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História Sete dias - Girafa e Rabia - Capítulo 7


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Notas do Autor


Foi só eu ficar felizinha que tinha gente comentando que do nada todo mundo /quietinhx kkkk se não gostarem de alguma coisa, podem falar kkk

Capítulo 7 - Sexta-feira (tarde e noite) - Tem Certeza?


Fanfic / Fanfiction Sete dias - Girafa e Rabia - Capítulo 7 - Sexta-feira (tarde e noite) - Tem Certeza?

Pontual como sempre, Rafa foi a primeira a ficar pronta para a festa. O look havia sido entregue a cada uma das meninas pela produção, tomando cuidado para respeitar o estilo de cada uma. Rafaella usava um vestido preto colado ao corpo, cortado na altura do joelho e com predarias sobre o tórax. O cabelo estava do jeito que ela costumava usar: solto e ondlulado. Em relação a maquiagem, usava pouca, mas pretendia retocar quando escurecesse, de modo a pesar mais no olho.

No momento, estava sentada no banquinho da varanda, vendo os produtores acabarem de organizar o espaço. Alisava o pingente de seu colar enquanto pensava sobre a vida.

“Lindíssima”, disse Diego quando se aproximou. Ele era um dos fotógrafos que trabalhariam no evento.

“Obrigada!”, respondeu Rafaella educadamente, levantando-se para o dar um abraço. “Tudo bem?”, perguntou.

“Sempre!”, respondeu. Ele pegou a mão de Rafa e deu nela um beijo cortês. “E você, minha querida?”

Constrangida, ela manteve a pose e respondeu: “Bem, também...”. Ignorou aqueles olhos azuis sobre ela e ajeitou o cabelo para aliviar o nervosismo. “... ansiosa para as fotos de hoje.”

“Podemos começar agora, se você quiser”, ele falou.

“Mas me disseram que primeiro íamos fazer uma foto do grupo completo... tô esperando as meninas terminarem de se arrumar.”

“Nãaao, a gente já pode ir adiantando o serviço, o que acha?  De toda forma vamos ter que tirar fotos de você sozinha”, replicou. “É bom que a gente aproveita essa luz ótima.” Ele olhou em volta e sorriu; um belo sorriso, Rafaella tinha que admitir.

“Sim!”, respondeu ela. “Faz sentido... Vamos!”

“Que tal começarmos ali na beira da piscina”, sugeriu.

“Você que manda”, respondeu ela.

Diego desceu a escada da varanda e estendeu o braço para que Rafa se apoiasse.

“Obrigada!”, ela disse. Diego não respondeu, apenas deu uma piscadinha sensual para ela.

Seguindo as orientações do fotógrafo, Rafaella posou em diversos lugares do sítio. Fizeram isso por cerca de meia hora, enquanto esperavam até que as meninas se reunissem. Quando todas acabaram de se arrumar e chegaram na varanda, Diego liberou Rafaella.

“Bom, agora que já tenho todas aqui, por favor, juntem-se ali naquela parede”, disse o fotógrafo ao grupo de meninas. “Eu quero que fiquem bem soltas porque eu quero fotos descontraídas.”

Com a ajuda de Diego, as meninas se organizaram de forma que ninguém ficasse escondida. As mais baixas ficaram na frente e as mais altas atrás.

“Vamos, meninas! Podem brincar entre si”, falou o segundo fotógrafo, um senhorzinho de meia idade e bem humorado. “Estamos tirando várias, mas só precisamos de uma boa, então podem fazer qualquer coisa”, disse.

“Só cuidado para não tapar a amiguinha”, brincou Diego. “De resto pode tudo.”

Depois de fotografarem as meninas em conjunto, passaram a tirar fotos individuais. Rafa foi uma das primeiras a ser chamada e isso gerou comentários entre duas meninas.

“Cê reparou que ele tá demorando muito mais tempo com ela do que levou com as outras meninas?”

“Sim... ainda mais considerando que ele já tinha tirado umas fotos dela, né!”, respondeu.

