História Setor 49 - Capítulo 16


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, J-hope, Jimin, Jungkook, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suga, Suho, Tao, V, Xiumin
Tags Chanbaek, Hunhan, Jikook, Kaisoo, Sulay, Taeyoonseok, Taoris
Visualizações 430
Palavras 17.076
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - Maldito Pirralho


Pov Jongdae.

Soquei a parede completamente irritado.

Um misto de decepção e culpa me atingiram. Engoli em seco ao sentir as lágrimas acumularem em meus olhos.

Fraco.

Me sentia tão fraco.

Odiava com todas minhas forças esses momentos de fraqueza onde o desespero tomava conta de mim. Estava envergonhado, principalmente por saber que Chanyeol e Jongin tinham completado suas missões com sucesso.

Me perdoe Jinhe, me perdoe.

Um misto de emoções destrutivas me dominava, eu ao menos conseguia honrar a mulher que amei a minha vida toda. Eu podia apenas sentir vergonha naquele momento. Aquele sentimento de impotência pesava mais que a culpa. Lutei por anos por controle e raramente me descontrolava, porém, minha falta de capacidade para encontrar Soonmin havia me levado à beira do limite e novamente aqueles pensamentos aterrorizantes dominavam minha mente quase insana.

A ideia de Soonmin tocando Jinhe me enlouquecia.

Minha pequena princesa delicada havia sofrido tanto. Tão bela e pequena em meus braços. Que Deus pudesse me perdoar um dia por não a proteger.

Me joguei na cama do hotel e fechei os olhos.

Deixei que as lágrimas escorressem por meu rosto.

- Queria que estivesse aqui princesa. – sussurrei para o nada – Queria te segurar em meus braços mais uma vez. – funguei vergonhosamente me sentindo completamente vulnerável – Me perdoe amor. – solucei levando as mãos ao rosto – Me perdoe por deixar ele entrar em meu coração quando por minha causa nossas vidas foram destruídas. – implorei como se Jinhe estivesse ali.

Como se ela pudesse me responder.

Eu não iria ceder a Minseok. Não podia. Jamais admitiria que ele havia despertado em mim sentimentos que jurei jamais sentir por outra pessoa. Nunca iria confessar que desejava seus toques. Sua personalidade arredia e ousada indo contra tudo que eu acreditava ser o certo.

Amar Jinhe sempre fora o certo em minha vida.

Minseok não tinha o direito de aparecer do nada e abalar todas as minhas estruturas.

Se meus irmãos pudessem me ver agora se surpreenderiam ao ver minha verdadeira face. A face de um homem morto. Feições desesperados e um olhar doentio banhado em desespero. Esse era o verdadeiro Kim Jongdae.

Busquei no fundo da minha uma saída para aquela maldita situação.

Mas a frustração só aumentou quando me dei conta que minha lista estava esgotada.

Eu já havia ido a todos malditos traficantes e chefes de áreas que Soonmin poderia ter buscado refúgio.

Sinto como se tivesse chegado ao fundo de poço.

Talvez eu tenha chego e só não quero admitir.

Soonmin deve estar rindo de mim nesse momento e minha incapacidade de encontra-lo.

Balancei a cabeça desesperado.

Não era hora de me afundar mais, precisava manter o foco.

Não podia desistir.

Respirei fundo ao ver meu comunicador apitando.

Apertei o botão e pigarrei baixo tentando não mostrar o descontrole em minha voz.

- Sim? – perguntei e amaldiçoei minha voz por estar rouca.

- Jongdae temos um problema. – Yifan falou nervosamente e eu fiquei em alerta.

- Tem duas horas que eu falei com você. – falei incrédulo – O que porra aconteceu em duas horas? – perguntei confuso.

- Minseok. – fechei os olhos sentindo todo meu corpo tencionar – Minseok fugiu e deixou uma nota dizendo que estava indo atrás de Soonmin. – sussurrou e eu pude notar o nervosismo em seu tom.

Yifan estava apavorado.

E eu não podia julga-lo.

Não quando meu corpo foi tomado por um terror absoluto.

- O que? – gritei me sentando na cama – Diz que isso é uma brincadeira de péssimo gosto. – minhas mãos tremeram levemente e eu respirei fundo tentando não deixar o pânico me dominar.

- Não brincaria com algo assim, Jongdae. – Yifan falou cansado e fiquei de pé sem saber o que fazer – "Kyungsoo espero que você tenha chegado em casa com segurança, me perdoe por sair sem ter a certeza que você esta bem. Estou indo atrás de Soonmin, eu sou o único que pode localiza-lo. Eu sei aonde ele vai estar. Sei com quem tenho que falar. Não se preocupe comigo. Cuide de Yixing, Baekhyun e Luhan se algo me acontecer, amo vocês". – Yifan leu o bilhete pausadamente.

Minha mente desesperada trabalhava tentando achar alguma pista naquelas palavras.

- Qual foi a última vez que você o viu? – perguntei baixo – A quanto tempo você acha que ele escapou? – sondei e Yifan bufou.

- Acredito que dois dias, ele se trancou no quarto desde Kyungsoo havia ido encontrar Jongin. – ponderou – Acredito que ele possa ter usado esse momento para fugir, ele sabia que o deixaríamos em paz, pois ele não tem um humor muito agradável quando esta longe de você ou do Kyung. – respondeu e eu fechei os olhos.

Ele sentia minha falta.

- Pense Jongdae. – murmurei para mim mesmo e o silêncio predominou – Pense. – Ninguém ousava falar nada pois sabia que eu precisava me concentrar – "Eu sou o único que pode localiza-lo". – repeti as palavras – "Eu sei aonde ele vai estar" – murmurei – "Eu sei com quem tenho que falar" – rosnei quando as palavras começaram a fazer sentido – Filho da puta. – berrei irritado – Maldito pirralho petulante. – passei as mãos nos cabelos completamente frustrado.

- O que? Já sabe onde ele esta? – Yifan perguntou surpreso e eu sorri em escárnio.

Antes que eu pudesse responder, a sétima luz do meu comunicador piscou.

Minseok.

Maldito Pirralho.

- Ele esta me chamando. – murmurei e apertei o botão duas vezes para que os rapazes pudessem o ouvir também – Eu já sei aonde você esta, estou indo até você. – avisei enquanto juntava minhas coisas apressadamente.

- Eu tenho a localização de Soonmin. – ele falou baixo e fiquei estático.

- Eu vou matar você pirralho insolente. – rosnei e me irritei mais ainda quando ele soltou um riso baixo.

- De nada, baby. – ele respondeu – Aliás, eu deixo uma chave reserva embaixo do tapete. – ele ronronou cortando a comunicação e eu grunhi pegando a arma e prendendo no cós da calça enquanto saia apressado do hotel.

- O que isso quer dizer? – Yixing perguntou baixinho.

- Ele esta na casa dele. – rosnei desligando o comunicador.

Pirralho insolente.

Você não perde por esperar.






 

Meu coração batia descompassado enquanto dirigia alucinado de volta Seul. Mesmo querendo matar aquele pirralho não podia deixar de me admirar pela coragem do pequeno em voltar para o lugar onde seus pesadelos se tornaram realidade. E eu sabia que ele havia feito por mim.

Mas meu foco era outro.

Faltava pouco para chegar e eu apenas aumentava a velocidade.

A pergunta que rondava minha cabeça era: Quem?

"Eu sei com quem tenho que falar'

Com quem Minseok falou para conseguir a localização de Sonmin? Quando nem mesmo eu havia conseguido.

O que mais meu pequeno pirralho petulante escondia?

Eu não queria nem ao menos imaginar qual foi sua barganha para conseguir essa informação.

A raiva voltou a me dominar e foi impossível não socar o volante.

A única coisa que poderia fazer era pisar no acelerador.

Parecia que finalmente as coisas estavam chegando ao fim.

Virei a esquina derrapando o pneu e estacionei o carro bruscamente na porta da mansão da família de Minseok. Saquei a arma e desci do carro sem conseguir disfarçar minha raiva e abri a porta entrando sem cerimônia. Com apenas cinco passos em um largo corredor dei de cara com uma cena inusitada que me fez retesar.

Minseok estava com um balde de pipoca no colo vestindo apenas um moletom enquanto assistia um filme, olhei para tela onde passava A bela e a fera. Seus olhos brilhavam e eu me odiei por achar a cena malditamente fofa.

Olhei para o lado e franzi o cenho ao ver um rapaz aparentemente de no máximo 20 anos jogado no sofá com uma expressão cansada.

- Quem é ele? – perguntei e Min voltou sua atenção para mim.

Seu olhar surpreso me fez revirar os olhos por ele não ter notado minha entrada.

- Jongdae. – falou animado enquanto o rapaz ficou pálido.

- Você não notou minha entrada. – o repreendi enquanto caminhava em direção ao estranho que se encolheu enquanto ele dava de ombros – Quem é ele? – perguntei novamente e peguei o garoto pelo pescoço que se debateu em meus braços tentando gritar.

- Meu informante. – deu de ombros.

Larguei o garoto e olhei incrédulo.

Como esse pirralho poderia ter a localização de Soonmin?

- Você esta brincando comigo? – semicerrei os olhos – O que esse pirralho desnutrido tem o que a ver com Soonmin? – rosnei.

- Ei. – o garoto resmungou e bufei desferindo um soco em seu rosto.

Seu grito seguido de um choramingo infantil me fez revirar os olhos.

Minseok bufou irritado.

- Não caia nessa pose infantil de Seungyeoon, Dae.- fiquei em alerta com suas palavras duras – Ele é um dos braços direitos de Soonmin justamente por isso, com sua aparência e jeito infantil ninguém jamais imaginaria que ele é um dos comandantes do tráfico dessa região. – olhei com escárnio para o garoto que imediatamente ergueu o rosto e me lançou um sorriso debochado.

- Eu quero uma explicação Minseok. – exigi e ele desviou o rosto para o lado parecendo envergonhado.

Olhei completamente desconfiado daquela reação.

- Minseok. – rosnei e ele suspirou e voltou a me encarar.

Pela primeira vez vi tormento em seus olhos.

- Eu ouvi Yifan e o Luhannie conversando sobre você estar tendo dificuldades de encontrar Soonmin, e eu sabia que Seungyeoon seria a resposta. – sua expressão se tornou fria – E eu estava certo. – um sorriso fraco e cansado adornou seus lábios.

Por um segundo decidi não pressiona-lo.

Olhei para o rosto do garoto que nos avaliava com a sobrancelha arqueada.

- Você tem a localização de Soommin. – não foi uma pergunta e sim uma afirmação e como esperado Minseok maneou a cabeça em confirmação – Como? – perguntei e Seungyeoon soltou um riso divertido e vi as feições do meu pequeno endurecerem.

Um ruído animalesco escapou de meus lábios em entendimento.

Me virei como um animal sorrateiro e olhei nos olhos de Kim Minseok.

- Como? – rosnei.

- Transei com ele em troca da informação. – podia ver a vergonha e o nojo estampados em sua face.

Respirei pesadamente e apertei a arma entre meus dedos tentando controlar todos meus instintos para não matar aquele filha da puta que ousou tocar no que é meu.

- Você tocou no meu garoto. – me virei Seungyeoon que me encarou surpreso e pareceu hesitar desmanchando o sorriso sacana que carregava nos lábios – Você sabe quem eu sou? – perguntei baixo e ele tomou uma postura defensiva que quase me fez sorrir.

- Membro do Setor 49, grupo de elite mais temido do governo. – deu de ombros com indiferença.

- Eu perguntei se você sabe quem sou e não sobre qual família pertenço. – sorri de forma doentia.

Ele negou.

E eu lambi os lábios em apreciação como um animal que iria devorar sua presa.

- Eu sou o Hunter 3.3. – automaticamente suas feições se tornaram pálidas e eu podia sentir o olhar curioso de Minseok sobre mim – Você ousou tocar no que me pertence. – girei a arma na mão e o garoto arregalou os olhos mostrando pela primeira vez naquela noite verdadeiro pânico.

- Não o mate. – Minseok sussurrou se colocando entre eu e Seungyeoon.

Como ele ousava me enfrentar para proteger esse verme?

- Eu sou seu Jongdae. – suas palavras atraíram minha atenção – Nós precisamos dele. – podia ver claramente seu desgosto em proferir aquelas palavras.

- Eu quero explicações. – grunhi com o gosto amargo na boca por não matar aquele que tocou meu garoto.

Minseok assentiu como uma criança assustada.

- Você nos ajudará e em troca Jongdae não irá mata-lo, certo? – Min perguntou encarando Seungyeoon que assentiu apressadamente.

É claro que eu iria mata-lo.

Eu não havia prometido nada.

Sorri psicótico e ergui a arma atirando duas vezes, um tiro em cada perna.

Seu grito ecoou pela casa me fazendo se encher de satisfação.

- Jongdae. – Minseok resmungou e eu bufei.

- Eu não o matei. – observei o garoto que soltava ruídos de dor pelas duas pernas atingidas – Isso é apenas para ele aprender a não tocar no que é meu. – rosnei e segurei Min pelo braço o arrastando pela sala em direção as escadas – Temos muito o que conversar pirralho. – avisei e ele se encolheu.

Minseok iria descobrir que não era bom brincar com o fogo.

Ele definitivamente iria se queimar.






 

Segurando seu braço o empurrei bruscamente na cama.

Minseok me encarou desafiante mas podia ver o tormento em seus olhos.

- Você transou com ele. – proferir aquelas palavras em voz alta fez com que um nó se formasse em minha garganta – Você realmente transou com ele por causa da porra de uma informação? – o fitei irritado e busquei auto controle para não voltar a sala e matar aquele maldito.

