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História Sete encontros para recomeçar - Capítulo 13


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura C:

Capítulo 13 - 'Pouco tempo, informações demais'


 

Certo, foi verdade. Aquilo realmente aconteceu. Harry Potter realmente beijou Severus Snape.

 

Chegou na terça-feira ainda sem ter nenhuma ideia do que fazer sobre Snape e seu terceiro encontro com ele. Passou esses dias elétrico demais pelo impulso que tomou ao saírem do pub.

Harry não era bobo e se conhecia muito bem. Ele sabia que depois da terceira cerveja tinha mais tendência a falar o que pensava sem freios. Quando ganharam o jogo de sinuca e observou toda aquela confiança sexy exalando de Severus, não conseguiu conter todos seus pensamentos.

‘— Eu fico feliz de ter o privilégio de poder estar nele. Eu gosto de estar nele.’

Na hora, seus olhares estavam muito fixos um no outro. Estava pensando sobre tudo que ele conseguia ver através daquelas orbes negras.

‘Eu posso ver que você está gostando. E você também gosta de competição, isso te anima. Eu quero te ver mais, me permita te ver mais. Eu vou conseguir te puxar, quero ver até onde vai tudo que está escondido aí dentro.’

Acabou dando certo. A competição no jogo de dardos deixou Harry mais atrevido e Severus mais aberto. É bem provável que seu próprio subconsciente já estivesse montando alguma armadilha para si no momento em que tomou a decisão de levá-los ao Black Lake.

Quando devolveu o celular para Emily, deixou uma pergunta no final das anotações. "Você acha que eu posso tentar alguma coisa com ele? Sem muito medo?". Ela respondeu positiva. Depois, não precisou pensar muito mais para decidir dar um beijo em Severus.

Quer dizer, não foi realmente um beijo, foi apenas um selinho rápido e singelo. Não é como se fossem crianças em um jardim de infância onde na cabeça delas e na dos pais, aquilo significaria casamento. Ele poderia dar um selinho em qualquer amigo, sem querer ou mesmo por puro carinho, que eles saberiam que nada na relação de amizade mudaria, se assim desejassem. 

Mas entre eles, a questão era diferente. Precisava justamente mostrar para Severus que ele não só o queria como amigo, mas também possuía um interesse a mais. 

Não é como se Harry tivesse muitas opções diferentes para demonstrar isso, certo? 

Ele nunca se imaginaria chegando ao lado de Snape com jeito de quem não quer nada e dizendo: 

“Eu acho que nós temos um bom clima, porque não vamos para cama?”. 

Realmente impossível.

O que ele poderia fazer? Além desse simples selinho de despedida, não havia modo fácil e rápido de mostrar a Severus seus desejos. Sabia que se dependesse de qualquer atitude partida do pocionista, poderia esperar sentado durante séculos. A única coisa que talvez devesse ter checado antes, era se o mais velho não tinha nada contra dois homens juntos. Porque se fosse o caso, aí sim ele teria um problema que não teria como resolver.

Mas de qualquer maneira, Harry já tinha passado praticamente toda a sua juventude sem poder se sentir normal e tendo que se privar de preocupações idiotas porque ele tinha a responsabilidade do destino de um mundo inteiro em suas mãos. 

Ele não gostava de perder tempo.

Era comum sonhar que de repente em um dia calmo de trabalho, abriam a porta do seu escritório e o arrancavam de lá dizendo que havia uma nova profecia louca com seu nome. Então, ele subitamente tinha que deixar de lado toda vida que construiu até o momento e sair para salvar o mundo bruxo de novo, sem saber se retornaria. Isso era um pesadelo até bastante recorrente, cujos finais mais absurdos e desastrosos sempre aconteciam.

Pode parecer irônico ter seguido a carreira de auror. Mas havia uma grande diferença entre escolher e ser escolhido

Ele escolheu que queria continuar a proteger as pessoas, escolheu que melhoraria suas habilidades de batalha e estratégia, escolheu que ficaria com os casos mais perigosos quando aparecessem. Ele não escolheu entrar no Torneio Tribruxo, ele não escolheu ser a peça chave de uma profecia, muito menos escolheu ser uma horcrux de um bruxo maligno. 