Elas continuaram debochando de Rafa, sem fazer ideia que Gizelly, uma de suas amigas, estava por perto ouvindo tudo.

“Eu conheço a fama dela...”, a menina continuou falando, “certeza que tá dormindo com algum desses produtores... por isso que tá recebendo atenção especial.”

Gizelly cutucou Marcela para que ela escutasse o que as meninas estavam falando. A loira olhou para ela e fez uma expressão com o rosto como se dissesse “não podemos fazer nada.”

“MAS A RAFA é linda demais, put* que pariu”, Gizelly falou alto para que as meninas ouvissem. “Gata, gostosa e TUDO de bom.” Elas olharam para trás assustadas e perceberam que aquele comentário tinha sido uma indireta para elas. “QUEM disser ao contrário, é maluco”, continuou. Sem graça, as duas meninas saíram de perto e foram para outro canto, o que fez com que Gizelly sorrisse orgulhosamente.

Levou cerca de uma hora para que todas fossem fotografadas. Após isso, cerca de oito horas da noite, as bebidas foram liberadas e os convidados ficaram livres para aproveitar a festa. A partir daí, os dois fotógrafos passaram a circular pelo ambiente apenas para tirar fotos espontâneas.

Para atender aos convidados, um mini bar foi montado na varanda do sítio. Os drinks seriam preparados por um barman, a partir de algumas opções de frutas e bebidas. Para que os ali presentes pudessem se sentar, quatro grandes mesas de madeira foram dispostas ao lado da piscina. Havia cerca de 12 pessoas responsáveis pela campanha, sendo majoritariamente homens, alguns funcionários pra manter o evento acontecendo e, claro, as dez modelos.

Assim que Marcela foi liberada, em vez de ir para o bar pegar bebida, como as outras meninas, decidiu ir se sentar à mesa. “Eu não vou ficar nessa fila aqui, não. Quando todo mundo tiver pegado, eu volto”, disse Marcela para Gizelly.

“Ah, mas eu vou ficar aqui!”, respondeu ela, rodando o dedo no ar. “Chegou o momento mais aguardado.” Marcela riu e foi para a mesa mais afastada da caixa de som. Foi a primeira a se sentar, então aguardou sozinha até que o restante do pessoal viesse.

“Nossa, não aguento mais ficar em pé”, disse Rafaella, assim que se sentou ao lado da loira. Ela colocou seu copo sobre a mesa e, discretamente, abaixou-se para apertar a ponta do seu pé esquerdo, que estava dolorido.

“Nem fala”, respondeu Marcela. “Ainda bem que agora a gente pode beber e ficar em paz.”

“Uai, menina, cadê sua bebida?”, espantou-se Rafaella.

“Só tô esperando aquele tumulto ali acabar e já vou”, apontou. “Tô idosa”, brincou, “melhor esperar sentada”.

Ao ver Gizelly se aproximando com um drink rosa em mãos, Marcela, com os olhos, fez sinal para que ela sentasse ao lado de Rafa. A pequena entendeu a dica da amiga e a acatou.

No começo, Rafa e Gizelly ficaram lado a lado praticamente em silêncio, mas, quando a bebida começou a fazer efeito, desataram a falar. Gizelly com suas histórias engraçadas e Rafaella rindo descontroladamente. O clima ficou leve e elas perceberam como era bom estar na companhia uma da outra novamente.

Marcela, por sua vez, estava numa conversa profunda com uma menina ao seu lado, explicando o porquê de não deixar que homens toquem nela sem consentimento. Apesar de a pauta ser batida, a menina era novinha, tinha 19 anos, e estava tendo suas primeiras experiências em eventos como aquele. “Presta atenção, não importa que eles estão te pagando para você estar aqui, você não é um objeto.” A menina a escutava com atenção, como se fosse seu primeiro contato com uma mulher mais esclarecida. “Eles te pagaram para você tirar fotos, não pra você dormir com algum deles. Se insistirem, seja enfática no ‘não’ e fique perto de uma amiga.”