- Sim. – seu tom firme e frio não me surpreendeu mas fora impossível não encara-lo com incredulidade – Era uma informação importante. – argumentou e automaticamente dobrei meu corpo sobre o seu e o puxei pelos cabelos aproximando nossos rostos. Seus olhos se arregalaram em surpresa na mesma medida que um gemido de dor escapava dos seus lábios.

- Informação importante? – rosnei e vi a hesitação em seu olhar – Que se foda Soonmin, que se foda minha vingança, eu não me importo com nada disso. – grunhi irritado e sua expressão se tornou suave – Você não tinha que se submeter a isso por aquele lixo humano. – ainda sentia o gosto amargo daquela informação.

Um sorriso doce curvou em seus lábios e foi minha vez de retesar.

Antes que eu pudesse me afastar suas mãos seguraram meu rosto me fazendo olhar em seus olhos fixamente.

- Isso faz tudo valer a pena. – seus olhos se fecharam e seu nariz roçou no meu em um carinho singelo.

Eu não tive forças para afasta-lo.

Não naquele momento.

Não quando Minseok havia submetido seu corpo a outro por mim, por minha vingança.

- O que? – perguntei baixo.

- Saber que por mim você abriria mão de tudo. – aquelas palavras fizeram meu coração acelerar em pânico e antes que eu pudesse retrucar para afasta-lo seus lábios roçaram os meus me fazendo estremecer – Não adianta me afastar. – fechei os olhos apreciando o contato por um momento.

Aquele pirralho iria me enlouquecer.

- Minseok. – o adverti e seus lábios se curvaram em um sorriso contra minha boca.

- Nós vamos ficar juntos Jongdae, você não pode mudar o destino. – e antes que eu pudesse processar suas palavras, seus lábios selaram os meus.

E naquele momento eu senti que estava no lugar certo como em anos não sentia.

Foi como renascer.

Sua boca se moveu contra a minha e eu dei controle ao pequeno pirralho que me fez voltar a vida.

O beijei.

E naquele momento eu tive a certeza enquanto beijava sua boca que eu jamais voltaria a ser um homem morto novamente. Não tinha como e talvez essa fosse a resposta que Jinhe havia mandado diante de meu desespero.

Uma chance de ser feliz.

- Você ainda tem muito que me explicar pirralho. – falei contra seus lábios e ele se afastou me lançando um sorriso triste.

-Vai me afastar de novo? – perguntou hesitante e meu coração se apertou ao ver o medo em seu olhar.

Ponderei sua pergunta e tudo o que ela implicava.

A poucas horas eu havia prometido a mim mesmo que não iria ceder, e agora estou eu aqui, mais tentado do que nunca.

Eu iria afasta-lo?

Talvez essa não fosse a pergunta certa.

Eu conseguiria afasta-lo novamente?

Todo setor 49 caiu, um por um dos homens mortos encontraram um motivo para viver. O meu estava aqui, olhando atentamente com seus pequenos olhos brilhantes arregalados em expectativa, como se minha resposta fosse mudar toda sua vida.

E iria.

- Não.

Seus olhos se arregalaram mais ao mesmo que todo o peso em meu coração sumiu.

Não.

Eu não iria afasta-lo novamente.

- Jongdae. - ele murmurou com a voz embargada e eu franzi o cenho ao ver as lagrimas banhando seus olhos. Suas mãos seguraram minha camiseta e ele afundou o rosto em meu peito enquanto seu corpo tremia.

- Hey. – acariciei seus cabelos sorrindo fraco – Não precisa chorar por isso. – resmunguei incerto do que fazer.

Havia tanto tempo que me permitir a deixar algum sentimento entrar. Meu coração se derreteu com o quão sensível Minseok era, tê-lo daquela forma em meus braços choroso e manhoso aliviado por saber que eu estaria por perto me fez ter certeza que eu definitivamente estava em um caminho sem volta.

Alguém depois de Jinhe havia me amado com tanta intensidade? A ponto de colocar me colocar acima do próprio bem-estar físico e mental.

A resposta era não.

Minseok era único.

E acho que estava mais do que na hora de retribuir todo aquele sentimento.

Meu medo era: Eu estava à altura de Kim Minseok e tudo que ele representava?

Deus queira que sim, porque eu não conseguiria voltar atrás.

Não mais.

- Eu estou feliz. – ele sussurrou esfregando o rosto em meu peito me fazendo rir baixo.

- Manhoso. – acusei e ele ergueu o rosto vermelho e sorriu.

- Eu quero isso, Dae. – acariciou meu rosto e suspirou – Quero dar um descanso digno a Jinhe, quero colocar um ponto final no meu passado e fazer com que ele fique onde ele deve estar. – sua mão entrelaçou a minha e eu apenas continuei a encara-lo atentamente – Quero fechar esse ciclo vicioso de morte e sangue ao seu lado para enfim poder segurar sua mão e te trazer de volta a vida. – sussurrou.

Um misto de emoções conflituosas tomou conta de mim.

A oportunidade estava ali, olhei para o futuro e vi meus irmãos felizes reconstruindo suas vidas. A chance de recomeçar ao lado de cada um deles estava ali, estendendo a mão para mim sem pedir nada em troca.

Um pequeno pirralho estava me dando a chance de recomeçar.

E tudo que eu pude fazer foi segurar seu rosto com as duas mãos e selar nossos lábios de leve. Me afastei vendo seus olhos se arregalarem em expectativa buscando uma resposta.

- Vou te contar um segredo, um segredo que eu tentei esconder mesmo quando estava tão malditamente exposto em meus olhos. – sussurrei contra seus lábios recebendo um olhar curioso. – Eu voltei a viver no momento que coloquei os olhos em você.

Tentei não rir quando seus olhos se esbugalharam em visível choque.

Minseok se jogou em meus braços me apertando com força.

Retribui seu abraço apertado sem esconder minha satisfação em finalmente ceder ao que meu coração queria. Acariciei seus cabelos deixando seu cheiro impregnar em mim.

Nunca é tarde para recomeçar.

Mesmo quando se é um homem morto.

Arqueei a sobrancelha ao ver Minseok engatinhar na cama vindo em minha direção vestindo somente uma boxer.

Maldito pirralho tentador.

Como esperado ele se aproximou sentando em meu colo de frente para mim, automaticamente segurei sua cintura enquanto ele rodeava os braços em volta do meu pescoço.

- Precisamos conversar. – ele sussurrou fazendo minha postura se tornar séria.

- Você me deve muitas explicações. – acusei e ele suspirou.

- De qualquer forma eu prefiro essa forma de conversar, com o Jongdae e não com o agente. – sussurrou me fazendo franzir o cenho.

- Nem parece o pirralho ousado que me perseguia. – sondei estranhando sua atitude.

Minseok parecia vulnerável.

- Eu só estou exausto psicologicamente. – confessou fazendo um nó se formar em minha garganta – Transar com Seungyeoon trouxe à tona muitas coisas que eu queria esquecer. – foi impossível não deixar a culpa me dominar.

Foi nesse momento que eu percebi que aquele era um momento só nosso.

Nós dois estávamos vulneráveis.

- Eu detesto saber que aquele verme tocou em você. – rosnei e ele soltou um risinho arteiro e se inclinou roçando nossos lábios mas sem quebrar o contato visual.

- Você é tão gostoso assim todo possessivo. – falou contra minha boca.

Mordi seu lábio o fazendo grunhir dolorido.

- Nós precisamos conversar. – resmunguei – Nada de provocações. – seu bico contrariado quase me fez joga-lo na cama e o foder com força.

Minseok franziu o cenho como se estivesse em uma luta interna.

Aguardei até que ele criasse coragem e me explicasse em que porra de situação estávamos.

- Eu conheci Seungyeoon com 16 anos. – o encarei atentamente vendo uma expressão amarga tomar seu rosto – Ele era um bom garoto ao meu ver, foi a típica história do garoto que não tinha amigos que se apaixonou pelo badboy popular do bairro. – meu sentimento ruim em relação aquela história só aumentou ao vê-lo coçar a nuca sem graça – Ele se aproximou de mim e era como estar no céu finalmente ser notado por alguém, principalmente alguém que todos queriam mas estava interessado em mim. – explicou com as bochechas ruborizadas e eu bufei por ele se envergonhar daquilo que era um sentimento humano tão comum – Ele foi meu primeiro tudo. – sussurrou e eu fiz careta – Meu primeiro amor, meu primeiro beijo e minha primeira transa. – seus olhos escureceram por um momento – Eu tinha dito que não era mais virgem quando Soonmin me estuprou mas ocultei que namorava Seungyeoon. – arqueei a sobrancelha tentando entender onde ele queria chegar – Antes de tudo acontecer eu descobri que Seungyeoon só se aproximou de mim porque era um espião mandando por Soonmin para vigiar meu pai, na verdade eu era só a porta aberta para minha casa, foi ele que denunciou meu pai e disse que eu daria um bom prostituto para o fantasy ou o The King. - suas palavras soaram tão dolorosas que eu rosnei erguendo meu corpo.

- Eu vou matar esse filho de uma puta. - grunhi e suas feições se tornaram desesperadas a medida que ele me empurrava de volta para a cama tentando me conter.

- Jongdae, pare. – implorou mas eu ainda estava cego de raiva – Chen, por favor. – pediu novamente e eu respirei fundo tentando me conter.

Deixei meu corpo cair sobre a cama.

Ele voltou a sentar em meu quadril e se inclinou sobre mim.

Eu não queria encarar seu olhar. Meu coração se feriu ao perceber tudo o que ele havia sofrido.

Fechei os olhos me sentindo anestesiado pela dor.

Pensei em Jinhe e no que ela havia passado e no que Minseok teve de suportar.

Soonmin havia machucado as duas pessoas mais preciosas que tive em minha vida.

Porém um estava aqui em meus braços me dando a oportunidade de fazer o que eu não consegui no passado.

Protege-lo.

A sensação de impotência pulsava em minhas veias.

- Olha para mim. – a emoção fez sua voz embargada e quando abri meus olhos quase me perdi em suas orbes negras – Eu te amo. – sussurrou e eu ofeguei vergonhosamente sentindo meu coração acelerar como um adolescente conhecendo o primeiro amor.

Ergui meu braço e enrosquei meus dedos em seus cabelos trazendo seu rosto para perto do meu.

- Eu vou me permitir ser vulnerável nesse momento Minseok. – avisei e ele me encarou curioso – Aqui nesse momento, nesse quarto eu serei o verdadeiro Jongdae para você. – seus olhos brilharam de uma forma tão bonita – Mas quando eu sai desse quarto vou voltar a ser o homem morto diante do governo até tudo isso acabar. – ele assentiu com um sorriso nos lábios – Eu odeio saber que você passou por tudo isso, o sentimento de angustia me corrói saber que aquele maldito tocou nas duas pessoas que estão em meu coração. – rocei nossos lábios e ele suspirou contra minha boca.

- Não deixe isso entrar Jongdae, apenas vamos juntos dar o descanso que Jinhe merece e quando isso acabar Soonmin vai ser apenas uma parte negra do meu passado que vai ficar para trás, uma lembrança ruim, mas que trouxe o homem que eu amo para mim. – deixou um selar em meus lábios.

- Eu vou matar Soonmin e Seungyeoon por ousar tocar no que é meu. – avisei e ele sorriu sapeca.

- Tão possessivo. – cantarolou me fazendo revirar um olhos – Eu sou somente seu. – eu concordei apertando sua cintura e ele sorriu arteiro – Já que esse é o nosso momento antes de tudo desabar porque não aproveitamos de um jeito melhor. – puxei seus cabelos com força quando ele rebolou em cima de meu membro me fazendo grunhir.

Rolei na cama ficando por cima de seu corpo.

- Pirralho, eu vou te foder com força. – rosnei.

- Então vem. – sussurrou.

Aquilo foi o suficiente para todo meu controle se esvair.

O beijei duramente.

Nossas bocas só se separaram para eu poder tirar minha blusa e jogar em um quanto qualquer e novamente tomei seus lábios.

Esse pirralho me enlouquecia de todas as formas imagináveis.

Suas mãos puxaram meus cabelos com força e eu gemi ao senti a ardência no meu couro cabeludo. Mordi seu lábio com força e ele choramingou contra minha boca me deixando mais duro do que eu já estava.

O obriguei a tombar a cabeça expondo sua pele para mim.

Lambi a curva de seu pescoço até chegar no lóbulo de sua orelha.

- Pequeno pirralho, tanto tempo me tentando. - sussurrei em seu ouvido e suguei a ponta de sua orelha deixando minha língua deslizar de cima abaixo e me deliciei com sua pele arrepiada – Eu vou te foder tão duro. - murmurei e ele gemeu esganiçado com a sucção que eu fazia sugando sua orelha.

- Você fala demais. - ele debochou e eu semicerrei os olhos com seu sorriso arteiro.

E aí estava meu pequeno pirralho petulante.

- Não me provoque doce. - mordi seu pescoço com força e ele gemeu arrastado.

- Por que? Você vai fazer o que? Continuar falando?- seus dentes mordiscaram meu peitoral com força me fazendo resmungar em deleite. Minseok deslizou a língua sob minha pele como um carinho pela mordida dolorida.

- Ousado – rosnei – Eu vou foder sua boca até meu pau chegar até a sua garganta e vamos ver se você continuará sendo petulante assim. – rosnei prendendo suas mãos acima da cabeça e seus olhos escureceram mais que o normal.

Sorri sacana.

Envolvi minhas mãos em seus cabelos e os puxei com força ouvindo seu gemido dolorido.