Inclusive, ele só escolheu seguir a missão de caçar e destruir as horcruxes porque, uma vez que já estava mergulhado até o topo nessa responsabilidade, o mínimo que poderia fazer era cumpri-la direito.

Agora que sua excitação estava finalmente diminuindo e podia ver a conjuntura com maior clareza, ele tinha certeza que não estava arrependido de demonstrar seus desejos a Snape dessa forma. 

Isso era o que ele sentia e queria, não iria se privar da possibilidade. Preferia arcar com as consequências de algo que fez, do que se arrepender de não ter feito. Se fosse qualquer outro cara que o atraísse, tomaria atitudes até mais atrevidas, por que com Severus seria diferente? Por causa de todo um passado complexo que viveram?

Uma vez, ouviu num filme trouxa de superheróis uma personagem dizendo que “quem vive de passado é museu, o futuro a gente faz agora”. Pode parecer bobo, mas esse se tornou quase um lema para que Harry pudesse se permitir explorar seus outros sentimentos, outros ideais, outras curiosidades, e tentar viver uma vida plena com suas próprias decisões. Era engraçado pensar em quando disse que eles iriam se encontrar sempre no mundo trouxa apenas por causa de Snape, é provável que estivesse sugerido isso por causa de si mesmo.

Divagando sobre toda sua trajetória e as pequenas coisas felizes que viveu nesses últimos anos fora do mundo mágico, finalmente lhe ocorreu a ideia de algo que poderia ser diferente e muito agradável. Depois desse segundo encontro, talvez fosse melhor deixar as coisas mais calmas. Um jantar e passeio simples no sábado a noite. Trabalharia nesse dia, mas poderia tirar o domingo de folga para descansar. Pegou dois papéis, um para anotar uma pequena lista de tarefas que precisava cumprir e verificar antes do encontro, e outro para escrever uma carta a Snape.

Como na anterior, precisou fazer mais de um rascunho até que alcançasse algo que considerava decente para enviá-lo. Obviamente que Harry não comentaria nada sobre aquele selinho até que Snape demonstrasse alguma coisa. Já tinha feito sua parte, agora era esperar as reações do outro.

Estava imerso nessa atividade há alguns minutos quando ouviu um grito.

— Harry!

Tomou um susto, guardou o mais rápido que pôde a carta em uma das gavetas da mesa.

— Ai! Mas que droga, Ronald! Acabou de me dar um baita susto! Quase que derrubo todo o tinteiro na minha mesa. Eu sempre peço pra bater na porta antes, mesmo sendo você.

— Ahn, desculpa? Mas você me disse pra entrar…

— Eu disse?

‘Eu preciso me afundar menos nessa questão do Snape, vai começar a afetar sério meu trabalho. Por que as coisas não podiam ser só mais simples?’ 

Ronald podia não ser a pessoa mais perceptiva do mundo sobre os sentimentos alheios, mas ele convivia com Harry quase que diariamente há mais de uma década. Ele deveria se considerar um péssimo amigo se não fosse capaz de notar nada. Foi se aproximando da mesa, sentou-se relaxado sobre o braço de uma das poltronas.

— O que tá acontecendo com você recentemente, cara? O trabalho tá te estressando demais?

— Não, Ron. Obrigado por perguntar mas são apenas coisas pessoais minhas.

— Tem a ver com a carta que você tentou ridiculamente esconder de mim? — Harry revirou os olhos. — Certeza que tá tudo bem e não quer conversar?

‘Claro Rony, seria ótimo conversar com você sobre como eu e Snape estamos nos encontrando e que aparentemente quero mesmo transar com ele. Lembra dele, né? Sempre uma presença muito simpática e agradável em nossas vidas. Inclusive, já fiz o primeiro movimento! Dei um selinho nele e ele não me cruciou, isso não é ótimo!?’

— Sim, Ron. Se eu precisar, eu aviso. — Precisava mudar de assunto. — Veio aqui por causa do caso?

— Ah é! Não, não. Não tem nada a ver com o caso. — Riu sozinho. — É que eu e Hermione estamos indo almoçar fora hoje, naquele restaurante verdinho de esquina que a gente gosta. E a gente queria que você viesse também.