A menina demonstrou preocupação com a carreira, então Marcela falou: “Não se aflija. Você é linda e não vai te faltar serviço... Mas, se você perceber que para trabalhar precisa transar com um cara, não faça. A não ser que você queira, claro. Só não confunda suas vontades com o que te impõem”, finalizou. Mais tarde, naquela mesma noite, Marcela sorriu de satisfação quando viu sua aprendiz ignorando um cara inconveniente.

Marcela passou a papear com Rafaella quando sua companheira de conversa tinha saído dançar e Gizelly estava banheiro. “Você reparou que aquele fotógrafo bonitão só aponta a lente pra você?”, ela cochichou para Rafa.

“É... ele tá tirando bastante foto dessa direção”, respondeu, “mas pode ser de qualquer uma de nós.”

“Menina, deixa de ser inocente. Ele não tira os olhos de você. E que olhos, hein”, incitou Marcela.

“Sei lá”, ela respondeu.

Rafaella sabia que Diego estava flertando com ela, pois estava tão escancarado que praticamente todo mundo havia percebido. Ele era muito bonito, tinha músculos e esbanjava simpatia, mas ela não tinha o mínimo de interesse nele.

Lá pelas dez horas da noite, os fotógrafos foram liberados do serviço e puderam ir se sentar com seus conhecidos. Da outra mesa, Diego encarava Rafa na tentativa de ser notado, mas ela fingia desatenção.

“Vou pegar mais bebida, cê quer?”, perguntou Gizelly para Rafa, num dado momento.

“Sim, eu gostaria!”, respondeu. “Pega cerveja, por favor?!”

 

Sentada num banquinho de frente para o balcão, estava Bianca. No começo da festa, ela havia virado alguns shots de vodka e, no momento em que Gizelly apareceu, ela estava tagarelando com o barman.

“Deixa o homem trabalhar, mulher!”, brincou Gizelly.

“Ih, relaxa! A gente já virou friend”, falou, “não é?”, perguntou para ele, com a voz arrastada.

“Sim!”, respondeu o moço, dando um sorriso galante. Bianca sorriu de volta e Gizelly achou graça da situação.

Enquanto esperava o barman trazer sua bebida, Gizelly observou Diego saindo de sua mesa e indo sentar ao lado de Rafa. Seu sangue ferveu e ela disse em voz alta: “Audacioso! Ainda teve coragem se sentar no MEU lugar.”

“Oi?”, indagou Bianca, que estava entretida organizando os cardápios sobre o balcão.

“Tava só cantando”, mentiu.

Gizelly podia ver Rafa sorrindo para ele, mas não sabia se eles estavam flertando ou se ela só estava sendo educada. Lembrou-se da citação famosa de Dom Casmurro: “Olhos de cigana, obliqua e dissimulada.”

Assim que pegou sua bebida e a de Rafa, Gizelly voltou para a mesa. “Olha que linda essa foto que eu tirei de você distraída”, ela conseguiu ouvir Diego falando enquanto se aproximava.

“Aqui sua cerveja”, Gizelly disse, atravessando o braço entre os dois e colocando o copo de Rafa sobre a mesa.

“Obrigada, Gizelly!”, respondeu Rafaella. Ela estava visivelmente sem graça com a situação e, antes mesmo de Gizelly se sentar no local vago ao lado de Marcela, disse: “Eu queria ir dançar um pouquinho, vamos, meninas? Olha como o povo tá animado.”

“Nossa, ÓTIMA ideia”, animadamente respondeu Marcela, percebendo que a amiga queria se ver livre de Diego.

“Bora!”, disse Gizelly.

Elas se levantaram e fizeram uma rodinha. Diego, percebendo que não faria sentido permanecer ali, voltou para a mesa com seus amigos. Rafaella respirou aliviada e voltou a curtir a companhia das amigas. “Que bom ter vocês aqui”, falou ela, abraçando Marcela e Gizelly.