- Eu te quero tanto e porra acho que uma vida não é o suficiente – falei rouco em seu ouvido e ele choramingou se roçando contra meu corpo – Sabe quantas vezes eu quis te foder até esse desejo sumir do meu corpo? – rosnei sentindo seu corpo tremer de leve.

Seu corpo se contorceu embaixo do meu.

O soltei.

- Jongdae. – suas mãos agarraram meus cabelos quase em desespero e eu deixei meu rosto ser puxado e fitei seus olhos.

Suas pupilas estavam dilatadas em puro prazer e a boca entreaberta com uma expressão derretida.

Levei os dedos em sua boca e contornei seus lábios.

- Eu vou foder sua boca. – quase fechei os olhos em puro deleite ao sentir sua boca envolvendo meus dedos e sugando com vontade – Caralho Minseok. – grunhi retirando meus dedos de sua boca – Pirralho ousado. – rosnei vendo seu sorrisinho de lado.

O puxei bruscamente o fazendo sentar em meu colo. Seus braços rodearam meu pescoço e ele soltou um gritinho por ter sido puxado de repente.

Segurei seus quadris com força recebendo um ofego em surpresa. Mordi seu pescoço com força e suguei ao mesmo tempo que o forcei a rebolar com força em meu membro. Seu gemido ficou preso contra meus lábios. Prendi seu lábio inferior entre os dentes e suguei com força. Um gemido alto se desprendeu de sua boca e eu grunhi quando suas unhas cravaram em minhas costas.

- Eu vou pintar sua pele com todo meu desejo. – avisei enquanto minha a língua passeava por seu peitoral deixando um rastro molhado. Prendia sua pele entre os dentes e sugava com força me deleitando com seus choramingos necessitados. Me afastei o suficiente para me admirar os chupões roxos por todo o caminho – Lindo. – murmurei completamente satisfeito.

Levei minha mão até seu mamilo e o apertei com força. Seu corpo se ergueu na cama e um soluço esganiçado ecoou pelo quarto. Meu sorriso foi largo ao ver que ele era completamente sensível ali.

- Gostoso – murmurei antes de deixar uma lambida leve e foi impossível não sorrir com a forma que seu corpo tremeu. Levei meus dentes ali e mordisquei levemente para lamber, os deixando eretos. Chupei com força sentindo seu corpo convulsionar. Aqueles gemidos e choramingos estavam me enlouquecendo.

Ergui o rosto e grunhi ao vê-lo com a boca aberta gemendo manhoso e as pálpebras pesadas perdido em meio ao prazer.

Minha vontade foi o virar e colocá-lo de quatro e o foder com força.

Minseok puxou meus cabelos com força me beijando duramente. Seu desespero e a forma que seu corpo se roçava contra o meu só me dava mais tesão.

Segurei sua nuca quebrando o beijo e fitei seus olhos. Suas pupilas dilatadas e seu olhar cheio desejo me fizeram suspirar em apreciação. Rocei nossos narizes levemente.

- Porra, eu sou louco por você. – me permiti mostrar a intensidade dos meus sentimentos – Eu vou te colocar ali. – indiquei a cabeceira da cama e ele me encarou confuso – De joelhos, com as mãos apoiadas na cama, todo empinado para mim. – suas unhas cravaram em meus ombros em pura necessidade.

Sorri ao ver que a ideia o agradava totalmente.

- Por favor. – ele sussurrou e eu empurrei bruscamente na cama o fazendo cair de costas.

Ele se apoiou nos cotovelos me fitando intensamente.

Lambi os lábios encaixando meu rosto entre suas pernas.

Ele ofegou levemente e mordeu o lábio em expectativa.

Perfeito.

Mas eu queria provoca-lo.

Mordi sua coxa e um grito ecoou pelo quarto. Lambi e chupei a marca da minha mordida e ergui os olhos para ver que deliciosamente, Minseok tombou a cabeça para trás gemendo rouco.

Lindo.

Apertei seu membro por cima da boxer enquanto deixava marcas roxas em sua coxa. Puxei sua boxer para baixo e segurei seu membro com firmeza.

- Olha para mim. – comecei a masturba-lo lentamente e seu corpo se ergueu bruscamente a medida que um choramingo escapava de seus lábios.

Seu desespero era meu prazer.

Tê-lo daquela forma tão entregue era fodidamente gostoso.

- Dae, por favor. – ele implorou e quando nossos olhos se encontraram eu quase gemi em apreciação.

Seus cabelos grudados na testa, o suor banhando seu corpo e sua respiração totalmente ofegante.

Retirei sua boxer e joguei em um canto qualquer do quarto.

Voltei a segurar seu membro com força, raspei e sacudi a cabeça contra minha língua e suguei o pré gozo que escapava incontrolavelmente sem me importar com o gosto agridoce. Sua expressão de prazer fazia tudo valer a pena. Deixei seu membro deslizar em minha boca e respirei fundo extasiado quando ele endureceu mais pulsando entre meus lábios.

Segurei seu quadril contra a cama o impedindo de se mexer quando ele arqueou gritando rouco.

Olhei em seus olhos e estremeci ao vê-lo imerso a luxuria.

Movi a cabeça de baixo para cima ainda segurando seu quadril com força. Seus gemidos começaram a se tornar desesperados à medida que me mexia com confiança. Deixei minha língua serpentear a cabeça em meios aos meus movimentos. Quase gemi contra seu pau ao ver seus olhos reviraram em puro prazer.

Minseok se tornou uma bagunça de suor e gemidos.

Deslizei seu pau até minha garganta e a contrai me engasgando propositalmente. Suas mãos agarram meus cabelos em desespero e seus gemidos desconexos enchiam meus ouvidos.

Deixei seu membro deslizar para fora de minha boca.

- Jongdae. – sua voz estava tremula e suas feições desesperadas pelo orgasmo impedido.

Aquilo me divertiu profundamente.

Seus olhos denunciavam que mesmo não sendo mais virgem, Minseok nunca havia conhecido verdadeiramente o prazer.

E porra, eu seria o único a ensina-lo.

- Shii.. – murmurei me inclinei beijando seus lábios de leve permitindo que ele sentisse seu gosto em minha boca e isso fez gemer e tremer em meus braços. – Ainda tenho muito para me divertir – avisei o empurrando novamente e ele choramingou.

- Você vai me matar. – ele buscou meus olhos e eu lambi os lábios sorrindo.

- Eu não vou te matar. – sussurrei – Eu vou te dá o melhor orgasmo da sua vida. – novamente seus olhos brilharam em desejo.

Antes que ele pudesse retrucar, e ele iria, o puxei pelas pernas quando abaixei o rosto entre suas pernas ouvi seu ofego ansioso ao entender o que eu faria.

- Jongdae. – ele gritou segurando meus cabelos com força quando lambi de leve sua entrada – Porra. – endureci minha língua forçando contra sua entrada. Seu corpo todo tremia e seus gemidos desconexos só me fizeram lamber com mais força – Caralho. – ele gemeu extasiado quando chupei sua entrada e voltei a introduzir minha língua com força.

Quando senti que ele estava molhado o suficiente contornei sua entrada e introduzi um dedo.

Porra ele estava apertado.

Trinquei os dentes sentindo a necessidade de fode-lo aumentar.

- Tem lubrificante aqui? – perguntei quase desesperado.

Ele assentiu freneticamente e girou o corpo se inclinando até a mesinha e tirando um lubrificante da gaveta.

- Eu quero te tocar, Jongdae. – ele resmungou enquanto eu tirava minha camiseta.

Arqueei a sobrancelha.

- Eu vou te foder. – rosnei retirando meu moletom e boxer.

- Mas eu nem te toquei. – ele choramingou infantilmente – Você fica ai me enlouquecendo e ainda ta todo vestido, você disse que ia foder minha boca. – falou birrento e a forma que ele olhou para meu membro endurecido e lambeu os lábios me fez perder todo o controle que ainda tinha.

Sorri sacana tirando o restante da roupa sob seu olhar atento.

Aquilo que só fez meu ego aumentar ainda mais.

Me aproximei sorrateiro e virei seu corpo bruscamente contra a cabeceira da cama. Ele se segurou no reflexo e antes que ele pudesse ter reação puxei seus cabelos com força fazendo sua cabeça para trás.

Deslizei meu nariz pelo seu pescoço sentindo seu cheiro.

- Temos a vida inteira para isso. – murmurei contra sua pele – Agora eu vou te foder. – avisei e ele gemeu empinando a bunda e roçando em meu membro.

Ofeguei sentindo meu pau pulsar.

Peguei o lubrificante e despejei uma grande quantidade em meu membro.

- Você deveria ser punido por ser tão delicioso. – rosnei segurando sua cintura com força – Fica me provocando com essa bunda empinada. – desferi um tapa em sua bunda e ele gemeu se esfregando desesperado contra mim.

- Jongdae, por favor. –mordi sua nuca com força enquanto ele tremeu gemendo rouco.

- Eu gosto de te ver implorar, doce. – rocei a cabeça do meu pau em sua entrada e sua cabeça tombou em meu ombro.

Forcei meu membro lentamente em sua entrada e rosnei tentando manter o controle e não penetra-lo de uma vez.

Porra, ele era apertado demais.

Gostoso demais.

- Tão grande. – ele gemeu provocante apoiando a cabeça na cabeceira da cama, segurei sua cintura o fazendo ficar quieto para se acostumar com a invasão. Soltei um gemido esganiçado ao estar completamente dentro - Dae... – implorou manhoso e eu segurei seu quadril, saindo de sua entrada e voltando a estocar com força; ele gritou descontrolado me fazendo grunhi.

Comecei a estocar com força, ouvindo seus gemidos descontrolados e aquilo só aumentou meu desejo. Sabia que havia pressionado o lugar certo, então acelerei meus movimentos, impulsionava com força. Puxei seus cabelos com força e deslizei minha outra mão até seu mamilo o retorcendo entre meus dedos, seu grito esganiçado só me fez ter a certeza que ele estava perto, não tive dó: soltei seus cabelos e segurei sua cintura e comecei a impulsionar rápido, forte e com total brutalidade em seu canal que me esmagava.

A visão era linda, sua cabeça tombada para trás, seus olhos semicerrados e sua boca entreaberta soltando grunhidos desesperados ao mesmo que seus dedos retorcidos segurando a cabeceira da cama tentando de alguma forma aguentar a sobrecarga de prazer que sentia.

Minseok era completamente quente.

Mas eu precisava de mais.

O empurrei na cama e ele caiu de costas. Deslizei meu membro para fora, ouvindo seu gemido em protesto e eu dei um sorriso quase desesperado.

- Jongdae – implorou em desespero e gemeu quando segurei seu quadril com força e penetrei sua entrada com brutalidade. Nossos gemidos se misturavam pelo quarto e nossas bocas se chocavam deixando rastros de salivas e chupões por onde passavam.

- Caralho, Minseok. – grunhi rouco quando senti sua entrada se contrair apertando meu pau. Revirei os olhos, sentindo meu limite quando se agarrou em mim e suas unhas rasgaram minhas costas tentando aplacar o prazer.

Urrei de prazer.

Olhei com devoção aquela cena, sua cabeça tombou para trás e entreabriu os lábios em um gemido mudo, seu corpo convulsionou sob o meu. Aquilo foi o limite junto com sua entrada esmagando meu membro fazendo que eu gozasse logo em seguida a ele com um gemido rouco ecoando pelo quarto. Nossos peitos ofegantes e nossos corpos se moviam ainda sincronizados prolongando aquele orgasmo.

Abracei seu corpo e ele afundou o rosto na curva do meu pescoço respirando pesadamente sob minha pele sensível. Deixei meu peso cair sob ele, sentindo aquela sensação gostosa do orgasmo e, mais que isso, sentindo seu corpo suado colado no meu.

- Não sei como eu achei que conseguiria ficar longe de você. – falei ofegante e ele sorriu contra minha pele e deixou uma mordida carinhosa se esfregando em mim como um gato manhoso.

- Você é um idiota. – sorri de lado.

- E você é um pirralho. – debochei o fazendo rir baixinho.

Me levantei e ri com o bico contrariado em seus lábios. Suas bochechas ficaram levemente rosadas ao que eu encarei seu corpo. Revirei os olhos.

- Vergonha Minseok? – falei descrente e ele desviou o olhar enquanto puxava o lençol se cobrindo me fazendo rir alto – Depois de tudo isso? – caminhei até o banheiro achando graça da sua timidez e podia ouvir seus resmungos do quarto.

Molhei uma toalha e voltei o vendo me olhar com curiosidade. Puxei o lençol e comecei a limpar o gozo do seu abdômen e ergui o rosto encarando seu olhar surpreso e suas bochechas mais vermelhas ainda. Sorri calmo.

- Eu vou cuidar de você. – sussurrei vendo seu olhar vacilar.

Abri suas pernas e limpei sua entrada.

Ele não dizia uma palavra, apenas me encarava incerto.

Nunca havia o visto tão vermelho.

Queria decifrar seus sentimentos, mas optei por também me manter em silêncio.

Após limpa-lo joguei uma boxer para ele vestir, me limpei e puxei os lençóis sujo os jogando em um canto qualquer do quarto. Deitei na cama e puxei o edredom nos cobrindo. Acariciei seus cabelos e finalmente ele virou o rosto me encarando serenamente.

- Então é essa a sensação? – pareceu perguntar mais para si do que para mim.

- Que sensação? – perguntei curioso.

- Amar e ser amado. – sussurrou focando meus olhos novamente.

Naquele momento eu percebi o quanto Minseok precisava de mim.