Harry olhou as horas. Era realmente horário do almoço e ele não tinha nada urgente que precisasse resolver. Agora que Rony havia comentado, de fato estava até com um pouco de fome. Seu cérebro devia estar tão acelerado que havia se esquecido das necessidades básicas de um ser vivo. Agradeceu o amigo mentalmente por isso.

— Vamos sim, Rony! — Sorriu.

Harry levantou e se arrumou para saírem. Encontraram Hermione no átrio do Ministério. Não pôde deixar de notar que tanto ela quanto Ronald pareciam um pouco animados demais com aquele almoço, fora fácil de ver só pelo selinho mais demorado que deram e sorrisos cúmplices que trocaram.

Chegando no restaurante, pegaram a mesa de sempre e pediram seus pratos preferidos, como sempre. Harry apreciava essas pequenas pausas no cotidiano, falar sobre como foi o dia, o que tinha acontecido de interessante nos episódios das séries que acompanhavam juntos, reclamar que a fila da máquina de café estava grande demais ou que alguém tinha escrito um formulário errado e precisava voltar toda a cadeia burocrática para ser refeito.

Durante essas pequenas pausas, ele percebia o quão sortudo era por todos seus amigos próximos trabalharem no mesmo prédio que ele, com exceção de Neville que trabalhava na loja de sua avó e estagiava com a professora Sprout em Hogwarts. Luna ficava em um departamento mais distante, completamente abarrotada de suas pesquisas sobre magizoologia, mas volta e meia Harry tirava algum tempo para fazer-lhe uma visita para lancharem. Até mesmo Draco, que trabalhava no Departamento de Cooperação Internacional em Magia, não escapava de ser arrastado para um almoço ou cerveja após o expediente de vez em quando.

É, ele era sortudo. 

Pensou em Snape. Atualmente, qualquer diabo de coisa que ele pensava, acabava chegando em uma linha de raciocínio que convergia para Severus Snape. Ele disse que almoçava sozinho na própria loja, durante o primeiro encontro. Será que ele tinha uma cozinha ali? Onde ele comprava a comida dele? Ele cozinhava? Será que em algum momento da sua vida, Harry poderia chamá-lo para almoçarem juntos durante a semana? Poderiam se encontrar e aparatar para a Londres trouxa. Não ficaria corrido demais, ficaria?

Finalizaram suas refeições. Faltava pouco tempo para terminar o horário de almoço mas o suficiente para dividirem aquela torta de caramelo com nozes e chocolate que tanto gostavam.

Continuaram rindo das coisas bobas, quando uma pausa ocorreu. O casal se entreolhou e sorriu. 

Hermione virou subitamente para o amigo.

— Eu tô grávida, Harry.

— E nós queremos que você seja o padrinho. — Completou o ruivo.

A primeira reação do auror foi surpresa, levantou suas sobrancelhas e arregalou os olhos.

‘Hermione balançando a perna e mordendo os lábios? Okay. Rony com cara de confuso e idiota? Okay. Ambos tentando esconder seus sorrisos e suas ansiedades? Okay. Parece que está tudo certo.’

Deixou um sorriso enorme tomar conta de seu rosto.

— Isso é simplesmente maravilhoso, gente! É claro que eu aceito ser o padrinho!

O casal deu um pequeno gritinho de felicidade e se inclinaram para abraçar Harry, um de cada lado.

— Antes que você pergunte, nós sabemos que é cedo e isso não foi exatamente planejado, apesar de já termos comentado sobre essa possibilidade há alguns meses. Eu percebi que você ficou investigando a gente cuidadosamente antes de decidir o que dizer. — Riram. — Mas eu e Ron já conversamos bastante sobre isso agora. Nós dois temos empregos, uma casa só nossa há dois anos, uma vida juntos e muito amor pra dar. É óbvio que tem suas complicações, mas eu decidi manter a gravidez e Ron apoiou totalmente. — Hermione levou sua mão a de Rony que a apertou com carinho. Sorriram delicadamente um para o outro. — Por isso, não precisa se preocupar com nada que não seja mimar e amar essa criança.

— Ah Mione, não faz isso comigo! Eu tô ficando emocionado e não quero chorar em cima da minha tortinha.

