História Sete Dias - Capítulo 1


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Categorias TWICE
Personagens Jihyo, Nayeon
Tags Angst, Broken, Nahyo
Visualizações 102
Palavras 1.344
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu espero do fundo do meu coração que a minha Jihyo possa superar a Nayeon.
Eu sinto muito pelo que você está sentindo, de verdade.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Sete Dias - Capítulo 1 - Capítulo Único

 

 

 

No primeiro dia eu pensei que foi por conta da minha TPM, e realmente era, mas você sempre foi meu agravante, Nayeon.

A TPM me deixava triste, porém você deixava mais.

Eu sei que não deveria sentir ciúmes de você, já que nunca tivemos nada, mas eu não podia evitar de voltar para casa chorando de dor, que até então desconhecida por mim incomodava tanto o coração.

 

No segundo dia as coisas pareciam melhorar, mas sua melhor amiga Momo chegara com dois amigos idiotas e ficaram conversando sobre o quão próximo o tal do Jongin ficara de você na noite anterior, a qual saíram juntos.

Tudo bem, afinal, você é uma mulher livre e solteira, mas ainda assim eu não poderia evitar de voltar para casa chorando e com aquela dor estranha no peito.

 

No terceiro dia tudo ficou maravilhoso, você foi me encontrar, Nayeon, você segurou minhas mãos, me puxava para deitar em seu peito e permitia que eu beijasse suas bochechas, foi a primeira noite que eu voltei feliz, voltei tão feliz que deixei as palavras escorregarem pelos meus dedos.

 

“Eu gosto de você, Nayeon. Gosto muito”

 

Não demorou muito e logo recebi sua resposta.

 

“Conversaremos sobre isso amanhã. Não gosto de falar sobre essas coisas por mensagens”

 

Eu sentia uma explosão de felicidade, não sentia aquela dor estranha que me incomodou no começo da semana. Dancei de forma esquisita, fazendo meu pai sorrir para mim e estranhar tamanha felicidade.

 

No quarto dia você até mesmo me buscou em casa, Nayeon, disse que iríamos para a festa de uma amiga sua.

Andávamos em silêncio pela rua deserta, eu me sentia nervosa, coloquei as mãos nos bolsos, estava desesperada, não sabia o que fazer com elas.

Ao chegarmos no prédio da sua amiga você segurou meu braço.

 

“Vamos conversar um pouquinho.” - Apontou para a poltrona que ficava no hall do prédio.

 

Senti-me mais nervosa ainda, batia as mãos suadas sobre o braço da poltrona e ria nervosamente.

 

“Pare de rir.” - Você disse de maneira séria. - “Olha Jihyo, eu só falo essas coisas quando eu tenho certeza, e me desculpe, mas eu não posso fazer isso.”

 

Ri mais uma vez nervosamente.

 

“Está tudo bem”

 

“Seja sincera comigo.” - Nayeon falou.

 

“Eu estou bem, mas quando chegar em casa eu irei chorar.” - Fui sincera com Nayeon, que soltou um murmúrio em desaprovação. - “Desculpe… Você pediu que eu fosse sincera.”

 

Aquela festa foi uma droga, Nayeon. Todos os seus amigos perceberam que eu estava estranha, até mesmo o Jongin. Momo sentou no meu colo e ficou alisando meu cabelo, insistindo para que eu dissesse o que tinha acontecido.

Desculpe-me Nayeon, eu não queria ter chorado, mas Momo me pressionou tanto…

Na verdade, você nem mesmo tinha notado, mas Chaeyoung de uma forma tão inocente me viu e falou para você.

 

“Ela está chorando, unnie.”

 

Você até mesmo tinha posto minha música preferida para que eu me animasse.

 

Me desculpe, Nayeon.

 

Eu realmente precisei ir embora naquele momento, eu não queria chorar mais diante de você.

 

O quinto dia foi estranho, era fora do comum passar o dia sem conversar com você e foi exatamente isso que eu fiz.

Eu me senti muito vazia sem que nos falássemos, até mesmo saí da sala antes que a aula terminasse, e justamente por sair mais cedo, uma coisa engraçada aconteceu. Eu encontrei aquela garota que a Sana vive dizendo que tem uma crush em mim, acho que ela se chama Tzuyu. Ela estava parada no meio do corredor da universidade com um filhote de cachorro nos braços, eu nem pude me conter, sorri largo para ela e fui colocando a mão sobre a cabeça do filhote, o acariciando.

 

“Onde você encontrou essa gracinha?” - Perguntei e arrumei a capinha amarela que tinha no pequeno animal.