- Sim. – falei baixinho fazendo carinho em sua bochecha – Não queria falar sobre a Jinhe com você, não agora. – ele me olhou curioso enquanto franzia o cenho – Eu preciso que você entenda que culpa é um dos piores sentimentos que existe, e depois de tudo que passei, amar e ser feliz era a última coisa que eu acreditei que aconteceria novamente. – balancei a cabeça negativamente – E quando aconteceu eu pensei se era justo quando Jinhe pagou o preço por algo que eu sei que não tive totalmente culpa, mas foi por minha causa de alguma forma. – sorri levemente ao ver seu olhar suave como diz "eu realmente te entendo" – Depois de anos vivendo com esse sentimento de culpa e sendo uma máquina de matar do governo é realmente difícil se entregar, por isso quero que você entenda que a última coisa que queria e quero é te machucar. – ri baixinho ao ver sua cabeça balançar freneticamente de forma positiva – Quando Yifan falou que você havia sumido e pior tinha vindo atrás de Soonmin eu entrei em pânico, medo de te perder e sentir aquilo novamente. – suspirei achando adorável a forma que ele roçou manhosamente o rosto contra a palma da minha mão – Mas principalmente senti medo de perder a chance de ter você nos meus braços, perder você me destruiria. – confessei e seus olhos arregalaram levemente.

- Dae. – vi as lágrimas acumuladas em seus olhos enquanto ele tentava inutilmente segura-las – Eu não me importo de conversar sobre a Jinhe com você, as vezes sinto que ela também faz parte da minha vida. – o encarei surpreso e limpei seu rosto molhado – Às vezes tenho pensamentos egoístas que tento controlar, me pergunto se você me amaria se ela estivesse aqui e se eu penso que não, machuca. – baguncei seus cabelos querendo sorrir por saber que aquilo é completamente normal – Eu quero ficar com você, quando você me tirou daquela gaiola não salvou só minha vida, salvou minha alma. – aquilo foi o suficiente para mim.

Naquele momento pude ver o quanto eu, um animal do governo criado para matar, tinha significado na vida de Minseok.

O beijei lentamente tentando mostrar tudo o que eu sentia.

Pela primeira vez em anos me entreguei completamente.

E a forma que ele relaxou em meus braços e se agarrou em mim só mostrou que eu ainda tinha chances de encontrar a paz que havia perdido.

Sorri contra seus lábios quando percebi a ironia de encontrar minha paz com Minseok, aquele pirralho petulante que onde passa traz o caos, principalmente quando esta ao lado de Kyungsoo.

- Eu prometo que vou cuidar de você e te proteger de qualquer um que queira te machucar. – falei seriamente e ele sorriu largo – Prometo que enquanto eu viver farei o impossível para te ver sorrir. – selei nossos lábios.

- Temos um jongdae romântico por aqui? – revirei os olhos com seu deboche – Será que Kyungsoo se acertou com Jongin? Preciso falar com ele e dizer que ele precisa transar com algum ex. – olhei embasbacado e o segurei quando fez menção de levantar da cama.

- O que? – falei chocado.

- Vou dizer a Kyungsoo para transar com alguém. – ele me olhou como se estivesse falando o obvio – Só assim você deixou de ser um babaca. – explicou e eu bufei.

- Kyungsoo e Jongin já se acertaram. – resmunguei e ele sorriu largo – E não me lembre que você transou com aquele fedelho. – rosnei e ele soltou um risinho debochado.

- Aquilo no meio das pernas dele não fez nem cosquinha. – seu sorriso sacana me fez rir baixo e inflou o meu ego.

- Você é meu. – resmunguei enquanto sorria e ele me abraçou selando nossos lábios.

- Sempre. - falou contra minha boca me fazendo sorrir largo.

E eu soube que tudo ficaria bem.

Minseok estava comigo e somente isso importava.






 

- Eu quero passar o resto da minha vida com você.

Virei o rosto e sorri ao ver a expressão sonolenta no rosto de Minseok enquanto rolava na cama. Meu coração se aqueceu amorosamente com aquelas palavras.

- O resto da sua vida? Não sei. – arqueei a sobrancelha e ele me olhou hesitante – Mesmo que se passe 60 anos eu ainda acho pouco. – ele riu alto e pulou da cama se jogando em meus braços.

- Eu gosto disso. – ele beijou minha bochecha e em resposta baguncei seus cabelos.

Beijei seus lábios e me afastei para terminar de me vestir.

- Minseok. – o chamei e revirei os olhos ao ver de forma infantil ele tentar colocar a camiseta e se embolar todo – Antes de descer quero deixar algumas coisas bem clara para você. – ele sentou na cama me encarando atento – Eu realmente quero ficar com você e não vou mais fugir e muito menos te afastar...

- Mas...? – sua postura se tornou defensiva e eu ri alto.

- Calma pirralho. – bufei mas no fundo amava esse jeito arredio – Eu quero dizer que no momento que saímos desse quarto eu serei o agente. – falei calmamente e seu pescoço pendeu para o lado como se quisesse desvendar minha alma com aquele olhar – Eu não vou deixar nada te acontecer e hoje acima da minha vingança eu tenho você. – respirei fundo – Minseok, honrar Jinhe é o que eu mais quero e matar soonmin é a forma do meu coração ter um pouco de paz, eu sei que ela me perdoou por tudo que aconteceu, mas ela jamais me perdoaria se eu colocasse isso acima do seu bem estar. – sorri triste sabendo o quanto Jinhe era preciosa – E mais que isso, hoje de certa forma consigo ver que minha maior vingança é ser feliz já que tudo que Soonmin queria era tirar minha paz e destruir minha felicidade, e ele conseguiu, pelo menos até agora. – ele se levantou e calmamente me abraçou afundando o rosto no peitoral – Eu quero colocar um fim nisso e hoje mais do que nunca tenho uma fraqueza, você entende o que eu quero dizer? – acariciei seus cabelos e ele assentiu esfregando eu rosto em mim – Eu preciso ser o agente, e mesmo que eu tenha deixado a vida de Hunter para trás eu vou precisar ser aquilo novamente. – sussurrei e sorri de lado quando ele ergueu o rosto me fitando curioso.

Quase ri da indecisão explicita em sua face sobre perguntar ou não.

- Posso perguntar? – seu rosto estava desafiante e eu ri alto.

- Você esta me pedindo permissão? – debochei e ele revirou os olhos, mas negou.

- O que é um Hunter 3.3? – ainda não era o momento.

- Eu irei lhe contar. – murmurei.

- Mas não agora. – bufou com raiva e eu assenti.

Segurei seu braço quando ele tentou se afastar.

- Eu vou ser o agente. – avisei novamente e ele concordou – Então de um agente para outro, vou te pedir um favor. – minhas palavras o pegaram de surpresa – Fique alerta e em nenhum momento entre no fogo cruzado para me proteger, eu como tenho mais experiência quando eu te mandar sair você sai, se eu mandar abaixar você abaixa, e principalmente se eu mandar fugir, você foge. – falei sério e a ideia não agradou obviamente.

Sua boca se abriu e fechou por duas vezes.

- Sim. – sua resposta me deixou desconcertado e eu o sondei para ver se ele falava a sério.

E para minha surpresa estava sendo sincero.

- Sim? – perguntei surpreso.

- Eu sei que sou inconsequente. – revirou os olhos – Mas sei que você se culparia se algo acontecer comigo, então farei o possível para me manter a salvo. – não consegui esconder minha satisfação – Mas... – ele puxou meu rosto e fitou meus olhos intensamente – Perder você me destruiria também. – suspirei encostando minha testa na sua – Eu quero que você faça o que tem que fazer sem se preocupar comigo Jongdae, eu quero o fim disso tanto quanto você. – sua mão buscou a minha e entrelaçou nossos dedos – Mas não me dê um gosto do céu e depois me jogue no inferno. – e eu sabia que aquele momento era só nosso.

O beijei.

Lento e profundamente o beijei. Segurei sua mão e o puxei contra meus braços. Deixei me envolver por aquele sentimento e por um segundo esqueci do mundo fora daquele quarto, por um momento desejei poder fugir e ir para longe apenas só eu e Minseok. Quebrei o beijo e acariciei seu rosto.

- Nós vamos passar por isso. – sussurrei contra sua boca.

Queria ter toda segurança que fingir ter ao proferir essas palavras.

Minseok confiava em mim para acabar com tudo aquilo.

Finalmente daria um descanso digno a Jinhe.

Me afastei e engatilhei a arma prendendo na barra da calça ao mesmo que prendia as facas em pontos estratégicos do corpo.

- Para que tudo isso se não vamos sair de casa? – ele perguntou curioso mas podia ver claramente a preocupação em seu olhar.

- Preocupado com Seungyeoon? – debochei.

- Jongdae...

- Eu preciso de respostas. – dei de ombros e o puxei beijando seus lábios pela ultima vez.

Sai do quarto e desci as escadas apressadamente. Minseok vinha atrás de mim e de longe podia sentir sua tensão. Sorri em escarnio. Chegando na sala quase ri ao ver Seungyeoon gemendo de dor com as duas pernas enfaixadas, olhei para mesinha de centro onde havia duas balas e material para fazer curativos. Arqueei a sobrancelha vendo que o garoto era uma ameaça real, pois mesmo com dor visivelmente aquilo era algo normal para si.

Puxei a arma e uma faca colocando em cima da mesinha.

Sentei na poltrona sob seu olhar atento, porém podia ver a ausência do medo e quase o deboche em sua expressão.

Ah garoto, isso será divertido.








 

- Precisamos conversar.

Minseok se mexeu desconfortável, Seungyeoon sorriu e eu apenas queria mata-lo.

- Por que esta traindo Soomin? – perguntei curioso.

Ele fez uma expressão tediosa e eu revirei os olhos, principalmente por Minseok me olhar preocupado como se eu fosse perder o controle e matar o garoto a qualquer momento.

Eu não faria isso.

Talvez.

A ideia realmente era tentadora.

- Zitao matou Zhaolin. – ele falou dando de ombros e eu sorri internamente por saber que os boatos e espalharam da forma que queríamos.

- Zitao? – fingi curiosidade e ele sorriu vitorioso feliz por ter a informação que eu supostamente não sabia.

- Ele é o filho bastardo de Zinglin. – explicou – Zhaolin achou que o havia matado mas o desgraçado estava nas sombras planejando tomar o trono do demônio, e conseguiu. – sorriu calmamente – Eu sei que ele odeia Soonmin, e não posso ficar mal com o novo chefe. – piscou arteiro.

Não controlar a expressão e acabei por fazer uma careta diante aquelas palavras.

Mal sabe ele que Zitao esta ao nosso lado.

Patético.

- E como você sabe que Zitao odeia Soonmin? – perguntei sério.

- Soonmin estava falando coisas aleatórias quando veio a mim. – resmungou parecendo irritado com a lembrança – Sobre ter que ficar longe do radar de Zitao, porque ele enviaria você para mata-lo. – explicou – Ele realmente estava em pânico. – arqueei a sobrancelha surpreso com a informação – E claro que eu vou aproveitar a oportunidade de me livrar desse verme. – me encarou sério – O cara é insuportável.

Encarei Seungyeoon fixamente ponderando que tipo de atitude teria que tomar com o garoto.

- Eu realmente quero te matar. – falei baixo.

Minseok arregalou os olhos.

Seungyeoon hesitou.

- Não vejo o porquê. – se defendeu – Pelos gemidos e gritos de Minseok já esta bem claro que eu fui usado por uma informação. – resmungou e eu torci o pescoço o encarando ameaçadoramente.

- Eu não pedi para transar com você, filho da puta. – Minseok rosnou incrédulo.

Respirei fundo tentando controlar a raiva.

- Eu tomaria cuidado com o que falo, se eu fosse você. – falei ameaçadoramente – Esqueça que um dia o tocou, nunca mais fale sobre isso se você não quiser que eu arranque sua língua e costure sua boca. – avisei e ele arregalou os olhos me olhando temoroso – Você só não esta morto agora porque sua patética existência me serve para algo, mas faça mais algum comentário sobre isso que eu faço questão de te cortar em pedaços e dá para os cachorros comerem. – rosnei e ele assentiu freneticamente – Bom. – sorri de lado.

Mas definitivamente eu ainda iria mata-lo.

Só ainda não sabia como.

Se bem que...

A ideia perfeita veio em minha mente.

- Soonmin esta em um prostibulo. – Minseok falou sério e eu me virei o encarando.

- Prostibulo? – perguntei chocado.

- Sim. – Seungyeoon respondeu – The King, é uma boate como fachada. – explicou – Como é um dos setores mais precários frequentado pelo pior tipo de gente, lá era o lugar perfeito para ele se esconder. – sorriu largo parecendo satisfeito obviamente por ter sido sua ideia.

- O que isso quer dizer? – perguntei para Minseok e ele se encolheu me fazendo olhar desconfiado.

- O The King além de estar localizado em um bairro perigoso da zona norte é um dos locais onde tudo é permitido. – sua voz estava baixa e seu olhar sombrio me deixou em alerta – Lá é o lugar onde estão os prostitutos de fetiche. – desviou o olhar.

Um arrepio ruim correu sob meu corpo.

- Prostitutos de fetiches? – perguntei confuso, eu realmente não entendia esse termo afinal eu era só chamado para matar.

Meu serviço nos últimos anos era: um nome e uma foto.

Apenas isso.

- Não é permitido dizer não. – seus olhos se fecharam e eu o encarei duramente – Lá é permitido tudo e geralmente os frequentadores são pessoas que gostam machucar em todos os níveis existentes, apenas os fetiches mais doentios que você possa imaginar. – meu estomago embrulhou somente com a ideia.

Um sentimento ruim passou por mim apenas por imaginar a droga do sexo em um lugar como esse.

- Como sabe sobre isso Minseok? – perguntei bruscamente e ele engoliu em seco.

Seungyeoon ficou alarmado e nada mais precisava ser dito.