Uma gargalhada gostosa saiu do grupo de amigos. Harry não estava esperando esse tipo de situação tão cedo. Mas aquilo não era da conta dele, o que importava era que estava animado para ser padrinho de mais um, além de Teddy. Não falaria isso, mas ficou surpreso com a maturidade que Ronald havia demonstrado. O ruivo sempre era meio surtado com as coisas mas parecia muito decidido e feliz. Hermione não havia como descrever, ela havia demonstrado muita segurança na decisão e estava radiante.

Terminaram a sobremesa, pagaram a conta e voltaram para o Ministério enquanto o casal contava a reação dos familiares ao saberem da notícia e algumas ideias que tinham para decorar o quarto da bebê. 

Entraram no elevador juntos, Hermione saiu antes e Ronald seguiu com Harry até sua sala conversando mais umas trivialidades sobre a paternidade. O clima estava ótimo, até verem Scully, Anderson e Mary parados em frente ao escritório do subchefe com rostos nada felizes. Anderson, um homem alto de olhos e cabelos escuros e muitas sardas distribuídas pelo rosto, foi o primeiro a notar a aproximação deles. 

— Potter, finalmente você apareceu! Precisamos falar sobre o novo caso. Urgente.    

Tanto ele quanto Mary pareciam apreensivos. Já Scully, um belo loiro de olhos castanho claros, parecia mais desconfortável e impaciente.

Harry assentiu, acelerou um pouco o passo e abriu a porta. Seu escritório possuía duas alas diferentes, uma logo em frente a entrada onde ficava um pequeno sofá, uma mesinha de centro e uma poltrona ao lado da porta. Logo em seguida, sua mesa com duas poltronas a frente. À direita havia uma grande estante com diversos objetos, livros, arquivos e materiais de escritório. À esquerda havia um portal na parede, coberto por uma cortina, que dava para uma sala adjacente onde geralmente ocorriam as reuniões em grupo. Possuía uma grande mesa, um quadro e diversas cadeiras. Todo o grupo de aurores se moveu para lá automaticamente e começou a abrir algumas pastas, pegar fotos e listas. Harry pegou todos os arquivos que tinha até agora e levou para junto dos outros.  

Aparentemente nessa nova onda de assaltos aleatórios, estavam sendo deixados marcas e símbolos pelo local, como se fossem avisos. Confirmando a ação de um grupo organizado. Até aí a situação deveria se manter igualmente complicada, ou até mesmo melhorar, uma vez que agora possuiriam mais pistas para investigar. 

Infelizmente a situação se desenrolou para pior. 

Esses desenhos faziam uma clara alusão à Marca Negra. Não eram apenas um grupo de criminosos aleatórios. Com grandes chances eram bruxos que deviam manter algum alinhamento moral compatível com o Lorde das Trevas. A última coisa que o mundo estava precisando nesse momento é que uma Terceira Guerra Bruxa estourasse. 

Eles precisavam descobrir quais eram as intenções do grupo com aqueles roubos. Alguns pareciam grandes, já outros bobos demais. Alguns eram em museus trouxas e outros em lojas de artigos mágicos. Alguns roubos eram de livros e outros de armas ou jóias. Alguns dos lugares relevantes eram até bem longe do Reino Unido. Até agora, não houvera nenhum tipo de ataque físico a nenhum tipo de bruxo ou trouxa, mas não poderiam ficar esperando de braços cruzados.

Hoje sairiam para investigar a cena de um dos roubos e recolher depoimentos de um grupo de guardas que disse ter presenciado tudo, porém tinham ficado tão assustados pelos bruxos estarem se parecendo com Comensais da Morte que só conseguiram se esconder para salvar suas vidas e observá-los de longe. Depois, visitariam mais duas pessoas. Um antigo historiador bruxo entusiasta de objetos trouxas ligados a “magia trouxa” e uma bibliotecária colecionadora de artigos mágicos raros.

— Só estamos esperando a secretária do chefe vir nos chamar. Ele está numa reunião e já deve estar acabando. — Disse Anderson.

Ouviu-se batidas na porta.

— Por falar nela. — Harry se levantou e foi abrir a porta.

— Subchefe Potter, o Chefe Robards está pronto e os espera no átrio. 

— Ah, ótimo! Obrigado Melissa. — A moça assentiu e se despediu. Harry começou a falar enquanto seguia para a sala de reuniões. — Era Melissa mesmo. Robards tá esperando a gente, então vamos logo.

