da forma mais silenciosa possível, pois percebeu que Rafaella finalmente havia dormido. Levou suas coisas para o banheiro e tomou um bom banho. Antes de ir tomar café, pretendia passar no quarto apenas para deixar a toalha, mas ouviu Rafa chamando-a pelo nome. Bianca retornou e ficou olhando pro vazio enquanto seus olhos se acostumavam com a escuridão. “Diga”, ela disse.

“Eu queria conversar com você...”, falou Rafa, “sobre umas coisas que eu pensei”.

Preocupada, Bianca se sentou na cama da companheira de quarto e esperou que ela continuasse falando.

“Eu me sinto como uma adolescente... não entendo meus próprios sentimentos, então não sei como explicar.”

“Não precisa fazer isso se não quiser”, acalmou-a Bianca.

“Mas eu quero, porque, de certa forma, eu acho que você é a única pessoa do meu meio que conseguiria me ajudar.”

“Certo...”

“Você já deve ter ouvido alguns boatos por aí, mas, só pra deixar claro... eu sinto atração pela Gizelly”, falou tímida. “No começo eu neguei pra todos, tentei enterrar o que sentia... Eu até pensei que tinha conseguido, mas, convivendo com ela novamente, percebi que o desejo só estava guardado.” Respirou fundo e continuou: “Não é que eu seja atraída por todas as mulheres, sabe? Eu sou atraída pela Gizelly... E um outro detalhe é que tenho desejos românticos, mas não sexuais. Isso faz algum sentido?”.

“Claro que faz sentido!”, respondeu. “A sociedade diz que as mulheres devem casar e ter filhos, então acabamos internalizando isso como se fosse um desejo próprio. A verdade é que cada pessoa é única...”, falou. Bianca buscou as melhores palavras para se expressar, então fez uma breve pausa. “Você entrou num assunto mais complexo, porém, como eu disse, você não precisa se definir de uma forma e viver com isso para sempre. Nós estamos em constante mudança, descobrindo coisas... de repente você pode conhecer alguém que te faça experimentar novas sensações... Enfim... você só vai descobrir se testar.”

“Eu sinto que gosto real da Gizelly, mas... e se eu tiver enganada? Vou acabar magoando ela. Na época que saímos do BBB, tive medo de contar meus sentimentos e perder a amizade”, desabafou.

“Rafa, você não contou pra ela e perdeu a amizade de toda forma.” Em silêncio, Rafa concordou com a cabeça. “Então esclarece as coisas com ela, porr*! Se ela não quiser, bola pra frente. Pelo menos acaba o climão entre vocês”, finalizou.

Quando pararam de conversar, Rafa e Bianca foram tomar café da manhã. Gizelly e outras três meninas já estavam sentadas à mesa. Cumprimentaram-nas e também se sentaram, pegando café logo em seguida. Depois de alguns minutos de silêncio, Rafa tomou coragem pra puxar assunto com Gizelly: “Tem gostado de fotografar, Gi?”.

“Sim”, respondeu ela, demonstrando estar incomodada ao ser fitada por aqueles grandes olhos verdes. “Eu não tenho tanto jeito pra foto, como você já sabe, mas o fotografo foi me dando umas dicazinhas... então tem dado certo.”

“Ah, legal”, respondeu Rafa, bebendo um pouco do café.

Gizelly sabia que, para aquela conversa continuar, teria que puxar assunto. Distraiu-se, sem querer, quando viu Rafa inocentemente lambendo o lábio superior. Lembrou-se de um dia em que elas estavam tão próximas que ela podia sentir o cheiro do gloss de morango de Rafa.

“Então... vocês estão animadas pra festa de hoje?”, perguntou Bianca, dando continuidade à conversa. Enquanto Rafa respondia, Gizelly se concentrava para voltar à realidade. Nesse meio tempo, Marcela chegou à cozinha, e Bianca agradeceu mentalmente por isso. “Agora não tenho que ficar intermediando sozinha a conversa dessas duas lerdinhas”, pensou ela, bem humorada.

“E a bonita da Marcela que não tava nem sabendo da confraternização de hoje, cês acreditam?”, zombou Bianca, fazendo com que todas rissem.  A conversa, para felicidade das duas cupidos, manteve-se durante todo o café da manhã. 


Notas Finais


Tô adorando que estão começando a interagir hehe obrigadinha
Comentem pq eu adoro responder ^^ acho a parte mais divertida


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