- Maldito. – rosnei ficando de pé e novamente Minseok entrou na minha frente.

- Dae, por favor não. – implorou – Ele é nossa bilhete de entrada. – sussurrou com os olhos cheios de lágrimas.

- Eu me arrependo de ter feito isso. – ele desviou o olhar.

Ri incrédulo.

- Você se arrepende? – debochei – Você indicou Minseok para esse inferno seu desgraçado. – rosnei e desviei do meu pequeno me aproximando do seu corpo encolhido – Quando tudo isso acabar você vai saber o que é se arrepender de verdade. – prometi.

- Minseok prometeu que você não me mataria. – choramingou assustado e eu sorri largo.

- Quando isso acabar, você vai implorar para morrer. – falei sombriamente – E se você fugir será pior, eu vou te caçar onde você esteja. – avisei e ele assentiu calmamente e bufou.

- Eu sabia que devia ter ignorado sua ligação. – rosnou para Minseok.

Automaticamente puxei uma faca e ergui rasgando sua bochecha e ri ao ouvi seu grito de dor.

Fraco.

- Primeira regra fedelho: não olhe, não fale e nem ao menos respire perto dele. – me aproximei e puxei seus cabelos o fazendo me olhar fixamente – A partir de agora você se dirige apenas a mim, entendeu? – recebi um sim em forma de gemido dolorido – Bom garoto. – empurrei sua cabeça para trás largando seus cabelos – Fique de olho nele, se ele se mover me grite. – avisei Minseok e joguei a arma em suas mãos.

O menor assentiu com um sorriso de lado.

- O que fara comigo? – Seungyeoon perguntou me fazendo virar e encara-lo debochado.

- Eu? Nada. – respondi recebendo um olhar confuso de ambos – Minseok prometeu que eu não iria mata-lo, e eu não vou falhar com sua palavra. – falei sinceramente e o pequeno bolinho me encarou desconfiado – Mas farei você implorar para morrer. – avisei.

- O que isso quer dizer? – ele perguntou confuso.

- Quer dizer que vou deixar nas mãos de duas pessoas para decidir o que fazer com você. – gargalhei internamente.

- Quem? – ele arregalou os olhos.

Minseok me encarava curioso.

- D.O Kyungsoo e Luhan.

- Oh porra, você esta muito fodido. – Minseok arregalou os olhos.

Eu apenas ri saindo da sala.

Seungyeoon definitivamente estava fodido.






 

- Esta dando certo então. – a voz de Tao soou aliviada e mesmo sem eles puderem ver – Isso é ótimo Kris, aposto que Seungyeoon ajudou a espalhar o boato, o garoto parecer ser patético. – bufou e eu fechei a expressão.

- Quando você pretende se infiltrar no prostíbulo e atacar Soonmin? – ponderei sobre a pergunta de Kris, aquilo era preocupante.

- Esse final de semana, mas preciso traçar o plano corretamente. – suspirei – Não gosto da ideia de atacar Soonmin em um local repleto da pior espécie e principalmente dependendo de um Seungyeoon para me ajudar a entrar, me preocupo com Minseok. – confessei.

- Você quer reforço, Jongdae? – Chanyeol perguntou – Em outro caso nós não ofereceríamos, já estaríamos aí. – eu sabia que era verdade – Mas sabemos que quando envolve Soonmin não se torna nós, apenas você e o que é melhor para a sua paz de espirito. – fechei os olhos e respirei fundo.

O quão inconsequente eu seria se negasse ajuda?

Colocaria Minseok em risco?

- Luhan e Kyungsoo quero vocês dois aqui amanhã antes do pôr do sol. – murmurei.

- Kyungsoo? – Joonmyun perguntou alarmado e eu ri baixo.

- Esta com medo dele destruir o prostibulo ou com sua segurança? – Jongin perguntou com diversão.

Soltei um riso baixo.

Sentia falta deles.

- Obviamente do prostibulo. – Sehun retrucou – Kyungsoo vai matar a todos. – podia ouvir claramente o pequeno rebelde resmungar em indignação.

- Por que escolheu os dois, Jongdae? – Yixing perguntou desconfiado.

Yixing era mais perspicaz que todos nós juntos.

- Seungyeoon. – retruquei sentindo meu corpo tenso.

- O que tem Seungyeoon? – Baekhyun perguntou preocupado.

- Minseok prometeu que eu não o mataria. – mordi o lábio vacilante sobre a reação de Sehun e Jongin.

- Você quer que nós dois...

- Não. – cortei Luhan – Isso fica a critério de vocês. – falei amargo – Mas sei que vocês o farão. – sorri psicótico.

- O que ele fez a Minseok? – Kyungsoo perguntou duramente.

- Ele foi meu primeiro namorado que me usou para observar meu pai, ele disse a Soonmin que eu daria um bom prostituto para o The King ou a Fantasy e por isso fui estuprado, e ele me chantageou para dar a localização daquele verme, eu tive que transar com ele novamente. – a voz de Minseok era calma e eu o encarei encostado no batente da porta.

Arqueei a sobrancelha.

- Esta melhorando, não percebi você chegar. – elogiei e ele sorriu de lado.

- Deixe-me ir junto? – Baekhyun berrou – Eu quero mata-lo. – vi o sorriso calmo brotar em seus lábios.

Meu coração pesava.

- Eu vou fazer esse filho da puta implorar para morrer. – Luhan falou lentamente e sua respiração estava pesada.

- Kyungsoo pegou uma caneta e um papel. – Kris falou baixo e sua voz tinha raiva contida – Ele realmente esta anotando o que fará a Seungyeoon. – arqueei a sobrancelha ao ver o riso baixinho de Minseok – Estou tentado a ir também, Jongdae. – sorri ao ver a surpresa cintilar em seus olhos.

Eu não me surpreendi.

Minseok era amado por todos, mas parecia não perceber isso.

- Esse maldito achou que ele poderia tocar em nosso pirralho? – Joonmyun rosnou – Estaremos todos ai, exceto Zitao, Yixing e Baekhyun que ficará com Amélia e Joshua. – avisou e eu franzi o cenho.

- Mas eu quero ir também. – Yixing grunhiu e eu gargalhei vendo a expressão de Minseok se tornar chocada.

- Alguém precisa ficar com as crianças, Xing e tirando Baekhyun e você ninguém sabe fazer mamadeiras e trocar fraldas e eu não posso ir por motivos óbvios. – Tao explicou – Não estamos achando que vocês são fracos, é só lógica mesmo. – sua voz era pacifica.

- Amanhã estaremos aí. – Jongin avisou e a conexão foi cortada antes que eu pudesse falar algo.

Vi lágrimas presas em seus olhos e estiquei minha mão que foi agarrada prontamente.

O puxei para meus braços.

- Não sabia que era tão amado assim? – perguntei e ele fungou esfregando o rosto em meu peitoral negativamente.

Sorri suave.

- Você é nosso pirralho, e não só eu, mas qualquer um da nossa família daria a vida por você. – acariciei seus cabelos.

Ele ergueu o rosto e secou as lágrimas.

- Por que te chamam de Hunter 3.3? – gargalhei alto e o abracei.

- Tão bonitinho você constrangido querendo mudar de assunto. – debochei e levei um tapa em resposta.

Baguncei seus cabelos e respirei fundo.

- Quem esta mudando de assunto agora? – bufei com seu resmungo irritado.

- Eu sou o Hunter 3.3 porque fui treinado por Kim Namjoon. – expliquei e ele franziu o cenho e me olhou confuso.

- Esse nome deveria me significar algo? – perguntou curioso e eu ri baixo.

- Não. – suspirei – Kim Namjoon é o homem que criou os setores – seus olhos arregalaram levemente – Havia uma ordem para criar o setor mais letal, homens que mortos diante do governo que pudessem viver sem deixar rastros e morrer como se nunca tivesse existido, o setor 49. – sua mão segurou a minha e seus olhos banhavam tristeza – Eu fui o primeiro membro do setor 49. – sorri com a surpresa estampada em seu rosto – Quando fui chamado, disputava com mais dois rapazes, nós três éramos chamados de caçadores, eu fui o último a entrar na disputa da vaga por isso sou o Hunter 3 de 3, e o único sobrevivente. – falei baixo.

Havia um gosto amargo em mim diante aquelas lembranças.

- Você os mat...

- Sim. – o cortei – Nós fomos treinados como animais, dentro do setor eu sou o único especialista em armas, logística, bombas, sistemas, estratégias em combate e assassinatos de alto escalão. – seus olho hesitaram e eu me preocupei com a forma que ele me veria – Eu fui treinado para isso, e o teste final era: a vaga no setor é daquele que sobreviver, então eu matei os outros dois membros da equipe. – engoli em seco.

Naquela noite foi quando me transformei em animal.

- E porque Yifan é o líder e não você? – soltei um riso incrédulo com sua pergunta.

Depois do que falei seriamente que essa era sua dúvida?

Por que ainda me surpreendo com Minseok?

- Eu fui recrutado para matar e não liderar. – retruquei impaciente – Eu faço o serviço sujo, Minseok. – arqueei a sobrancelha – Eu sou aquele que recebe uma foto e um endereço e não questiona ao menos porque esta matando, apenas vou e faço. – falei amargo – A fama do Hunter do governo é o suficiente para que o tipo mais perigoso do mundo do tráfico pense duas vezes antes de lutar comigo. – sorri em escárnio.

- E como eles sabem que é você? – perguntou curioso e eu apenas ergui a maga da blusa mostrando a tatuagem no meu antebraço.

Uma grande cruz vazada com o número 3 no meio.

Eu levava a morte carregada no braço.

Arqueei a sobrancelha quando ele engatinhou e se sentou no meu colo.

Suas mãos sorrateiras enroscaram nos meus cabelos e ele puxou meu rosto grudando nossos rostos. Seus olhos me fitavam com intensidade.

- Isso é tão sexy. – ele murmurou contra meus lábios e eu ri baixinho.

- Sexy? – perguntei roçando nossos lábios tentado a beija-lo.

- Meu homem é tão fodidamente perigoso. – seus dentes mordiscaram meu lábio inferior e eu fechei os olhos.

Porra de pirralho provocador.

- Foda Minseok. – rosnei segurando sua cintura e o empurrei jogando-o na cama.

Ele sorriu de lado.

- Vem Hunter, vem me caçar. – debochou e eu revirei os olhos rindo baixo.

- Pirralho.

- Seu pirralho. – sim, meu.

Avancei sobre seu corpo e tomei seus lábios.

Ali dentro daquele quarto eu podia fingir que o mundo lá fora não era um caos.

Ali dentro daquele quarto eu podia ter aquele pirralho.

Meu pirralho.






 

Sexta feira – 18:45

Plano de ação.

- Posso mata-lo agora? – Kyungsoo perguntou pela quinta vez apontando para Seungyeoon amarrado na cadeira.

- Precisamos dele vivo, pelo menos até amanhã. – revirei os olhos.

Em dez minutos que chegou Kyungsoo agia como uma criança birrenta pedindo um brinquedo para a mãe.

Havia grudado em Minseok e não o largava.

- Eu quero mata-lo também. – me virei incrédulo para Yifan.

- O que? – ele perguntou defensivo e eu bufei tentando prender o riso.

Minseok se soltou dos braços de Kyungsoo e se aproximou de Yifan e para a surpresa de todos o abraçou. Prendi a risada quando ele totalmente sem jeito bagunçou seus cabelos.

- Yifan realmente tem sentimentos. – Luhan parecia levemente horrorizado e eu apenas vi Sehun e Jongin revirar os olhos enquanto Joonmyun e Chanyeol riam abertamente.

- Agora chega, vamos falar de coisas importantes. – Yifan se afastou sem graça e eu tentei prender o riso.

Joonmyun esticou um mapa em cima da mesa que indicava a zona norte onde ficava o prostibulo, que estava circulado de vermelho.

- Quem comanda o The King? – perguntei a Seungyeoon.

- Hongseok. – fez careta – Traiçoeiro, ele era um dos homens mais importantes de Zhaolin. – sua expressão se fechou.

Yifan me olhou inquisidor.

- O que isso quer dizer? – Kyungsoo perguntou.

- Significa que Hongseok era o espião de Zhaolin. – Jongin acariciou seus cabelos.

- Como assim? – Minseok questionou me encarando.

- Quem deles frequentava esse prostibulo? – perguntei ignorando Minseok.

- Todos, inclusive Zhaolin. – Seungyeoon respondeu me fazendo olhar chocado.

Significava que Zhaolin não confiava em seus homens. Hongseok era o homem que observava quem estava passando dos limites, porque ali era o ponto de vulnerabilidade.

- Ali é um local onde os monstros mostram sua verdadeira face, podem ser quem eles são e Hongseok era o homem que olhava quem passou dos limites da sanidade. – Sehun explicou calmamente.

- Então ele esta esperando um ataque? – Kyungsoo perguntou hesitante.

Eu apenas balancei a cabeça positivamente.

Hongseok sabe que vamos atrás de Soonmin.

- Há homens dele disfarçados como prostitutos, barmans e até mesmo mulheres. - Seungyeoon moveu as sobrancelhas de forma sugestivas – Eu posso afirmar que tem cerca de 40 homens fazendo a segurança do The King. – praguejei baixo.

- Foda. – Luhan rosnou – Por que tudo isso? – perguntou raivoso.

- Você acha que só vocês têm esse complexo de "só vou viver em paz depois que me vingar"? – Seungyeoon debochou – Por incrível que pareça, existe muitas pessoas patéticas com esse pensamento. – revirou os olhos – Estamos falando de um lugar frequentado por estupradores, assassinos, ladrões, sadistas e até canibais. – meu estomago embrulhou com aquelas palavras.