Quando passou pela cortina, percebeu que tinha interrompido murmúrios de uma conversa secreta. Eles o olharam um pouco assustados.

— Por que vocês estão me olhando assim?

Nunca tinha visto seu esquadrão sussurrar daquela maneira e logo depois fingir que nada estava acontecendo. Mary, Anderson e Ronald se entreolharam, o ruivo respondeu.

— Assim como?

Harry revirou os olhos e suspirou, estavam sem tempo para perder com baboseiras ou fofocas.

— Se vocês têm mais alguma coisa de importante e relevante para o caso que precisem me dizer, é bom falar agora antes de irmos. — Seus subordinados se mantiveram calados, pareciam receosos. — Isso é uma ordem. 

Seu tom foi sério e autoritário. Os aurores ainda estavam hesitantes, trocando olhares entre si.

— Harry, é que são as ordens do chefe não… — Scully começou a falar mas foi cortado por Mary.

— Ai! Mas que se dane as ordens do chefe! — Ela bateu na mesa, assustando os outros. Virou-se para Harry. — Potter, Antonin Dolohov fugiu de Azkaban no meio de novembro.

— Como é que é!? — Harry se aproximou da mesa apoiando ambas as mãos, encarando furiosamente os colegas. — Como assim ninguém me avisou isso antes!? Que se dane esses roubos e esse pseudo símbolo das Trevas. A gente tem claramente uma outra prioridade aqui! Precisamos fazer alguma coisa, eu tenho que fazer alguma coisa! Já deveria estar fazendo, por Merlin!

— Harry, calma! — Rony o interrompeu. — Era justamente por isso que o Robards pediu para não falarmos sobre isso com você! Você ia surtar na hora e iria querer ficar a frente disso. Você estava pra virar o subchefe do departamento todo, não podia largar a supervisão de todos os casos e se afundar numa coisa só. Já temos uma equipe exclusiva cuidando disso desde o início.

— Isso não importa! E eu só estou tão irritado assim porque não me comunicaram nada antes! Eu deveria pelo menos estar ciente dessa equipe! E se for Dolohov por trás desses roubos, hein? Parece que essa porcaria de equipe está fazendo um belo trabalho! Quem que aceitou contratar essas pessoas inúteis?

— Ahn… Harry, foram nossos instrutores e também nossos colegas de turma que são seus subordinados agora. Você sabe disso, né?

Harry bufou ignorando a resposta de Rony, sua pergunta fora retórica. Precisava de um minuto para se recompor. Puxou uma cadeira e se sentou, exausto. 

‘Severus Snape, uma nova afilhada, Dolohov solto. Pouco tempo, informações demais.’

— A gente não devia ter contado pra ele… — Scully comentou contrariado.

— Ele tinha o direito de saber… — Mary rebateu confusa.

— O que a gente faz sobre o chefe… — Anderson disse nervoso.

Harry suspirou, estavam gastando um tempo à toa. Interrompeu logo a conversa paralela.

— Eu vou lidar com Gawain, preciso ter uma conversa séria com ele. Afinal, foi ele quem sugeriu a droga dessa promoção porque achou que eu lidaria bem com a responsabilidade, e agora me deixa fora das informações? Manda a minha própria equipe ocultar isso de mim? Eu sou o que? Só propaganda pro Ministério!?

— Você tem toda razão cara, nos desculpe. Deveríamos ter contestado as ordens dele antes. — O ruivo disse abaixando a cabeça.

— Tudo bem, gente. — Suspirou, agora mais calmo. — Ordens são ordens, não é sempre que dá para contestá-las. Desculpa descontar em vocês. — Os colegas assentiram e um silêncio se fez. — Bom, temos que deixar isso de lado no momento e seguir com nossa investigação que vai ser mais produtivo. — Se levantou num impulso. — Não comentem nada quando o virem. Eu terei uma conversa com ele depois. A sós.

Todos concordaram e se preparam para partir.

 


Notas Finais


Eita lelê

Tadinho, Harry só queria um mundo mais simples mas ele é protagonista de uma história de aventura, mistério, magia e romance...
Não temos muito o que fazer sobre isso né querido


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