Elas dançaram e cantaram as musicas vigorosamente até que Diego se aproximou novamente. “Rafa, tô indo pegar bebida... quer que eu pegue pra você também?”

“Não, precisa não, obrigada!”, respondeu ela.

“Mas sua bebida já acabou”, ele falou, pegando o copo da mão de Rafa, “Cerveja, né?! Vou buscar”.

Rafaella não teve outra escolha senão deixar ele ir. Na volta, ele a devolveu o copo com cerveja e permaneceu ao seu lado. Por causa da música alta, ele falava as coisas bem próximo ao seu ouvido, deixando-a incomodada.

Gizelly, visivelmente desconfortável, falou baixinho para Marcela: “Vou dormir... tô muito cansada!” E saiu.

“Onde a Gi foi?”, Rafa perguntou para Marcela.

“Ela foi dormir, falou que tava muito cansada.”

Rafaella sabia que Gizelly havia mentido, pois até pouco tempo atrás ela estava dançando cheia de energia. “Foi só o inconveniente do Diego voltar que a Gi foi embora”, pensou. Rafa disse para Marcela: “Preciso ir no banheiro”.

“Tá bem, vou no bar, então”, respondeu Marcela, pra não ter que ficar sozinha com o fotógrafo. “Me encontra lá depois, tá?!”

“Tá bem”, falou ao sair.

Todos os banheiros estavam ocupados, então Rafa ficou esperando até que a porta de algum se abrisse. Estava no corredor principal, segurando a vontade de chorar, até que Bianca chegou.

“O que foi, minha filha?”, perguntou ela, preocupada. “Eu vi você passando com essa cara...”

“Nada! Só não estou me sentindo muito bem...”

“Ah, sei”, duvidou Bianca. “Acho que isso tá relacionado ao fato de a Gizelly ter saído da festa por causa do bonitão lá, certo?”

“De onde você tirou isso?”

“Minha querida, do bar eu tenho uma visão privilegiada de tudo. Sou muuuito observadora, não se esqueça”, respondeu.

“É tipo isso mesmo”, disse Rafa, soltando um riso triste.

“Ai, Rafa, cê sofre à toa. E pra que serve, hein?”.

“Uai, o que posso fazer? Sou assim”, respondeu.

“Aaah, não! Não usa essa desculpa, pelo amor de Diós.” Bianca passou a mão sobre o rosto de Rafaella na tentativa de suavizar sua expressão tensa. “Olha só, não importa se você preocupa cem por cento com um problema ou zero, ele vai continuar existindo. A única coisa que você pode fazer é agir pra solucionar.”

“E se não tiver como?”

“Aí que você não deve preocupar mesmo”, aconselhou. “Porque não vai adiantar de nada, certo?”

Rafa respirou fundo, e Bianca riu da sua cara. “Anda, relaxa!”

“Muito fácil falar”, retrucou Rafaella.

Bianca segurou o rosto da amiga e lhe deu um beijo leve nos lábios. Rafa ficou sem reação e, delicadamente, afastou-se.

“Quer testar em mim, Rafa? Os beijos que você vai dar na Gi?”, perguntou Bianca, de um jeito brincalhão.

“Quê? Não, né!”, indignou-se Rafa.

“Tudo bem, você que sai perdendo”, brincou.

Nesse momento, o banheiro que elas esperavam desocupar ficou livre. Rafa entrou e Bianca esperou do lado de fora para poder usar depois. Quando Rafa finalmente saiu, Bianca perguntou: “Tem certeza?”.

“Err... sim”, respondeu. “Vou voltar para a festa!”

Rafaella saiu daquele corredor e foi em direção ao jardim, sentindo-se confusa. No meio do caminho, repensou a proposta de Bianca e deu meia volta.

“Que bom que voltou!”, disse Bianca, quando saiu do banheiro e deu de cara com Rafa. 


Notas Finais


Aceito dúvidas, sugestões e críticas ^^
Estão curtindo??


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