- Seungyeoon. – Minseok advertiu.

- O que? – perguntou impaciente – Você se misturou com o pior tipo de gente do governo. – acusou – O setor mais burro que poderia existir. – bradou irritado.

- Cuidado com sua língua Seungyeoon, eu realmente estou a um passo de corta-la. – Yifan falou gélido.

- Você acha que o governo é diferente do Zhaolin? – o garoto realmente estava pedindo para morrer – Ele usou suas fraquezas a seu favor. – sorri largamente e me inclinei aproximando nossos rostos.

- Ele achou que poderia fazer isso Seungyeoon. – vi seu olhar hesitar – Nós apenas deixamos eles acreditar que somos seus fodidos animais. – me afastei olhando seriamente para Kyungsoo.

- O que vamos fazer Kyungsoo? – perguntei recebendo olhares chocados.

- Eu? – perguntou surpreso.

- Você esta louco? – Jongin perguntou alarmado.

Revirei os olhos.

- Nós estamos falando de um lugar com 40 seguranças e mais um bando de doentes completamente alterados de drogas e bebidas. – grunhi – É suicídio e a porra de uma loucura, quem é o melhor em fazer esse tipo de coisa aqui? – perguntei baixo.

- Kyungsoo, qual o plano? – todos perguntaram juntos, inclusive Yifan.

- Acho que estou levemente ofendido. – ele me encarou indignado, mas eu podia ver seu sorrisinho de lado.

- Aposto que você já pensou no que fazer. – Jongin acusou e ele sorriu largamente.

- Isso vai ser fácil. – olhei incrédulo – Vamos fazer isso amanhã, porque domingo quero estar em casa. – avisou.

Minseok riu alto.

- Eu sei o que você vai fazer. – soltou um risinho arteiro.

Eu olhei confuso.

Aquilo não era nada bom.

- É claro que você sabe. – rosnei – Vocês dois são loucos. – acusei me perguntando como diabos os dois sorriam parecendo que tiveram a mesma ideia.

- Não acredito que estou fazendo isso. – Yifan massageou a têmpora – O que você precisa? – fiquei tenso quando os dois olharam para o Luhan que arqueou a sobrancelha.

- Eu sabia que iria sobrar para mim. – dramatizou.

- Só eu que não entendi ainda? – murmurei sem graça.

- Graças a Deus. – Joonmyun coçou a nuca envergonhado – Achei que só eu não tinha entendido ainda. – olhei complacente.

- A única coisa que precisamos é de uma fodida calça de couro, um lápis de olho e Luhan. – Kyungsoo sorriu largo.

- Oh foda. – Seungyeoon falou – Brilhante. – sua sobrancelha arqueou.

Finalmente eu entendi.

Porra.

- Do que Hongseok gosta? – Yifan perguntou curioso.

- Twink. – Seungyeoon respondeu sorrindo arteiro.

- Sehun, Yifan, Chanyeol e Joonmyun. – Minseok sorriu largo – A partir de agora vocês são segurança Lu Feng, pequeno twink traficante de drogas. – trocou olhares cumplices com Kyungsoo.

Fodidamente brilhante.

Sorri largo.






 

Sábado – 23h30 – Mansão Minseok

- Pronto. – a voz no celular ecoou e um silêncio mortal pairou.

- Sou eu. – Seungyeoon falou calmamente – Tenho algo para você. – houve silêncio do outro lado da linha.

- Em qual sentido? – a voz soava curiosa.

- Feng Lu. – respondeu.

- Isso deveria soar familiar para mim? – perguntou interessado.

- Traficante chinês, esta na cidade. – rosnou – Eu te avisei Hong. – bufou fingindo verdadeira indignação.

Silêncio novamente.

- Não lembro. – rosnou.

- Você esta brincando certo? – falou irritado.

– Desculpe. – sua voz se tornou suave e eu me perguntei qual o nível de amizade de Seungyeoon com o dono do prostibulo – Soonmin tem me deixado louco, esta completamente paranoico sempre achando que Jongdae esta aqui, esta me dando nos nervos. – explicou e eu arregalei os olhos chocado.

Sorri de lado.

Seungyeoon suspirou parecendo ponderar.

Podia ver em seus olhos que tudo em si era falso.

- Você vai gostar. – sua voz se forçou um tom de malicia – Mas já aviso, os outros dois são meus. – falou defensivo e o rapaz do outro lado da linha riu infantilmente.

- Você não me deixa escolher, que tipo de presente é esse? – perguntou com hesitação e eu troquei olhares com Yifan.

- Você irá escolher Feng Lu. – debochou – Quero os dois, preciso de algo forte. – aquele tom sugestivo me fez arquear a sobrancelha.

- Eu vou? – perguntou baixo – Você conseguiu atiçar minha curiosidade Seung. – podia sentir seu sorriso – O quanto eu vou gostar do garoto? – olhei para Luhan que estava fazendo careta.

- O melhor, aposto que sua passagem para china estará reservada nos próximos dias. – silêncio novamente.

- Isso vai me custar o que? – perguntou defensivo.

- Quero o cargo de Soonmin. – falou sério.

Silêncio.

- Veremos, tudo depende do nosso pequeno chinês. – seu tom foi divertido – Quantos? – perguntou calmo.

- 4 para 1 e 2 para 2. – falou baixo.

- 4? – perguntou surpreso – O quão alto ele é? – perguntou baixo.

- Muito, filho mais novo do chefe de Taiwan. – ouvi o outro praguejar – E Hong? – chamou baixinho – Não se apaixone. – avisou.

A gargalhada do outro foi alta.

- Estou fodidamente curioso. – falou animado – Que horas chega? – perguntou ansioso.

- Em meia hora, me espere na frente. – pediu desligando.

Um suspiro aliviado escapou de seus lábios.

Ele parecia tenso.

- Você acha que ele acreditou nisso? – Kyungsoo perguntou sério.

- Foda, não. – Seungyeoon arregalou os olhos – Ele não é burro. – defendeu o outro e eu bufei.

Era obvio que não.

Só um burro acreditaria naquilo.

- E então? – Minseok perguntou confuso.

- Ele fez a parte dele. – expliquei – Nos deu a passagem de entrada. – acariciei seus cabelos – Agora é com o Luhan. – olhei para o sombra que sorriu de lado.

- Do que Hongseok gosta? – ele perguntou suave.

- Desafios. – Seungyeoon respondeu baixo.

Ele estava com medo.

Ele deveria estar.

Luhan sorriu largamente indo em direção a um quarto.

Comecei minha preparação. Vesti minha roupa e coloquei facas e armas espalhadas pelo corpo. Minseok e Kyungsoo foram se trocar pois assim como Luhan se passariam por traficantes. A porta de entrada para o The King estava aberta e agora faltava pouco para tudo aquilo terminar. Estava tudo tão perto do fim que não podia acreditar.

15 minutos depois Luhan desceu as escadas fazendo com que eu me engasgasse.

Ele levou a sério o papel.

Seus cabelos estavam em um topete, vestia uma camisa branca simples e uma calça preta de couro que realçava suas coxas. Seus olhos estavam intensos apenas com um lápis de olho que destacavam em sua pele branca.

Soltei um risinho ao ver a forma que Sehun o fitava.

Porém senti o jogo virar assim que Minseok apareceu, vestindo uma camiseta social branca e uma calça jeans pretas. Ele estava de óculos e porra, isso era sexy.

Ele sorriu me olhando descaradamente.

- Se controlem homens. – Joonmyun debochou.

- Parem de pensar com o pau de vocês. – Yifan rosnou divertido.

- Invejosos. – Jongin cantarolou puxando Kyungsoo para seus braços.

- Prontos? – Chanyeol revirou os olhos – Vamos terminar isso e voltar para casa. – seus olhos banhavam frieza.

Era hora de terminar com aquilo.


 

The King – 00h15

O lugar era decadente.

Estacionamos na frente da boate onde havia uma pequena comoção. Revirei os olhos vendo homens carregando armas e facas descaradamente. Assim que descemos do carro, eu me coloquei ao lado de Minseok e Jongin de Kyungsoo como seguranças, já Chanyeol, Yifan, Joonmyun e Sehun se colocaram na frente de Luhan tapando a visão dos demais sob si.

Seungyeoon estava na nossa frente.

De repente logo na entrada da boate um homem sorriu vindo em nossa direção. Haviam seis seguranças ao seu redor.

Sorri de lado.

Definitivamente preocupado.

Seungyeoon sorriu.

- Hong. – falou solene e se inclinou sussurrando algo em seu ouvido o que me fez trocar olhares em alerta com Yifan.

A cabeça de Hongseok tombou para o lado nos fitando.

Seu olhar pairou sob os quatro e a curiosidade cintilando em seus olhos para ver Luhan.

Esse era seu ponto fraco então.

Curiosidade.

Ele estava desconfiado, mas deixaria o jogo rolar porque queria ver até onde iria.

E quando menos esperar estaria com a garganta cortada em um quarto sujo desse puteiro.

- Esses são Min Yoonju. – apontou para Minseok – E Jung Jihyo. – apresentou Kyungsoo – Yoo é amigo do Lu, e Jung é seu namorado. – seu tom sugestivo fez Hong o encarar com diversão.

Nojentos.

- É um prazer rapazes. – seus olhos brilharam e por um segundo ele pareceu tentado em tentar algo com os dois.

Minseok deu de ombros e passou o braço em Kyungsoo e sussurrou algo em seu ouvido o fazendo rir.

- Esse é Feng Lu. – no momento que Seungyeoon falou Hong se virou e os rapazes saíram da frente de Luhan.

Hongseok se engasgou.

Luhan olhou de forma inocente.

Quis rir pelo desejo que brilhou em seus olhos.

Primeira parte do plano concluída com sucesso.

A presa estava envolvida no jogo.

- Ele fala coreano? – ouvi a pergunta baixa de Hong sem tirar os olhos de Luhan.

- Sim. – Seungyeoon lhe lançou um sorriso arteiro.

Luhan olhou envolta e timidamente mexeu nos cabelos.

- Existem muitas pessoas armadas aqui, Seung. – fez careta – Eu achei que iria me divertir. – murmurou olhando nervosamente – É seguro aqui? – perguntou baixo – Papai odiaria que eu voltasse machucado. – bufou.

- É completamente seguro aqui senhor Feng. – Hong respondeu calmo.

Seus olhos eram de uma raposa atrás de sua presa.

Luhan fez careta.

- Lu, apenas senhor... – olhou vacilante para Seungyeoon.

Porra ele é bom.

- Hongseok, apenas. – falou sugestivo e Luhan sorriu de lado.

- Podemos entrar? – Minseok falou impaciente – Eu quero dançar. – resmungou pendurado em Kyungsoo – Seungyeoon, você esta me devendo uma bebida. – falou sugestivo o fazendo sorrir lago.

Fechei a expressão completamente.

Maldito plano.

- Vamos entrar. – Hongseok sorriu sem tirar os olhos de Luhan.

Caminhei ao lado de Minseok olhando ao redor. O plano era relativamente simples, Luhan distrair Hongseok, o levar para um quarto e o dopar. Seungyeoon levar eu e Minseok para o quarto em que Soonmin esta escondido, e o restante disfarçar o máximo dos olhares atentos dos seguranças que não sabíamos quem era.

Qualquer erro seria fatal.

Éramos 9 contra um bando de lunáticos.

Assim que entramos na boate apertei o botão do meu dispositivo.

Tínhamos meia hora para fazer tudo e nos encontrar na frente da boate.

O lugar por dentro não era nada do que eu esperava. Havia vários poles dance espalhados pelo salão, um dj ficava no centro e um jogo de luzes vermelhos dava um ar erótico. No extenso bar havia três mulheres e três homens dando um show enquanto misturava as bebidas. No canto direito haviam pessoas caminhando entre beijos em direção a um corredor onde claramente ficam os quartos.

Interessante.

Seria um lugar agradável se metade daquelas pessoas não fossem fodidamente doentes.

Minseok, Luhan, Kyungsoo, Seungyeoon e Hongseok sentaram no bar e nós ficamos em volta fazendo sua segurança.

- Isso é incrível. – pude ler os lábios de Luhan quando ele se inclinou e sussurrou no ouvido de Hongseok que olhou fixamente para seus lábios – Eu quero dançar, você vem Jihyo? – gritou tendo sua voz abafada pela música alta.

Kyungsoo assentiu enquanto pegava um copo de bebida.

Ele se inclinou sussurrando algo para Minseok que fez careta e negou, mas logo lhe deu um sorriso sacana. Dispersar, esse era o plano. Seungyeoon sussurrou algo no ouvido de Hongseok que lhe deu um par de chaves sem tirar os olhos de Luhan.

Luhan piscou para ele e para sua surpresa e nossa também ele subiu em um dos poles dance.

Hongseok lambeu os lábios quando com um sorriso sacana ele rebolou contra o metal e fechou os olhos. Seu corpo se movia no ritmo eufórico no ritmo da música. Kyungsoo subiu ao seu lado segurando um copo de bebida. Gritos animados ecoaram pelo salão observando os dois. Kyungsoo sorriu sexy jogando a bebida nos homens e mulheres que apenas gritaram pedindo mais. Seungyeoon deu um sorriso sacana para Minseok e indicou com a cabeça para ele o seguir, vi que isso não passou despercebido para Hongseok que sorriu de lado voltando a focar em Luhan que dançava se esfregando em Kyungsoo.

- Fique de olho no Jung. – falei para Jongin – Vou atrás da princesa. – revirei os olhos irritado – Ficar ouvindo seus gemidos de cadela no cio. – rosnei fingindo irritação tentando parecer sutil mas pude ver os lábios dos seguranças de Hongseok se inclinar em um pequeno sorriso.