 

“Uma amiga minha adotou ela, estava acontecendo um evento de adoção para animais hoje mesmo atrás do nosso bloco.” - Ela me respondeu e balançava-se levemente como se o filhote fosse um bebê de verdade. - “Acha que ela está com frio? Parece tremer um pouco.”

 

Sorri com as feições preocupadas da garota.

 

“Eu tenho algo aqui que vai ajudar.” - Puxei uma pequena toalha e envolvi a cadelinha.

 

“Obrigada! Eu realmente sou apaixonada por cães.” - Tzuyu sorriu e olhou timidamente para mim.

 

“Eu gosto, mas prefiro gatos.”

 

“Eu não gosto muito de gatos…” - Antes mesmo que ela pudesse terminar a frase, coloquei a mão sobre o peito em um gesto para encenar a mágoa que senti.

 

“Mas que insulto!” - A garota pareceu entrar em pânico.

 

“Calma! Eu não terminei. Eu não gosto muito de gatos, mas agora estou começando a gostar mais deles.”

 

Nossa conversa não se estendeu muito, uma amiga dela apareceu para conversar com ela e logo eu me despedi.

 

Mesmo que a garota alta e a pequena cadelinha tivessem alegrado meu dia, eu ainda me sentia triste.

 

No sexto dia eu tive aulas durante o dia inteiro, ainda fiz trabalho e dentre outras coisas, eu estava tão exausta que nem mesmo tive tempo de pensar em você, mas então Momo chegou saltitante para mim e disse animada.

 

“Nayeon virá nos ver hoje!”

 

Eu senti meu coração acelerar, senti uma mistura de tristeza, felicidade e ansiedade.

Aguardei o resto do dia de forma agitada, eu iria ver você! Definitivamente aquilo me deixou enérgica.

 

Quando eu saí da minha última aula da noite acabei esbarrando em Mina, uma amiga sua e de Momo, não demorou muito para que a Hirai se juntasse a nós e fôssemos a sua busca, já que Momo informou que você já estava nos esperando.  

 

Assim que eu vi você sentada em um dos extensos bancos de pedra, xinguei mentalmente todos os palavrões que poderia lembrar, em todas as línguas que eu sabia falar. Como alguém pode parecer tão exuberante apenas por cruzar as pernas e inclinar-se para trás, apoiando o peso do corpo sobre um braço só?

 

Mina correu para te abraçar, eu e Momo concordamos em não fazermos um maior contato com você, afinal, estávamos bastante suadas, eu principalmente por conta do nervosismo, mas você não precisava saber o motivo.

 

Sentei-me ao seu lado e observei você conversar animadamente com as garotas, até parecia que eu não estava ali.

Inclinei a cabeça sobre suas coxas, como eu sempre fazia e aguardei que você pusesse as mãos sobre minha cabeça, era algo de costume seu já; mas nada veio em seguida.

Ergui a cabeça e tentei mais algumas vezes, seja deitando em seu ombro ou em suas mãos, mas você permanecia me ignorando, como se eu não estivesse lá.

 

Puxei o celular de forma discreta e perguntei para Momo:

 

“Ela está estranha comigo, ou é algo da minha cabeça?”

 

“Eu também percebi isso, inclusive acabei de mandar uma mensagem para ela a questionando.” - Momo me encarou com pena, porém voltou a conversar com as garotas.

 

“Posso deixar uma marca de batom aqui?” - Ouvi Nayeon falar e apontar para a parte superior do busto de Momo, o qual o decote deixava um pouco à mostra.

 

“Claro.” - Vi Nayeon aproximar o rosto dos seios de Momo e virei o rosto.

 

“Eu preciso ir.” - Falei para as garotas e me levantei de forma meio desengonçada.

 

“Quero um abraço!” - Mina exclamou quando eu já estava de costas, abracei-a e tentei sorrir, lançando algo semelhante a uma careta de dor para Mina, que me olhou com preocupação.

 

É até engraçado de imaginar, mas nesse dia eu voltei para casa gritando as músicas tristes que tocavam no volume máximo do meu carro.

 

No sexto dia nós tínhamos marcado de sair, me perdoe Nayeon, eu não consegui ir, eu não poderia encarar você, não após me tratar como se eu fosse um nada.

 

Tranquei-me no quarto e passei a tarde escrevendo versos tristes para você.

 

“Por que eu fazia chover por você, para que me agraciasse com seu sincero sorriso tão apaixonado por ver o arco-íris, e você me devolvia com beijos, beijos em outros lábios que não eram os meus.”

 

 

 


Notas Finais


:c


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