Percorri os olhos na multidão e quando vi Minseok e Seungyeoon andei apressadamente os seguindo pelo extenso corredor. Cerrei os punhos quando aquele verme desferiu um tapa em sua bunda. Sabíamos que eles tinham que manter a pose de quem iria transar pois estávamos sendo observado. Min se virou piscando para mim e eu fiz careta, olhei para o lado quando ouvi um risinho baixo de um segurança que estava parado em uma porta.

Rolei os olhos.

Haviam várias pessoas se agarrando no corredor.

Arquei a sobrancelha seguindo o olhar horrorizado de Minseok ao ver um cara foder uma mulher contra a parede. Ela gemia como uma puta enquanto seus seios balançavam livremente. Quis rir da sua expressão enojada.

Seungyeoon parou em frente uma porta e eu prendi a respiração.

- Coloque Jongdae na brincadeira. – sussurrou apreensivo.

Antes que eu pudesse falar qualquer coisa Minseok me prensou na parede e beijou duramente. Retribui o beijo apertando sua cintura. Nos beijamos por poucos segundos, mas foi o suficiente para ele se afastar ofegante.

- Porra eu quero vocês dois. – Seungyeoon gemeu falsamente e quando ia virar a chave seu braço foi segurado.

- Senhor esse quarto esta ocupado. – a voz do segurança saiu baixa.

Seungyeoon sorriu sacana.

- Você quer participar também? Sempre cabe mais um. – o segurança o olhou com nojo.

- Eu gosto de mulheres senhor e estou aqui a trabalho. – seu tom foi sério.

- Qual é doce, nós vamos ser bons para você. – se aproximou segurando sua gravata – Eu garanto que sou mais apertado. – Seungyeoon piscou para mim e eu entendi o recado.

Vi quando ele espetou a agulha na barriga do homem, e girei a chave abrindo a porta. O corpo do homem cedeu ao mesmo tempo que Seungyeoon o virou jogando dentro do quarto. Entrei ao seu lado e Minseok fechou a porta.

Soonmin.

Soonmin saltou da cama segurando um revolver.

- Você me traiu maldito. – rosnou para Seungyeoon – Olá Jongdae. – sorriu para mim porém seus olhos percorreram quase desesperadamente um local de fuga.

Finalmente.

Frente a frente com esse maldito.

- Porra. – Soonmin urrou quando a faca de repente fincou em sua coxa.

Me virei chocado para Minseok.

- Ele me ignorou. – resmungou e eu bufei – Eu também to aqui, parece que eu nem causo medo desse jeito. – ele realmente parecia ofendido.

- Você é estranho. – Seungyeoon murmurou risonho.

- Terminaram? – revirei os olhos e caminhei lentamente em direção a Soonmin.

Ele apontava a arma para mim e eu não tinha nada em minhas mãos. Ainda carregava um tapa olho em seu maldito rosto por estar cego de um olho após o ataque na base do setor. Sorri de lado.

- Porra você é tão sexy. – me virei confuso para Minseok que me encarava descaradamente – Sério, essa sua pose de assassino me excita. – arregalei os olhos e pigarreei.

Que porra Minseok.

- Você só pode estar brincando comigo. – Soonmin rosnou e apontou a arma para Minseok.

- Por que ainda esta tentando Soomin, você realmente acha que vai sair daqui com vida? – debochei e ele me encarou em pânico.

- Eu atiro nesse pirralho maldito se você se aproximar. – rosnou me encarando irritado.

Novamente seu grito ecoou pelo quarto e foi tão rápido que eu apenas vi sua arma caindo no chão e a faca presa em sua mão.

- Isso de atirar facas é tão legal. – Minseok bateu palmas e eu me virei para ele que parecia se divertir muito naquele momento – Que? – me olhou confuso – Ele estava ficando chato. – murmurou e eu revirei os olhos.

Por que realmente ainda me surpreendo?

Chutei a arma de Soonmin para longe e o peguei pelos cabelos o jogando na cama. Puxei a faca de sua mão o fazendo urrar de dor. Sorri psicótico.

- Veja você, tão fodido e patético. – o encarei com desdém.

- Você pode até me matar Jongdae, mas nada vai trazer Jinhe de volta. – seus olhos me encaravam com desprezo – Não vai apagar o passado. – seus lábios se curvaram em um sorriso – Eu a fodi de todas as formas que pude, e ainda chamei meus amigos para se divertir comigo. – meu corpo endureceu – Eu gostava de ver o medo e a dor nos olhos dela, eu a arregacei Jongdae, eu quebrei sua alma antes dela morrer. – um nó se formou em minha garganta porque eu sabia que era verdade – Eu queria que você tivesse visto minha obra de arte, é uma lembrança doce, ensanguentada e fodida jogada no chão, implorando para morrer porque não conseguia viver em seu próprio corpo depois de ser marcada. – aquilo foi o suficiente.

Peguei a faca e finquei entre suas pernas e puxei rasgando seu pênis.

Seu berro desesperado me fez sorrir em escarnio.

Quando ia cortar sua garganta Minseok segurou meu braço, me voltei para ele completamente confuso.

- Me permite? – ele pediu me olhando intensamente.

Não senti raiva pois sabia que aquilo não era somente sobre Jinhe.

Me afastei vendo Soonmin se contorcer gritando de dor na cama. Os olhos de Minseok brilhavam em fúria.

- Me ajude a prende-lo. – pediu e eu o encarei tentando decifrar seus planos – Confia em mim? – perguntou e eu assenti sem hesitar.

Ele sorriu fraco.

Puxei os braços de Soonmin e o amarrei na cama com as cordas que Minseok me jogou enquanto ele fazia o mesmo com seus pés.

- Eu não quero que você o toque, Jongdae. – o olhei confuso e me sobressaltei quando a porta foi aberta e por ela passou Seungyeoon e mais quatro homens, porra eu nem percebi que ele havia saído, me preparei para atacar – Esta tudo bem. – Minseok segurou meu braço e novamente o fitei confuso.

- O que você esta fazendo? – perguntei baixo.

- Me perdoe por ter feito pelas suas costas. – ele pediu acariciando meu rosto – Eu fiz meu próprio plano sem você saber. – suas palavras me deixaram tenso – Seungyeoon cuidou do pagamento de vocês? – perguntou para os homens.

- Sim senhor. – um deles respondeu.

Minseok se virou para Soomin que se debatia na cama contra as amarras. Ele se aproximou devagar e puxou seus cabelos o forçando a olhar em seus olhos.

- Você destruiu Jinhe e me quebrou, Soomin. – sorriu calmo – Você queria que Jongdae fosse infeliz, mas você perdeu porque nós estamos juntos e só viemos aqui para tirar uma pedrinha do nosso sapato, por motivos óbvios. – seu tom foi sugestivo – Você acha que Jinhe viveu um terror? Ela esteve no céu perto de onde você vai estar agora. – afirmou – Isso não é por mim Soonmin, é apenas por ela não se esqueça. – avisou sorrindo calmo e se afastou se voltando para os homens – Eu quero que ele viva o pior pesadelo da vida dele e quando ele implorar para morrer continuem o fodendo, quero seu rosto desfigurado, seu corpo marcado e o quero ver ser fodido por todos vocês juntos, ele gosta desse tipo de coisa. – piscou friamente para os homens que encararam Soonmin com desprezo – Uma semana, eu quero que ele viva um semana de terror e depois o matem. – falou e os rapazes assentiram.

- Vai ser um prazer, chefe. – pude ver que o cara estava realmente excitado – Depois de mata-lo posso ficar com a carne. – meu estomago revirou em nojo e até mesmo Seungyeoon se mexeu desconfortável.

Mas para minha surpresa Minseok sorriu de lado.

- A vontade querido, faça um ensopado. – os olhos do homem brilharam em desejo.

- É disso que eu gosto, foder, matar e comer. – o homem esfregou sua mão no próprio pênis e eu olhei enojado.

- Por favor, não. – Soonmin implorou para minha surpresa – Por favor, Jongdae não. – senti um prazer percorrer meu corpo – Apenas me mate. – berrou em desespero.

Aquilo era doentio.

- Jinhe também implorou. – avisei e estiquei o braço oferecendo minha mão para Minseok que sorriu de forma brilhante para mim a segurando.

- Bem-vindo ao nosso show de horror, Soonmin. – ouvi um dos homens sussurrar e quando fechei a porta pude ouvir seus gritos de terror.

Soonmin conheceria o inferno.

E eu seria feliz.

Essa era minha maior vingança.




 

Caminhei pelo corredor da boate me sentindo completamente leve. Finalmente havia acabado e da forma mais certa que eu poderia desejar. Percorri um olhar na multidão e não encontrei os rapazes. Fiquei tenso e puxei Minseok pela mão e quase suspirei em alivio ao vê-los na frente da boate nos esperando.

- Precisamos sair daqui. – Yifan falou baixo.

- O paralisante só fará efeito por mais 10 minutos. – Luhan verificou o relógio.

Me voltei para Minseok e franzi o cenho.

- Cadê Seungyeoon? – perguntei alarmado – Ele não estava atrás de nós? – olhei nervosamente para os lados.

- Não se preocupe. – Luhan me olhou seriamente – Do mesmo jeito que Minseok tinha seu próprio plano, eu também tinha o meu. – me encarou fixamente – Ninguém mexe com nosso pirralho e sai vivo para contar a história. – falou friamente.
Luhan trocou sorrisos animalescos com Kyungsoo e eu só podia ter piedade da alma daquele verme, mas eu não tinha queria que ele sofresse.

Sorri largamente.

- Vamos embora. – Chanyeol falou cansado.

Entramos no carro e eu puxei Minseok para meus braços.

- Acabou? – Yifan me sondou.

Beijei de leve os lábios de Minseok que relaxou em meus braços.

- Acabou. – finalmente senti a paz me dominar.

- Vocês acreditam que aquele filha da puta me jogou na cama e me chamou de princesa? – Luhan falou escandalizado e eu gargalhei recebendo um olhar ameaçador.

- Tudo bem Hannie. – Sehun murmurou – Nós sabemos que você é a minha princesa. – debochou nos fazendo rir.

Luhan o fuzilou.

- Eu vou te foder Sehun, até você ficar sem andar e aí vamos ver quem é a princesa. – rosnou e eu ri alto.

Yifan dirigia como um lunático enquanto falava pelo comunicador com Zitao.

Minseok deitou a cabeça no peito e eu acariciei seus cabelos.

Soonmin era a última peça derrubada.

Agora faltava pouco.

Fechei os olhos cansado.

Deus, nada pode dar errado.

Eu não quero perder isso.






 

Finalmente em casa.

Sai do banheiro vestindo apenas um moletom enquanto secava meus cabelos e encarei Minseok sentado na cama abraçando suas pernas.

Ele estava calado demais.

- Você me acha uma pessoa ruim? – perguntou antes que eu pudesse questionar o que estava acontecendo.

Joguei a toalha no chão e me sentei na sua frente.

Suspirei e ergui seu queixo o fazendo me encarar.

- Seja direto Minseok, você é a porra de um pirralho petulante. – vociferei o fazendo se encolher.

- Eu fiz uma coisa ruim ao contratar aqueles homens para estuprarem Soonmin? – perguntou baixo.

- Não. – respondi com firmeza – Ninguém merece passar por uma situação dessa, é o pior sentimento de mundo e quando ele falou sobre Jinhe eu só conseguia pensar em como ela se sentiu e porra dói. – mostrei toda vulnerabilidade que sentia – Mesmo perto de morrer ele mostrou que sente prazer fazendo isso, ele não se arrepende Min. – suspirei fechando os olhos – Ele apenas vai sentir o que as vítimas dele sentiram, para algumas pessoas isso pode ser errado, mas para mim isso se chama justiça. – acariciei seu rosto – Se você quer saber, se fosse o Jongdae de meses atrás eu faria pior, eu pagaria alguém para fazer isso por anos. – fui sincero.

Eu faria, sem pensar duas vezes.

- E o que mudou? – ele perguntou confuso.

- Você. – falei sem hesitar e ele me olhou surpreso – Nós vamos dar apenas um pequeno vislumbre do inferno, mas eu não estenderia isso mais que o necessário. – o puxei para meu colo e encarei seus olhos – Eu não quero mais viver em função dessa dor, não quando eu tenho um motivo para viver aqui nos meus braços. – sussurrei.

Ele me beijou.

Lento.

Sua língua se enroscou na minha e minhas mãos sorrateiras se embrenhou em seus cabelos. Porra, eu jamais vou ter o suficiente. Eu o amo.

De repente a porta foi aberta bruscamente.

Gemi em desgosto.

- Caralho Kyungsoo. – rosnei abrindo os olhos.

- Como sabia que era eu? – perguntou confuso – Você estava de olhos fechado e com a língua enfiada na garganta do Minseok. – apontou e eu bufei.

- Sério? – perguntei baixo – Quem mais seria? – ironizei e ele fez bico.

- Deixem para transar depois, eu estou com saudades do meu Minseok. – rosnou e eu revirei os olhos – Você não ta excitado ainda, neh? – sua cabeça tombou e ele tentou olhar para o meio das minhas pernas.

Gemi em constrangimento.

Porra, de novo... Por que ainda me surpreendo?

- Para de olhar pro meu pau. – rosnei irritado e fuzilei Minseok que caiu na cama enquanto gargalhava histericamente.

- Você ta com vergonha? – Kyungsoo perguntou confuso – Seu pau é pequeno? – ele arregalou os olhos fitando Minseok com pena.

Caralho, eu não acredito que um pirralho de 20 anos conseguiu me deixar envergonhado.

- Não é pequeno. – Minseok me defendeu – Transamos tem 4 dias e eu ainda estou me sentindo alargado. – por Deus eles não tinham pudores.

Me engasguei chocado.

- Eu também me senti assim com Jongin. – Kyungsoo pulou na cama – Acho que meu traseiro ta moldado com o tamanho do pau dele já. – Minseok gargalhou novamente e eu apenas arregalei os olhos em choque.

- Como você conseguiu ficar com o Jongin? – perguntou curioso enquanto se arrastava para seu colo.

- Eu atirei nele. – deu de ombros e eu olhei horrorizado.

Yifan havia ocultado essa parte.

Minseok fez bico.

- Você foi tão mais legal. – resmungou – Eu transei com meu ex. – falou e Kyungsoo fez careta.

- Aquele verme, eu ainda quero enfiar um cabo de vassoura na bunda dele até sair na garganta. – rosnou e foi a coisa mais sensata que ele falou desde que passou por aquela porta.

- E me conta, como foi o sexo com Jongdae? – perguntou animado.

- Muito bom. – seus olhos brilharam – Ele é muito gostoso. – confabulou baixinho.

- Detalhes, Minseok eu trabalho com detalhes. – deitou na cama o puxando para seus braços.

Eu apenas encarei incrédulo.

- Eu to aqui porra. – grunhi envergonhado.

Os dois arregalaram os olhos como se estivessem realmente esquecido da minha presença.

- Malditos pirralhos doentes. – me levantei da cama saindo do quarto.

Revirei os olhos ao ouvir os risinhos.

Fechei a porta e acabei por rir baixo.

Porra, eu amo esse pirralho.




 

Entrei na cozinha rindo.

- O que Kyungsoo e Minseok fizeram dessa vez? – Joomyun perguntou curioso.

- Kyung perguntou para o Min como foi o sexo entre nós dois, e disse que o traseiro dele já ta moldado com o tamanho do pau do Jongin. – gargalhei e Yifan cuspiu a água que bebia.

Jongin gemeu em constrangimento.

Olhei para Baekhyun vendo até suas orelhas ficarem vermelhas enquanto Chanyeol ria escandalosamente.

- Isso deveria nos surpreender? – Yifan perguntou e seus lábios tremiam apesar de sua tentativa de manter a postura.

Soltei um grito baixo quando senti minha perna se agarrada, olhei para baixo e vi Joshua puxar minha calça tentando subir. Sorri largo e me curvei o pegando no colo.

- Hey ser humano minúsculo. – cumprimentei o pequeno que esfregou a fralda no rosto.

– Dae nana. – Joshua agarrou meu pescoço já se aconchegando em meus braços.

- Diga o que quiser, mas essa criança é cria de Baekhyun. – murmurei o fazendo rir baixo.

- Enquanto Amélia parece uma mistura do Kyungsoo com o Minseok. – Chanyeol apontou desolado.

- Nós quase acreditamos que ela era tímida. – Joon fez careta.

Ri baixo.

- Já é 1 da manhã. – Yifan olhou para o relógio – Vão descansar que teremos reunião pela manhã. – bocejou e eu concordei entregando Joshua para Joonmyun.

Bebi um copo com água e voltei para o quarto.

Surpreendente Kyungsoo não estava lá.

Olhei Minseok que vestia apenas uma boxer e minha camiseta que ia até metade de suas coxas. Seus olhos estavam focados no celular e seus lábios estavam curvados em um sorriso. Porra, eu era sortudo. Era inevitável pensar em Jinhe.

Fechei os olhos.

Jinhe, eu sinto tanto que você tenha sido machucada quando meu dever era te proteger, você me deu amor, me mostrou a felicidade e tudo de melhor que a vida poderia me oferecer, você foi tudo que eu poderia desejar. Eu imploro seu perdão e desejo que agora você esteja em paz, eu sinto que finalmente posso seguir em frente, mas não pense que eu a deixei de amar ou a amo menos, eu te amo todos os dias com saudade, como alguém que me fez feliz, você foi o meu primeiro amor, mas agora eu preciso deixar você ir para ser totalmente dele, eu te amo para sempre minha pequena.

Abri os olhos e me deparei com o olhar atento de Minseok.

- Estava pensando nela? – caminhei em sua direção e suspirei com sua hesitação.

- Me despedindo dela. – corrigi e ele arregalou os olhos de leve.

Sorri amorosamente quando ele se sentou em meu colo enlaçando seus braços em meu pescoço.

- Não precisa disso, Dae. – ele insistiu e eu pude ver a sinceridade em seu olhar.

E isso só me fez o amar mais.

- Jinhe foi tudo que um dia eu desejei, ela foi o melhor que a vida podia ter me oferecido. – expliquei e seu olhar vacilou – Ela foi, no passado. – selei nossos lábios - De alguma forma eu sou tão sortudo que recebi você, que é hoje tudo o que eu preciso. – rocei nossos narizes suavemente – Eu amo tudo em você Minseok, sua ousadia e petulância, seus comentários espertinhos, seu riso fácil e sua força. – ele me encarou ansiosamente – Meu coração, hoje e aqui é todo seu, hoje eu me despeço de Jinhe porque não sou mais uma sombra da dor, graças a você minhas feridas estão cicatrizadas, o menino que eu fui a amava e agora o homem que eu sou ama você. – sussurrei.

- Por que esta me dizendo isso? – sua voz tremeu e eu ri baixo.

Tão petulante por fora.

Mas um garotinho assustado por dentro.

- Por que quando Yifan me ligou dizendo que você havia sumido eu percebi que não posso viver em um mundo que você não exista, pela primeira vez eu quis voltar para alguém. – confessei.

- Seu filho da puta, pau pequeno, vadiazinha. – rosnou e eu bufei vendo as lágrimas escorrendo de seus olhos – Você não pode me falar essas coisas sem avisar antes. – grunhiu socando meu peito – Sua prostituta. – olhei ofendido.

- Sério Minseok? – falei irritado – Eu aqui me declarando finalmente e você me chama de puta. – resmunguei e ele fez bico.

- Vadia. – retrucou e eu tentei não rir.

- Pirralho. – rosnei.

- Pau pequeno. – ele mostrou língua.

O joguei na cama e prendi seus braços contra o colchão.

- Sério? – esfreguei meu pau contra o seu ele ruborizou me fazendo rir.

- Ok, pau grande. – lambeu os lábios.

Caralho.

- Você pequena coisinha tentadora. – abaixei meu rosto – Você esta precisando ser punido. – sussurrei em seu ouvido e tentei não rir com seu ofego – Eu vou te foder tão duro Minseok. – mordisquei sua orelha e ele gemeu baixo – Vou foder sua boca com meu "pau pequeno". – debochei e ele tremeu contra meus braços.

- Jongdae. – implorou manhosamente tentando se esfregar contra mim.

- Quem é a puta agora? – arqueei a sobrancelha encarando seu rosto.

Suas pupilas estavam dilatadas e seu rosto corado.

Lindo.

- Sua puta. – sorriu de lado.

Foda, eu nunca teria o bastante de Kim Minseok.




 

Minseok se jogou em meu colo e eu grunhi com o impacto. Mas o abracei pela cintura e mordi seu ombro de leve. Amélia caminhou em nossa direção e sentou em seu colo deitando a cabeça em seu peito.

Havia uma estranha tensão na sala.

- Bem rapazes. – Yifan quebrou o silêncio – Nossas ultimas pendencias, Soonmin, Seunjoon e jinwon foram eliminadas e nós estamos vivos. – suspirou pesadamente e um sorriso um tanto triste curvou em seus lábios – Isso significa que teremos nossa última missão. – falou baixo.

- Ultima missão, isso soa estranho. – Joonmyun franziu o cenho e Yixing sorriu beijando sua bochecha.

- De nada. – Kyungsoo falou debochado.

- Hm? – Jongin o olhou confuso.

- Isso foi graças a nós. – ele encarou com diversão – Graças ao nosso sequestro, tirando o que aconteceu com meu Baekhyun, de nada. – deu de ombros e até Baekhyun riu.

- Mesmo que tenha acontecido aquilo, eu ganhei muito. – ele falou sereno – E pode ser a última missão, mas acredito que tudo será melhor quando isso acabar. – sorri ao vê-lo apertar Joshua em seus braços.

- Isso se sairmos vivos. – Yifan falou frio – Dessa vez não vamos entrar disfarçados em uma boate com um bando de doentes que pensam com o pau. – eu apenas assenti pois sabia que era verdade – Estamos falando de um encontro com vários chefes da máfia, que estão vindo cientes que é uma armadilha e certamente preparando uma para nós. – sorriu psicótico.

Apertei Minseok de leve.

Aquilo era a droga de um suicídio.

- E o que vamos fazer em relação a isso? – Luhan perguntou seriamente.

Yifan hesitou.

Franzi o cenho ao ver Zitao o olhar desconfiado.

- Vamos ter que pedir ajuda. – foi minha vez de desconfiar pois tínhamos muitos aliados ali, então qual era o problema? – Eu entrei em contato com Dahyun, o setor 55 estará aqui amanhã de manhã. – oh porra.

Sehun e Jongin arregalaram os olhos.

- Você esta brincando com a minha cara Yifan? – Zitao rosnou ameaçadoramente.

- Amélia meu anjo, pegue Josh e o leve para ver Pororo no quarto do tio Dae, hm? – incentivei nervosamente e a menina assentiu indo em direção ao irmão no colo de Baekhyun e o pegando pela mão.

- O que isso significa? – Kyungsoo perguntou curioso – Por que esta tenso Jongin? – olhou desconfiado.

Zitao riu debochado.

- Zitao. – Sehun o repreendeu alarmado.

- Não me venha com Zitao. – rosnou e olhei nervosamente – Eu não vou deixar eles ficarem às escuras – avisou – Dahyun, Hiejyn, Sooyeon, Hyerin, Seulgi e Jisoo, setor 55 a base mais letal entre as mulheres, setor 49 versão vagina. – falou debochado – Dahyun a líder, a menina dos olhos do governo e que nas horas vagas amava infernizar minha vida gemendo que nem uma vadia enquanto fodia com meu chefe na sala dele. – me encolhi levemente olhando para Yifan que se manteve indiferente – Hiejyn, a segunda no comando, boa em luta e pode derrubar qualquer um daqui sem nenhum problema, nas horas vagas ela adora tentar entrar na cama do Jongdae. – Minseok ficou tenso em meus braços e eu praguejei – Não se preocupe Min ela nunca conseguiu, mas já aviso ela adora tentar. – falou amargo e eu bufei sabendo que boa coisa não sairia dali – Sooyeon, melhor estrategista dos setores, seu passatempo favorito? Transar com Sehun como dois coelhos no cio. – olhei para Luhan vendo sua expressão se fechar.

- Zitao, chega. – Yifan rosnou.

Ele apenas sorriu largo.

- Por que? – desafiou – Quem vem depois? – fez uma expressão confusa – Ah, Hyerin... Com essa não precisa se preocupar, odeia homens, mas ama suas irmãs então cuidado com o que dizem ou terão a garganta cortada antes mesmo de verem ela tirar a faca. – olhei para Chanyeol buscando alguma ajuda para interferir naquilo, mas ele parecia tão perdido quanto eu – Seulgi, melhor assassina que temos posso até equiparar com nosso Hunter. – me olhou solene e eu engoli em seco – Cuidado Kyungsoo, ela tem o estranho pensamento que um dia ficará com Jongin, acho que ainda não entendeu que era uma foda vazia e se apaixonou. – porra até eu me encolhi com o olhar que Kyung deu – E não podemos esquecer de Jisoo, claro. – olhei nervosamente para Joonmyun que encarava Zitao sem expressão – Ela apenas reveza tentando ter Chanyeol e Joon em sua cama, nunca conseguiu mas assim como Hiejyn adora tentar.

Fechei os olhos.

Porra Yifan.

Por que logo o setor 55?

- Isso não vai dar certo. – Baekhyun murmurou cansado.

Minseok se virou para mim bruscamente.

- Você transou com alguma delas? – me encarou sério.

- Não. – respondi fitando seus olhos.

Ele deu de ombros e se virou novamente.

Sua confiança em mim me relaxar completamente.

- Qual a necessidade de você falar isso, Zitao? – Joonmyun perguntou raivoso.

- Para vocês nenhuma, setor 49. – sorriu tenso – Agora para eles. – apontou para os outros – Vocês irão entender assim que elas chegarem. – falou cansado.

- O que isso quer dizer? – Yifan olhou confuso.

- Nada Yifan, eu entendo que elas são as melhores. – falou impaciente – Mas agora eu não preciso mais me preocupar em esconder minha identidade, então não me responsabilizo pelos meus atos. – me arrepiei com o brilho em seus olhos – Acho que Dahyun finalmente vai conhecer Huang Zitao. – e aquilo definitivamente não era bom.

- Por que eu sinto que vai dar merda? – Minseok me encarou com o cenho franzido.

- Porque vai. – dei de ombros e o abracei pela cintura – Não quero que isso nos afete, ignore Hiejyn. – avisei e ele semicerrou os olhos.

- Eu não sou bom em ignorar provocações, Jongdae. – ele avisou e eu fiz careta.

Aquilo definitivamente iria virar um caos.

Enrosquei minhas mãos em seus cabelos e puxei seu rosto para perto do meu.

- Só não esqueça que eu te amo. – isso o fez relaxar completamente em meus braços.

- Eu também te amo. – falou suave selando nossos lábios.

Aquilo foi o suficiente para acalmar meu coração.

Olhei o clima tenso que se espalhou.

Estava quase no fim.

O setor 55 estava a caminho.

E aquela era nossa última missão

 



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